terça-feira, setembro 07, 2010

Governos: simplesmente, não atrapalhem!

Há um pensamento de que governos são, historicamente, incapazes de planejamento de longo prazo. Mais do que isso, os técnicos "públicos" lutam contra distribuição irregular e política de recursos. Os técnicos de capacidade e experiência superior não estão no serviço público. Estão nas empresas ou prestando serviços a elas. Consultores ou professores...

Esta mesma linha de pensamento conclui que mercados são soberanos e que a saída para a crise de recursos naturais está na dinâmica produtores-consumidores. Além da conhecida intenção de inserir o "custo" ambiental nos produtos (o custo da gasolina, por exemplo, deveria ser calculado incluindo os recursos para construção de hospitais e assistência médica para vítimas de doenças respiratórias causadas, justamente, pela queima daquele combustível desenfreadamente), há ações voltadas a envolver empresas na criação de redes de sustentabilidade de mercados.



Jason Clay, PhD em Antropologia e Agricultura pela Universidade de Cornell, nos EUA, e vice-presidente sênior da ONG WWF identificou 15 commodities que, produzidas de maneira insustentável, representam as maiores ameaças devido ao desmatamento, à perda de solo fértil, à exploração da água, ao uso de pesticidas, à sobrepesca, entre outros fatores.

Clay perguntou-se como podem ser modificados os modos de produção, de modo a conservar a biodiversidade. Certamente será complicado trabalhar com 6,9 bilhões de consumidores (a população mundial) que falam 7 mil línguas diferentes e conscientizar todos a ponto de mudarem instantaneamente seus modos de consumo. E mesmo que queiram mudar, haveria oferta de produtos mais sustentáveis para todos ao mesmo tempo?

Também será difícil lidar com 1,5 bilhão de produtores. Mas com 300 a 500 empresas, que controlam no mínimo 70% do comércio de cada uma das 15 commodities, a ideia começa a se tornar mais factível. "Se mudarmos essas companhias e a maneira como fazem negócios, o restante acontecerá automaticamente", defende Clay.

Em uma visão mais detalhada, Clay descobriu que 100 dessas 300 empresas estão ligadas de alguma forma a 25% do comércio das 15 commodities. "E com 100 companhias, nós podemos trabalhar". Ainda que 25% não seja um percentual tão alto, o pesquisador explica que essas grandes marcas têm o poder de influenciar a rede de fornecedores com a qual trabalham, e criar um efeito em cadeia. "Companhias podem 'empurrar' produtores mais rapidamente do que os consumidores seriam capazes."

E por que as empresas seriam convencidas a transformar seu modo de operar e fazer negócios levando em conta a conservação da biodiversidade e processos mais sustentáveis?

Mais que o risco reputacional, está em jogo a própria existência das commodities, que dependem de um ambiente em equilíbrio.



Ou seja, a longevidade das empresas depende do manejo sustentável de recursos naturais. Soja, cana de açúcar, milho, palma, arroz... Conveça 100 empresas e será suficiente para provocar uma revolução em praticamente todos os mercados.

Estas 100 empresas já foram identificadas por Clay nos últimos dois anos. Nos últimos 18 meses, foram assinados acordos com 40 delas. Nos próximos 18 meses, ele acredita que serão firmados acordos com mais 40. Uma das empresas que cita é a Cargill que embora ainda esteja engatinhando nesse processo, ao menos aderiu a ele. É uma empresa chave, responsável por 20% a 25% da produção global de óleo de palma. "Se ela toma essa decisão, pelo menos metade da indústria mundial de palma se mexe", aposta.

As empresas, então, teriam motivos de sobra para aderir a planos coletivos de sustentabilidade.

Governos: simplesmente, não atrapalhem!!

sábado, setembro 04, 2010

Grama no telhado

Uma solução antiga e bastante simples. Gramado como revestimento da cobertura garante conforto. Térmico e acústico. A gramínea age como uma manta protetora proporcionando um ambiente interno mais aconchegante.

