sexta-feira, dezembro 31, 2010
quinta-feira, dezembro 30, 2010
Um em 21.000...
O jornal O Estado de São Paulo, hoje, traz uma reportagem sobre os 30 anos do estúdio de dança de J.C. Violla. Foram 21.000 alunos e, entre 1979 e 1981, eu fui um deles. Uma única sala na rua Alves Guimarães, em Pinheiros, continua a ser, até hoje, o centro deste universo baseado no talento e arte de Violla. Já falei de meu antigo mestre aqui no Desacelere (http://desacelere.blogspot.com/2009/04/j-c-violla.html). Foi um dos discípulos de D. Maria Duschenes e, ao lado de Klauss Vianna e Ivaldo Bertazzo, fizeram a cabeça dos jovens "alternativos" dos anos 1970 e 1980.
Foi uma experiência fundamental, essa convivência -com ele e seus alunos, meus colegas- e tenho até hoje grandes amizades nascidas ali. Eu já escrevia letras de músicas, participava de teatro amador -encontrei fotos de 1979 na net esses dias!- e era aluno da FAU USP! Viver, desde então, foi uma verdadeira arte.

sábado, dezembro 25, 2010
Contradição: seguir ou não as leis ambientais?
Há alguns dias revoltei-me com uma notícia: uma propriedade na Amazônia teria sido declarada improdutiva e sujeita a desapropriação e aproveitamento para “reforma agrária”. Participantes do MST já acampavam e esperavam a decisão. Segundo o texto, a área que não produzia era, justamente, os 80% previstos –e exigidos- em lei como reserva legal, aquele montante que tantos fazendeiros alegam exagerado e, muitas vezes, exploram, sim, derrubando árvores e incorporando plantações e pastos à sua área “produtiva”. Polêmica à parte, o certo é que a lei existe e, neste caso, por cumpri-la, o proprietário perdeu suas terras. É certo, também, que grandes propriedades incluem, na sua essência, injustiças. Concentração de renda e acesso à terra para subsistência são indicadores sociais e, convenhamos, nosso país ainda tem muito a conquistar. E outras vezes, também, e por outro lado, a fazenda pode estar cumprindo sua função social de produzir e gerar riquezas para o país. Mas refiro-me à lei, o Código Florestal, e ainda é claro: 80% da propriedade, sem descontar as APP –áreas de preservação permanente, como margens de rios e encostas-, devem ficar intocados, no bioma Floresta Amazônica.

Ao mesmo tempo, hoje, acabo de ler no jornal O Estado de São Paulo, outra notícia que contém pressupostos exatamente contrários. Treze propriedades à margem da represa Guarapiranga estão sendo remuneradas –sim, recebendo dinheiro do estado!- por preservar suas florestas ao proteger nascentes. Já falei, aqui, de minha participação num evento no RS onde havia especialistas e representantes desta iniciativa, que teve início em 2006.
“Em cinco anos os proprietários devem receber R$ 790 mil em recursos para preservação.”
Leila Matais é proprietária de um sítio e membro do Conselho Gestor da APA Capivari-Monos; foi citada na reportagem de hoje: “O fato de estarmos sendo remuneradas para preservar as nascentes gerou curiosidade nos órgãos ambientais. Aqui, nascentes estão protegidas e lutamos contra ladrões e caçadores”.
No início do mês a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que define uma política nacional para pagamento por serviços ambientais. Considerando a incrível contradição nos dois casos que descrevi, é um longo e difícil caminho a percorrer. Eu, próprio, sugeri, há alguns meses, em reunião que indicaria sugestões de condicionantes ou compensações em anuências da APA da Lagoa Encantada e Rio Almada, a participação de empresas num fundo destinado ao pagamento por serviços ambientais. Poucos consideraram viável e minha sugestão não foi aceita. Hoje vemos que é um caminho possível e eficiente.

Ao mesmo tempo, hoje, acabo de ler no jornal O Estado de São Paulo, outra notícia que contém pressupostos exatamente contrários. Treze propriedades à margem da represa Guarapiranga estão sendo remuneradas –sim, recebendo dinheiro do estado!- por preservar suas florestas ao proteger nascentes. Já falei, aqui, de minha participação num evento no RS onde havia especialistas e representantes desta iniciativa, que teve início em 2006.
“Em cinco anos os proprietários devem receber R$ 790 mil em recursos para preservação.”
Leila Matais é proprietária de um sítio e membro do Conselho Gestor da APA Capivari-Monos; foi citada na reportagem de hoje: “O fato de estarmos sendo remuneradas para preservar as nascentes gerou curiosidade nos órgãos ambientais. Aqui, nascentes estão protegidas e lutamos contra ladrões e caçadores”.
No início do mês a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que define uma política nacional para pagamento por serviços ambientais. Considerando a incrível contradição nos dois casos que descrevi, é um longo e difícil caminho a percorrer. Eu, próprio, sugeri, há alguns meses, em reunião que indicaria sugestões de condicionantes ou compensações em anuências da APA da Lagoa Encantada e Rio Almada, a participação de empresas num fundo destinado ao pagamento por serviços ambientais. Poucos consideraram viável e minha sugestão não foi aceita. Hoje vemos que é um caminho possível e eficiente.
domingo, dezembro 05, 2010
O Discurso do Universo
Mais uma homenagem a Marcelo Gleiser, meu colega de ano (nascemos em 1959) e de visão da vida e do universo... Já falei aqui de seu excelente "A Criação Imperfeita" (http://desacelere.blogspot.com/2010/04/dia-da-terra.html) como uma visão alternativa de um físico e escritor que possui talento para se comunicar com os mortais leitores...
Esse texto está publicado hoje na Folha de São Paulo e é exatamente isso: um discurso do Universo, que comunica-se conosco. Vale a leitura!
-----

