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domingo, julho 15, 2012

Farinha do mesmo saco


Expressões tradicionais nos ensinam muito sobre o ser humano. Farinha do mesmo saco, por exemplo, pode significar que, se somos iguais, como commodities, estaremos juntos -no mesmo saco. Em outros “sacos” estarão milho, café, cacau, mas, não, farinha. Ou seja: somos iguais, queremos ficar e estaremos juntos. Parece óbvio. Amantes de rock reúnem-se para ouvir rock e, não, música sertaneja.

Duncan Watts, em “Tudo é Óbvio – Desde que você saiba a resposta”, apresenta uma leitura enriquecedora sobre este tema. Claro, uma visão que interessa a empresários, políticos, comunicadores, professores, cientistas e, ora, todo mundo! Da obviedade da expressão “farinha do mesmo saco”, do parágrafo anterior, ele nos lembra outra que, seguramente, você já deve ter ouvido e falado –algumas vezes: “os opostos se atraem”! A moça educada, estudiosa, recatada envolve-se com o rebelde, o conquistador, aquele que o “senso comum” chamaria de mau caráter. 

É, você terá que se decidir. Ou os opostos se atraem, ou as farinhas ficam no mesmo saco. O que Watts diz é que, depois de saber o resultado, ou seja, depois de saber o que aconteceu, é muito fácil dizer: -Claro, é óbvio!

Em temas mais mundanos: um time vai à final de um campeonato nacional, o Palmeiras. Alguém poderia dizer que estava sem dois importantes jogadores, o técnico era decadente, a torcida estava desconfiada, não havia nenhum grande jogador, um talento, em campo. É “óbvio” que não seria campeão e se não tivesse sido, sobrariam explicações. Mas foi. Então, é óbvio que seria. Um técnico experiente, que já foi campeão mundial, um time motivado para honrar a ausência de colegas afastados, uma torcida fiel –sem trocadilhos–, um grupo unido e decidido a vencer, jogando com uma vantagem conquistada num primeiro jogo. É óbvio, não é?

E é justamente esta ignorância do que faz algo resultar em sucesso ou fracasso que desafia cientistas, publicitários, editores, empresários... Watts defende, então, que, ao invés de prever o futuro, passemos a identificar possibilidades. Ele nos lembra que pesquisas de opinião, ou de atitudes, em grande escala –o suficiente para serem confiáveis– sempre foram demoradas e de grande custo, mas com a evolução dos meios digitais, podemos identificar em minutos a reação de milhares, milhões de pessoas a certos estímulos. Há sites especializados nisso.

Mas a mensagem mais importante de “Tudo é Óbvio” parece ser o fato de que não devemos nos basear no que se chama “senso comum” que, normalmente, reflete apenas suposições isoladas. E aceitarmos o fato de que apesar de algo nos parecer evidente, pode haver uma outra realidade por trás. Ele cita um exemplo de uma experiência feita pela sua equipe em que analisam o efeito de premiações financeiras para melhorar o resultado do trabalho. Comissões. “Parece óbvio que melhore o resultado de equipes que recebam maiores quantias de dinheiro conforme o aumento do faturamento, numa empresa, por exemplo. Mas se o seu chefe te chamar hoje e disser que dobrou seu salário, você realmente trabalhará mais, ou melhor, de agora em diante? Também parece óbvio que funcionários preocupem-se com a qualidade do ambiente, as perspectivas de aprendizado e crescimento, o respeito com que são tratados, os recursos materiais e práticos de que dispõem para o dia-a-dia...”


O senso comum não é, então, uma visão do mundo. Ele seria um “saco de crenças” inconsistentes, contraditórias, que parecem apropriadas apenas em momentos localizados. Watts defende, então, que para podermos melhorar o presente e aperfeiçoar o planejamento do futuro precisamos entender como e quando nossas previsões falham. Ele oferece vários exemplos e indica alguns caminhos. Vale a leitura!

sábado, maio 19, 2012

Fazer o que gosta, para ser realmente feliz!

Na minha prática de Coach, nas leituras, nas conversas e em recente pesquisa, a constatação é uma só: as pessoas não estão satisfeitas com o que fazem. Mais de 80% reconhecem que, na verdade, perderam-se no caminho e afastaram-se daquilo que os fariam felizes e realizados. Ganham a vida com atividades que contrastam com seus talentos, reprimem suas vocações e enterram suas oportunidades de, simplesmente, experimentar plenitude, felicidade, realização.

Já escrevi aqui sobre o que nos faz escolher um trabalho, ou se trabalhar é apenas obrigação, já que o prazer estaria, erroneamente, ligado ao ócio... Ganhar a vida, prover-se e à sua família, de bens materiais e conforto, orgulhar-se do status alcançado, tudo isso tem feito a grande maioria das pessoas decidir pelo afastamento de uma vida com mais momentos de felicidade... Afinal, nem sempre podemos ganhar a vida com atividades prazerosas, não é?



Aqui está a novidade trazida, por exemplo, pelos resultados de um processo de Coaching: podemos, sim! Podemos ser felizes e ricos. Podemos nos realizar utilizando nossos talentos e vocações e, ainda, conquistarmos uma situação financeira com folga e sempre crescente!

Ok, esta pode não ser uma conquista imediata, nem fácil. No processo de Coaching o caminho, em si, é simples: um plano, uma perspectiva de curto, médio e longo prazo, o reconhecimento e a descoberta de verdadeiros talentos, dos sabotadores e das crenças que têm atrapalhado a consciência disso tudo... E por que, então, tantas pessoas (80%!) insistem em fazer-se infelizes ao optar por atividades desconectadas com prazer e felicidade? Primeiro, parece que a crença de que "trabalho" é obrigação e jamais fará alguém feliz está cravada nos corações de todos. E, segundo, por desconhecer os caminhos que podem levá-los a este novo mundo, em que, como numa aldeia de "homens felizes", todos oferecem à sociedade seus talentos através de seus produtos ou seus serviços, e dela recebe a devida recompensa.

Você se identificou? Conhece alguém que age assim? Permita-se conhecer essa ferramenta moderna e incrivelmente simples e rápida: Coaching! Pode ser a diferença em tempos tão competitivos e insensíveis!

sexta-feira, maio 11, 2012

Butterflies in the stomach

Expressões são reflexos de uma cultura. Há algum tempo falei aqui da expressão "rust never sleeps", mal traduzida em um filme como "água mole em pedra dura tanto bate até que fura"... Tratava-se, sim, da velha ferrugem, que atua dia e noite e, sem prevenção, corrói peças metálicas à vontade. Poderíamos interpretar a ferrugem de várias maneiras: a depressão, a artrose, a preguiça...

