sábado, setembro 12, 2009

Vaidade e segurança X hábitos saudáveis

Incrível. Pesquisas indicam que crianças e jovens estão deixando de se dedicar a esportes e atividades físicas por... Vaidade.

-Odeio ficar suada, o cabelo fica espetado, perde o alisamento!...

E a onda de vaidade atinge vítimas de idade cada vez menores. Crianças e pré-adolescentes já evitam exercícios para não ter que lavar -ou molhar- seus cabelos a cada sessão de atividades físicas. Basta conferir o número crescente de salões de beleza e observar a clientela.

Educação Física? Nem pensar, para as meninas!

Outro efeito da modernidade tem afastado os jovens das atividades físicas: a segurança. Pais e mães pensam várias vezes antes de estimular seus filhos a escolher um esporte e dedicar-se a ele. Estarão fora de casa e do alcance de sua visão. Que tipo de assédio receberão? Quem serão seus colegas e quais suas intenções? Como evitar que sejam vítimas de violência?

Resultado: crianças e jovens sedentários, excessivamente virtualizados e mecanizados, "protegidos" por suas famílias, sem aproveitar as janelas de oportunidades do desenvolvimento motor e restringindo, assim, sua formação intelectual e física.

É, portanto, um contra-senso. Por vaidade, não fazem exercícios e preparam-se para engordar, prejudicar seu metabolismo, criar aversão a esportes e, ainda... Perder sua beleza. Por segurança, jovens são incentivados a ficar em casa e perdem oportunidades de vivenciar o mundo e preparar-se para ele. Fragilizam-se frente às ameaças.

Há, sim, espaços, centros esportivos, que, por sua natureza, inspiram confiança e segurança às famílias e devem ser valorizados. Pais devem verificar a filosofia da escola de esportes de seus filhos. Devem conferir a formação de seus fundadores e as características dos professores, estagiários, monitores que serão, em essência, modelos e referências para seus alunos. E valorizar, incentivar e prestigiar essas raras equipes.

200 postagens!!!

O antigo e questionável "personal" já era!

Escolha seus hábitos

Falei aqui de meu inconformismo ao ver amigos, alunos, pessoas cheias de potencial de vida, fumando. Muito poucas -acho que nenhuma delas- afirmam não ter intenção de parar de fumar. Da mesma forma, aquelas que têm impulsão por comer em demasia, comer doces, por exemplo, sofrem com os efeitos -obesidade, diabetes- e com o desejo de "perder a vontade".

Pesquisei. Existe um "centro cístico", localizado no cérebro na região entre as sombrancelhas, que é considerado o centro das vontades. É onde, fisicamente, elas acontecem, onde elas se formam como resultado de reações químicas. Há avanço nas pesquisas de substâncias que interferem nesta química, mas a solução parece estar muito mais próxima e ser muito mais simples.


Quem me conhece sabe o quanto eu acredito e confio no poder do subconsciente, a força de nossas palavras e pensamentos. E é justamente a partir desta força interior que se tem conquistado resultados definitivos e surpreendentes.

A repetição de um ato teria o poder de criar uma configuração mental. Todas as ações, por serem executadas no plano físico e no mental, quando repetidas, criam caminhos elétricos no cérebro físico. Estes "caminhos" aprofundam-se e acabam sendo executados automaticamente. Perdemos, aí, nossa liberdade, pois, literalmente, somos induzidos a fazer algo que podemos não querer fazer.

A boa notícia é que podemos "apagar" estas configurações mentais. Hábitos seriam repetições de nossos pensamentos e, estes -os pensamentos-, somos capazes de mudar imediatamente. Podemos utilizar o que se chama de "atenção profunda", um exercício de concentração que seria capaz de estabelecer novos hábitos, bons e saudáveis, em substituição aos antigos, indesejáveis.

Escolha novos hábitos através da escolha de seus pensamentos. Se o vício é fumar, pense, ou diga em voz alta com frequência, preferencialmente pela manhã:

-"Por muito tempo o hábito de fumar tem estado alojado em meu cérebro. Agora, ponho toda minha atenção no meu cérebro e quero que este hábito seja desalojado."