Gostaria de começar agradecendo aos membros da raça humana que, usando sua criatividade e diligência, têm aprendido tanto sobre minhas propriedades nos últimos milênios. Neste discurso, para manter a clareza, usarei a noção humana de tempo, a qual, apesar de sua inocência, é bem prática.
Continuo em expansão, como é o caso já há 13,7 bilhões de anos. Confesso que, durante a maior parte desse tempo, me senti bem sozinho.
O silêncio era profundo, nenhuma mente perscrutando os mistérios que criei para me distrair durante a passagem das eras.
Na infância, meu volume era repleto de partículas e de radiação que, devido ao enorme calor e à grande pressão, interagiam furiosamente sem criar qualquer estrutura mais complexa.
Apenas após 400 mil anos surgiram os primeiros átomos. Mesmo assim, só os mais simples estavam presentes- os que os humanos chamam de "hidrogênio" e "hélio".
É verdade que tenho certo xodó pelos humanos. Existem muitas formas de vida espalhadas pelo meu domínio. Embora algumas sejam bem curiosas, a maioria não faz nada mais do que sobreviver. Já nos humanos, encontro aquela mágica que faz toda a diferença, uma apreciação por coisas que vão além do mero sobreviver. Inventaram conceitos como dignidade, respeito e amor, que considero muito criativos.
Talvez sejam eles a razão pela qual outras formas de vida inteligente se autodestroem após atingir uma certa sofisticação tecnológica, enquanto os humanos permanecem vivos.
Esses primeiros átomos de hidrogênio, devido à ação da gravidade, condensaram-se em esferas gigantes, as estrelas. No seu centro, temperaturas de 15 milhões de graus Celsius levam o hidrogênio a virar hélio, o segundo elemento.
É essa transmutação que mudou a minha história. Nada é mais importante do que ela! Dela, estrelas em ignição produzem a energia e a luz que aquecem seus planetas; dela, a vida extrai energia; dela, quando as estrelas se aproximam do fim de suas vidas, outros elementos químicos são formados e distribuídos pelo espaço, tornando a vida possível por todo o meu domínio.
Para o meu deleite, esses humanos entenderam tudo isso em apenas 400 anos. Mesmo assim, adorei ver a cara de alguns de seus cientistas quando descobriram, recentemente, que minha expansão está em aceleração. Acho que estão finalmente entendendo que é melhor manterem suas cabeças abertas e olhar para a Natureza com humildade. Quanto mais estudarem os meus mistérios, mais surpresas encontrarão. Espero que os outros brutos que existem em meu domínio, que passam sua existência lutando e se matando por razões patéticas, aprendam essa lição e comecem a se dedicar à busca pelo conhecimento.
Sei que fui parcial quando deixei a Terra se formar 4,6 bilhões de anos atrás. É mesmo um mundo especial. Estranho que os humanos estejam demorando tanto para entender isso. Especialmente agora, que podem estudar outros mundos. Espero que acordem logo. Nesse meio tempo, continuarei a criar e destruir mundos. Assim, me divirto e inspiro os humanos a aprenderem mais sobre mim. Afinal, preciso ser franco.
Até mesmo eu sou uma invenção das suas mentes.
Esse texto está publicado hoje na Folha de São Paulo e é exatamente isso: um discurso do Universo, que comunica-se conosco. Vale a leitura!
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Gostaria de começar agradecendo aos membros da raça humana que, usando sua criatividade e diligência, têm aprendido tanto sobre minhas propriedades nos últimos milênios. Neste discurso, para manter a clareza, usarei a noção humana de tempo, a qual, apesar de sua inocência, é bem prática.
Continuo em expansão, como é o caso já há 13,7 bilhões de anos. Confesso que, durante a maior parte desse tempo, me senti bem sozinho.
O silêncio era profundo, nenhuma mente perscrutando os mistérios que criei para me distrair durante a passagem das eras.
Na infância, meu volume era repleto de partículas e de radiação que, devido ao enorme calor e à grande pressão, interagiam furiosamente sem criar qualquer estrutura mais complexa.
Apenas após 400 mil anos surgiram os primeiros átomos. Mesmo assim, só os mais simples estavam presentes- os que os humanos chamam de "hidrogênio" e "hélio".
É verdade que tenho certo xodó pelos humanos. Existem muitas formas de vida espalhadas pelo meu domínio. Embora algumas sejam bem curiosas, a maioria não faz nada mais do que sobreviver. Já nos humanos, encontro aquela mágica que faz toda a diferença, uma apreciação por coisas que vão além do mero sobreviver. Inventaram conceitos como dignidade, respeito e amor, que considero muito criativos.
Talvez sejam eles a razão pela qual outras formas de vida inteligente se autodestroem após atingir uma certa sofisticação tecnológica, enquanto os humanos permanecem vivos.
Esses primeiros átomos de hidrogênio, devido à ação da gravidade, condensaram-se em esferas gigantes, as estrelas. No seu centro, temperaturas de 15 milhões de graus Celsius levam o hidrogênio a virar hélio, o segundo elemento.
É essa transmutação que mudou a minha história. Nada é mais importante do que ela! Dela, estrelas em ignição produzem a energia e a luz que aquecem seus planetas; dela, a vida extrai energia; dela, quando as estrelas se aproximam do fim de suas vidas, outros elementos químicos são formados e distribuídos pelo espaço, tornando a vida possível por todo o meu domínio.
Para o meu deleite, esses humanos entenderam tudo isso em apenas 400 anos. Mesmo assim, adorei ver a cara de alguns de seus cientistas quando descobriram, recentemente, que minha expansão está em aceleração. Acho que estão finalmente entendendo que é melhor manterem suas cabeças abertas e olhar para a Natureza com humildade. Quanto mais estudarem os meus mistérios, mais surpresas encontrarão. Espero que os outros brutos que existem em meu domínio, que passam sua existência lutando e se matando por razões patéticas, aprendam essa lição e comecem a se dedicar à busca pelo conhecimento.
Sei que fui parcial quando deixei a Terra se formar 4,6 bilhões de anos atrás. É mesmo um mundo especial. Estranho que os humanos estejam demorando tanto para entender isso. Especialmente agora, que podem estudar outros mundos. Espero que acordem logo. Nesse meio tempo, continuarei a criar e destruir mundos. Assim, me divirto e inspiro os humanos a aprenderem mais sobre mim. Afinal, preciso ser franco.
Até mesmo eu sou uma invenção das suas mentes.
domingo, novembro 28, 2010
Todos somos vendedores
E seu principal produto é você. A ideia de "sermos vendidos" a alguém parece soar mal, mas quando você conhece -ou encontra- alguém, inicia um processo de venda. Você quer que o outro compre a sua imagem, a sua proposta, seus planos, seus anseios e o ajude a executá-los -ou, pelo menos, não atrapalhe. Claro que não é uma venda monetária, mas um breve jogo em que a dinâmica é muito semelhante a uma venda propriamente dita.
O texto a seguir, escrito por Marcelo Ortega, é, literalmente, dirigido a vendedores. Mas, veja que interessante, aplica-se também ao que acabo de escrever! Qual é, a cada situação real, o seu verdadeiro produto? Você apenas consegue oferecê-lo com desconto? Ou valoriza o que tem a oferecer e recebe uma justa "remuneração", independente da "concorrência"? Você preocupa-se em entender o que seu "cliente" deseja, necessita e espera? Seu "produto" é valioso e caro? Não importa, sempre haverá compradores!!! Leia e permita-se refletir um pouco com olhares transversais...
