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domingo, julho 15, 2012

Farinha do mesmo saco


Expressões tradicionais nos ensinam muito sobre o ser humano. Farinha do mesmo saco, por exemplo, pode significar que, se somos iguais, como commodities, estaremos juntos -no mesmo saco. Em outros “sacos” estarão milho, café, cacau, mas, não, farinha. Ou seja: somos iguais, queremos ficar e estaremos juntos. Parece óbvio. Amantes de rock reúnem-se para ouvir rock e, não, música sertaneja.

Duncan Watts, em “Tudo é Óbvio – Desde que você saiba a resposta”, apresenta uma leitura enriquecedora sobre este tema. Claro, uma visão que interessa a empresários, políticos, comunicadores, professores, cientistas e, ora, todo mundo! Da obviedade da expressão “farinha do mesmo saco”, do parágrafo anterior, ele nos lembra outra que, seguramente, você já deve ter ouvido e falado –algumas vezes: “os opostos se atraem”! A moça educada, estudiosa, recatada envolve-se com o rebelde, o conquistador, aquele que o “senso comum” chamaria de mau caráter. 

É, você terá que se decidir. Ou os opostos se atraem, ou as farinhas ficam no mesmo saco. O que Watts diz é que, depois de saber o resultado, ou seja, depois de saber o que aconteceu, é muito fácil dizer: -Claro, é óbvio!

Em temas mais mundanos: um time vai à final de um campeonato nacional, o Palmeiras. Alguém poderia dizer que estava sem dois importantes jogadores, o técnico era decadente, a torcida estava desconfiada, não havia nenhum grande jogador, um talento, em campo. É “óbvio” que não seria campeão e se não tivesse sido, sobrariam explicações. Mas foi. Então, é óbvio que seria. Um técnico experiente, que já foi campeão mundial, um time motivado para honrar a ausência de colegas afastados, uma torcida fiel –sem trocadilhos–, um grupo unido e decidido a vencer, jogando com uma vantagem conquistada num primeiro jogo. É óbvio, não é?

E é justamente esta ignorância do que faz algo resultar em sucesso ou fracasso que desafia cientistas, publicitários, editores, empresários... Watts defende, então, que, ao invés de prever o futuro, passemos a identificar possibilidades. Ele nos lembra que pesquisas de opinião, ou de atitudes, em grande escala –o suficiente para serem confiáveis– sempre foram demoradas e de grande custo, mas com a evolução dos meios digitais, podemos identificar em minutos a reação de milhares, milhões de pessoas a certos estímulos. Há sites especializados nisso.

Mas a mensagem mais importante de “Tudo é Óbvio” parece ser o fato de que não devemos nos basear no que se chama “senso comum” que, normalmente, reflete apenas suposições isoladas. E aceitarmos o fato de que apesar de algo nos parecer evidente, pode haver uma outra realidade por trás. Ele cita um exemplo de uma experiência feita pela sua equipe em que analisam o efeito de premiações financeiras para melhorar o resultado do trabalho. Comissões. “Parece óbvio que melhore o resultado de equipes que recebam maiores quantias de dinheiro conforme o aumento do faturamento, numa empresa, por exemplo. Mas se o seu chefe te chamar hoje e disser que dobrou seu salário, você realmente trabalhará mais, ou melhor, de agora em diante? Também parece óbvio que funcionários preocupem-se com a qualidade do ambiente, as perspectivas de aprendizado e crescimento, o respeito com que são tratados, os recursos materiais e práticos de que dispõem para o dia-a-dia...”


O senso comum não é, então, uma visão do mundo. Ele seria um “saco de crenças” inconsistentes, contraditórias, que parecem apropriadas apenas em momentos localizados. Watts defende, então, que para podermos melhorar o presente e aperfeiçoar o planejamento do futuro precisamos entender como e quando nossas previsões falham. Ele oferece vários exemplos e indica alguns caminhos. Vale a leitura!

sábado, maio 19, 2012

Fazer o que gosta, para ser realmente feliz!

