sexta-feira, fevereiro 08, 2013
domingo, julho 15, 2012
Farinha do mesmo saco
Duncan Watts, em “Tudo é Óbvio – Desde que você saiba a
resposta”, apresenta uma leitura enriquecedora sobre este tema. Claro, uma visão
que interessa a empresários, políticos, comunicadores, professores, cientistas
e, ora, todo mundo! Da obviedade da expressão “farinha do mesmo saco”, do
parágrafo anterior, ele nos lembra outra que, seguramente, você já deve ter ouvido
e falado –algumas vezes: “os opostos se atraem”! A moça educada, estudiosa,
recatada envolve-se com o rebelde, o conquistador, aquele que o “senso comum”
chamaria de mau caráter. sábado, maio 19, 2012
Fazer o que gosta, para ser realmente feliz!
Já escrevi aqui sobre o que nos faz escolher um trabalho, ou se trabalhar é apenas obrigação, já que o prazer estaria, erroneamente, ligado ao ócio... Ganhar a vida, prover-se e à sua família, de bens materiais e conforto, orgulhar-se do status alcançado, tudo isso tem feito a grande maioria das pessoas decidir pelo afastamento de uma vida com mais momentos de felicidade... Afinal, nem sempre podemos ganhar a vida com atividades prazerosas, não é?
Aqui está a novidade trazida, por exemplo, pelos resultados de um processo de Coaching: podemos, sim! Podemos ser felizes e ricos. Podemos nos realizar utilizando nossos talentos e vocações e, ainda, conquistarmos uma situação financeira com folga e sempre crescente!
Ok, esta pode não ser uma conquista imediata, nem fácil. No processo de Coaching o caminho, em si, é simples: um plano, uma perspectiva de curto, médio e longo prazo, o reconhecimento e a descoberta de verdadeiros talentos, dos sabotadores e das crenças que têm atrapalhado a consciência disso tudo... E por que, então, tantas pessoas (80%!) insistem em fazer-se infelizes ao optar por atividades desconectadas com prazer e felicidade? Primeiro, parece que a crença de que "trabalho" é obrigação e jamais fará alguém feliz está cravada nos corações de todos. E, segundo, por desconhecer os caminhos que podem levá-los a este novo mundo, em que, como numa aldeia de "homens felizes", todos oferecem à sociedade seus talentos através de seus produtos ou seus serviços, e dela recebe a devida recompensa.
Você se identificou? Conhece alguém que age assim? Permita-se conhecer essa ferramenta moderna e incrivelmente simples e rápida: Coaching! Pode ser a diferença em tempos tão competitivos e insensíveis!
sexta-feira, maio 11, 2012
Butterflies in the stomach
Mas não é que me foi apresentada uma expressão fantástica e, para mim, completamente desconhecida?! "Butterflies in the stomach"! Imagine algumas borboletas movendo suas leves asinhas a mil repetições por minuto em seu estômago! Imagine a movimentação e o vazio gelado que isto provocaria! Você já sentiu isso. Talvez esteja sentindo agora... A mais direta tradução resume-se ao famoso "frio na barriga", aquela sensação de espera e medo, ansiedade e eletricidade...
Por quê borboletas?! Fácil imaginar que o movimento das asas provoque um "vento", ou uma "brisa" no interior do estômago e a sensação de friozinho, encolhimento, contração na barriga. Faz sentido. Fantástico é imaginar como alguém pode ter criado esta relação borboleta-frio-medo e, assim, uma expressão que atravessaria tempo e espaço e chegaria, hoje, aos nossos ouvidos e nossa compreensão. Ah, o ser humano!...
segunda-feira, abril 23, 2012
Serviço e desserviço de Neymar
Alguém já disse que o sucesso desse esporte deve-se à sua similaridade com a vida. A vida urbana, a vida moderna, civilizada (?). Veja: a vida, como a vivemos, a nossa cotidiana, não é justa. Conforme a subjetividade do momento o julgamento será este ou aquele. Eu já ouvi algumas vezes a frase: "Depende do juiz!"... Lembrou-se do futebol? Pois sim. Por mais que a International Board, o conselho da FIFA que analisa alterações nas regras do futebol, estude e proponha, um dos segredos está, exatamente, na falibilidade dos árbitros. Isto faz do futebol uma maquete e um exercício da vida. É aceitável, portanto, fingir, simular, dissuadir árbitros... Provocar, irritar, incitar adversários...
Na minha escolinha de futebol (ah, um dia ainda terei uma...) meus meninos e meninas seriam estimulados a ser absolutamente honestos. O juiz errou? Esquece, volte à sua posição e aplique o que foi combinado. Recebeu uma falta? Não fique rolando e se contorcendo, não queira enganar ninguém. O adversário está provocando? Por que isso muda algo em seu desempenho? Isole-se e transforme a provocação em energia a seu favor.
A "esperteza" é uma falsa vantagem e uma falsa pressão sobre o mundo ao nosso redor. Jogadores especialmente superiores treinaram muito, e bem, além de terem recebido facilidades genéticas como fibras musculares diferenciadas ou cérebros que reagiram a estímulos de forma a transformarem-se em sede de ações imprevistas e criativas. Neymares são úteis à sociedade. Mostram que treino, prática, dedicação e alegria são essenciais ao sucesso. Mas são, igualmente, um perigo, pois podem ser exemplo da tal esperteza. O mundo acabou ficando na mão de grupos de pessoas medíocres, assim como o futebol, a maquete do mundo. Um jogador, ou um professor, ou um engenheiro, médico, diferenciado é induzido e, muitas vezes cede à ideia de que precisa ser "esperto" para efetivar suas conquistas.
Uma simulação, em jogo, de que a falta recebida foi muito mais grave do que a realidade assemelha-se ao costume de apresentar falsos atestados médicos para faltar ao trabalho, ou um toque escondido com a mão na bola, para levar vantagem, pode ser comparado a uma informação falsa no currículo para conquistar um emprego.
Corrupção, sim, nasce nos pequenos hábitos do dia-a-dia e explode na vida de quase todos os cidadãos. É lugar-comum e pode ser visto como ingenuidade convidar as pessoas a estarem atentas a si, seus filhos, parentes, amigos e repensar suas atitudes. Mas pode ser uma das saídas da crise, da imensa crise de "identidade" por que passa nossa espécie e nossa civilização.
Não se trata, mais, simplesmente, de ser correto ou educado. Trata-se da sobrevivência da humanidade.
sexta-feira, fevereiro 24, 2012
Não perca tempo lendo