Faça isto pensando nas células cerebrais que compõem o centro da vontade, como que conversando com elas.

Experimente. Localize vícios em seu comportamento e corrija-os. Mau humor? Postura errada? Temperamento explosivo? Alcoolismo? Drogas? Depressão? Não custa tentar!

sexta-feira, setembro 11, 2009

Jô Soares entrevista senadora Marina Silva - Parte 2/5

Continuação da entrevista. Vale a pena parar e assistir.

Trabalho aprovado!


A Comissão Técnica Avaliadora aprovou sem alterações nosso trabalho para apresentação no Seminário Internacional de Turismo, que acontecerá nos dias 6 e 7 de novembro, em Curitiba. O tema central desta edição é "Hospitalidade e Sustentabilidade no Turismo - Planejamento, Gestão e Controle".

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Avaliador 1: "Como pontos fortes do trabalho avaliado, destacam-se a originalidade, a relevância, a inovação do tema abordado e a contribuição à área. São também bastante coerentes a argumentação desenvolvida e as evidências apresentadas."

Avaliador 2: "O trabalho enfoca uma temática de extrema importância, no contexto do turismo na natureza, aplicando metodologias diferenciadas (com a adaptações inéditas) de avaliação da infraestrutura turística, embasadas em experiências em outras áreas protegidas. Apresenta clareza nos objetivos e seus resultados são de relevante interesse aos gestores das UCs e ao público usuário (turista) dos serviços e/ou atividades oferecidos."
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Título:

MATRIZ DE AVALIAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL DA ARQUITETURA: UM ESTUDO DOS MEIOS DE HOSPEDAGEM EM ÁREA PROTEGIDA DE USO SUSTENTÁVEL NO LITORAL SUL DA BAHIA, BRASIL

Resumo:

Em todo o mundo estudos indicam grande crescimento das atividades econômicas relacionadas ao turismo, especialmente aquele desenvolvido em regiões com atrativos naturais. Ao mesmo tempo, esforços preservacionistas resultam em criação de novas áreas protegidas e constante aperfeiçoamento das ferramentas de controle das existentes. No Brasil, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC prevê a possibilidade de exploração econômica em alguns tipos de Unidades de Conservação, como a Área de Proteção Ambiental – APA, e é comum ali encontrar meios de hospedagem instalados. Estas pousadas e hotéis, normalmente, diferenciam-se por oferecer experiências ecoturísticas, aquelas em que o visitante entra em contato com a natureza e a população local e contribui, de alguma forma, para a sua sustentabilidade.

Estes meios de hospedagem também são potenciais impactantes e, como dependem da preservação dos recursos naturais, sociais e culturais para a sua longevidade, buscam formas de reduzir os efeitos negativos de sua presença em uma área especial. Há diversos exemplos de empreendimentos bem sucedidos nesta tarefa. Esta pesquisa investigou a arquitetura de meios de hospedagem localizados na APA Costa de Itacaré – Serra Grande, no litoral sul da Bahia, para descobrir o seu verdadeiro diferencial, comparando com a arquitetura de empreendimentos localizados fora de áreas protegidas, no caso, litoral do município de Ilhéus. Utilizou o conceito de matriz ponderal para criar a MASArq, Matriz de Avaliação Sócio-Ambiental da Arquitetura, definindo pesos para seis parâmetros com ajuda de especialistas consultados. Os dados foram coletados com um questionário – formulário com 40 perguntas em 51 meios de hospedagem, a partir de um universo de 104.

O resultado demonstrou haver, sim, uma arquitetura mais sensível às questões sócio-culturais nos meios de hospedagem localizados dentro da APA, em relação àquela dos situados fora da APA. No entanto, a pontuação média geral deste grupo (dentro da APA) resultou bastante abaixo da pontuação máxima a ser obtida: 400 pontos em 1000. O grupo localizado fora da APA conquistou apenas 310 pontos. Em parâmetros como “energia” e “condições sanitárias” os dois grupos obtiveram pontuação semelhante; nos demais, “água”, ”conforto ambiental” (melhor desempenho do grupo de dentro da APA, com 70% da pontuação máxima), “biota” e “condições sócio-econômicas”, todos os resultados foram favoráveis ao grupo localizado na APA. No entanto, nos dois parâmetros considerados mais importantes como “água” e “energia” este grupo alcançou, respectivamente, apenas 21% e 18% da pontuação máxima, o que indica ainda haver muito espaço para melhorias das instalações dos meios de hospedagem em áreas protegidas. Há poucas exigências e padrões para edificações de meios de hospedagem nas Unidades de Conservação e, sem fiscalização e orientação, a sustentabilidade da arquitetura acaba dependendo da consciência eventual de empreendedores idealistas com visão de futuro para investir em detalhes que deverão fazer grande diferença para a sociedade e para o negócio.