Mas não é que me foi apresentada uma expressão fantástica e, para mim, completamente desconhecida?! "Butterflies in the stomach"! Imagine algumas borboletas movendo suas leves asinhas a mil repetições por minuto em seu estômago! Imagine a movimentação e o vazio gelado que isto provocaria! Você já sentiu isso. Talvez esteja sentindo agora... A mais direta tradução resume-se ao famoso "frio na barriga", aquela sensação de espera e medo, ansiedade e eletricidade...

Por quê borboletas?! Fácil imaginar que o movimento das asas provoque um "vento", ou uma "brisa" no interior do estômago e a sensação de friozinho, encolhimento, contração na barriga. Faz sentido. Fantástico é imaginar como alguém pode ter criado esta relação borboleta-frio-medo e, assim, uma expressão que atravessaria tempo e espaço e chegaria, hoje, aos nossos ouvidos e nossa compreensão. Ah, o ser humano!...

segunda-feira, abril 23, 2012

Serviço e desserviço de Neymar

Futebol é estudado até no meio acadêmico. O que o faz tão místico e centro de paixões avassaladoras? É um esporte, simplesmente. Contraria a essência de um esporte: faz sentido setenta mil pessoas assistirem paradas a correria de vinte e duas, apenas? No estádio, porque na televisão (sempre ela) é impossível contar. Mas é fato. Muita gente gosta. Muitos programam sua semana em função de seus times, de seus heróis. Heróis? Correr bastante, chutar uma bola com mais habilidade que outros, saber a posição ideal no campo, mobilizar e motivar parceiros, isto é suficiente para tornarem-se heróis? Não importa a minha, a sua, a opinião de alguns. O certo é que são tratados e remunerados como heróis. São referências para crianças e jovens, que clonam em si penteados, vocabulário, atitudes... Aí reside o perigo.

Alguém já disse que o sucesso desse esporte deve-se à sua similaridade com a vida. A vida urbana, a vida moderna, civilizada (?). Veja: a vida, como a vivemos, a nossa cotidiana, não é justa. Conforme a subjetividade do momento o julgamento será este ou aquele. Eu já ouvi algumas vezes a frase: "Depende do juiz!"... Lembrou-se do futebol? Pois sim. Por mais que a International Board, o conselho da FIFA que analisa alterações nas regras do futebol, estude e proponha, um dos segredos está, exatamente, na falibilidade dos árbitros. Isto faz do futebol uma maquete e um exercício da vida. É aceitável, portanto, fingir, simular, dissuadir árbitros... Provocar, irritar, incitar adversários...

Na minha escolinha de futebol (ah, um dia ainda terei uma...) meus meninos e meninas seriam estimulados a ser absolutamente honestos. O juiz errou? Esquece, volte à sua posição e aplique o que foi combinado. Recebeu uma falta? Não fique rolando e se contorcendo, não queira enganar ninguém. O adversário está provocando? Por que isso muda algo em seu desempenho? Isole-se e transforme a provocação em energia a seu favor.

A "esperteza" é uma falsa vantagem e uma falsa pressão sobre o mundo ao nosso redor. Jogadores especialmente superiores treinaram muito, e bem, além de terem recebido facilidades genéticas como fibras musculares diferenciadas ou cérebros que reagiram a estímulos de forma a transformarem-se em sede de ações imprevistas e criativas. Neymares são úteis à sociedade. Mostram que treino, prática, dedicação e alegria são essenciais ao sucesso. Mas são, igualmente, um perigo, pois podem ser exemplo da tal esperteza. O mundo acabou ficando na mão de grupos de pessoas medíocres, assim como o futebol, a maquete do mundo. Um jogador, ou um professor, ou um engenheiro, médico, diferenciado é induzido e, muitas vezes cede à ideia de que precisa ser "esperto" para efetivar suas conquistas.

Uma simulação, em jogo, de que a falta recebida foi muito mais grave do que a realidade assemelha-se ao costume de apresentar falsos atestados médicos para faltar ao trabalho, ou um toque escondido com a mão na bola, para levar vantagem, pode ser comparado a uma informação falsa no currículo para conquistar um emprego.

Corrupção, sim, nasce nos pequenos hábitos do dia-a-dia e explode na vida de quase todos os cidadãos. É lugar-comum e pode ser visto como ingenuidade convidar as pessoas a estarem atentas a si, seus filhos, parentes, amigos e repensar suas atitudes. Mas pode ser uma das saídas da crise, da imensa crise de "identidade" por que passa nossa espécie e nossa civilização.

Não se trata, mais, simplesmente, de ser correto ou educado. Trata-se da sobrevivência da humanidade.

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Não perca tempo lendo

- Você não tem a sensação de estar perdendo tempo, parado, sem fazer nada, quando está lendo um livro?

Boquiaberto, minha primeira reação foi achar que era uma brincadeira. Não era. Refiz a frase, mentalmente, na esperança de que tinha confundido seu significado. Talvez ele tivesse se atrapalhado e colocado um não onde havia um sim, ou vice-versa. Nada disso. A pergunta era aquela e ele esperava uma resposta.
Eu acabara de dizer que a leitura pode ser um passaporte. Qualquer leitura. Das mais simples às saramaguianas. Eu pensei em explicar. Poderia dizer que o ato de ler vai além de aprender ou adicionar informações ao cérebro. Ao ler acrescentamos modelos de comunicação ao nosso repertório, palavras e expressões ao nosso vocabulário, novas emoções ao nosso coração. Eu poderia fazê-lo refletir na importância do preparo antes da ação, do desenvolvimento da capacidade de prever e planejar estratégias, de imaginar situações, de "viver antes" o que será vivido a seguir.

Não vou identificar o autor da frase, embora pareça desnecessário, se o fosse para que ele não se sentisse ofendido. Pelo jeito, ele não vai ler esse texto. Ele vai continuar reclamando da timidez, das dificuldades no casamento, dos problemas financeiros, tudo causado pelas contingências do mundo e da vida e, claro, nunca devido às suas próprias decisões do passado. Para ele, a solução é mudar o mundo e os outros. E, claro, nunca ficar parado fazendo coisas inúteis como, por exemplo, ler.

Mostrei os dois últimos livros que li. -Mas são em inglês?!

Falei de leitura de romances, histórias de mistério, biografias, aventuras, histórias da história. -Ah, só leio coisas que possa usar no trabalho!

Uma vida parada, estacionada com motor desligado e porta aberta. Perguntei quais eram seus objetivos e suas metas para daqui a cinco anos. -Cinco anos?! Como assim?!


sexta-feira, fevereiro 10, 2012

A quem interessa a luta de classes?

Para Marx e Engels, a sociedade é o lugar do conflito entre opressores e oprimidos. “Capitalistas” teriam se apropriado dos meios de produção e estariam a explorar os que não têm meios de produzir sua subsistência. Haveria uma “obsessão pelo lucro” e, em conjunto com a “competição desenfreada” entre os capitalistas, teriam causado a enorme proletarização da humanidade.