sexta-feira, fevereiro 10, 2012
A quem interessa a luta de classes?
Para Marx e Engels, a sociedade é o lugar do conflito entre opressores e oprimidos. “Capitalistas” teriam se apropriado dos meios de produção e estariam a explorar os que não têm meios de produzir sua subsistência. Haveria uma “obsessão pelo lucro” e, em conjunto com a “competição desenfreada” entre os capitalistas, teriam causado a enorme proletarização da humanidade.

Esta sociedade fictícia, em que os meios de produção estariam nas mãos do “povo”, teria uma estratificação “achatada”, com muitos, senão quase todos, cumprindo tarefas semelhantes e vivendo vidas iguais, embora usufruindo de assistência médica, educação, segurança, moradia e alimentação de qualidade aceitável. E esta sociedade –imaginária, insisto– apenas seria possível após intensa luta de classes.
A grande maioria das pessoas, que pouco ou nada têm, precisaria se mobilizar e rebelar-se contra uma minoria detentora do capital e da propriedade. Estes seriam expulsos e o povo se encarregaria de continuar a produção.
A luta de classes, na sociedade moderna, possui aspectos muito diferentes das lutas que aconteceram no século passado, em especial a primeira metade. Mesmo em organizações sociais socialistas há elite, opressores e oprimidos. Ou seja, há classes.
Por outro lado, alguém poderia dizer que assim como o cidadão cubano não pode deixar a ilha, há milhares de brasileiros que, igualmente, não podem deixar o local onde vivem, pois não têm consciência de si e do mundo, não têm dinheiro nem patrimônio. São presos numa terra de liberdade.
No mundo capitalista há empresas. E empresas precisam viver. E sobreviver. Um saudável objetivo para uma empresa é a longevidade, e, não, simplesmente, o lucro. Para ter uma vida longa uma empresa precisa aplicar o que a ciência, os práticos e os estudiosos afirmam. Lucro não seria o fim, mas o meio. Sim, há estudos e há empresários que pensam assim. O capitalismo é menos selvagem em certas cabeças e certas paragens. Quando falam em capitalistas, de quem estão falando? Até o século passado, eram homens de meia idade, cartola na cabeça, poucas palavras e sem escrúpulos no coração. Suas empresas sumiram ou adaptaram-se.