Na minha prática de Coach, nas leituras, nas conversas e em recente pesquisa, a constatação é uma só: as pessoas não estão satisfeitas com o que fazem. Mais de 80% reconhecem que, na verdade, perderam-se no caminho e afastaram-se daquilo que os fariam felizes e realizados. Ganham a vida com atividades que contrastam com seus talentos, reprimem suas vocações e enterram suas oportunidades de, simplesmente, experimentar plenitude, felicidade, realização.

Já escrevi aqui sobre o que nos faz escolher um trabalho, ou se trabalhar é apenas obrigação, já que o prazer estaria, erroneamente, ligado ao ócio... Ganhar a vida, prover-se e à sua família, de bens materiais e conforto, orgulhar-se do status alcançado, tudo isso tem feito a grande maioria das pessoas decidir pelo afastamento de uma vida com mais momentos de felicidade... Afinal, nem sempre podemos ganhar a vida com atividades prazerosas, não é?



Aqui está a novidade trazida, por exemplo, pelos resultados de um processo de Coaching: podemos, sim! Podemos ser felizes e ricos. Podemos nos realizar utilizando nossos talentos e vocações e, ainda, conquistarmos uma situação financeira com folga e sempre crescente!

Ok, esta pode não ser uma conquista imediata, nem fácil. No processo de Coaching o caminho, em si, é simples: um plano, uma perspectiva de curto, médio e longo prazo, o reconhecimento e a descoberta de verdadeiros talentos, dos sabotadores e das crenças que têm atrapalhado a consciência disso tudo... E por que, então, tantas pessoas (80%!) insistem em fazer-se infelizes ao optar por atividades desconectadas com prazer e felicidade? Primeiro, parece que a crença de que "trabalho" é obrigação e jamais fará alguém feliz está cravada nos corações de todos. E, segundo, por desconhecer os caminhos que podem levá-los a este novo mundo, em que, como numa aldeia de "homens felizes", todos oferecem à sociedade seus talentos através de seus produtos ou seus serviços, e dela recebe a devida recompensa.

Você se identificou? Conhece alguém que age assim? Permita-se conhecer essa ferramenta moderna e incrivelmente simples e rápida: Coaching! Pode ser a diferença em tempos tão competitivos e insensíveis!

segunda-feira, março 05, 2012

Curso de Oratória em Ilhéus e Salvador




Estou apresentando meu curso de Arte Oratória & Expressão Verbal.

A primeira turma, em Ilhéus, será no Hotel Opaba e consiste em dois sábados, o primeiro em 24 de março e o segundo em 14 de abril, sempre das 8H00 às 12H30 e das 14H00 às 18H30, totalizando 16 horas de teoria e prática. As inscrições são na Tonus, que fica na Praça São João, no Pontal.
Em Salvador, será no Ímpar Concursos, dias 31/3 e 1/4, sábado e domingo, e as inscrições são no no próprio Ímpar Concursos.

Incluí ferramentas de PNL (Programação Neurolinguística) e de Coaching, técnicas em que também me especializei e fiz formação (Sociedade Brasileira de Coaching), aumentando a efetividade desta arte que tem sido tão importante para tanta gente.

Fiz minha formação em oratória há vários anos, com o Prof. Reinaldo Polito, a maior autoridade brasileira neste assunto e já tive a oportunidade de ensinar universitários e funcionários de vendas.

O curso é bastante direto e os resultados costumam ser sentidos imediatamente.
Além da prática durante o curso, no intervalo de 21 dias os participantes terão "tarefas" e poderão consultar-me por email ou skype. Após o curso iremos organizar eventos variados para permitir mais e mais prática.

Veja com carinho e pense em quem poderia se beneficiar dessa técnica: professores, políticos, advogados, estudantes, líderes... Se puder, indique!
Grande abraço!


sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Não perca tempo lendo

- Você não tem a sensação de estar perdendo tempo, parado, sem fazer nada, quando está lendo um livro?