A solução então, ainda segundo aqueles estudiosos, seria a “socialização” dos meios de produção, ou seja, as estruturas agrícolas, industriais, comerciais e de serviços seriam “de todos” ao invés de terem donos, empresários, proprietários.

Esta sociedade fictícia, em que os meios de produção estariam nas mãos do “povo”, teria uma estratificação “achatada”, com muitos, senão quase todos, cumprindo tarefas semelhantes e vivendo vidas iguais, embora usufruindo de assistência médica, educação, segurança, moradia e alimentação de qualidade aceitável. E esta sociedade –imaginária, insisto– apenas seria possível após intensa luta de classes.

A grande maioria das pessoas, que pouco ou nada têm, precisaria se mobilizar e rebelar-se contra uma minoria detentora do capital e da propriedade. Estes seriam expulsos e o povo se encarregaria de continuar a produção.

Chegamos ao impasse: capitalismo ou socialismo? Democracia ou regimes centralizados?

A luta de classes, na sociedade moderna, possui aspectos muito diferentes das lutas que aconteceram no século passado, em especial a primeira metade. Mesmo em organizações sociais socialistas há elite, opressores e oprimidos. Ou seja, há classes.

Por outro lado, alguém poderia dizer que assim como o cidadão cubano não pode deixar a ilha, há milhares de brasileiros que, igualmente, não podem deixar o local onde vivem, pois não têm consciência de si e do mundo, não têm dinheiro nem patrimônio. São presos numa terra de liberdade.

A ideia, então, não é escolher, mas tirar proveito (proveito social!) das regras do sistema em que vivemos. Pelo menos isso a democracia e, quem diria, o capitalismo, permite. As regras existem, especialmente, as que não estão escritas. Há, por exemplo, a regra do “boca-a-boca”. Respeita-se mais o que se ouve pelas ruas do que as informações oficiais. Há leis que “não pegam” e há regras de convivência que determinam as relações sociais.

No mundo capitalista há empresas. E empresas precisam viver. E sobreviver. Um saudável objetivo para uma empresa é a longevidade, e, não, simplesmente, o lucro. Para ter uma vida longa uma empresa precisa aplicar o que a ciência, os práticos e os estudiosos afirmam. Lucro não seria o fim, mas o meio. Sim, há estudos e há empresários que pensam assim. O capitalismo é menos selvagem em certas cabeças e certas paragens. Quando falam em capitalistas, de quem estão falando? Até o século passado, eram homens de meia idade, cartola na cabeça, poucas palavras e sem escrúpulos no coração. Suas empresas sumiram ou adaptaram-se.

A realidade é outra. A ditadura é atribuída ao mercado e, este sim, não perdoa: corta cabeças e esquarteja o corpo. E é esta adrenalina que leva milhares de “aventureiros” à trilha do empresariado. Sim, o canto da sereia de ser seu próprio patrão (e agora, como fica a luta de classes, se sou opressor e oprimido?) e uma possível ascensão social também contam. E esta é a grande diferença no mundo capitalista e democrático: ascensão social. Ela é possível e muito mais acessível do que se faz crer. Observamos isso a cada dia.

Uma contradição, então, habita os corações de quem “não possui meios para sua sobrevivência” (visão marxista do proletariado):

- Luto com minha classe contra os que, dizem, são meus opressores, ou luto por meu progresso e escalo os degraus da sociedade?

A opção de tentar melhorar de vida é, na verdade, uma tentativa de mudar sua própria classe social. Aos poucos, um trabalhador pode ser promovido a gerente, conquistar um cargo de direção, acumular experiência e treinamentos e -quem sabe?- tornar-se um pequeno empresário. Qual é o tamanho limite para que ainda não seja um “capitalista opressor”? Não, não se trata do tamanho da empresa, mas da atitude do empresário.

Se a opção é pela luta de classes, descarta-se completamente a luta por ascensão social e decreta-se a eternidade do status “trabalhador” (como se fosse deixar de trabalhar ao tornar-se empresário!).

-Luto contra a “burguesia”, tenho ódio dos ricos, abomino as empresas e o capitalismo. Ao mesmo tempo preciso trabalhar e não me conformo em produzir riqueza para quem eu tanto abomino.

São pensamentos que não resultam em melhoria de vida e apenas interessa a grupos até então alheios neste raciocínio. Ora, a luta de classes apenas interessa a quem está no poder e se utilizou do discurso “anti-burguesia” para chegar onde está. Se o “proletariado” estudar, acumular experiência, atuar com ética e dedicação, aproveitar as oportunidades nas empresas, ele deixará sua condição e passará a “classe média” e, quem sabe, “burguesia”, profissionais bem remunerados, ou pequenos, médios ou grandes empresários... Quem, então, continuaria ouvindo os discursos sobre luta de classes?! Quem continuaria fiel aos que incitam uma guerra inútil?

Sim, chegamos, então, ao mal maior, senão o único: a distribuição da riqueza. Quem possui bens, capital, patrimônio, não deseja perdê-los. Na verdade, não deseja perder a ponto de retornar a classes às quais já tenha pertencido e tanto suor custou para deixá-las. Querem manter o status conquistado, seja por ele próprio ou por seus antepassados.

É justo. Ao mesmo tempo, se fossem indagados se abririam mão de parte de seu patrimônio para, de maneira idealmente justa e igualitária, resolver questões relacionadas à educação, segurança, saúde coletiva, a resposta seria um sonoro sim. Enquanto essa possibilidade é um sonho, esforçam-se para manter o que possuem e, nesta luta, precisam caminhar em direção a “ter mais”, “acumular reservas” para períodos de vacas magras. Pode não significar, como outros imaginariam, um simples desejo de poder ou apego ao dinheiro, em si. De nada adiantaria serem mártires da sociedade e arriscarem suas conquistas a ponto de perderem tudo. Todos perderiam e teria sido apenas um alívio momentâneo, insustentável.

A verdadeira política de distribuição justa de riqueza precisaria considerar o potencial das regras da sociedade moderna e a possibilidade de ascensão social através do esforço de cada um. A questão é justamente esta: como preparar todos para que os esforços resultem em benefícios generalizados. Como convencer pessoas humildes, descrentes, sem modelos e referências adequados, de que há um caminho para “melhorar de vida” e este passa por momentos de estudo, experiência, dedicação e honestidade?

Como convencer essas pessoas de que a luta de classes não beneficia nenhuma das classes e apenas permite a manutenção no poder daqueles que estimulam este combate inútil? Como criar ambição, a boa ambição, em pessoas que nunca foram incentivadas a acreditar no seu benefício, nunca aprenderam como age alguém ambicioso e nunca compreenderam que aqueles que obtiveram sucesso iniciaram sua caminhada acreditando que conseguiriam e mereciam o que desejavam?