A realidade é outra. A ditadura é atribuída ao mercado e, este sim, não perdoa: corta cabeças e esquarteja o corpo. E é esta adrenalina que leva milhares de “aventureiros” à trilha do empresariado. Sim, o canto da sereia de ser seu próprio patrão (e agora, como fica a luta de classes, se sou opressor e oprimido?) e uma possível ascensão social também contam. E esta é a grande diferença no mundo capitalista e democrático: ascensão social. Ela é possível e muito mais acessível do que se faz crer. Observamos isso a cada dia.
Uma contradição, então, habita os corações de quem “não possui meios para sua sobrevivência” (visão marxista do proletariado):
A opção de tentar melhorar de vida é, na verdade, uma tentativa de mudar sua própria classe social. Aos poucos, um trabalhador pode ser promovido a gerente, conquistar um cargo de direção, acumular experiência e treinamentos e -quem sabe?- tornar-se um pequeno empresário. Qual é o tamanho limite para que ainda não seja um “capitalista opressor”? Não, não se trata do tamanho da empresa, mas da atitude do empresário.
Se a opção é pela luta de classes, descarta-se completamente a luta por ascensão social e decreta-se a eternidade do status “trabalhador” (como se fosse deixar de trabalhar ao tornar-se empresário!).
-Luto contra a “burguesia”, tenho ódio dos ricos, abomino as empresas e o capitalismo. Ao mesmo tempo preciso trabalhar e não me conformo em produzir riqueza para quem eu tanto abomino.
Sim, chegamos, então, ao mal maior, senão o único: a distribuição da riqueza. Quem possui bens, capital, patrimônio, não deseja perdê-los. Na verdade, não deseja perder a ponto de retornar a classes às quais já tenha pertencido e tanto suor custou para deixá-las. Querem manter o status conquistado, seja por ele próprio ou por seus antepassados.

A luta útil, portanto, é aquela para sair da situação atual para outra melhor, mais realizadora, mais produtiva para toda a sociedade. Não precisamos destruir classes para melhorar a sociedade, mas abrir, escancarar as portas para que a entrada (ou, claro, a saída) das “classes” seja facilitada, mas como uma conseqüência dos esforços (ou falta deles) de cada um. Estudou? Dedicou-se? Produziu? Atuou com integridade? Bem vindo, a classe é sua, você merece! Ao invés disso, ficou parado, pouco produziu, zombou da sorte e das oportunidades? Volte uma casa e jogue o dado novamente!

Chegamos à conclusão mais determinante: empresas também são assim. Nada de “lucro a qualquer custo”. Isto não promove saúde financeira, administrativa, comercial. Sim, o objetivo passa a ser estabilidade financeira, projeção no mercado, crescimento seguro, responsabilidade administrativa, para, então, gerar mais empregos, educar colaboradores e clientes, influenciar positivamente mais pessoas, gerar, simplesmente, mais felicidade. A empresa que sobrevive nada tem a ver com aquela corporação “capitalista” das cartilhas que incentivam a luta de classes. Ela cria oportunidade de crescimento pessoal de todos envolvidos. Ela é o cenário em que a ascensão social pode acontecer.
sábado, janeiro 07, 2012
Coaching e nossos "jogos interiores"



quinta-feira, janeiro 05, 2012
Hipnotizadores e hipnotizados

Carlos Drummond de Andrade disse, certa vez, que o bom hipnotizador hipnotiza a si próprio para impressionar e conseguir hipnotizar sua plateia.
terça-feira, dezembro 13, 2011
Um pouco de polêmica...