SEU CLIENTE COMPRA APENAS COM DESCONTO? Vender com desconto e prazo é uma maneira de se posicionar no mercado, mas a guerra de preços é predatória e faz sua empresa se tornar frágil e fadada a quebrar. Existem duas maneiras de posicionar a venda de seus produtos e serviços – preço ou valor. Grandes redes varejistas dão a falsa impressão de que se posicionam só por preço barato, no entanto, trabalham com alguns produtos em promoção e atraem clientes com crediários de juros altos. O prazo é a grande oportunidade. No entanto, quebrariam se tivessem margens de lucro reduzidas, mas em vez de baixar o preço, cobram mais caro no longo prazo. Posso lhe assegurar que a segunda maneira, a de percepção de valor parta o cliente, é o melhor caminho para O SUCESSO EM VENDAS. É preciso reaprender a vender, com propostas e negociações que demonstrem os reais diferenciais, benefícios e vantagens competitivas que seu produto tem. Sabemos que produtos caros vendem e vendem muito, pois o cliente percebe valor. Bolsas caras, canetas caras, restaurantes caros, carros caros vendem muito. O caro é relativo, concorda?! O vendedor é o maior responsável por ensinar o cliente a comprar o valor que seu produto pode representar para ele ou sua empresa. Pare e pense: sua proposta só contém preço para negociar ou seu cliente precisa entender outros pontos? Você pode não ter o menor preço, mas o melhor dentro daquilo que o cliente quer.
*Marcelo Ortega é palestrante e consultor focado em melhorar resultados de vendas e produtividade de equipes comerciais. Marcelo também é autor dos livros SUCESSO EM VENDAS e INTELIGÊNCIA EM VENDAS.
Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 410ª Edição
O texto a seguir, escrito por Marcelo Ortega, é, literalmente, dirigido a vendedores. Mas, veja que interessante, aplica-se também ao que acabo de escrever! Qual é, a cada situação real, o seu verdadeiro produto? Você apenas consegue oferecê-lo com desconto? Ou valoriza o que tem a oferecer e recebe uma justa "remuneração", independente da "concorrência"? Você preocupa-se em entender o que seu "cliente" deseja, necessita e espera? Seu "produto" é valioso e caro? Não importa, sempre haverá compradores!!! Leia e permita-se refletir um pouco com olhares transversais...
SEU CLIENTE COMPRA APENAS COM DESCONTO? Vender com desconto e prazo é uma maneira de se posicionar no mercado, mas a guerra de preços é predatória e faz sua empresa se tornar frágil e fadada a quebrar. Existem duas maneiras de posicionar a venda de seus produtos e serviços – preço ou valor. Grandes redes varejistas dão a falsa impressão de que se posicionam só por preço barato, no entanto, trabalham com alguns produtos em promoção e atraem clientes com crediários de juros altos. O prazo é a grande oportunidade. No entanto, quebrariam se tivessem margens de lucro reduzidas, mas em vez de baixar o preço, cobram mais caro no longo prazo. Posso lhe assegurar que a segunda maneira, a de percepção de valor parta o cliente, é o melhor caminho para O SUCESSO EM VENDAS. É preciso reaprender a vender, com propostas e negociações que demonstrem os reais diferenciais, benefícios e vantagens competitivas que seu produto tem. Sabemos que produtos caros vendem e vendem muito, pois o cliente percebe valor. Bolsas caras, canetas caras, restaurantes caros, carros caros vendem muito. O caro é relativo, concorda?! O vendedor é o maior responsável por ensinar o cliente a comprar o valor que seu produto pode representar para ele ou sua empresa. Pare e pense: sua proposta só contém preço para negociar ou seu cliente precisa entender outros pontos? Você pode não ter o menor preço, mas o melhor dentro daquilo que o cliente quer.
*Marcelo Ortega é palestrante e consultor focado em melhorar resultados de vendas e produtividade de equipes comerciais. Marcelo também é autor dos livros SUCESSO EM VENDAS e INTELIGÊNCIA EM VENDAS.
Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 410ª Edição
domingo, novembro 21, 2010
quarta-feira, novembro 17, 2010
Palestra?!! Nem pensar, isso já era!
Mais de 50 pessoas, entre trabalhadores de fábrica, segurança, escritório, da Cargill. Acabaram seu turno. Poderiam estar a caminho de casa. E a missão: uma palestra sobre qualidade de vida. Simples. Iniciar com a importância de uma boa alimentação. Continuar com o efeito dos exercícios. E terminar com o quanto dormir bem renova as energias.
Sucesso! Todos estarão dormindo em alguns minutos!
Nada disso!
Acabou essa história de palestra e palestrante. Esqueça a rotina de um "especialista" preparar 50 slides e lê-los para uma plateia silenciosa. A não ser que apresentem uma oportunidade em que este script tenha dado certo. Não. Não. E não!
Somos educadores e precisamos compreender o que envolve uma plateia e o que vai fazê-la compreender uma mensagem. Sim: uma mensagem. Talvez duas. Vá com calma, concentre-se no que pretende demonstrar e tenha absoluta confiança de que a mensagem é útil, muito útil. Depois, a estratégia. Criatividade e impacto, sem exageros, sem estrelismo. Bom, pela resposta da minha audiência, acredito que cheguei perto disto.
Foi a SIPAT da Cargill. Homens e -algumas- mulheres trocando de lugar, conversando entre si, contando suas histórias (em 60 segundos!), percebendo a si e aos outros. Depois, em pé e em círculos, exercitando e percebendo o quanto estão abertos a iniciar e estimular felicidade e bons relacionamentos.
Gelo quebrado, picado e moído, hora de ouvir um pouco. O que acontece do prato ao sangue. Carboidratos quebrados, glicose no sangue. Energia para a... Célula! Ela, sim, trabalha incessantemente. Com a ajuda do oxigênio -viva a respiração- aqueles pequenos pedaços de nossa estrutura queimam a energia dos nutrientes e trabalham. Com pouco oxigênio ou nutrientes em quantidade ou proporção inadequadas, o resultado é o funcionamento incompleto de tecidos e órgãos. Aceleração do processo de envelhecimento.
Mas o envelhecimento, por outro lado, pode ser um processo pleno e, digamos, indolor. Todos deitados no chão, luz no mínimo. São convidados a, de olhos fechados, visualizarem a si mesmos. Sim, mas muito mais velhos. Deveriam imaginar-se com 80 anos.
-Como é este senhor, ou senhora? Tem saúde? Está lúcido, forte, poucas rugas? Está... Vivo?
Congratulações! Mas esta é uma imagem e todos terão que concentrar-se muito nelas para chegar próximos e usufruir de uma velhice produtiva e participativa.
-Quando tiver dúvida, a partir de hoje, pergunte ao seu velhinho!
Foi muito bom.
sexta-feira, novembro 12, 2010
quarta-feira, novembro 10, 2010
Tema: saúde. Mas de um jeito diferente!
Fui convidado e aceitei.
Na terça-feira, dia 16, estarei na Cargill. É a SIPAT. Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho. Terei, talvez, 90 minutos para conversar com trabalhadores sobre eles mesmos. O que eles têm demonstrado através das atitudes e das decisões subliminares cotidianas.
Há, então e mais uma vez, uma tarefa crítica. Entrar em contato com "subconscientes". Não ligar muito para o que os "conscientes" dizem ou como se conectam a mim... Estabelecer uma linha direta com o que, afinal, realmente decide. Subconsientes atraem uma doença. Eles devem -e podem- eliminá-la.
É a mesma teoria, para atletas, gestantes, diabéticos, cardíacos, idosos, adolescentes... Alimentem-se bem, pratiquem exercícios com regularidade e mantenham-se calmos. Simples, não é?
Não! Claro que não! O mundo não estaria na UTI se fosse tão simples assim.