segunda-feira, setembro 07, 2009

Tonus Esporte & Saúde



Uma rápida visão panorâmica da Tonus.

Jô Soares entrevista senadora Marina Silva - Parte 1/5

Sem politizar demasiadamente este canal e ainda sem uma posição definitiva, compartilho uma conversa importante. Citei Marina em minha dissertação, assisti um depoimento dela em um evento sobre a Mata Atlântica e, agora, transforma-se mais ainda em uma personagem de destaque do cenário político. Conhecê-la melhor torna-se, portanto, uma obrigação!

Encruzilhadas e decisões

Falei há algum tempo aqui do quanto as pequenas decisões podem afetar nossa vida. São bifurcações no caminho, ou encruzilhadas. Qual caminho escolher? Era uma crônica bem humorada de Luis Fernando Veríssimo e lembrava que nem sempre uma aparente "decisão errada" era, na verdade, uma escolha equivocada.

O que fazer, então, nas encruzilhadas da vida?

Parar. Observar. Escutar. Profundamente.

Livrar-nos de influências. Principalmente aquelas produzidas em nosso imaginário. Parar um pouco, desacelerar... Respirar. Perguntar ao nosso subconsciente, pois ele sabe as respostas. Olhar as evidências, os fatos, a realidade. Sem preconceitos, sem direcionamentos. E escutar. Vozes interiores, sempre existentes, nem sempre consideradas...


Em nossas brincadeiras de criança, sempre que o carro em que estávamos ia atravessar um linha de trem, lembrávamos dos desenhos animados. O personagem parava à frente do sinal de "pare, olhe, escute". Olhava para ambos os lados. Nada. A mão em concha, ao lado da orelha, aumentava o poder de escuta e... Nada. Com segurança dava um passo e, de repente vinha um trem, à toda velocidade. Ríamos para valer! Era sempre assim...

Será que, hoje, paramos de verdade? Será que olhamos sem lentes a distorcer a realidade? Será que escutamos profundamente todas as vozes a nos orientar?

"Ouça o trem está chegando, está chegando na estação, é o trem das sete horas, é o último do sertão, do sertão..." Raul Seixas.

quinta-feira, setembro 03, 2009

Cuidar de si

Ao longo do dia há vários momentos em que estamos, literalmente, cuidando de nós mesmos.

Se nos permitimos dormir, dormir mesmo, dormir bem, profundamente, estamos cuidando bem de nosso corpo e nossa mente. Estamos focados em nós. Este é um exemplo. Pense, agora, em todos os momentos em que o foco deveria ser você. Apenas você.


Ao escovar os dentes, ao lavar as mãos, ao banhar-se, pentear cabelos. Nas refeições, ao ouvir uma música agradável, passear na praia, exercitar-se, silenciar-se. Ao corrigirmos a postura, ao respirar profundamente. No ajeitar de uma dobra na roupa, no espreguiçar, no observar a natureza. Pense nos seus momentos. Eles existem?

Mais do que isso: você os percebe? Você vive seus momentos em que o foco deveria ser você? Ou você apenas executa tarefas, mecanicamente e, erroneamente, orgulha-se dos "resultados"?


Experimente observar se é capaz de fazer destes momentos, rituais em homenagem a uma grande pessoa. Você.

quarta-feira, setembro 02, 2009

Lição de vida

Autor desconhecido

Dois homens, ambos gravemente doentes, com muitas dores, sofrendo muito, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles, podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões. A sua cama estava junto à única janela do quarto.