quarta-feira, novembro 02, 2011
Superpopulação...
Acabo de receber uma mensagem de reflexão polêmica sobre o momento "7 bilhões" da humanidade. Discordo.
"As Nações Unidas chamam a atenção para o 'perigo da superpopulação mundial e a conseqüente falta de recursos', como se o grande mal do ser humano fosse sua capacidade de se reproduzir."
"Desde quando excesso de gente é a causa da degradação ambiental? Do sub-desenvolvimento econômico? Da instabilidade política? Os 20% mais ricos do mundo se apropriam de 82,7% da renda, enquanto os dois terços mais pobres ficam com apenas 6%. Então será que há pobres demais, ou será que há ambição demais no mundo? O que significa excesso de gente, afinal? Você realmente acredita que menos bebês significariam justiça social?"
Em várias situações realizei dinâmicas coletivas para abrir a discussão sobre "o que é, efetivamente, um problema". A ideia é provocar o pensamento sobre os verdadeiros problemas por trás daquilo que consideramos "o problema", ou seja, será que o que consideramos um problema -na vida, na empresa, na família...- não é a "ponta do iceberg" e que a resolução definitiva depende de tomar consciência de todo o corpo escondido, dos probleminhas e problemões causadores daquilo que, finalmente, conseguimos observar?