A luta útil, portanto, é aquela para sair da situação atual para outra melhor, mais realizadora, mais produtiva para toda a sociedade. Não precisamos destruir classes para melhorar a sociedade, mas abrir, escancarar as portas para que a entrada (ou, claro, a saída) das “classes” seja facilitada, mas como uma conseqüência dos esforços (ou falta deles) de cada um. Estudou? Dedicou-se? Produziu? Atuou com integridade? Bem vindo, a classe é sua, você merece! Ao invés disso, ficou parado, pouco produziu, zombou da sorte e das oportunidades? Volte uma casa e jogue o dado novamente!

Alguém poderia dizer que há muitas pessoas, muitas mesmo, que estudam e se dedicam bastante, mas, como a realidade seria cruel, sofrem e jamais conseguem melhorar sua condição social. Para estas, assim como para aquela maioria citada acima, descrente e imobilizada, é que serviria a mais pura e simples “educação voltada à auto-estima e ao sentimento de cidadania”. Pelo menos precisam ser informadas, numa linguagem que realmente seja entendida, que existe um caminho e que muitos, também, passaram por ele e já colhem os frutos. Ou seja, um dos segredos seria o sentimento de pertencimento e utilidade em relação à sociedade, à comunidade em que vive. Não bastaria querer apenas para si, mas para todos. Melhorar, sim, mas para servir e sentir-se útil! Ao invés de apenas crescer e melhorar de vida, o que poderia justificar fazê-lo “a qualquer custo”, adotar o sentimento de “crescer e melhorar de vida para poder promover crescimento e melhoria de vida para cada vez mais pessoas”!

Chegamos à conclusão mais determinante: empresas também são assim. Nada de “lucro a qualquer custo”. Isto não promove saúde financeira, administrativa, comercial. Sim, o objetivo passa a ser estabilidade financeira, projeção no mercado, crescimento seguro, responsabilidade administrativa, para, então, gerar mais empregos, educar colaboradores e clientes, influenciar positivamente mais pessoas, gerar, simplesmente, mais felicidade. A empresa que sobrevive nada tem a ver com aquela corporação “capitalista” das cartilhas que incentivam a luta de classes. Ela cria oportunidade de crescimento pessoal de todos envolvidos. Ela é o cenário em que a ascensão social pode acontecer.

sábado, janeiro 07, 2012

Coaching e nossos "jogos interiores"

(Ou como seu lado autocrítico influencia suas decisões...)

Timothy Gallwey transformou-se em um dos mais requisitados gurus do Coaching anos após escrever “The Inner Game of Tennis”. Publicado pela primeira vez em 1974 (e republicado até hoje em diversos idiomas), descrevia uma maneira inusitada de melhorar saques, voleios, forehands e backhands, jogadas usuais e muito conhecidas dos tenistas em qualquer lugar do planeta. Nada de “trying hard”, ou seja, esqueça os intermináveis treinos em que você fica tentando arduamente acertar aquele saque dos seus sonhos. O caminho seria muito mais simples. Simples?

“Imagens são melhores que palavras, demonstrar é melhor que descrever, instruções demais é pior do que nenhuma e ficar tentando, simplesmente, frequentemente produz resultados negativos.”

Sem a preocupação de utilizar nomenclatura técnica, Gallwey chamou de Self 1 a nossa manifestação de consciência e a constante atividade “pensante” e, portanto, permanentemente pronta para, claro, julgar. Especificamente, julgar a nós mesmos.

Por outro lado, ele registra a existência da
metade complementar de nossa relação com o mundo e seus desafios: o Self 2. Repleto de capacidades e habilidades naturais, aprende a partir de sua “inteligência silenciosa” e de um estado de concentração relaxada.

A ideia é respeitar o Self 2. Dissolver as desnecessárias auto-instruções, o criticismo e a tendência de supercontrole que ocupam as mentes desfocadas.

Veja como o autor diz que funciona o processo todo, usando como exemplo o aprendizado de tênis: após avaliar várias jogadas, o Self 1 começa a generalizar. Ao invés de julgar um evento isolado como “outro backhand ruim”, começa a espalhar o pensamento “você possui um péssimo backhand”. Outros julgamentos comuns são: “estou num mau dia”, “sempre erro as bolas fáceis” ou “sou muito lento”. O resultado é que auto-julgamentos transformam-se em profecias auto-executáveis. Ao dizer a si mesmo que é péssimo ao sacar estará ativando uma espécie de processo hipnótico, delegando o papel de mau sacador ao Self 2. Ele desempenhará imediatamente, suprimindo seu verdadeiro potencial.

E Gallwey é claro: despir-se de julgamentos não significa ignorar erros e, sim, observar os eventos tais com são sem acrescentar nada a eles. Erros podem ser vistos como uma importante parte do processo. Outro exemplo definitivo é o processo de aprender a andar. Bebês não possuem Self 1, ou são, ainda, incipientes. Se a cada tentativa frustrada (e sabemos que elas existem aos montes: levanta, cai, levanta, um passo, cai, levanta...) surgisse um pensamento “Desiste! Você já tentou e não conseguiu! Olha seus irmãos, já andam há muito tempo... Você pode se machucar! As pessoas vão rir de você!”, a humanidade ainda estaria se locomovendo como cães e cavalos. Felizmente a maior parte das crianças aprende a caminhar antes de seus pais poderem dizer a elas como fazê-lo.

"Nós encontramos o inimigo e ele é nós."

Evidentemente, o autor apresenta diversos caminhos para neutralizar o ímpeto crítico do Self 1 e liberar o Self 2 para realizar as ações naturalmente. O mais importante, e eixo vital de sua teoria, é aumentar o foco, evitar pensar demais, concentrar de forma relaxada.

Em suas apresentações pelo mundo (esteve recentemente no Brasil) ele chama ao palco alguém que não tenha tido a experiência de pegar uma bola de beisebol. É uma bola dura, pesada e ameaçadora. Ele arremessa a bola a uma distância de 5 ou 6 metros e pede que o voluntário a pegue. Raramente ele consegue. Afinal, está num palco, não imagina como fazer aquilo e sente-se ridículo. Após algumas tentativas, Gallwey orienta, então, que ele esqueça a necessidade de agarrar a bola e concentre-se em observar a cor da bola, o tipo de costura e, até, a marca nela impressa. Normalmente o que acontece é um aumento do número de bolas agarradas sem que caiam no chão. Com o foco na bola em si, não houve espaço para pensamentos sabotadores (Self 1) e, sem a pressão para “acertar”, o Self 2 manifestou-se. Parece simplista, mas funciona.