Boquiaberto, minha primeira reação foi achar que era uma brincadeira. Não era. Refiz a frase, mentalmente, na esperança de que tinha confundido seu significado. Talvez ele tivesse se atrapalhado e colocado um não onde havia um sim, ou vice-versa. Nada disso. A pergunta era aquela e ele esperava uma resposta.
Eu acabara de dizer que a leitura pode ser um passaporte. Qualquer leitura. Das mais simples às saramaguianas. Eu pensei em explicar. Poderia dizer que o ato de ler vai além de aprender ou adicionar informações ao cérebro. Ao ler acrescentamos modelos de comunicação ao nosso repertório, palavras e expressões ao nosso vocabulário, novas emoções ao nosso coração. Eu poderia fazê-lo refletir na importância do preparo antes da ação, do desenvolvimento da capacidade de prever e planejar estratégias, de imaginar situações, de "viver antes" o que será vivido a seguir.

Não vou identificar o autor da frase, embora pareça desnecessário, se o fosse para que ele não se sentisse ofendido. Pelo jeito, ele não vai ler esse texto. Ele vai continuar reclamando da timidez, das dificuldades no casamento, dos problemas financeiros, tudo causado pelas contingências do mundo e da vida e, claro, nunca devido às suas próprias decisões do passado. Para ele, a solução é mudar o mundo e os outros. E, claro, nunca ficar parado fazendo coisas inúteis como, por exemplo, ler.

Mostrei os dois últimos livros que li. -Mas são em inglês?!

Falei de leitura de romances, histórias de mistério, biografias, aventuras, histórias da história. -Ah, só leio coisas que possa usar no trabalho!

Uma vida parada, estacionada com motor desligado e porta aberta. Perguntei quais eram seus objetivos e suas metas para daqui a cinco anos. -Cinco anos?! Como assim?!


terça-feira, janeiro 24, 2012

Empresário: você precisa conhecer o Coaching

O empresário de sucesso precisou rever seus conceitos, enfrentar alguns fracassos e exercitar a concentração e o foco. Existe um profissional formado e preparado para atuar ao lado do empresário e, em algumas reuniões, fazê-lo alcançar um estado em que nada pode tirá-lo do caminho que escolheu. E escolheu o caminho com respeito aos seus valores e princípios, suas vocações e talentos. O Coach encerra seu trabalho após 10 a 15 sessões, com o fechamento de um plano concreto, com objetivos e metas. O mais importante: o empresário descobre, pratica e compreende como evitar interferências e sabotadores, tanto de sua própria cabeça quanto do entorno. Rápido, eficiente, revolucionário. Assim é o Coaching voltado aos empresários, uma assistência definitiva a quem possui (ou quer possuir) uma empresa, um negócio. Veja alguns depoimentos colhidos por profissionais Coachs:

"Geralmente, os empreendedores fazem a própria gestão. Coaching ajuda o profissional a se organizar. Disciplina pessoal é muito importante e ter uma ferramenta técnica nesse sentido facilita bastante"

“O processo de coaching me proporciona uma visão sob um ângulo maior em relação ao meu desempenho e comportamento enquanto empresária. O coach é imprescindível para o empresário moderno que necessita se adaptar à rápidas mudanças da globalização. Com este trabalho o processo fica mais assertivo e mais claro.”

“O processo foi muito importante para poder me encontrar profissionalmente e consequentemente adquirir uma certa auto-confiança. É um trabalho muito interessante e indispensável, principalmente para os dias atuais em que cada vez mais surgem opçōes e dúvidas tanto no lado profissional, quanto no pessoal. O coach tem um papel fundamental para nos ajudar a enxergar o melhor caminho que podemos seguir no momento, visando sempre nossos objetivos!”

“O coaching foi uma ótima oportunidade para entender e limpar os ruídos e manter o foco no que realmente interessa. Sobre o trabalho da coach, a energia depositada no processo e o compromisso com o resultado fizeram toda a diferença.”