O consciente não liga para os "Globo Repórter" que falam sobre coração, gordura, atividades físicas, psicologia... Não dá atenção às revistas sobre saúde, esquece o que aprendeu com professores -da escola à academia- e decreta: "Comigo será diferente!". E nunca é.

Como você pretende envelhecer? O que tem feito para trilhar esse caminho? Ops, olha eu aqui, de novo, querendo conversar com o seu consciente...
Na terça-feira, dia 16, estarei na Cargill. É a SIPAT. Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho. Terei, talvez, 90 minutos para conversar com trabalhadores sobre eles mesmos. O que eles têm demonstrado através das atitudes e das decisões subliminares cotidianas.
Há, então e mais uma vez, uma tarefa crítica. Entrar em contato com "subconscientes". Não ligar muito para o que os "conscientes" dizem ou como se conectam a mim... Estabelecer uma linha direta com o que, afinal, realmente decide. Subconsientes atraem uma doença. Eles devem -e podem- eliminá-la.
É a mesma teoria, para atletas, gestantes, diabéticos, cardíacos, idosos, adolescentes... Alimentem-se bem, pratiquem exercícios com regularidade e mantenham-se calmos. Simples, não é?
Não! Claro que não! O mundo não estaria na UTI se fosse tão simples assim.

O consciente não liga para os "Globo Repórter" que falam sobre coração, gordura, atividades físicas, psicologia... Não dá atenção às revistas sobre saúde, esquece o que aprendeu com professores -da escola à academia- e decreta: "Comigo será diferente!". E nunca é.

Como você pretende envelhecer? O que tem feito para trilhar esse caminho? Ops, olha eu aqui, de novo, querendo conversar com o seu consciente...
domingo, novembro 07, 2010
Pois é: sapateado!
E não é que se vive de tudo nessa vida?!
Desde os anos frequentando o estúdio de J.C.Violla, passando pelas aulas com madame Poços Leitão, as intermináveis e divertidas aulas de rítmica na faculdade de educação física e, ainda, as eternas sessões de forró na FAU, Fortaleza e Itacaré, chegamos a um antigo desafio. Qual é a magia do sapateado? Por que essa técnica de percussão e movimento prende os olhos e as respirações?
Parece uma brincadeira. Amarelinha, talvez. Pular corda sem corda. Siga o mestre. Escravos de Jó.
Lembro de uma médica neurologista que dizia praticar sapateado para ativar, treinar, o cérebro. A maior distância a ser percorrida por um impulso nervoso -cérebro pés- seria um fator de engrandecer o efeito de formação e fortalecimento das sinapses, aquelas ligações que fazem do cérebro uma máquina em constante mutação, para melhor ou...

Para mim, há a analogia do nome Fred. Sim, o Astaire. Fascínio antigo. Um malabarista que se comunicava com o telegrafismo das plaquetas sob seus pés. Não tinha aparência de galã, mas estava sempre bem acompanhado. Ginger? Kelly? Eu tentei, há muitos anos. Ok, décadas. Mas não havia a armadilha em que caímos, 10 homens, recentemente.
Eram aulas apenas para homens. Uma tentativa interessante, descontraída. Estávamos ali experimentando o que nossas filhas, esposas, amigas, sobrinhas, alunas faziam. Simples assim. Ok, resumindo: estaremos no palco com uma coreografia apenas nossa, participaremos de coreografias teatrais e, subitamente, somos uma das atrações do espetáculo. Era ou não uma armadilha, dona Erika?!