Um casa sustentável, com telhado verde, ficou em exposição na Lagoa do Taquaral, em Campinas, durante o Sustentar 2010, um evento de discussões, debates e exposições com experiências e técnicas voltadas à sustentabilidade e meio ambiente.



"As residências convencionais podem incorporar a grama no telhado. Bastam algumas adaptações para o revestimento de uma camada de terra e colocar as bandejas de grama no todo ou em parte do telhado", contou a arquiteta Renata Marangoni, coordenadora do projeto.

Madeira e vidro

O sistema construtivo é suspenso. Um deck elevado acessa uma sala de estar integrada a cozinha. A estrutura é de madeira de reflorestamento, assim como os móveis da instalação. As portas e janelas são de vidro com alguns encaixes metálicos. O isolamento das paredes é com manta de lã de vidro e em algumas extensões recoberta de madeira. A iluminação é de LED com feixe de luz direcionado, além de a residência ter aproveitamento da luz natural das janelas. A casa dispõe de um reservatório para reaproveitar água da chuva e reuso da água do banho.

A energia elétrica consumida dentro da casa é limpa, pois é produzida por fontes naturais autorrenováveis, incluindo a energia eólica produzida pelo vento e a fotovoltaica captada por painéis solares que convertem os raios de sol em eletricidade.

O painel de aquecimento solar está sobre a casa e o sistema de hélices pequenas em uma torre fica a poucos metros. O sistema gera 500 watts por dia. O consumo das luminárias internas e um poste externo de LED gastam em torno de 250 a 240 watts/dia.

O banheiro foi remodelado para a redução do consumo de água do banho e das descargas do vaso sanitário. O chuveiro, com água aquecida pelo sistema solar, tem dois dutos: um para fornecer e outro para guardar a água para o reuso. O vaso com caixa acoplada dispõe de dois acionamentos: um curto e outro para maior demanda de água.

Retorno do investimento

O custo de construção, sem os cálculos dos acessórios de fonte limpa de energia, é similar as demais moradias e estão em torno de R$ 1,2 mil e R$ 1,4 mil o metro quadrado. O valor investido na casa se paga ao longo do tempo de uso, com a economia que se faz com consumo de energia elétrica e de água.

Começa cobrança pelo uso da água no rio São Francisco


O Informe do CONAMA (leia a seguir) demonstra que "pagamento por serviços ambientais" é uma realidade mais próxima do que muitos imaginam. Fui criticado recentemente por propor o início de um trabalho com esta finalidade e que constasse como condicionante para licenciamentos na APA da Lagoa Encantada e Rio Almada.

O Rio Almada e a Lagoa Encantada (na foto, a Lagoa Encantada) podem ser beneficiados e há foruns institucionalizados para isso: Comitê de Bacias, Conselho Gestor da APA, Conselhos Municipais de Meio Ambiente, Comitê do Projeto Orla... A mobilização deve partir de universidades, órgãos públicos, seus técnicos e, claro, da demanda popular.


-----

Recursos são arrecadados pela ANA e repassados integralmente ao Comitê de Bacia do São Francisco, onde serão aplicados em ações de recuperação

Os usuários do rio São Francisco, e outros rios de domínio da União da bacia, começaram a pagar pelo uso da água, conforme prevê a Lei nº 9.433/97, conhecida como “Lei das Águas”. Os boletos de 2010 já foram distribuídos e a Agência Nacional de Águas (ANA) iniciou em agosto a arrecadação, estima em R$ 10 milhões até o fim do ano, tendo em vista que o valor cobrando corresponde ao período julho-dezembro.

Passam a pagar pelos recursos hídricos quem capta mais de quatro litros por segundo (14,4 metros cúbicos por hora) como, por exemplo, companhias de saneamento, indústrias, irrigantes e o Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional (PISF). Também estão sujeitos à cobrança os usuários que fazem lançamentos de efluentes nos rios federais da bacia.