O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas. Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres e famílias, das suas casas, dos seus empregos, onde tinham passado as férias… Todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto, todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora da janela.

“A glória da vida é amar, não ser amado; dar, não receber; servir, não ser servido.” ( H. W. Bieber)

O homem da cama do lado, aquele que não podia se mover, começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a atividade e cor do mundo do lado de fora da janela. A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem, e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte.

Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, amor e carinho, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena; viajava e sonhava com o mundo lindo visto da janela.

“O que temos feito por nós mesmos morre conosco; o que temos feito pelos outros e pelo mundo permanece e é imortal.” (Alberto Pike)

Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar. Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, ele conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a refratava através de palavras bastante descritivas.

Dias e semanas passaram com este lindo ato de amor.

Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.

“É quando esquecemos de nós mesmos que fazemos coisas que serão sempre relembradas.”(Eugene P. Bertin)

Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e calmamente olhou para o lado de fora da janela… Que dava, afinal, para uma parede de tijolo! Que surpresa…

O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto, lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela. A enfermeira respondeu que o homem era cego e estava muito doente, sabia que estava no fim da vida e nem sequer conseguia ver a parede:

“Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem para que você pudesse suportar tantas dores e sofrimentos…”, disse a enfermeira.

*Moral da História*: Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas. A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é o dobro de alegria.

“O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que lhe chamam presente.”

Cigarros, cigarros, cigarros...

Falamos há pouco tempo da nova lei paulista que restringe o fumo em locais fechados de uso coletivo. Falamos da imensa aprovação da população -mesmo entre fumantes- e da necessidade de técnicos -no caso, pesquisadores da medicina- intervirem em costumes sociais.

Mesmo assim, e no entanto, ainda me surpreendo ao encontrar fumantes.

Falamos, aqui, também, da minha "teoria dos pequenos suicídios" e este hábito talvez seja o mais evidente suicídio gradual em nossa sociedade. Hoje cheguei a assustar um rapaz durante uma avaliação física:

-A vida está ruim? Seus amigos não te interessam? Por que você quer deixar sua família sem sua presença? A cada cigarro que leva a boca, comete um pequeno suicídio. Deixa este mundo um pouco mais sem você.


Incrível, há agravantes. O pai teve 4 infartos. Ele, o filho, não faz exercícios, alimenta-se mal -perguntei como foi o café-da-manhã e a resposta foi "nada"-, está estressado, ansioso, elétrico, com sintomas como pontadas no peito e azia.

A boa notícia? Ele tem menos de 30 anos. Há tempo de sobra para uma virada, uma desintoxicação, uma "tomada de consciência"... Não é obeso, não tem dores nem lesões, sua pressão arterial está estabilizada. O mundo, para ele, ainda não caiu. Ainda. Apenas ele pode reverter esta trágica tendência. Eu ajudei um pouco, dei um impulso e vou acompanhá-lo nessa tarefa.

Após o susto, senti sincera gratidão pelo "tapa" que me senti impelido a oferecer a ele. Será que ele se afastará e se entregará à sedução dos sofás, das geladeiras e das tevês? Ou, decididamente, estará presente nos dias previstos e, pacientemente, aceitará o tempo necessário para a mudança definitiva?

Mais notícias a qualquer hora!

terça-feira, setembro 01, 2009

Respire, esta é a sua vida!...

Respiração. Um ato tão comum, necessário, repetido desde o nascimento. E tantas pessoas com tanta dificuldade para realizá-lo com equilíbrio, leveza, plenitude!

Nesta semana uma aluna disse, com todas as letras:

-Eu literalmente não respirei até 30 anos de idade. Como é possível aprender a respirar, agora?!

Eu repliquei na hora:

-Com certeza não é a única coisa errada que você fez até os 30 anos. Muitas delas você já caiu na real e corrigiu. Por que não fazer o mesmo com sua respiração?!


Ela ficou quieta, concordou, sorriu. Eu costumo dizer que "respiração curta" é um mal muito comum e de origem quase sempre semelhante. Faço analogias. É como uma criança a se esconder atrás do sofá ou de uma árvore. O perigo pode ser a mãe autoritária, o irmão briguento, o boi-da-cara-preta, o bicho papão, o banho, o jiló na mesa... Qualquer coisa que a imaginação permita. Imagine a situação. Você, escondendo-se de um perigo. Sua respiração pode ser a delação e qualquer ruído pode oferecê-lo ao perigo.