“Ajudou-me a decidir que empreendimento abrir, apesar de em um momento não ter idéia do que seria. Ajudou-me a crescer modificando alguns comportamentos que estavam me atrapalhando, sem eu saber que estavam. Foi mais um passo para uma entrada nesse mundo dos negócios, e essa entrada está sendo muito interessante! Adquiri conhecimentos também sobre pesquisar mercados. E entendi qual é minha missão de vida, isso acho que vai me guiar por toda a vida.”

Uma empresa moderna, próspera, envolve um grande número de outras empresas e prestadores de serviços. Contrata, capacita, motiva. Promove atração e circulação de recursos e capital. Esta empresa precisa de um empresário que mantenha o foco no que realmente importa, inclusive no prazer de gerenciar um negócio e as pessoas nele envolvidas. Quantos empresários assim você conhece? Infelizmente, são poucos. E não estamos falando de grandes empresários, mas, sim, de donos de lojas, bares, pousadas, lotéricas, restaurantes, clínicas, pequenas indústrias, confecções, esses estabelecimentos que encontramos por toda a cidade. Por trás de cada um existe uma (ou algumas) pessoa real, com dúvidas e desejos.

Converse com um empresário e você conhecerá o rosto do stress. Poucos estão satisfeitos. E não me refiro ao resultado financeiro. Quase todos estão sobrecarregados, sentem falta de algumas horas a cada dia. Queixam-se de sua equipe e sentem-se pressionados pelos clientes. Percebem que perderam a paixão pelo que fazem e se afastam, aos poucos, de suas famílias. Há anos deixaram de fazer cursos, treinamentos, especializações. Possuem experiência, já tentaram contratar consultores, mas chegaram à conclusão que “ninguém entende do meu negócio como eu!”. Tomam decisões importantes todos os dias, o tempo todo. Sentem-se numa corda bamba, em constante risco. O risco do cenário externo, o risco trabalhista, o risco da concorrência, o risco da acomodação e o declínio. Abraçam novos negócios, associam-se, formam parcerias, às vezes participam de clubes e associações empresariais, mas acabam recolhendo-se às suas salas, à falsa segurança do cotidiano. Sentem-se isolados e mal podem ver uma luz no fim do túnel. É difícil manter bons resultados financeiros nesta realidade. Aí, é o efeito dominó. Uma empresa retraída afeta seus fornecedores e reduz a circulação de capital em nível local.

Pode ser o momento de contratar um Coach voltado a empresários. Para você, para algum cliente, amigo ou parente. Coaching funciona muito bem de forma presencial, assim como pela Internet. O Coach pode ir à sua empresa ou sua casa, ou você pode ir ao escritório dele. Converse com quem fez uma das melhores formações do Brasil, a Sociedade Brasileira de Coaching e que conhece como poucos o mundo e a vida de um empresário. Frederico Costacurta está no Skype [fredcostacurta], escreve no Desacelere [www.desacelere.blogspot.com]. Telefone 73 9137 9201 e email fred@parkia.com.br.

sábado, janeiro 07, 2012

Coaching e nossos "jogos interiores"

(Ou como seu lado autocrítico influencia suas decisões...)

Timothy Gallwey transformou-se em um dos mais requisitados gurus do Coaching anos após escrever “The Inner Game of Tennis”. Publicado pela primeira vez em 1974 (e republicado até hoje em diversos idiomas), descrevia uma maneira inusitada de melhorar saques, voleios, forehands e backhands, jogadas usuais e muito conhecidas dos tenistas em qualquer lugar do planeta. Nada de “trying hard”, ou seja, esqueça os intermináveis treinos em que você fica tentando arduamente acertar aquele saque dos seus sonhos. O caminho seria muito mais simples. Simples?

“Imagens são melhores que palavras, demonstrar é melhor que descrever, instruções demais é pior do que nenhuma e ficar tentando, simplesmente, frequentemente produz resultados negativos.”

Sem a preocupação de utilizar nomenclatura técnica, Gallwey chamou de Self 1 a nossa manifestação de consciência e a constante atividade “pensante” e, portanto, permanentemente pronta para, claro, julgar. Especificamente, julgar a nós mesmos.