Mas claro que estamos todos agradecidos por termos sido capturados em nossa distração. Brincadeira ou não, tudo é muito sério! Paradigmas quebrados, integração inédita, mundos distantes aproximados.
Garantam seus ingressos, ajustem-se nas poltronas, vai começar!
Desde os anos frequentando o estúdio de J.C.Violla, passando pelas aulas com madame Poços Leitão, as intermináveis e divertidas aulas de rítmica na faculdade de educação física e, ainda, as eternas sessões de forró na FAU, Fortaleza e Itacaré, chegamos a um antigo desafio. Qual é a magia do sapateado? Por que essa técnica de percussão e movimento prende os olhos e as respirações?
Parece uma brincadeira. Amarelinha, talvez. Pular corda sem corda. Siga o mestre. Escravos de Jó.
Lembro de uma médica neurologista que dizia praticar sapateado para ativar, treinar, o cérebro. A maior distância a ser percorrida por um impulso nervoso -cérebro pés- seria um fator de engrandecer o efeito de formação e fortalecimento das sinapses, aquelas ligações que fazem do cérebro uma máquina em constante mutação, para melhor ou...

Para mim, há a analogia do nome Fred. Sim, o Astaire. Fascínio antigo. Um malabarista que se comunicava com o telegrafismo das plaquetas sob seus pés. Não tinha aparência de galã, mas estava sempre bem acompanhado. Ginger? Kelly? Eu tentei, há muitos anos. Ok, décadas. Mas não havia a armadilha em que caímos, 10 homens, recentemente.
Eram aulas apenas para homens. Uma tentativa interessante, descontraída. Estávamos ali experimentando o que nossas filhas, esposas, amigas, sobrinhas, alunas faziam. Simples assim. Ok, resumindo: estaremos no palco com uma coreografia apenas nossa, participaremos de coreografias teatrais e, subitamente, somos uma das atrações do espetáculo. Era ou não uma armadilha, dona Erika?!

Mas claro que estamos todos agradecidos por termos sido capturados em nossa distração. Brincadeira ou não, tudo é muito sério! Paradigmas quebrados, integração inédita, mundos distantes aproximados.
Garantam seus ingressos, ajustem-se nas poltronas, vai começar!
quinta-feira, novembro 04, 2010
Sombra

"O Efeito Sombra" é um livro que, à primeira vista, parece-se com tantos outros esquecidos nas prateleiras de auto-ajuda nas livrarias. Deepak Chopra é um consagrado escritor e, nesta obra, é o que parece ser: empresta seu nome, escreve um terço do texto e alavanca as vendas. O terço final do livro é escrito por Marianne Williamson, escritora e palestrante veterana, e utiliza uma linguagem mais rebuscada e com viés religioso. A grande novidade e grata surpresa é o "miolo", prensado entre dois grandes nomes, o capítulo de Debbie Ford. Debbie é a calora do trio, mas com uma escrita vigorosa e com uma capacidade diferenciada para simplificar e convencer.
"Sombra", para eles -e, de alguma forma, para a psicologia-, é algo que todos possuímos: o lado obscuro, os segredos, os sentimentos reprimidos e os impulsos ocultos. A ideia é que o agente de repressão somos nós mesmos. Guardamos numa gaveta, ou no sótão, algo sobre nós que não queremos que os outros conheçam. E fingimos que aquilo não existe. Normalmente tratam-se de qualidades consideradas negativas, mas pode ser um dom especial, um talento, um bom sentimento do qual temos vergonha ou desprezo.