Aí está, então, a conexão entre “O Jogo Interior do Tênis” e o Coaching. No processo desta técnica, o coach atua primariamente para manter o foco de seu cliente. Para isso, crenças
antigas e limitadoras (Self 1) são desativadas e substituídas por outras que não generalizam eventuais fracassos do passado. O cliente concentra-se em seus valores e princípios, avalia com serenidade suas capacidades e, ao definir objetivos e metas, planeja o que fazer para alcançá-los. O cliente estará mais alerta ao bombardeio de sabotadores e afastará interferências. Nas doze sessões de Coaching, o coachee (o cliente) revê sua rotina, reformula sua agenda e elabora um plano, considerando com realismo seu potencial e as ferramentas que possui.

Foco, foco, foco. Concentração relaxada. Não ao excesso de esforço, à autocrítica, ao julgamento! Seja para melhorar seu saque no tênis, ou para conseguir passar num concurso, arrumar sua empresa, resgatar sua saúde e condicionamento físico, administrar melhor seu patrimônio, ou seja: viver mais feliz.

“Foco não é alcançado olhando fixamente para algo. Não se força o foco e não se chega a ele pensando arduamente em alguma coisa ou assunto. Foco natural acontece quando a mente está interessada e é arrastada irresistivelmente em direção ao objeto, sem esforço, de forma relaxada, sem tensões e super controles.”

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Hipnotizadores e hipnotizados


Carlos Drummond de Andrade disse, certa vez, que o bom hipnotizador hipnotiza a si próprio para impressionar e conseguir hipnotizar sua plateia.

Temos visto desde aprendizes de hipnotizadores até profissionais experientes em ação. Ministros realmente acreditam no que dizem, afinal estão auto-hipnotizados. Muitos, na plateia, deixam-se hipnotizar e aplaudem.

Amigos, cônjuges, professores, alunos, filhos, pais, vendedores e, como já vimos, políticos, podem estar se aperfeiçoando nesta arte. Cabe a nós, em primeiro lugar, evitar a auto-hipnose. Isto significa enfrentar e aceitar a realidade. Nada de convencer, ou tentar convencer, os outros de mentiras deslavadas que gostaríamos fossem verdades. Em quais mentiras você ainda acredita? E, fala sério, continua sustentando perante sua família, amigos, colegas de trabalho?

Em segundo lugar, alerta geral. Quem, à sua volta, age como auto-hipnotizado e revela-se um grande hipnotizador? Ao invés de um bom "cara-de-pau", ele pode, sim, acreditar no que diz e na vida que leva. E, quem diria, convence. Ofende-se, sinceramente, com suas contestações, chora, emociona-se, inspira confiança.

Tanto, que pode chegar a ministro...

terça-feira, dezembro 13, 2011

Um pouco de polêmica...

Recebi esse texto e republico...

Einstein quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”. E aí vai o Deus, segundo Spinoza:

“Pára de ficar rezando e batendo no peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.

Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer. Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro!

Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te
in
co
modo, nem te castigo. Eu sou puro amor. Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te en
chi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas. Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações?

Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti.

Baruch Spinoza.

As sábias palavras são de Baruch Espinoza - nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Era de família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.

Acredite, essas palavras foram ditas em pleno Século XVII.

quarta-feira, novembro 02, 2011

Superpopulação...

Acabo de receber uma mensagem de reflexão polêmica sobre o momento "7 bilhões" da humanidade. Discordo.

"As Nações Unidas chamam a atenção para o 'perigo da superpopulação mundial e a conseqüente falta de recursos', como se o grande mal do ser humano fosse sua capacidade de se reproduzir."

"Desde quando excesso de gente é a causa da degradação ambiental? Do sub-desenvolvimento econômico? Da instabilidade política? Os 20% mais ricos do mundo se apropriam de 82,7% da renda, enquanto os dois terços mais pobres ficam com apenas 6%. Então será que há pobres demais, ou será que há ambição demais no mundo? O que significa excesso de gente, afinal? Você realmente acredita que menos bebês significariam justiça social?"

Em várias situações realizei dinâmicas coletivas para abrir a discussão sobre "o que é, efetivamente, um problema". A ideia é provocar o pensamento sobre os verdadeiros problemas por trás daquilo que consideramos "o problema", ou seja, será que o que consideramos um problema -na vida, na empresa, na família...- não é a "ponta do iceberg" e que a resolução definitiva depende de tomar consciência de todo o corpo escondido, dos probleminhas e problemões causadores daquilo que, finalmente, conseguimos observar?

A primeira pergunta, naqueles encontros, era: "Qual é o maior problema do planeta?". Polêmica na mesa, o debate variava dos "práticos" aos "filosóficos", da pobreza à degradação moral, da corrupção à falta de espiritualidade... E não foi incomum a conclusão de que a disputa por espaço e recursos (alimentos e água, principalmente), e as intolerâncias religiosa, étnica, de gênero, de opção sexual, de filosofia política e outras, teriam origem na imensa aceleração do crescimento demográfico.

Os avanços da ciência (medicina, alimentação, prevenção...) permitem vidas mais longas e menos perdas de habitantes do planeta. Resultado? Mais gente. Muito mais gente. Ao todo, 7 bilhões!

Sim, ao invés de educar para ter menos filhos, que tal proporcionar saúde e qualidade de vida a todos, de forma que cada um possa decidir quantos filhos ter, e criá-los dignamente? A ideia parece simples e respeitosa, repleta de boas intenções e valoriza direitos humanos. Mas peca pela falta de realidade. Não temos tanto controle sobre os fatos quanto poderíamos pensar. A expansão populacional acontece desenfreadamente e, queiramos ou não, é ainda maior nas regiões mais pobres e despreparadas para lidar com os problemas por ela causados. Resultado? A proporção entre “pobres” e “ricos” aumenta e cria-se uma bomba relógio, representada tanto nos conflitos cotidianos urbanos e rurais, quanto nos grandes eventos bélicos da atualidade.

Não precisamos de um novo holocausto, evidentemente. Mas a ciência, tão evoluída, precisa de uma fórmula –respeitosa e natural- para conter, com urgência, a explosão demográfica.

domingo, setembro 18, 2011

Por que "mobilizar" é tão difícil?

Tenho conversado com amigos, alunos, conhecidos... Compartilho e faço postagens no Facebook... Acompanho pela Internet... O assunto é de imenso interesse e possível impacto -para mim, apenas positivíssimo- na vida de todos: o modelo até então adotado para escolher representantes da população para trabalhar por ela é completamente ultrapassado e só contribui para aumentar a confusão, a corrupção, a desigualdade, o desperdício de recursos. Há uma alternativa em debate e parece resolver a maioria dos imbroglios do sistema eleitoral brasileiro. Voto Distrital. Mas, por exemplo, dos meus míseros 205 "amigos do facebook", talvez uns três ou quatro repercutiram minha insistente tentativa de divulgar e promover o debate sobre esse sistema eleitoral.