Sim, esta ausência de respiração afeta o metabolismo. A queima dos nutrientes por nossas células depende do oxigênio. Qualquer queima precisa de oxigênio. Sem ele, as células têm seu desempenho comprometido. A gordura em excesso no sangue não é completamente eliminada. Os órgãos -compostos por tecidos que, por sua vez, são formados por células- funcionam a "meia carga". Com o tempo, o risco de desequilíbrios mais graves e doenças passa a ser preocupante.


Várias modalidades esportivas são eficientes desinibidores da respiração. Pilates, para mim, é uma das mais poderosas. Sem a respiração correta os exercícios ficam mais difíceis de serem executados. Sim, o difícil é tornar prática esta consciência. Vícios de respiração têm origem no campo das emoções e diminuí-los passa pela revisão da "postura emocional" da pessoa. Nem sempre há esta disposição...


Procuro, então, estimular através da imagem do que acontece com o ar ao entrar nos pulmões: a troca gasosa -gás carbônico por oxigênio-, os brônquios, bronquíolos e alvéolos, antes atrofiados e, depois, ativos, energizados e promovendo intensa atividade e vitalidade. E, através da experiência da respiração intensa e plena, observar suas emoções, suas origens e "atualizá-las".

Aquela criança que queria se esconder atrás do sofá cresceu, estudou, passou por experiências e merece uma vida mais livre e sadia.

domingo, agosto 30, 2009

Lei Federal X “cultura” local

Unidades de Conservação –UC- são criadas para direcionar o desenvolvimento para um modelo em que recursos naturais sejam preservados e não faltem às gerações futuras. Algumas UC, por sua natureza, aceitam a presença de moradores, empreendimentos, comunidades, uso econômico, desde que de acordo com algumas normas que visam a utilização não-predatória daquele espaço.

Outras, pela emergência do risco, prevêem a desapropriação e desocupação. Nada de moradores, nada de exploração. Apenas preservação.

A criação de UC é um caso típico de intervenção necessária de técnicos na rotina e na vida de cidadãos. Estes –os cidadãos- não têm a obrigação de aprofundar seu conhecimento sobre ecologia, desenvolvimento socioambiental, espécies em risco de extinção, por exemplo. Ao eleger seus representantes, o cidadão delega a eles, de certa forma, o poder de formar equipes de técnicos, cientistas, pesquisadores, que serão responsáveis por políticas públicas, de forma geral, e por ações que, ao beneficiar o coletivo, podem incomodar o individual.

É o caso da Floresta Nacional do Jamanxim, no oeste do Pará. É uma UC criada em 2006 e já perdeu, desde então, 270 km2 em desmate ilegal. Moradores e proprietários locais estão em campanha para que seja revista a área definida em lei. Há relativo consenso de que não se deve punir ações anteriores à criação da UC, mas há evidências de que estão acelerando o desmatamento para criar um fato “consumado” e alegar que a área já está degradada e deveria estar fora da UC.

satelite

Carlos Minc, Ministro do Meio Ambiente, esteve em Novo Progresso, município onde esta Floresta Nacional se localiza. Detectou, com ajuda de satélites, cinco áreas preparadas para serem queimadas e evitou a ação, com participação de fiscais do Ibama. queimadaO “interesse” local rebelou-se. A “poderosa” Câmara de Vereadores de Novo Progresso –“cultura” local- declarou, semana passada, Minc persona non grata. E o mais interessante: um juiz estadual –outra “cultura” local-, imaginem, mandou prender o chefe da fiscalização! E, verdade, recebeu o título de “cidadão progressense”. 

A “cultura” local (desculpe se abuso da expressão e das aspas) insurge-se contra Leis Federais. Escancaram a situação e gritam por suas ações:

- Estamos nos lixando para o coletivo, para o Brasil, para as futuras gerações, para os técnicos, para os pesquisadores, para o risco de mudanças climáticas, para as leis!!!