Por outro lado, ele registra a existência da
metade complementar de nossa relação com o mundo e seus desafios: o Self 2. Repleto de capacidades e habilidades naturais, aprende a partir de sua “inteligência silenciosa” e de um estado de concentração relaxada.

A ideia é respeitar o Self 2. Dissolver as desnecessárias auto-instruções, o criticismo e a tendência de supercontrole que ocupam as mentes desfocadas.

Veja como o autor diz que funciona o processo todo, usando como exemplo o aprendizado de tênis: após avaliar várias jogadas, o Self 1 começa a generalizar. Ao invés de julgar um evento isolado como “outro backhand ruim”, começa a espalhar o pensamento “você possui um péssimo backhand”. Outros julgamentos comuns são: “estou num mau dia”, “sempre erro as bolas fáceis” ou “sou muito lento”. O resultado é que auto-julgamentos transformam-se em profecias auto-executáveis. Ao dizer a si mesmo que é péssimo ao sacar estará ativando uma espécie de processo hipnótico, delegando o papel de mau sacador ao Self 2. Ele desempenhará imediatamente, suprimindo seu verdadeiro potencial.

E Gallwey é claro: despir-se de julgamentos não significa ignorar erros e, sim, observar os eventos tais com são sem acrescentar nada a eles. Erros podem ser vistos como uma importante parte do processo. Outro exemplo definitivo é o processo de aprender a andar. Bebês não possuem Self 1, ou são, ainda, incipientes. Se a cada tentativa frustrada (e sabemos que elas existem aos montes: levanta, cai, levanta, um passo, cai, levanta...) surgisse um pensamento “Desiste! Você já tentou e não conseguiu! Olha seus irmãos, já andam há muito tempo... Você pode se machucar! As pessoas vão rir de você!”, a humanidade ainda estaria se locomovendo como cães e cavalos. Felizmente a maior parte das crianças aprende a caminhar antes de seus pais poderem dizer a elas como fazê-lo.

"Nós encontramos o inimigo e ele é nós."

Evidentemente, o autor apresenta diversos caminhos para neutralizar o ímpeto crítico do Self 1 e liberar o Self 2 para realizar as ações naturalmente. O mais importante, e eixo vital de sua teoria, é aumentar o foco, evitar pensar demais, concentrar de forma relaxada.

Em suas apresentações pelo mundo (esteve recentemente no Brasil) ele chama ao palco alguém que não tenha tido a experiência de pegar uma bola de beisebol. É uma bola dura, pesada e ameaçadora. Ele arremessa a bola a uma distância de 5 ou 6 metros e pede que o voluntário a pegue. Raramente ele consegue. Afinal, está num palco, não imagina como fazer aquilo e sente-se ridículo. Após algumas tentativas, Gallwey orienta, então, que ele esqueça a necessidade de agarrar a bola e concentre-se em observar a cor da bola, o tipo de costura e, até, a marca nela impressa. Normalmente o que acontece é um aumento do número de bolas agarradas sem que caiam no chão. Com o foco na bola em si, não houve espaço para pensamentos sabotadores (Self 1) e, sem a pressão para “acertar”, o Self 2 manifestou-se. Parece simplista, mas funciona.

Aí está, então, a conexão entre “O Jogo Interior do Tênis” e o Coaching. No processo desta técnica, o coach atua primariamente para manter o foco de seu cliente. Para isso, crenças
antigas e limitadoras (Self 1) são desativadas e substituídas por outras que não generalizam eventuais fracassos do passado. O cliente concentra-se em seus valores e princípios, avalia com serenidade suas capacidades e, ao definir objetivos e metas, planeja o que fazer para alcançá-los. O cliente estará mais alerta ao bombardeio de sabotadores e afastará interferências. Nas doze sessões de Coaching, o coachee (o cliente) revê sua rotina, reformula sua agenda e elabora um plano, considerando com realismo seu potencial e as ferramentas que possui.