Acompanho postagens de todas as cores e intenções, do besteirol à religião, de inadequadas propagandas-reclames a fotografias curiosas, de artistas, cantores, fotógrafos. Há "mobilização" virtual por tombamentos de patrimônios históricos, contra usinas, ferrovias, ministros, fobias e, sim, pelo voto distrital. O que faz pessoas clicarem aqui e, não, ali? Curtem este e desprezam aquele. Comentam, compartilham, encaminham segundo um critério, digamos, pessoalíssimo e ainda não decifrado pelos cientistas da comunicação ou da psico-sociologia.

Mas mobilizar é muito, muito mais, do que provocar um clique. Assim fosse, em três ou quatro cliques poderíamos combater Kadafi, impedir Belo Monte, salvar golfinhos e... Mudar o sistema eleitoral brasileiro. O que, afinal, é capaz de mover, não apenas a consciência, mas os corpos, pernas, mãos -dedos não valem, pois voltaríamos ao clique-? O que seria brilhante o suficiente para atrair olhares para assuntos áridos como política? E por que clicam e ficam imóveis, entocados, passivos?

Por que, então, é tão difícil mobilizar pessoas?

Além da minha empreitada -virtual, também, eu confesso- pelo Voto Distrital, estou empenhado na criação de uma associação de empresários e moradores de um bairro. Imagine uma região amada por seus moradores, mas também, machucada, desprezada, ignorada por moradores e seus representantes: legislativo e executivo municipais, ou seja, vereadores, prefeito e secretários. Meu tempo é curto, mas encontro disposição para participar de reuniões e preparar textos, logomarcas, estratégias e eventos. De, talvez, vinte pessoas que já circularam pelas quatro reuniões que já aconteceram, apenas três estão ativas, ocupadas e preocupadas. Onde estariam as outras? Onde estariam aquelas que, ao saber do movimento, disseram apoiar e participar? Alguém tem dúvida de que um dos únicos caminhos para melhorar a vida é associar-se a outros e "ter propostas"? Sim, todos acham uma ótima ideia. Ninguém participa...

Por que, então, é tão difícil mobilizar pessoas?

Para mim, a resposta é simples, mas chega, também, como uma pergunta: Por que eu deveria fazer algo para que todos usufruam do resultado?

É difícil porque poucos estão acostumados com o compartilhamento de responsabilidades. Herdamos o paternalismo, que resistiu ao colonialismo, monarquia, velha república, ditadura, nova república, guerras, crises e continuamos aguardando que um "Grande Pai" apareça e resolva tudo por nós. Nem nos preparamos para algo diferente, não sabemos como agir em reuniões de condomínio, de família, na empresa, no clube... Torcemos para que apareça um "líder" -bobo, inocente, ingênuo...- e assuma todas as ações. Assim, podemos, apenas criticar, zombar, ironizar, destruir. Ora, se não vou à reunião do condomínio, que autoridade terei para criticar?!

Ok, soluções... Da mesma forma que critico a "educação ambiental" que foca em plantios de mudas, mutirões de limpeza de praias, palestras e programas de coleta seletiva, proponho, também, para viabilizar o associativismo, programas básicos da mais pura conscientização de cidadania, do espírito coletivo, da valorização do espaço comum. E isto só se faz com crianças. Esqueça as "gerações perdidas"...

Continuo tentando...

Ah, procure saber mais sobre o Voto distrital. E veja se há grupos de moradores e empresários no seu bairro precisando de braços e cérebros!

"There is no limit to what can be accomplished if it doesn't matter who gets the credit"
Não há limites para o que pode ser realizado se não importa quem ganha os créditos.

terça-feira, setembro 13, 2011

Vencedor ou Perdedor?


Encontrei este texto e re-publico aqui.
Sim, é mais um da série "Inveja por não ter sido eu a escrevê-lo"...
A autoria é atribuída a Leonardo Delgado.
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O vencedor é sempre parte da solução;
O perdedor é sempre parte do problema;
O vencedor sempre tem um plano;
O perdedor sempre tem uma desculpa;
O vencedor diz: "deixe-me ajudá-lo";
O perdedor diz: "este não é o meu trabalho";
O vencedor vê uma resposta para todo problema;
O perdedor vê um problema em toda resposta;
O vencedor vê sempre uma luz no meio da escuridão;
O perdedor vê sempre escuridão no meio de toda luz;
O vencedor diz: "é difícil mas é possível';
O perdedor diz: 'pode ser possível mas é muito difícil'.
Quando um vencedor comete um erro, diz: "Eu errei!"
Quando um perdedor comete um erro, diz: "Não foi minha culpa."
Um vencedor trabalha duro e tem mais tempo.
Um perdedor está sempre "muito ocupado" para fazer o que é necessário.
Um vencedor enfrenta e supera o problema.
Um perdedor dá voltas e nunca consegue resolvê-lo.
Um vencedor se compromete.
Um perdedor faz promessas.
Um vencedor diz: "Eu sou bom, porém não tão bom como gostaria de ser."
Um perdedor diz: "Eu não sou tão ruim como tantos outros."
Um vencedor escuta, compreende e responde.
Um perdedor somente espera uma oportunidade para falar.
Um vencedor respeita aqueles que são superiores a ele e trata de aprender algo com eles.
Um perdedor resiste àqueles que são superiores a ele e trata de encontrar seus defeitos.
Um vencedor se sente responsável por algo mais do que somente o seu trabalho. Um perdedor não colabora e sempre diz: "Eu somente faço o meu trabalho."
Um vencedor diz: "Deve haver melhor forma de fazê-lo ..."
Um perdedor diz: "Esta é a maneira que sempre fizemos."
Um Vencedor tem vontade de acertar.
Um Perdedor tem medo de errar.
Um Vencedor vai direto ao problema.
Um Perdedor evita o problema e nunca ultrapassa.
Um Vencedor discute as oportunidades.
Um Perdedor lamenta-se de problemas.
Um Vencedor aceita com alegria os riscos para enfrentar o desafio.
Um Perdedor não aceita riscos.
Um Vencedor assume compromissos.
Um Perdedor faz promessas.
Um Vencedor tem planos e metas que podem ser medidas.
Um Perdedor detesta ser medido.
Um Vencedor mantém registros e estatísticas.
Um Perdedor detesta estatísticas.
Um Vencedor estabelece metas diariamente.
Um Perdedor ignora o que são metas.
Um Vencedor ouve e aprende.
Um Perdedor fala a respeito daquilo que pretende fazer.
Um Vencedor repete comportamento que funciona e evita os que não funcionam. Um Perdedor repete um comportamento somente porque é confortável.
Um Vencedor é extremamente leal.
Um Perdedor não sabe o significado de lealdade.
Um Vencedor sabe porque luta e a que se compromete.
Um Perdedor compromete-se com o que não deveria e luta pelo que não vale a pena.
Pense um pouco: afinal a que grupo você pertence?

quinta-feira, junho 09, 2011

A humanidade representada



Imagine concentrar todas as pessoas -todas- em uma só. Todas as raças do mundo, todos os costumes, todos os comportamentos. As características seriam, digamos, misturadas e o resultado seria um único temperamento, apenas uma pessoa e um modelo de atitude.