“É importante ressaltar que a cobrança pelo uso da água dos rios não é um imposto, mas um preço público definido em consenso pelo próprio comitê de bacia e quem paga são usuários do rio, como se faz em um condomínio, por exemplo”, explica o diretor presidente da ANA, Vicente Andreu.

O cálculo do valor da cobrança é baseado na outorga pelo uso da água concedida pela ANA aos usuários. O s valores do metro cúbico para as categorias de uso foram acordados no âmbito do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) em um amplo processo que contou com a participação de representantes dos setores usuários, da sociedade civil e do Poder Público, que integram o CBHSF.

Na avaliação de Andreu, o País está crescendo e a disponibilidade de água é um fator essencial para manter a atividade econômica. Além disso, a cobrança pelo uso das águas das bacias hidrográficas é um instrumento que induz ao uso racional. “A cobrança é fundamental para melhor a gestão dos recursos hídricos, para garantir a manutenção da expansão econômica e assegurar a disponibilidade de água para as futuras gerações”, disse o diretor-presidente da ANA.

Os recursos serão arrecadados pela ANA e repassados integralmente à bacia do São Francisco, onde vão ser aplicados em ações de recuperação da bacia pela Associação Executiva de Apoio à Gestão de Bacias Hidrográficas Peixe Vivo - AGB Peixe Vivo, entidade delegatária que passou a exercer funções de agência de água da bacia, conforme aprovação do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH).

As ações de recuperação da bacia serão definidas pelos membros do CBHSF, com base nos programas, projetos e obras previstos no Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do São Francisco. Estão inseridos na bacia do São Francisco os estados de Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Goiás e o Distrito Federal.

Histórico da cobrança pelo uso da água

Desde 2001, a ANA desenvolve ações para implementar a cobrança pelo uso da água no Brasil em parceria com gestores estaduais de recursos hídricos e comitês de bacias. Em rios de domínio da União – aqueles que cortam mais de uma unidade da Federação ou são compartilhados com outros países –, a cobrança já está em funcionamento na bacia do rio Paraíba do Sul (MG, RJ e SP) desde 2003 e na dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (MG e SP) desde2006.

A cobrança pelo uso da água é um dos instrumentos de gestão de recursos hídricos previstos pela Lei nº 9.433/97, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos. Para mais detalhes sobre cobrança pelo uso das águas consulte o site www.ana.gov.br/cobrancauso

Mais Informações
Assessoria de Comunicação (ASCOM)
Agência Nacional de Águas (ANA)
Fones: (61) 2109-5103 - imprensa@ana.gov.br

quarta-feira, setembro 01, 2010

GESTORES E LEGISLADORES PÚBLICOS, PELA EDUCAÇÃO!

Há um nó que trava a sociedade: o povo elegeu seus representantes de hoje baseados em seu próprio nível, também atual, de consciência, educação e cultura. Ao trabalharem pela elevação deste nível (transformar a sociedade através da cultura e consciência), aqueles representantes sentir-se-iam ameaçados, pois a nova realidade provavelmente faria com que outros representantes fossem eleitos. Por que razão um gestor público insistiria em privilegiar a educação (em todos os níveis de graduação), já que, com isto, seus “eleitores” poderiam se desgarrar e preferir outro representante? Por que um legislador, por exemplo, esforçar-se-ia em encaminhar e aprovar leis que permitam o monitoramento exato do que ele faz e o quanto gasta do dinheiro público?

Há como desatar este nó. O Político de verdade, aquele que efetivamente deseja a evolução social, estará “nos braços do povo” ao libertá-lo, o povo, da verdadeira prisão que é a ignorância. O primeiro passo é declarar suas intenções e seu desapego ao poder.