Debbie descreve a sombra com clareza e, mais do que isso, mostra como ela atrapalha as vidas das pessoas e como utilizá-la para conseguir uma vida mais plena. Assim: assuma sua sombra, ela realmente existe e não adianta negá-la. Entenda que o segredo é não deixá-la se apoderar de sua consciência. Como? Percebendo como ela atua e os efeitos que refletem sua ação.
Pense em alguém que te incomoda. Você não aguenta seu jeito de falar, tratar os outros, resolver problemas. Sim, pense agora. Visualize uma pessoa com quem tenha tido um atrito ou que você tenha criticado recentemente. Não continue a ler sem imaginar alguém assim. Muito provavelmente esta pessoa não passa despercebida por você justamente por refletir a sua sombra. Ela te incomoda porque você vê, nela, as características que também pertencem a você. A sua sombra.
"Somos programados para projetar em outras pessoas as qualidades que não conseguimos ver em nós. Aquilo que julgamos ou condenamos em outro é uma parte rejeitada de nós mesmos."
É, não é fácil admitir que, de alguma forma, somos parecidos com pessoas que tanto desprezamos. Há uma boa notícia aí. O primeiro passo para sair desse "transe" -Debbie Ford usa esse termo- é perceber aquela identificação indesejada e assumir a sombra. Ela é sua e não precisa ficar guardada, escondida. Você não precisa fingir ser alguém que não é.
A segunda boa notícia é que, segundo Debbie, tudo isto vale para a relação de admiração. Há um ídolo que mexe com você? Uma referência, um profissional que te inspira? Você pode estar entrando em contato com seus próprios talentos, ainda inativos. Alimente-os e verá.
"O processo de reparação envolve coragem, compaixão e honestidade com você mesmo: 'Eu levanto esse assunto. Percebo que é uma mágoa minha. Estou disposto a olhar para isso e disposto a mudar'. Em uma situação difícil é muito mais fácil jogar a culpa nos outros."
quinta-feira, outubro 14, 2010
O povo está doente
Quer ver o povo como ele é? Não basta ir às ruas. Ele não está lá. Nas praias? Não. Num show de música? Muito menos... Num mercado central popular? Está esquentando, mas ainda não. Na estação rodoviária? Quase, mas...
Experimente observar a multidão que chega para votar. Aproveite o tempo perdido -agora, será tempo ganho- na fila e olhe com atenção à sua volta. É uma aglomeração estatisticamente coerente com o que é essa raça de que fazemos parte.
Eu vi pessoas gordas, muito gordas. Desleixadas com sua saúde. Expressões perdidas ou excessivamente agressivas. Gestantes imensas, jovens deformados, mentes inquietas, uma turba hipnotizada pelos mais rasos desejos.
E os recursos arrecadados com impostos -os que sobram do processo ainda inevitável da corrupção- escorrem por entre os dedos para construir e equipar mais e mais hospitais, sanatórios, postos de saúde, contratar mais e mais médicos e paramédicos, adquirir ambulâncias, remédios, divulgar campanhas inúteis. Porque o povo continua doente. Doenças físicas e mentais. Nada disso está funcionando.
E a prevenção?! Frescura...
Por quê gastariam com prevenção se o valor com o "tratamento" é muito maior? Já sei, você sabe, nós sabemos, e não podemos fazer nada diretamente...
Além disso, teríamos que gastar muito com os programas de prevenção, ao mesmo tempo em que estaríamos gastando com os de tratamento. Simultaneidade para a qual apenas haveria recursos se não houvesse subtrações corruptas. Vai sonhando...
O povo vai continuar doente, escolher representantes doentes e, assim, multiplicar a doença. Em pouco tempo seremos apenas um bando de zumbis.
Experimente observar a multidão que chega para votar. Aproveite o tempo perdido -agora, será tempo ganho- na fila e olhe com atenção à sua volta. É uma aglomeração estatisticamente coerente com o que é essa raça de que fazemos parte.
Eu vi pessoas gordas, muito gordas. Desleixadas com sua saúde. Expressões perdidas ou excessivamente agressivas. Gestantes imensas, jovens deformados, mentes inquietas, uma turba hipnotizada pelos mais rasos desejos.
E os recursos arrecadados com impostos -os que sobram do processo ainda inevitável da corrupção- escorrem por entre os dedos para construir e equipar mais e mais hospitais, sanatórios, postos de saúde, contratar mais e mais médicos e paramédicos, adquirir ambulâncias, remédios, divulgar campanhas inúteis. Porque o povo continua doente. Doenças físicas e mentais. Nada disso está funcionando.
E a prevenção?! Frescura...
Por quê gastariam com prevenção se o valor com o "tratamento" é muito maior? Já sei, você sabe, nós sabemos, e não podemos fazer nada diretamente...
Além disso, teríamos que gastar muito com os programas de prevenção, ao mesmo tempo em que estaríamos gastando com os de tratamento. Simultaneidade para a qual apenas haveria recursos se não houvesse subtrações corruptas. Vai sonhando...
O povo vai continuar doente, escolher representantes doentes e, assim, multiplicar a doença. Em pouco tempo seremos apenas um bando de zumbis.
quinta-feira, setembro 23, 2010
Ocupação urbana: e tem jeito?!
A gente estuda, estuda, pensa, pesquisa, mas tudo é muito rápido e, ainda, muito mais poderoso: eles vêm, ocupam passeios, ruas, espaço aéreo... Desde as primeiras demarcações de vias públicas no Brasil um dos esportes prediletos do brasileiro é "invadir espaço alheio", com a variante "invadir espaço público". Um puxadinho, um murinho, um portão...
Veja a foto e localize os sete erros. Sete? Oito, nove, dez...
Nas nossas barbas, na nossa cidade, pertinho de todos...
Veja a foto e localize os sete erros. Sete? Oito, nove, dez...
Nas nossas barbas, na nossa cidade, pertinho de todos...
quarta-feira, setembro 22, 2010
Guerra Mundial, JFK e The Beatles

Especialistas afirmam que o sucesso dos Beatles deveu-se a uma incrível combinação de fatores.
Havia um excepcional e anacrônico sentimento de valorização da cultura britânica, na América, após o final da Segunda Guerra Mundial.

Havia um sentimento de vazio na juventude americana após o assassinato de John Kennedy, que simbolizava a renovação e a valorização do espírito rebelde e criativo dos jovens.

Vários autores afirmam que o talento de Lennon e Mc Cartney apenas foi desenvolvido após a primeira onda de sucesso, com muitas aulas de música, canto, com prática e teoria. Eles iniciaram, como tantos contemporâneos, imitando Elvis, Little Richard e outros expoentes individuais precursores. Foram a primeira "banda de quatro", sem um líder em especial, quatro "clones" do ideal da juventude da época e, em especial, dos Estados Unidos. O acaso e, aí sim, a visão do momento e da carência coletiva, provocaram a febre, a "beatlemania". De músicos medíocres, transformaram-se em artistas influentes, autores respeitados, inovadores, criativos. Geniais.
Aproveitaram a maré e as oportunidades.
terça-feira, setembro 14, 2010
Ficha Limpa... Ai, ai, ai, ai, ai!...