Seria a humanidade representada em um ser humano.

Como seria este representante? Quais seriam seus costumes?

A história nos faz supor que seria uma pessoa doente, descrente do futuro e avessa a prevenção. Inconsequente, estaria aproveitando seus "últimos minutos".

Apenas estaria preocupada em se alimentar e se divertir...

domingo, maio 15, 2011

Chimpanzés um pouco diferentes


Já mostrei aqui uma interessantíssima entrevista com Jared Diamond, autor do excelente "Colapso". Retorno a este biólogo e cientista com a reflexão que ele próprio oferece em sua obra "O Terceiro Chimpanzé".

Para ele -e a partir de diversas pesquisas que ele cita- a humanidade tem pago um preço alto justamente pelas conquistas de que mais se orgulha. A evolução tecnológica, desde as mais rudimentares ferramentas ao mais moderno computador, assim como a imensa sequência de inovações nas técnicas agrícolas seriam "facas de dois gumes". A agricultura é um evento recente, na história da humanidade. Apenas surgiu há 10 mil anos (em mais de um milhão de anos de existência da espécie).

Quando nossos singelos 1,6% de genes que são, efetivamente, diferentes de nossos parentes, os chimpanzés, fizeram a diferença, pudemos abandonar a condição de coletores-caçadores e aventurarmo-nos na tecnologia. Coletores-caçadores buscavam na natureza seu alimento. Caçavam, e não criavam animais. Coletavam raízes e frutas, e não plantavam em hortas ou plantações como as vemos aos montes atualmente. Ou seja, o tempo todo estávamos envolvidos nas tarefas relacionadas à alimentação. Com ferramentas e com a agricultura, Jared lembra que surgiu, também, o tempo ocioso.

Ótimo! Foi a condição necessária para o desenvolvimento das artes, por exemplo (quem iria dedicar-se a pinturas, ou música, se estivesse com fome?!) e das linguagens.

Aos poucos, passamos a viver mais e o conhecimento foi sendo transferido às novas gerações que até então, sem sábios -sempre pessoas mais velhas-, precisavam reinventar a roda a cada geração.

O outro lado da moeda, para o autor, foram a criação da exploração do homem pelo homem, a divisão da sociedade em classes, a política, a desigualdade social e de gênero, as doenças e o despotismo. Aquele "tempo ocioso" acabou sendo usado na forma de comportamentos que afligem a existência humana moderna e que acabam sendo alguns dos principais diferenciais da espécie humana em relação aos demais primatas, outros descendentes de um ancestral comum.

"Dentre nossas qualidades singulares há duas que atualmente põem em risco nossa existência; a nossa propensão a matar nossos semelhantes e a destruir o meio ambiente. (...) Estas propensões são muito mais ameaçadoras em nós do que em outros animais devido ao nosso poder tecnológico e à nossa alta densidade populacional".

O livro é longo, cativante e aborda a evolução e o futuro do ser humano sob vários ângulos. Mais uma oportunidade de melhorar a visão de nossa verdadeira dimensão no universo...

sábado, março 05, 2011

Low Hanging Fruits



Às vezes aprendemos com expressões ancestrais de outras culturas. Foi o caso, aqui no Desacelere, em 18/01/2009, de Rust Never Sleeps. Uma pérola que já foi, inclusive, título de um álbum memorável de Neil Young.

Agora, em "A Empresa Verde", um livro de Elizabeth Laville, encontro outra intrigante expressão: "Low Hanging Fruits"...

A princípio, é simples. Em administração, ou em planejamento, ocupemo-nos, primeiro, das tarefas mais simples e que tenham efeito imediato. Devemos -ou deveríamos- colher os frutos mais baixos e mais fáceis de serem colhidos, antes de nos preocupar com aqueles "mais altos" ou de alcance dificultado.

Uma versão britânica da Lei do Menor Esforço.



Tudo faz sentido. Até lembrarmos que muitos apenas colhem os Low Hanging Fruits. No trabalho, na vida, nos relacionamentos. Afinal, eles são atraentes pela facilidade. Por outro lado, quantos frutos muito mais saborosos, carnudos, coloridos simplesmente foram desperdiçados, apodreceram ou apenas foram saboreados pelos que ousaram escalar a árvore, correr os riscos, inventar instrumentos...

Low Hanging Fruits deve ser, então, o início e, nunca, o objetivo.

domingo, fevereiro 27, 2011

Entenda esta discussão do salário mínimo

Republico aqui texto de Stephen Kanitz com uma abordagem diferente e esclarecedora sobre os meandros da CLT e do salário mínimo.

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1. Quem paga somente Salário Mínimo no Brasil é basicamente o Estado, via Previdência. Estima-se que 80% dos que recebem SM são do Estado.

2. No Salário Mínimo da Previdência, aposentado merece inflação, mas não os ganhos de produtividade daqueles que continuam trabalhando. Por isto, não faz sentido ter o mesmo SM como benchmark de trabalhador e de aposentado.

3. Salário Mínimo custa para a empresa R$ 1.200,00 por posto de trabalho. (O cálculo certo exige um computador e 40 horas de cálculo. O primeiro computador do Brasil, um

trazido pelo Unibanco, era usado não para analisar empréstimos, mas para calcular a Folha de Empregados.)
4. Nas férias, empresas precisam empregar outro funcionário, por isto por Posto de Trabalho é 8% mais caro. Pior, quem ganha salário mínimo trabalha nas férias sim, mas é obrigado a fazer um bico, com metade da produtividade anterior.

5. Décimo Terceiro é mais um engodo dos "bem intencionados", que querem reforçar a ideia de ganhar produzindo nada.

O 13º salário simplesmente posterga por 12 meses o que o trabalhador produziu 12 meses antes.

6. O valor de R$ 545,00 é o que SOBRA depois que os impostos são tirados do trabalhador, que ainda tem que pagar 8% de contribuição para a aposentadoria dos outros.

Ele é mínimo devido à desorganização do Estado, e não devido à ganância dos administradores de empresas.

7. Mulheres custam R$ 1.400,00, porque estimamos que elas possam ter 3 filhos e vivem 10 anos a mais, o que custa em termos de aposentadoria.

8. Uma nação que nem contabiliza corretamente os seus custos, que divulga dados com erro de precisão de 50%, realmente gera pobreza como afirmou a Dilma.

9. Leva a nação inteira a acusar empresários de que pagam pouco, achando que discriminam mulheres e que pagam menos, e gera discórdia em vez de mostrar quem é que realmente está desorganizando o Brasil.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Voluntariado, prevenção e o custo da tragédia

A emoção é incontrolável. Imagens de crianças de olhos molhados e assustados acolhidas por pessoas que não as conheciam, mas que se apresentaram para atenuar o sofrimento. Em todo o país há organização, recolhimento e envio de donativos. Em dinheiro e em bens.