-Sei que fui eleito por vocês e que, se, através de minhas ações vocês decidirem por outro em meu lugar, estarei feliz, pois terei participado desta evolução. Vou trabalhar 24 horas por dia para melhorar o nível de consciência de nossa população. Através das escolas, das universidades, das ações de empresas e terceiro setor. Eu desejo que vocês tenham a verdadeira liberdade para escolher, e esta liberdade depende do quanto vocês estão conscientes de si mesmos, de sua sociedade, das forças que são exercidas sobre ela. Depende, sim, do quanto vocês tiveram oportunidade de estudar e aprender. A mim cabe, apenas, me esforçar para merecer a confiança.

Esta seria a verdadeira revolução. A verdadeira reforma política.

sábado, agosto 28, 2010

sexta-feira, agosto 27, 2010

Ecoturismo na Lagoa Encantada: a vez de Aritaguá


Hoje foi a vez de reunir com representantes de associações de moradores de Aritaguá. Pudemos apresentar a proposta do projeto de revitalização da região, com foco no ecoturismo e, mais ainda, coletar sugestões e contribuições valiosíssimas. Por exemplo, que tal passar algumas horas ao lado de um experiente pescador -fala, Wilson!-, na beira do Rio Almada, pescando e conversando, num cais projetado e construído com segurança e bem agradável? Você pesca, eles já limpam o peixe e você escolhe se leva ou grelha ali mesmo...



Na praça seca-se cacau. Há tradição de carne ou peixe defumado. Tem um quibe especial no bar em frente e muitos pescadores ainda vivem e se alimentam do resultado de seu trabalho.





E ainda teremos o que, no projeto, chamamos de "Parque Temático Estação de Aritaguá". Um verdadeiro museu da memória ferroviária da região seria instalado na última estação que permanece da antiga estrada de ferro que chegou a ligar Ilhéus a Uruçuca e pretendia chegar a Vitória da Conquista, ainda que em ruínas.



Um passeio, uma trilha, um mirante e a surpresa de uma locomotiva, hoje quase destruída pela ferrugem, recuperada e transformada em atração para os visitantes. Uma parceria entre os proprietários -Anisio e Eduardo Hora- e a comunidade servirá para empregar jovens na operação toda e aumentar a auto-estima dos moradores. O brilho nos olhos de quem mora ali garante que este é o caminho.

Imagem do rio Almada, e a área onde o projeto prevê o "Parque Temático Estação de Aritaguá". Veja a pequena construção na entrada da fazenda, que está na foto anterior.

Rebeldes

Tenho deparadao com maior frequência com pessoas que costumo classificar como "rebeldes". Sim, o mundo precisa deles. A mesmice é evitada, a evolução acontece, os maus costumes são afastados, a acomodação dos outros se evidencia...

É fácil identificá-los. A aparência sempre é delicadamente desleixada. Não aderem a modismos. Aliás, combatem-nos. Procuram ser tudo menos fúteis. Ou, pelo menos, parecer alguém que não tenha conteúdo.

Outra característica: são contestadores sutis. Não fazem passeatas, ou severas demonstrações de insatisfação, pois isso é para as massas e eles não fazem parte de massas. Sorriem com ironia -ironia é uma grande companheira deles- e com apenas uma frase derrubam ideias conservadoras.

Minha observação tem um sentido. O reflexo que este "jeito de ser" provoca na postura corporal, na saúde e no estado emocional, ao longo do tempo, pode ser terrível...

Enquanto adolescentes e jovens recentes, este grupo faz sucesso e ajuda a humanidade a prosseguir. Demonstram que existe vida longe da massacrante unidade das tribos organizando uma tribo "anti-tribos". Sim, há contradições, mas eles não ligam. São rebeldes...

Na idade adulta, por volta dos 30 anos, vêm filhos, casamento, profissão, trabalho, responsabilidades e dores, muitas dores...

Eles não fizeram exercícios nem controle alimentar, coisas de quem "adere ao sistema". Nunca andaram eretos e com uma postura -coluna vertebral, ombros, escápulas, cervical- em simetria, alinhada. Cuidar da saúde parecia ser algo da moda, pois nas academias pululavam meninas e meninos clonados, fortinhos, sarados, cabelos e unhas produzidos em uma indústria única, em série. Eles davam de ombros e passavam à distância. Não estavam errados, a futilidade sempre foi, sim, algo a ser combatido.