A Ficha Limpa corre sério risco. Candidatos corruptos, barrados das eleições de outubro, estão apelando para o Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a “constitucionalidade” da lei. Se eles ganharem todos os candidatos corruptos que conseguimos banir, serão liberados para disputar as eleições de outubro.
O STF está dividido, alguns juízes defendem a aplicação imediata da Ficha Limpa, mas os outros estão dizendo que a lei só deverá valer para 2012. Eles irão julgar a constitucionalidade da Ficha Limpa a qualquer momento. Nós precisamos agir rápido e deixar claro para os juízes do STF que a sociedade civil brasileira lutou arduamente para passar a Ficha Limpa e queremos que ela seja válida para as eleições de outubro!
Assine a petição ao STF pedindo a validação da lei Ficha Limpa. A petição será entregue diretamente ao Presidente do STF em alguns dias!
http://www.avaaz.org/po/ficha_limpa_supremo/?vl
Graças à Ficha Limpa, mais de 242 candidatos notoriamente corruptos foram barrados das eleições de outubro. Esta lei simboliza uma melhoria imensa na qualidade dos nossos governantes. Porém, em uma medida desesperada para permanecer no poder, os candidatos banidos estão recorrendo ao STF para julgar a Ficha Limpa inconstitucional, a fim de concorrer nas eleições de outubro.
A Ficha Limpa é uma das leis mais democráticas do país, sendo introduzida e aprovada por um esforço da sociedade civil brasileira sem precedentes. Ela se tornou um símbolo de esperança por um governo livre da corrupção. Percorremos um longo caminho pressionando o Congresso, com telefonemas, e-mails e mobilização popular, agora precisamos nos certificar que o STF irá defender a vontade dos brasileiros e não dos corruptos.
sábado, setembro 11, 2010
sexta-feira, setembro 10, 2010
Lagoa Encantada: vila de Areias conhece o projeto
quarta-feira, setembro 08, 2010
terça-feira, setembro 07, 2010
Governos: simplesmente, não atrapalhem!
Há um pensamento de que governos são, historicamente, incapazes de planejamento de longo prazo. Mais do que isso, os técnicos "públicos" lutam contra distribuição irregular e política de recursos. Os técnicos de capacidade e experiência superior não estão no serviço público. Estão nas empresas ou prestando serviços a elas. Consultores ou professores...
Esta mesma linha de pensamento conclui que mercados são soberanos e que a saída para a crise de recursos naturais está na dinâmica produtores-consumidores. Além da conhecida intenção de inserir o "custo" ambiental nos produtos (o custo da gasolina, por exemplo, deveria ser calculado incluindo os recursos para construção de hospitais e assistência médica para vítimas de doenças respiratórias causadas, justamente, pela queima daquele combustível desenfreadamente), há ações voltadas a envolver empresas na criação de redes de sustentabilidade de mercados.

Jason Clay, PhD em Antropologia e Agricultura pela Universidade de Cornell, nos EUA, e vice-presidente sênior da ONG WWF identificou 15 commodities que, produzidas de maneira insustentável, representam as maiores ameaças devido ao desmatamento, à perda de solo fértil, à exploração da água, ao uso de pesticidas, à sobrepesca, entre outros fatores.
Clay perguntou-se como podem ser modificados os modos de produção, de modo a conservar a biodiversidade. Certamente será complicado trabalhar com 6,9 bilhões de consumidores (a população mundial) que falam 7 mil línguas diferentes e conscientizar todos a ponto de mudarem instantaneamente seus modos de consumo. E mesmo que queiram mudar, haveria oferta de produtos mais sustentáveis para todos ao mesmo tempo?
Também será difícil lidar com 1,5 bilhão de produtores. Mas com 300 a 500 empresas, que controlam no mínimo 70% do comércio de cada uma das 15 commodities, a ideia começa a se tornar mais factível. "Se mudarmos essas companhias e a maneira como fazem negócios, o restante acontecerá automaticamente", defende Clay.
Em uma visão mais detalhada, Clay descobriu que 100 dessas 300 empresas estão ligadas de alguma forma a 25% do comércio das 15 commodities. "E com 100 companhias, nós podemos trabalhar". Ainda que 25% não seja um percentual tão alto, o pesquisador explica que essas grandes marcas têm o poder de influenciar a rede de fornecedores com a qual trabalham, e criar um efeito em cadeia. "Companhias podem 'empurrar' produtores mais rapidamente do que os consumidores seriam capazes."
E por que as empresas seriam convencidas a transformar seu modo de operar e fazer negócios levando em conta a conservação da biodiversidade e processos mais sustentáveis?
Mais que o risco reputacional, está em jogo a própria existência das commodities, que dependem de um ambiente em equilíbrio.

Ou seja, a longevidade das empresas depende do manejo sustentável de recursos naturais. Soja, cana de açúcar, milho, palma, arroz... Conveça 100 empresas e será suficiente para provocar uma revolução em praticamente todos os mercados.
Estas 100 empresas já foram identificadas por Clay nos últimos dois anos. Nos últimos 18 meses, foram assinados acordos com 40 delas. Nos próximos 18 meses, ele acredita que serão firmados acordos com mais 40. Uma das empresas que cita é a Cargill que embora ainda esteja engatinhando nesse processo, ao menos aderiu a ele. É uma empresa chave, responsável por 20% a 25% da produção global de óleo de palma. "Se ela toma essa decisão, pelo menos metade da indústria mundial de palma se mexe", aposta.
As empresas, então, teriam motivos de sobra para aderir a planos coletivos de sustentabilidade.
Governos: simplesmente, não atrapalhem!!
Esta mesma linha de pensamento conclui que mercados são soberanos e que a saída para a crise de recursos naturais está na dinâmica produtores-consumidores. Além da conhecida intenção de inserir o "custo" ambiental nos produtos (o custo da gasolina, por exemplo, deveria ser calculado incluindo os recursos para construção de hospitais e assistência médica para vítimas de doenças respiratórias causadas, justamente, pela queima daquele combustível desenfreadamente), há ações voltadas a envolver empresas na criação de redes de sustentabilidade de mercados.

Jason Clay, PhD em Antropologia e Agricultura pela Universidade de Cornell, nos EUA, e vice-presidente sênior da ONG WWF identificou 15 commodities que, produzidas de maneira insustentável, representam as maiores ameaças devido ao desmatamento, à perda de solo fértil, à exploração da água, ao uso de pesticidas, à sobrepesca, entre outros fatores.
Clay perguntou-se como podem ser modificados os modos de produção, de modo a conservar a biodiversidade. Certamente será complicado trabalhar com 6,9 bilhões de consumidores (a população mundial) que falam 7 mil línguas diferentes e conscientizar todos a ponto de mudarem instantaneamente seus modos de consumo. E mesmo que queiram mudar, haveria oferta de produtos mais sustentáveis para todos ao mesmo tempo?
Também será difícil lidar com 1,5 bilhão de produtores. Mas com 300 a 500 empresas, que controlam no mínimo 70% do comércio de cada uma das 15 commodities, a ideia começa a se tornar mais factível. "Se mudarmos essas companhias e a maneira como fazem negócios, o restante acontecerá automaticamente", defende Clay.
Em uma visão mais detalhada, Clay descobriu que 100 dessas 300 empresas estão ligadas de alguma forma a 25% do comércio das 15 commodities. "E com 100 companhias, nós podemos trabalhar". Ainda que 25% não seja um percentual tão alto, o pesquisador explica que essas grandes marcas têm o poder de influenciar a rede de fornecedores com a qual trabalham, e criar um efeito em cadeia. "Companhias podem 'empurrar' produtores mais rapidamente do que os consumidores seriam capazes."
E por que as empresas seriam convencidas a transformar seu modo de operar e fazer negócios levando em conta a conservação da biodiversidade e processos mais sustentáveis?
Mais que o risco reputacional, está em jogo a própria existência das commodities, que dependem de um ambiente em equilíbrio.