- Precisamos de papel higiênico, água, leite...

- Anotem a conta corrente que está recebendo doações.

Realmente é animador e, sim, emocionante. Pessoas que pouco têm compartilham este pouco com quem ficou sem nada. E, de alguma forma, é bom que seja assim.

Mas há uma questão que, para mim, não pode ser deixada de lado. O poder público está incumbido de zelar pela segurança da sociedade. Deveria planejar em médio e longo prazo, aplicar recursos em prevenção, fiscalizar, monitorar, orientar... Não, não é "choradeira" de alguém que apenas esperaria atitudes do governo e não cumpre a sua parte.

Todos sabem que o custo de reparação é muito maior que o de prevenção. No Japão, consideram uma relação de 7 para 1. Cada unidade monetária investida em prevenção promove a economia de 7 unidades que seriam gastas com a reconstrução. Políticas não planejadas ou efetivadas, então, têm o poder de gerar tragédias e, com licença aos sofridos parentes das vítimas -vidas não têm valor-, resultar em uma despesa imensa.

Ora, se houvesse uma única entidade chamada "poder público", ela estaria assumindo para si o risco de não prevenir adequadamente desabamentos, inundações, e mortes, muitas mortes. A despesa para recuperar cidades, plantações, vias, escolas, hospitais e também os recursos para atender desabrigados e a multidão que sobrevive nos hospitais deveria estar prevista nos orçamentos públicos.



É bonito, mas muito injusto que a população, que não criou o risco e a despesa, "ajude" os governos a suprir as vítimas de tragédias como as que aparecem a toda hora nos telejornais e em nossa memória. O governo precisa de ajuda? Ele preferiu correr o risco! São, na grande maioria, tragédias anunciadas e previstas, de causas muito bem conhecidas!!

Alguém poderia dizer que, ok, mas se o governo não comparece, que venham os voluntários e os doadores! Faz sentido. Mas que fique claro que estamos, assim, fazendo o papel do governo e, até, criando um fator de acomodação.

O governo arrecada. E muito. Como direciona estes recursos é problema de toda a sociedade. Ao invés de nos mobilizarmos para verificar -e, se for o caso, contestar!- as decisões orçamentárias dos governos, passamos nosso tempo mobilizados para atender vítimas. Parece que precisamos desta "emoção da solidariedade" para nos sentirmos úteis, participativos, bondosos...



Realmente, "prevenção" parece ser tabu e palavrão, tanto para os políticos quanto para a sociedade.

A energia reunida em momentos como o atual, de mobilização social para suprir vítimas de tragédias, poderia, também, ser canalizada para um grande movimento social pela prevenção.

sábado, janeiro 08, 2011

Ligue o chuveiro e mate um índio


A matriz energética brasileira baseia-se na geração em usinas hidrelétricas, não é? Ao invés de queimar óleo ou carvão (vegetal ou mineral), deixamos, simplesmente, a água passar e... Surpresa! Energia limpa!

Não é bem assim.

Além da conhecida destruição ambiental e social (quem, com idade além dos 30 não cantou "o sertão vai virar mar"?!) dos grandes alagamentos decorrentes da construção de represas, há um exemplo, para mim chocante e altamente simbólico do estado de "senhor do mundo" a que chegou nossa pobre espécie, a humana.

Conheci os dados e uma história muito atual que se passa no interior do estado do Mato Grosso. Uma tribo -ou uma comunidade- Nhambiquara, que vive isolada e, quem diria, em equilíbrio ambiental, está ameaçada, justamente, por seus hábitos alimentares. Apenas comem peixes. E há um projeto, já há obras, ações e movimentação para a construção de mais de 15 pequenas hidrelétricas (PHE) e duas grandes usinas geradoras de energia naquela região. Não vai haver grandes alagamentos, mas... É possível que caia enormemente o estoque de peixes, afetados pela dificuldade de migração e outras características das espécies nativas.

"Ah, mas estamos resolvendo isso!", dizem. A solução, imaginem, é "tentar" fazer, a cada usina, "escadas" no rio (espécie de comportas), para permitir a migração de peixes. Fico imaginando: "por favor, senhor peixe, por aqui, pode ir entrando...".

Se não der certo (pelo menos eles vislumbram esta possibilidade), "estamos tentando mudar os hábitos alimentares dos indígenas. Quem sabe eles não passam a alimentar-se de galinhas ou carne bovina?".

!!!!!

Ok, eles já tentaram e, claro e ainda bem, não deu certo. Nada de outras carnes, apenas peixes. Um dos melhores hábitos deste povo e estariam tentando alterá-lo para adequá-los a uma nova realidade a eles imposta.

E por que tudo isso? Ora, a demanda por eletricidade é imensa. O Brasil está crescendo, não é? Mais ou menos... Há expansão econômica, mas ao mesmo tempo há imenso desperdício de energia e muito pouca energia verdadeiramente "verde", ou "social", com base na energia solar ou eólica, por exemplo.

Ligue o chuveiro e, se ele for elétrico, você estará auxiliando a retirar os peixes do cardápio daquela tribo e terminando por exterminá-la. Você pode estar participando do evitável aumento da demanda por eletricidade e, portanto, da demanda por unidades geradoras. As usinas do Mato Grosso, por exemplo...

Enquanto os custos -e preços- da energia elétrica e dos combustíveis fósseis, por exemplo e também, não refletirem a verdadeira escada de despesas complementares e corretivas decorrentes de sua utilização, os meios "limpos" serão inviáveis. Não haverá interesse efetivo por pesquisas e utilização.

domingo, janeiro 02, 2011

Mandamentos para atrair a pobreza

André Lima escreveu, Stephen Kanitz publicou e, agora, compartilho aqui, incluindo a ilustração. Vale a leitura!

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Os 10 Mandamentos Para Continuar Pobre são:

1. Fale mal dos ricos.

2. Fale mal do dinheiro.

3. Reclame das contas que você tem a pagar.

4. Seja mesquinho: Não doe nada nunca. O que é seu é seu.

5. Leia e colecione todo tipo de notícia ruim sobre a economia.

6. Atribua a sua situação econômica e a dos outros à sorte ou ao azar.

7. Fique revoltado quando souber de alguém que ganha um salário altíssimo. Quem sabe, assim o salário deles diminui e o seu cresce.

8. Pechinche o máximo, sempre: Quando for contratar alguém para realizar qualquer tipo de serviço, sinta-se feliz em conseguir fechar tudo a um preço inacreditavelmente baixo.

9. Culpe os outros pela sua situação financeira, os Bancos por exemplo.

10. Tenha vergonha de prosperar: Quando alguém elogiar algo que você tenha, diga que comprou na promoção.

Andre Lima