Minha percepção, então, refere-se ao impacto que isto causou. Na época da janela de oportunidade, por exemplo, para descobrir o prazer com atividades físicas, estavam distantes, ocupados criticando o "sistema". A questão é que não se vive sem exercícios regulares. O resultado é trágico.

Meus "observados" estão com uma postura péssima, acumulando gordura -nas artérias, além dos quadris-, assumindo emoções depressivas -carência de serotonina- e portando hérnias discais e muitas dores.

A virada é necessária, sem perder a rebeldia jamais.

Há modalidades que atendem esse grupo. Pilates, Tai Chi, natação, têm atraído indivíduos desta espécie. Mas é inevitável que compreendam que a rebeldia tem lugar no mundo, mas pode se voltar contra o rebelde. Seu corpo é sua arma de ação contra o que te ameaça e é bom que esteja sadio e de prontidão!

quinta-feira, agosto 26, 2010

Lagoa Encantada: apresentação às secretarias municipais



Hoje pela manhã, no salão nobre do Palácio Paranaguá, representantes das secretarias municipais de meio ambiente, turismo, educação, planejamento, do gabinete do prefeito, da assessoria de comunicação, da Embasa, e outras instituições tiveram a oportunidade de conhecer o Projeto de Revitalização da Lagoa Encantada. Além de observar detalhes da proposta, puderam discutir a participação do poder público municipal e também enumerar ações que já estão programadas para a região do projeto.

Há interesse comum de que a prefeitura seja mais do que uma parceira e ficou acordado que um pequeno grupo seria criado ali para acompanhar o desenvolvimento do projeto.

Amanhã estaremos em Aritaguá, com representantes daquela comunidade e outras da margem direita do Rio Almada, como Sambaituba e Urucutuca. As contribuições têm sido efetivas e reforçam as estratégias do projeto.



quarta-feira, agosto 25, 2010

Lagoa Encantada: as apresentações começaram



O Projeto, sob responsabilidade da Parkia Consultoria e minha coordenação geral, está sendo apresentado a diversas instituições para conhecimento e coleta de sugestões. Já foi conhecido pelos membros da ATIL. Hoje pela manhã representantes de associações do litoral norte estiveram reunidos com a equipe do projeto na Ponta da Tulha. Um sucesso.




Todos ficaram satisfeitos e confiantes de que há algo de novo no ar. Também é consenso de que não será fácil, mas os primeiros passos estão sendo dados.

Amanhã será a vez de apresentar para as secretarias municipais (às 10:00 hs no Palácio Paranaguá) e na sexta-feira, para representantes de associações da margem direita do trecho do Rio Almada após a Lagoa Encantada, em Aritaguá.

Aos poucos vamos trazendo aqui, também, os detalhes.


Reunião com representantes de associações do litoral norte de Ilhéus.











Reunião com membros da ATIL - Associação de Turismo de Ilhéus e ONGs

terça-feira, agosto 17, 2010

Censo 2010: alguém entendeu isso?!

2.04 – O ESGOTO DO BANHEIRO OU SANITÁRIO É LANÇADO (JOGADO) EM:
1 - REDE GERAL DE ESGOTO OU PLUVIAL
2 - FOSSA SÉPTICA
3 - FOSSA RUDIMENTAR
4 - VALA
5 - RIO, LAGO OU MAR
6 - OUTRO

Desde quando rede de esgoto é igual a rede pluvial?



No bairro do Pontal, em Ilhéus, assim como 60% da cidade, não há coleta de esgoto. Na última "reforma" aproximei-me de um trabalhador que estava cavando, no meio da via, com metade do corpo dentro de um buraco.

- O que vocês estão fazendo?