A primeira pergunta, naqueles encontros, era: "Qual é o maior problema do planeta?". Polêmica na mesa, o debate variava dos "práticos" aos "filosóficos", da pobreza à degradação moral, da corrupção à falta de espiritualidade... E não foi incomum a conclusão de que a disputa por espaço e recursos (alimentos e água, principalmente), e as intolerâncias religiosa, étnica, de gênero, de opção sexual, de filosofia política e outras, teriam origem na imensa aceleração do crescimento demográfico.
Os avanços da ciência (medicina, alimentação, prevenção...) permitem vidas mais longas e menos perdas de habitantes do planeta. Resultado? Mais gente. Muito mais gente. Ao todo, 7 bilhões!
Sim, ao invés de educar para ter menos filhos, que tal proporcionar saúde e qualidade de vida a todos, de forma que cada um possa decidir quantos filhos ter, e criá-los dignamente? A ideia parece simples e respeitosa, repleta de boas intenções e valoriza direitos humanos. Mas peca pela falta de realidade. Não temos tanto controle sobre os fatos quanto poderíamos pensar. A expansão populacional acontece desenfreadamente e, queiramos ou não, é ainda maior nas regiões mais pobres e despreparadas para lidar com os problemas por ela causados. Resultado? A proporção entre “pobres” e “ricos” aumenta e cria-se uma bomba relógio, representada tanto nos conflitos cotidianos urbanos e rurais, quanto nos grandes eventos bélicos da atualidade.
Não precisamos de um novo holocausto, evidentemente. Mas a ciência, tão evoluída, precisa de uma fórmula –respeitosa e natural- para conter, com urgência, a explosão demográfica.
domingo, setembro 18, 2011
Por que "mobilizar" é tão difícil?
Acompanho postagens de todas as cores e intenções, do besteirol à religião, de inadequadas propagandas-reclames a fotografias curiosas, de artistas, cantores, fotógrafos. Há "mobilização" virtual por tombamentos de patrimônios históricos, contra usinas, ferrovias, ministros, fobias e, sim, pelo voto distrital. O que faz pessoas clicarem aqui e, não, ali? Curtem este e desprezam aquele. Comentam, compartilham, encaminham segundo um critério, digamos, pessoalíssimo e ainda não decifrado pelos cientistas da comunicação ou da psico-sociologia.
Mas mobilizar é muito, muito mais, do que provocar um clique. Assim fosse, em três ou quatro cliques poderíamos combater Kadafi, impedir Belo Monte, salvar golfinhos e... Mudar o sistema eleitoral brasileiro. O que, afinal, é capaz de mover, não apenas a consciência, mas os corpos, pernas, mãos -dedos não valem, pois voltaríamos ao clique-? O que seria brilhante o suficiente para atrair olhares para assuntos áridos como política? E por que clicam e ficam imóveis, entocados, passivos?
Por que, então, é tão difícil mobilizar pessoas?
Além da minha empreitada -virtual, também, eu confesso- pelo Voto Distrital, estou empenhado na criação de uma associação de empresários e moradores de um bairro. Imagine uma região amada por seus moradores, mas também, machucada, desprezada, ignorada por moradores e seus representantes: legislativo e executivo municipais, ou seja, vereadores, prefeito e secretários. Meu tempo é curto, mas encontro disposição para participar de reuniões e preparar textos, logomarcas, estratégias e eventos. De, talvez, vinte pessoas que já circularam pelas quatro reuniões que já aconteceram, apenas três estão ativas, ocupadas e preocupadas. Onde estariam as outras? Onde estariam aquelas que, ao saber do movimento, disseram apoiar e participar? Alguém tem dúvida de que um dos únicos caminhos para melhorar a vida é associar-se a outros e "ter propostas"? Sim, todos acham uma ótima ideia. Ninguém participa...
Por que, então, é tão difícil mobilizar pessoas?
Para mim, a resposta é simples, mas chega, também, como uma pergunta: Por que eu deveria fazer algo para que todos usufruam do resultado?
É difícil porque poucos estão acostumados com o compartilhamento de responsabilidades. Herdamos o paternalismo, que resistiu ao colonialismo, monarquia, velha república, ditadura, nova república, guerras, crises e continuamos aguardando que um "Grande Pai" apareça e resolva tudo por nós. Nem nos preparamos para algo diferente, não sabemos como agir em reuniões de condomínio, de família, na empresa, no clube... Torcemos para que apareça um "líder" -bobo, inocente, ingênuo...- e assuma todas as ações. Assim, podemos, apenas criticar, zombar, ironizar, destruir. Ora, se não vou à reunião do condomínio, que autoridade terei para criticar?!
Ok, soluções... Da mesma forma que critico a "educação ambiental" que foca em plantios de mudas, mutirões de limpeza de praias, palestras e programas de coleta seletiva, proponho, também, para viabilizar o associativismo, programas básicos da mais pura conscientização de cidadania, do espírito coletivo, da valorização do espaço comum. E isto só se faz com crianças. Esqueça as "gerações perdidas"...
Continuo tentando...
Ah, procure saber mais sobre o Voto distrital. E veja se há grupos de moradores e empresários no seu bairro precisando de braços e cérebros!
terça-feira, setembro 13, 2011
Vencedor ou Perdedor?
Sim, é mais um da série "Inveja por não ter sido eu a escrevê-lo"...
A autoria é atribuída a Leonardo Delgado.
quinta-feira, junho 09, 2011
A humanidade representada

Imagine concentrar todas as pessoas -todas- em uma só. Todas as raças do mundo, todos os costumes, todos os comportamentos. As características seriam, digamos, misturadas e o resultado seria um único temperamento, apenas uma pessoa e um modelo de atitude.
Seria a humanidade representada em um ser humano.
Como seria este representante? Quais seriam seus costumes?
A história nos faz supor que seria uma pessoa doente, descrente do futuro e avessa a prevenção. Inconsequente, estaria aproveitando seus "últimos minutos".
Apenas estaria preocupada em se alimentar e se divertir...
domingo, maio 15, 2011
Chimpanzés um pouco diferentes