Ou seja, a longevidade das empresas depende do manejo sustentável de recursos naturais. Soja, cana de açúcar, milho, palma, arroz... Conveça 100 empresas e será suficiente para provocar uma revolução em praticamente todos os mercados.
Estas 100 empresas já foram identificadas por Clay nos últimos dois anos. Nos últimos 18 meses, foram assinados acordos com 40 delas. Nos próximos 18 meses, ele acredita que serão firmados acordos com mais 40. Uma das empresas que cita é a Cargill que embora ainda esteja engatinhando nesse processo, ao menos aderiu a ele. É uma empresa chave, responsável por 20% a 25% da produção global de óleo de palma. "Se ela toma essa decisão, pelo menos metade da indústria mundial de palma se mexe", aposta.
As empresas, então, teriam motivos de sobra para aderir a planos coletivos de sustentabilidade.
Governos: simplesmente, não atrapalhem!!
sábado, setembro 04, 2010
Grama no telhado
Uma solução antiga e bastante simples. Gramado como revestimento da cobertura garante conforto. Térmico e acústico. A gramínea age como uma manta protetora proporcionando um ambiente interno mais aconchegante.
Um casa sustentável, com telhado verde, ficou em exposição na Lagoa do Taquaral, em Campinas, durante o Sustentar 2010, um evento de discussões, debates e exposições com experiências e técnicas voltadas à sustentabilidade e meio ambiente.

"As residências convencionais podem incorporar a grama no telhado. Bastam algumas adaptações para o revestimento de uma camada de terra e colocar as bandejas de grama no todo ou em parte do telhado", contou a arquiteta Renata Marangoni, coordenadora do projeto.
Madeira e vidro
O sistema construtivo é suspenso. Um deck elevado acessa uma sala de estar integrada a cozinha. A estrutura é de madeira de reflorestamento, assim como os móveis da instalação. As portas e janelas são de vidro com alguns encaixes metálicos. O isolamento das paredes é com manta de lã de vidro e em algumas extensões recoberta de madeira. A iluminação é de LED com feixe de luz direcionado, além de a residência ter aproveitamento da luz natural das janelas. A casa dispõe de um reservatório para reaproveitar água da chuva e reuso da água do banho.
A energia elétrica consumida dentro da casa é limpa, pois é produzida por fontes naturais autorrenováveis, incluindo a energia eólica produzida pelo vento e a fotovoltaica captada por painéis solares que convertem os raios de sol em eletricidade.
O painel de aquecimento solar está sobre a casa e o sistema de hélices pequenas em uma torre fica a poucos metros. O sistema gera 500 watts por dia. O consumo das luminárias internas e um poste externo de LED gastam em torno de 250 a 240 watts/dia.
O banheiro foi remodelado para a redução do consumo de água do banho e das descargas do vaso sanitário. O chuveiro, com água aquecida pelo sistema solar, tem dois dutos: um para fornecer e outro para guardar a água para o reuso. O vaso com caixa acoplada dispõe de dois acionamentos: um curto e outro para maior demanda de água.
Retorno do investimento
O custo de construção, sem os cálculos dos acessórios de fonte limpa de energia, é similar as demais moradias e estão em torno de R$ 1,2 mil e R$ 1,4 mil o metro quadrado. O valor investido na casa se paga ao longo do tempo de uso, com a economia que se faz com consumo de energia elétrica e de água.
Um casa sustentável, com telhado verde, ficou em exposição na Lagoa do Taquaral, em Campinas, durante o Sustentar 2010, um evento de discussões, debates e exposições com experiências e técnicas voltadas à sustentabilidade e meio ambiente.

"As residências convencionais podem incorporar a grama no telhado. Bastam algumas adaptações para o revestimento de uma camada de terra e colocar as bandejas de grama no todo ou em parte do telhado", contou a arquiteta Renata Marangoni, coordenadora do projeto.
Madeira e vidro
O sistema construtivo é suspenso. Um deck elevado acessa uma sala de estar integrada a cozinha. A estrutura é de madeira de reflorestamento, assim como os móveis da instalação. As portas e janelas são de vidro com alguns encaixes metálicos. O isolamento das paredes é com manta de lã de vidro e em algumas extensões recoberta de madeira. A iluminação é de LED com feixe de luz direcionado, além de a residência ter aproveitamento da luz natural das janelas. A casa dispõe de um reservatório para reaproveitar água da chuva e reuso da água do banho.
A energia elétrica consumida dentro da casa é limpa, pois é produzida por fontes naturais autorrenováveis, incluindo a energia eólica produzida pelo vento e a fotovoltaica captada por painéis solares que convertem os raios de sol em eletricidade.
O painel de aquecimento solar está sobre a casa e o sistema de hélices pequenas em uma torre fica a poucos metros. O sistema gera 500 watts por dia. O consumo das luminárias internas e um poste externo de LED gastam em torno de 250 a 240 watts/dia.
O banheiro foi remodelado para a redução do consumo de água do banho e das descargas do vaso sanitário. O chuveiro, com água aquecida pelo sistema solar, tem dois dutos: um para fornecer e outro para guardar a água para o reuso. O vaso com caixa acoplada dispõe de dois acionamentos: um curto e outro para maior demanda de água.
Retorno do investimento
O custo de construção, sem os cálculos dos acessórios de fonte limpa de energia, é similar as demais moradias e estão em torno de R$ 1,2 mil e R$ 1,4 mil o metro quadrado. O valor investido na casa se paga ao longo do tempo de uso, com a economia que se faz com consumo de energia elétrica e de água.
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