- Refazendo a rede de esgoto.

- Esgoto? - Falei, estupefato. - Mas no Pontal não tem rede de esgoto!

- Ah, fala sério, isso todo mundo sabe. É que todo o esgoto é jogado aqui na rede fluvial (sic).

E o questionário do Censo 2010 assumiu: rede pluvial e rede de esgoto é a mesma coisa. Vai tudo para o rio! Todo mundo, então, cravando a resposta número 1. E -viva!- não precisaremos mais de rede de esgoto!

segunda-feira, agosto 16, 2010

Parkia Consultoria


Nome científico: Parkia pendula (Willd.) Benth. ex Walp.
Família: Fabaceae.
Sinônimos botânicos: Inga pendula Willd., Mimosa pendula (Willd.) Poir.
Outros nomes populares: andirá, boloteiro, faveira, faveira-bolota, pão-de-arara, arara-tucupi, visgueiro, boloteria, rabo-de-arara, jupuuba, fava-bolota, faveira-de-chorão, visgueira, joerana, joeirana, arara-petiu, faveirão, joarana, juerana, jupiuba, jupuuba, macaqueiro, mafua, muira-rema, muirareina, paricá, pau-de-arara, procaxi, sabiu, pau-de-sândalo.
Propriedades medicinais e indicações: assepsia de úlceras e feridas, hemorragias.


FOCO
Meio Ambiente
Ações socioambientais
Turismo Sustentável
Arquitetura e Urbanismo Bioclimáticos
Desenvolvimento Humano


Pioneira no Programa de Certificação em Turismo Sustentável – PCTS / Bem Receber. Responsável pela integridade da aplicação (Fases I e II) do programa na região de Ilhéus e Itacaré, Bahia. Responsável pela Fase I da aplicação do programa na Chapada Diamantina, Bahia. 2005/06.

Treinamento e capacitação da comunidade indígena Tupinambá, em Olivença, distrito do município de Ilhéus, Bahia, com ênfase na inclusão na atividade turística. 2006.

Planejamento, projeto e implantação da Hospedaria Morro de Pedra, em Boa Vista do Tupim, com ênfase em turismo sustentável, rural e científico. A partir de 2005.

Coordenação local do evento internacional promovido pelo TOI – Tour Operators Initiative, associação das maiores operadoras turísticas internacionais, pela sustentabilidade da atividade turística. Realizado em Itacaré em 2005.

Criação e formatação do abrangente projeto "Revitalização Urbanística, Ambiental, Social e Econômica da região sob influência da Lagoa Encantada, Ilhéus, Bahia", com finalização prevista para outubro de 2010.

fred@parkia.com.br

Lagoa Encantada: ATIL animada!



Apresentamos agora pela manhã a estrutura do projeto de revitalização da Lagoa Encantada a alguns membros da Associação de Turismo de Ilhéus - ATIL. O foco principal é o ecoturismo mas, claro, sem capacitação e infraestrutura, nada seria possível.

O resultado foi fantástico. Todos puderam contribuir, comentar, criticar, elogiar. Unanimidade no pensamento de que é um projeto diferenciado e que todos devem se unir pelo seu sucesso.

Os diversos programas estão sendo formatados, em cinco eixos temáticos: Gestão, Educação, Qualidade de Vida, Ocupação e Renda e Ecoturismo. A metodologia prevê encontros desse tipo, nesta fase, para permitir, justamente, esta participação e coletar mais ideias que possam ser agregadas ao projeto.



É o início, o ponto de partida. A equipe está ainda mais animada, assim como percebemos os membros da ATIL! Parabéns a todos!

domingo, agosto 15, 2010

Lagoa Encantada: turismo comunitário


Chegou a hora de apresentar um projeto consistente para um dos principais atrativos da região sul da Bahia.