Já mostrei aqui uma interessantíssima entrevista com Jared Diamond, autor do excelente "Colapso". Retorno a este biólogo e cientista com a reflexão que ele próprio oferece em sua obra "O Terceiro Chimpanzé".
Para ele -e a partir de diversas pesquisas que ele cita- a humanidade tem pago um preço alto justamente pelas conquistas de que mais se orgulha. A evolução tecnológica, desde as mais rudimentares ferramentas ao mais moderno computador, assim como a imensa sequência de inovações nas técnicas agrícolas seriam "facas de dois gumes". A agricultura é um evento recente, na história da humanidade. Apenas surgiu há 10 mil anos (em mais de um milhão de anos de existência da espécie).
Quando nossos singelos 1,6% de genes que são, efetivamente, diferentes de nossos parentes, os chimpanzés, fizeram a diferença, pudemos abandonar a condição de coletores-caçadores e aventurarmo-nos na tecnologia. Coletores-caçadores buscavam na natureza seu alimento. Caçavam, e não criavam animais. Coletavam raízes e frutas, e não plantavam em hortas ou plantações como as vemos aos montes atualmente. Ou seja, o tempo todo estávamos envolvidos nas tarefas relacionadas à alimentação. Com ferramentas e com a agricultura, Jared lembra que surgiu, também, o tempo ocioso.
Ótimo! Foi a condição necessária para o desenvolvimento das artes, por exemplo (quem iria dedicar-se a pinturas, ou música, se estivesse com fome?!) e das linguagens.
Aos poucos, passamos a viver mais e o conhecimento foi sendo transferido às novas gerações que até então, sem sábios -sempre pessoas mais velhas-, precisavam reinventar a roda a cada geração.
O outro lado da moeda, para o autor, foram a criação da exploração do homem pelo homem, a divisão da sociedade em classes, a política, a desigualdade social e de gênero, as doenças e o despotismo. Aquele "tempo ocioso" acabou sendo usado na forma de comportamentos que afligem a existência humana moderna e que acabam sendo alguns dos principais diferenciais da espécie humana em relação aos demais primatas, outros descendentes de um ancestral comum.
"Dentre nossas qualidades singulares há duas que atualmente põem em risco nossa existência; a nossa propensão a matar nossos semelhantes e a destruir o meio ambiente. (...) Estas propensões são muito mais ameaçadoras em nós do que em outros animais devido ao nosso poder tecnológico e à nossa alta densidade populacional".
O livro é longo, cativante e aborda a evolução e o futuro do ser humano sob vários ângulos. Mais uma oportunidade de melhorar a visão de nossa verdadeira dimensão no universo...
sábado, março 05, 2011
Low Hanging Fruits