Defendem seus particulares interesses e com apoio de forças legislativas, vereadores e juízes. A lei local adapta-se aos interesses locais. Se o governo ceder, abre a porteira, passa este boi e…


Qualquer semelhança com eventos recentes no Planalto Central -Senado, atos secretos, castelos, parentes, STF, Comissão de Ética...-, não é coincidência. É exemplo.

quinta-feira, agosto 27, 2009

O mundo nas costas

Incrível como há pessoas que refletem em sua postura, sua coluna e seu humor, a sensação de "carregar o mundo nas costas"...

Curvam-se à frente. Elevam os ombros. Dirigem o olhar ao chão. Respiração curta, quase ofegante. E tentam inspirar auto-suficiência e um certo orgulho. Afinal, carregam "um mundo" nas costas.


Mas as costas dóem. Um mundo é muito pesado. Nos mundos há pessoas, com seus próprios pesos e os de suas bagagens -se alguém nos carrega, não nos importamos com o peso de nossas malas-.

-Meu marido não vive sem mim!

-Meu departamento não funciona quando não estou lá!

-Organizo pessoalmente a vida de meus filhos!

-Minha empresa tem a minha cara!

Sentem-se importantes. Sentem-se amados. E desabam quando os habitantes do mundo à suas costas resolvem habitar outros planetas. Descobrem que a acomodação que aconteceu não tem nada a ver com amor. Ao contrário, os acusam de controladores, insensíveis, orgulhosos...

Ao "tratar" a postura, corrigimos o "ângulo de visão" da pessoa. O horizonte é a mira. Relaxamos os ombros, suavemente alocamos as escápulas em direção à cintura, acionamos o abdomen em direção à lombar, alongamos a cervical com o queixo na horizontal e... Respiramos lenta e profundamente... Neste quadro, fazemos exercícios, caminhamos, descemos escadas, dirigimos...


Com o tempo o mundo perde peso, a pessoa posiciona-se melhor em relação a ele e relaciona-se de forma mais completa com seus "habitantes". O alívio das dores nada mais é do que a sensação de leveza. O mundo não pesa.

A liberdade de escolher o que se leva às costas prevalece. Olhe bem. O que é isso aí atrás, sobre seus ombros?!

segunda-feira, agosto 24, 2009

Stop and Hear the Music

Joshua Bell. Ignorado no contexto...

VALOR E CONTEXTO

Reflexão recebida hoje, de Andrea (www.fotolog.terra.com.br/reflexoes_diarias)

Doze de janeiro de 2007. Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Eis que o sujeito desce em uma estação do metrô em Washington vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal. Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.

Ninguém percebeu, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. Alguns dias antes, Joshua Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custaram a “bagatela” de 1.000 dólares.

A experiência, gravada em vídeo (o vídeo que antecede esta postagem), mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do espetáculo gratuito.

A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte. A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.

Aquele talentoso músico era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife. Esse é um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas que são únicas, singulares e a que não damos a menor importância porque não vêm com a etiqueta do seu preço. O que é que tem valor real para nós, independentemente de aparências, preços e grifes? É o que o mercado diz que você deve ter, sentir, vestir ou ser?

O que o Senhor Jesus Cristo nos ensina é que "a vida de uma pessoa não consiste na abundância dos bens que ela possui". Só que o mundo prega o contrário... Por isso, quando nos transformamos em pessoas materialistas e superficiais, o vazio que se cria dentro de nós é como uma ferida que não cicatriza nunca. Para curá-la, queremos mais e mais. Mas nunca chega...

sábado, agosto 22, 2009

Steinbrecher, Menezes, Gonzaga, Tiemi


Símbolos máximos da "raça brasileira". Merecem muito mais atenção e respeito. São mulheres. Em um mundo masculino. São brasileiras. Em um mundo de primeiro mundo. São atletas do voleibol. Em um mundo do futebol.

Mistura típica. Mari é Steinbrecher. Ana é Tiemi. Sassá é Gonzaga. Nada de uniformidade, monotonia, monocromia.

Grandes momentos de superação. Derrotas certas transformam-se em vitórias. O esporte inspira milhares de sassás, tiemis e steinbrechers e reforçam suas almas e auto-estimas.

Veja o esporte por ângulos renovados.