A Lagoa Encantada já foi assunto de muitos estudos, diagnósticos, monografias, levantamentos, dissertações, teses, oficinas, debates... Tentativas e erros. Enquanto isso a população desencanta-se com as promessas e acostuma-se com as dificuldades. Resultado? Recursos naturais ameaçados e desperdício de um fantástico potencial educacional e de visitação.

Desde 2002 trabalho no desenvolvimento de um projeto que aborde as questões críticas para, finalmente, incluir a região sob influência da Lagoa Encantada na lista de destinos ecoturísticos internacionais. Pretensão? Não, acho que não.

O projeto amadureceu e, agora em 2010, está sendo detalhadamente formatado.

Não é uma invenção inteiramente minha. Há livros, artigos, exemplos em toda parte. Mas a aplicação a esta realidade única ao lado de certas inclusões criativas, são as grandes novidades. E a principal característica, e que a torna especialmente inovadora, é que toda a estrutura e a gestão serão entregues -100%- às comunidades. Sim, pensou em capacitação? Preparo? Aí está um dos pilares centrais da proposta.

Na verdade, são vários programas ligados a cinco eixos temáticos. Cada programa deverá receber o apoio de um patrocinador. Serão, então, vários financiadores, em conjunto, que viabilizarão programas que podem ou não ser geradores de receita.

Na metodologia de formatação do projeto, encargo da Parkia Consultoria e sob minha coordenação, há espaço para reuniões-consulta com diversas entidades, públicas e privadas. Amanhã, segunda-feira, 16/8, será a vez do trade turístico de Ilhéus. A Associação de Turismo de Ilhéus -ATIL- poderá conhecer os detalhes da proposta e oferecer contribuições, na Pousada La Dolce Vita, a partir das 9:00 hs. Ainda haverá reuniões com instituições construtoras de conhecimento -universidades, faculdades, Sebrae..-, com fiscalizadoras e licenciadoras -IBAMA, SEMA, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Projeto Orla, DPA, Capitania dos Portos, Conselho Gestor da APA...-, ONGs e, principalmente, conversas com associações comunitárias.

Entre em contato se tiver interesse em participar. Este é o momento.

Veja em http://desacelere.blogspot.com/2009/02/lagoa-encantada-ilheus-bahia.html uma postagem de fevereiro de 2009 (um ano e meio atrás!) a respeito de uma reunião na prefeitura de Ilhéus em que eu, mais uma vez, citei a existência de um projeto viável para aquela região.

quinta-feira, agosto 05, 2010

Ônibus ou túnel?


A empresa chinesa Huashi Future Parking Equipment trabalha num projeto que estou chamando de "tunel-ônibus".

Ao invés de metrôs, com alto custo, estes ônibus aproveitariam o espaço vertical das vias e, literalmente, passariam por cima dos carros!

Veja: movido a eletricidade e painéis solares, chegaria a uma velocidade máxima de 60 km/h, viajando em média 40 km/h. Ele teria 6 metros de largura, sendo suspenso do chão por até 5 metros, permitindo a passagens de veículos com 2 metros de altura. Em seus vagões caberiam 300 pessoas, totalizando cerca de 1.2 mil por veículo...

Será?...

sexta-feira, julho 30, 2010

Viagem cósmica - comemorando a marca de 400 postagens!

Silêncio

"Me arrependo de coisas que disse. Mas, jamais, do meu silêncio".
Xenocrates, discípulo de Platão, 314 a.C.

O silêncio pode ser a mais poderosa das respostas!
No momento certo, a resposta mais compreensiva e real...

quarta-feira, julho 28, 2010

Apresentação sobre a Lagoa Encantada

Muito boa, a energia! Wellington (na foto, comigo) e companhia deram um show de atenção e inteligência. Alunos da rede pública estiveram presentes para conhecer a realidade e o potencial da Lagoa Encantada. Transformaram-se em sementes de conhecimento e multiplicadores da disposição em realmente melhorar a realidade das comunidades e dos recursos naturais daquele paraíso. Parabéns, professor Adriano. Parabéns alunos! É, vocês são demais!