Às vezes aprendemos com expressões ancestrais de outras culturas. Foi o caso, aqui no Desacelere, em 18/01/2009, de Rust Never Sleeps. Uma pérola que já foi, inclusive, título de um álbum memorável de Neil Young.
Agora, em "A Empresa Verde", um livro de Elizabeth Laville, encontro outra intrigante expressão: "Low Hanging Fruits"...
A princípio, é simples. Em administração, ou em planejamento, ocupemo-nos, primeiro, das tarefas mais simples e que tenham efeito imediato. Devemos -ou deveríamos- colher os frutos mais baixos e mais fáceis de serem colhidos, antes de nos preocupar com aqueles "mais altos" ou de alcance dificultado.
Uma versão britânica da Lei do Menor Esforço.
Tudo faz sentido. Até lembrarmos que muitos apenas colhem os Low Hanging Fruits. No trabalho, na vida, nos relacionamentos. Afinal, eles são atraentes pela facilidade. Por outro lado, quantos frutos muito mais saborosos, carnudos, coloridos simplesmente foram desperdiçados, apodreceram ou apenas foram saboreados pelos que ousaram escalar a árvore, correr os riscos, inventar instrumentos...
Low Hanging Fruits deve ser, então, o início e, nunca, o objetivo.
domingo, fevereiro 27, 2011
Entenda esta discussão do salário mínimo
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1. Quem paga somente Salário Mínimo no Brasil é basicamente o Estado, via Previdência. Estima-se que 80% dos que recebem SM são do Estado.
2. No Salário Mínimo da Previdência, aposentado merece inflação, mas não os ganhos de produtividade daqueles que continuam trabalhando. Por isto, não faz sentido ter o mesmo SM como benchmark de trabalhador e de aposentado.
3. Salário Mínimo custa para a empresa R$ 1.200,00 por posto de trabalho. (O cálculo certo exige um computador e 40 horas de cálculo. O primeiro computador do Brasil, um
trazido pelo Unibanco, era usado não para analisar empréstimos, mas para calcular a Folha de Empregados.)
4. Nas férias, empresas precisam empregar outro funcionário, por isto por Posto de Trabalho é 8% mais caro. Pior, quem ganha salário mínimo trabalha nas férias sim, mas é obrigado a fazer um bico, com metade da produtividade anterior.
5. Décimo Terceiro é mais um engodo dos "bem intencionados", que querem reforçar a ideia de ganhar produzindo nada.
O 13º salário simplesmente posterga por 12 meses o que o trabalhador produziu 12 meses antes.
6. O valor de R$ 545,00 é o que SOBRA depois que os impostos são tirados do trabalhador, que ainda tem que pagar 8% de contribuição para a aposentadoria dos outros.
Ele é mínimo devido à desorganização do Estado, e não devido à ganância dos administradores de empresas.
7. Mulheres custam R$ 1.400,00, porque estimamos que elas possam ter 3 filhos e vivem 10 anos a mais, o que custa em termos de aposentadoria.
8. Uma nação que nem contabiliza corretamente os seus custos, que divulga dados com erro de precisão de 50%, realmente gera pobreza como afirmou a Dilma.
9. Leva a nação inteira a acusar empresários de que pagam pouco, achando que discriminam mulheres e que pagam menos, e gera discórdia em vez de mostrar quem é que realmente está desorganizando o Brasil.
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Voluntariado, prevenção e o custo da tragédia
- Precisamos de papel higiênico, água, leite...
- Anotem a conta corrente que está recebendo doações.
Realmente é animador e, sim, emocionante. Pessoas que pouco têm compartilham este pouco com quem ficou sem nada. E, de alguma forma, é bom que seja assim.
Mas há uma questão que, para mim, não pode ser deixada de lado. O poder público está incumbido de zelar pela segurança da sociedade. Deveria planejar em médio e longo prazo, aplicar recursos em prevenção, fiscalizar, monitorar, orientar... Não, não é "choradeira" de alguém que apenas esperaria atitudes do governo e não cumpre a sua parte.
Todos sabem que o custo de reparação é muito maior que o de prevenção. No Japão, consideram uma relação de 7 para 1. Cada unidade monetária investida em prevenção promove a economia de 7 unidades que seriam gastas com a reconstrução. Políticas não planejadas ou efetivadas, então, têm o poder de gerar tragédias e, com licença aos sofridos parentes das vítimas -vidas não têm valor-, resultar em uma despesa imensa.
Ora, se houvesse uma única entidade chamada "poder público", ela estaria assumindo para si o risco de não prevenir adequadamente desabamentos, inundações, e mortes, muitas mortes. A despesa para recuperar cidades, plantações, vias, escolas, hospitais e também os recursos para atender desabrigados e a multidão que sobrevive nos hospitais deveria estar prevista nos orçamentos públicos.

É bonito, mas muito injusto que a população, que não criou o risco e a despesa, "ajude" os governos a suprir as vítimas de tragédias como as que aparecem a toda hora nos telejornais e em nossa memória. O governo precisa de ajuda? Ele preferiu correr o risco! São, na grande maioria, tragédias anunciadas e previstas, de causas muito bem conhecidas!!
Alguém poderia dizer que, ok, mas se o governo não comparece, que venham os voluntários e os doadores! Faz sentido. Mas que fique claro que estamos, assim, fazendo o papel do governo e, até, criando um fator de acomodação.
O governo arrecada. E muito. Como direciona estes recursos é problema de toda a sociedade. Ao invés de nos mobilizarmos para verificar -e, se for o caso, contestar!- as decisões orçamentárias dos governos, passamos nosso tempo mobilizados para atender vítimas. Parece que precisamos desta "emoção da solidariedade" para nos sentirmos úteis, participativos, bondosos...