Foco, foco, foco. Concentração relaxada. Não ao excesso de esforço, à autocrítica, ao julgamento! Seja para melhorar seu saque no tênis, ou para conseguir passar num concurso, arrumar sua empresa, resgatar sua saúde e condicionamento físico, administrar melhor seu patrimônio, ou seja: viver mais feliz.

“Foco não é alcançado olhando fixamente para algo. Não se força o foco e não se chega a ele pensando arduamente em alguma coisa ou assunto. Foco natural acontece quando a mente está interessada e é arrastada irresistivelmente em direção ao objeto, sem esforço, de forma relaxada, sem tensões e super controles.”

quarta-feira, outubro 12, 2011

Somos todos mais iguais do que pensamos, mas...


Malcolm Gladwell, em "Outliers" (Fora de série) navega na reflexão sobre o que faz alguns melhores que outros, aquilo que é decisivo para que apareçam pessoas absolutamente vencedoras.

Logo no início ele causa reboliço em nossos paradigmas quando relata uma descoberta completamente ao acaso, ao observar, nada mais, nada menos, que uma lista de jogadores juniores da seleção de hóquei do Canadá. Saiba que hóquei, no Canadá, é mais do que o futebol para brasileiros. Resultado: 40% aniversariam de janeiro a março. 30%, de abril a junho (ou seja, 70% no primeiro semestre!), 20% de julho a setembro e 10% no último trimestre. Procurou mais informações e confirmou que esta proporção é mais ou menos constante, nos times de elite.

Não são conjunções astrais. É algo mais simples, segundo Gladwell. Os treinadores começam a selecionar atletas para os times de elite quando eles ainda têm 9 a 10 anos de idade. "Nesta fase de pré-adolescência, uma defasagem de 12 meses representa uma diferença enorme em termos de desenvolvimento físico", comparando um menino que completou 10 anos no dia 3 de janeiro com outro cujo aniversário é em dezembro. Portanto, os que buscam talento apenas encontram meninos maiores e com melhor nível de coordenação devido ao simples fato de terem nascido antes. O que acontece, então? O "jogador" escolhido recebe treinamento de melhor qualidade, seus colegas são melhores, disputa um número muito maior de partidas. Ao chegar aos 13 ou 14 anos, é quase inevitável que seja realmente melhor, e terá chances igualmente maiores de ser chamado para participar das grandes ligas do esporte.

Claro que esta análise e interpretação interessam bastante aos que trabalham com esportistas (ele sugere, inclusive, que se organizassem ligas em número suficiente para acolher crianças nascidas nos diferentes trimestres do ano, o que permitiria igualdade nas oportunidades), mas ele vai além. Ele quer mostrar que todos temos "talento" suficiente para atingir o sucesso e que "receber o melhor treinamento" e "praticar um grande número de horas" é o que, efetivamente, diferencia os fracassados daqueles que alcançam o sucesso. Envolve coincidências de todos os tipos, mas ele afirma que há um número que está presente em todos os que "chegaram" lá: 10.000 horas. De Steve Jobs aos Beatles, de Bill Gates a Einstein, Mozart e tantos outros, o ponto em comum é que tiveram oportunidade de praticar, estudar, pesquisar por 10.000 horas até "surgirem repentinamente" para o sucesso. Ele comprova, também, que a partir de uma determinada avaliação de Q.I., variações para maiores resultados não determinam sucesso maior. Vai-se ao chão a importância deste índice (Q.I.) para determinar resultados e felicidade na vida.

Ou seja: nascemos praticamente com as mesmas condições, como certas categorias de automobilismo em que os automóveis são idênticos e sorteados logo antes da largada. Os pilotos que forem realmente melhores (receberam melhores treinamentos e praticaram mais) terão chances maiores de vitória. Como você tem planejado sua carreira, sua vida, suas conquistas?

