sexta-feira, março 26, 2010

Preguiça?

Erich Fromm referiu-se à "atividade" como condição para caminhar rumo à felicidade e para praticar o "amor" autêntico. Não falava do ato de fazer algo especificamente, mas, sim, de uma atividade interna, "o uso produtivo dos próprios poderes".

Fromm considerou o amor como um "constante estado de ativa preocupação" e que seríamos incapazes de, efetivamente, amar se fôssemos preguiçosos.

Amar a família, amar uma pessoa, amar a si. Sem preguiça. Mais do que amar um restrito círculo de pessoas -família, amigos...-, ser capaz de amar qualquer pessoa é, para ele, a "marca" de quem vive inteiramente seu potencial e experimenta relações humanas inteiras e enriquecedoras.

Tenho falado sobre a preguiça. Já falei que a preguiça pode impregnar em nossas células e fazê-las trabalhar "a meia carga", economizando energia e dificultando, pois, a queima natural das calorias circulantes no sangue. O resultado é falta de eficiência do complexo sistema chamado corpo humano. Irritabilidade, doenças, desânimo... Envelhecimento precoce.

"O sono é a única situação adequada à inatividade; o estado desperto não deve ter lugar para a preguiça. A situação paradoxal de vasto número de pessoas, hoje, é estarem semi-adormecidas quando acordadas e semi-acordadas quando a dormir, ou quando querem dormir."


Completa, com sabedoria, que estar plenamente acordado (para ele, em atividade) é a condição para não aborrecer nem ficar aborrecido, uma das condições para... amar!

É simples: se você está acordado, faça proveito disso e não desperdice seu tempo. Se você se propõe a fazer algo, capriche! Isso é capacidade de amar.

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