Realmente, "prevenção" parece ser tabu e palavrão, tanto para os políticos quanto para a sociedade.
A energia reunida em momentos como o atual, de mobilização social para suprir vítimas de tragédias, poderia, também, ser canalizada para um grande movimento social pela prevenção.
sábado, janeiro 08, 2011
Ligue o chuveiro e mate um índio

A matriz energética brasileira baseia-se na geração em usinas hidrelétricas, não é? Ao invés de queimar óleo ou carvão (vegetal ou mineral), deixamos, simplesmente, a água passar e... Surpresa! Energia limpa!
Não é bem assim.
Além da conhecida destruição ambiental e social (quem, com idade além dos 30 não cantou "o sertão vai virar mar"?!) dos grandes alagamentos decorrentes da construção de represas, há um exemplo, para mim chocante e altamente simbólico do estado de "senhor do mundo" a que chegou nossa pobre espécie, a humana.
Conheci os dados e uma história muito atual que se passa no interior do estado do Mato Grosso. Uma tribo -ou uma comunidade- Nhambiquara, que vive isolada e, quem diria, em equilíbrio ambiental, está ameaçada, justamente, por seus hábitos alimentares. Apenas comem peixes. E há um projeto, já há obras, ações e movimentação para a construção de mais de 15 pequenas hidrelétricas (PHE) e duas grandes usinas geradoras de energia naquela região. Não vai haver grandes alagamentos, mas... É possível que caia enormemente o estoque de peixes, afetados pela dificuldade de migração e outras características das espécies nativas.
"Ah, mas estamos resolvendo isso!", dizem. A solução, imaginem, é "tentar" fazer, a cada usina, "escadas" no rio (espécie de comportas), para permitir a migração de peixes. Fico imaginando: "por favor, senhor peixe, por aqui, pode ir entrando...".
Se não der certo (pelo menos eles vislumbram esta possibilidade), "estamos tentando mudar os hábitos alimentares dos indígenas. Quem sabe eles não passam a alimentar-se de galinhas ou carne bovina?".
!!!!!
Ok, eles já tentaram e, claro e ainda bem, não deu certo. Nada de outras carnes, apenas peixes. Um dos melhores hábitos deste povo e estariam tentando alterá-lo para adequá-los a uma nova realidade a eles imposta.
E por que tudo isso? Ora, a demanda por eletricidade é imensa. O Brasil está crescendo, não é? Mais ou menos... Há expansão econômica, mas ao mesmo tempo há imenso desperdício de energia e muito pouca energia verdadeiramente "verde", ou "social", com base na energia solar ou eólica, por exemplo.
Ligue o chuveiro e, se ele for elétrico, você estará auxiliando a retirar os peixes do cardápio daquela tribo e terminando por exterminá-la. Você pode estar participando do evitável aumento da demanda por eletricidade e, portanto, da demanda por unidades geradoras. As usinas do Mato Grosso, por exemplo...
Enquanto os custos -e preços- da energia elétrica e dos combustíveis fósseis, por exemplo e também, não refletirem a verdadeira escada de despesas complementares e corretivas decorrentes de sua utilização, os meios "limpos" serão inviáveis. Não haverá interesse efetivo por pesquisas e utilização.
domingo, janeiro 02, 2011
Mandamentos para atrair a pobreza
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Os 10 Mandamentos Para Continuar Pobre são:
1. Fale mal dos ricos.
2. Fale mal do dinheiro.
3. Reclame das contas que você tem a pagar.
4. Seja mesquinho: Não doe nada nunca. O que é seu é seu.
5. Leia e colecione todo tipo de notícia ruim sobre a economia.
6. Atribua a sua situação econômica e a dos outros à sorte ou ao azar.
7. Fique revoltado quando souber de alguém que ganha um salário altíssimo. Quem sabe, assim o salário deles diminui e o seu cresce.
8. Pechinche o máximo, sempre: Quando for contratar alguém para realizar qualquer tipo de serviço, sinta-se feliz em conseguir fechar tudo a um preço inacreditavelmente baixo.
9. Culpe os outros pela sua situação financeira, os Bancos por exemplo.
10. Tenha vergonha de prosperar: Quando alguém elogiar algo que você tenha, diga que comprou na promoção.
Andre Lima