Gladwell é um dos gurus da maioria dos coaches, aquele profissional que, em 10 a 12 sessões, ajuda seu cliente a construir um plano de ação viável, objetivo e baseado em seus talentos e considerando seus valores. Pode significar 5, 10, 15 anos a menos até alcançar objetivos e metas importantes! Como coach, tenho observado claramente avanços e conquistas: profissionais, financeiras, de saúde, em relacionamentos... Indique esta ferramenta moderna e eficiente a alguém que você conheça.

terça-feira, setembro 13, 2011

Vencedor ou Perdedor?


Encontrei este texto e re-publico aqui.
Sim, é mais um da série "Inveja por não ter sido eu a escrevê-lo"...
A autoria é atribuída a Leonardo Delgado.
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O vencedor é sempre parte da solução;
O perdedor é sempre parte do problema;
O vencedor sempre tem um plano;
O perdedor sempre tem uma desculpa;
O vencedor diz: "deixe-me ajudá-lo";
O perdedor diz: "este não é o meu trabalho";
O vencedor vê uma resposta para todo problema;
O perdedor vê um problema em toda resposta;
O vencedor vê sempre uma luz no meio da escuridão;
O perdedor vê sempre escuridão no meio de toda luz;
O vencedor diz: "é difícil mas é possível';
O perdedor diz: 'pode ser possível mas é muito difícil'.
Quando um vencedor comete um erro, diz: "Eu errei!"
Quando um perdedor comete um erro, diz: "Não foi minha culpa."
Um vencedor trabalha duro e tem mais tempo.
Um perdedor está sempre "muito ocupado" para fazer o que é necessário.
Um vencedor enfrenta e supera o problema.
Um perdedor dá voltas e nunca consegue resolvê-lo.
Um vencedor se compromete.
Um perdedor faz promessas.
Um vencedor diz: "Eu sou bom, porém não tão bom como gostaria de ser."
Um perdedor diz: "Eu não sou tão ruim como tantos outros."
Um vencedor escuta, compreende e responde.
Um perdedor somente espera uma oportunidade para falar.
Um vencedor respeita aqueles que são superiores a ele e trata de aprender algo com eles.
Um perdedor resiste àqueles que são superiores a ele e trata de encontrar seus defeitos.
Um vencedor se sente responsável por algo mais do que somente o seu trabalho. Um perdedor não colabora e sempre diz: "Eu somente faço o meu trabalho."
Um vencedor diz: "Deve haver melhor forma de fazê-lo ..."
Um perdedor diz: "Esta é a maneira que sempre fizemos."
Um Vencedor tem vontade de acertar.
Um Perdedor tem medo de errar.
Um Vencedor vai direto ao problema.
Um Perdedor evita o problema e nunca ultrapassa.
Um Vencedor discute as oportunidades.
Um Perdedor lamenta-se de problemas.
Um Vencedor aceita com alegria os riscos para enfrentar o desafio.
Um Perdedor não aceita riscos.
Um Vencedor assume compromissos.
Um Perdedor faz promessas.
Um Vencedor tem planos e metas que podem ser medidas.
Um Perdedor detesta ser medido.
Um Vencedor mantém registros e estatísticas.
Um Perdedor detesta estatísticas.
Um Vencedor estabelece metas diariamente.
Um Perdedor ignora o que são metas.
Um Vencedor ouve e aprende.
Um Perdedor fala a respeito daquilo que pretende fazer.
Um Vencedor repete comportamento que funciona e evita os que não funcionam. Um Perdedor repete um comportamento somente porque é confortável.
Um Vencedor é extremamente leal.
Um Perdedor não sabe o significado de lealdade.
Um Vencedor sabe porque luta e a que se compromete.
Um Perdedor compromete-se com o que não deveria e luta pelo que não vale a pena.
Pense um pouco: afinal a que grupo você pertence?

segunda-feira, agosto 29, 2011

Psicologia Positiva

Há poucos meses a revista Superinteressante mostrou uma pesquisa de médicos da cidade de Boston, nos EUA. Eles estudam um grupo de pessoas que, em todo o mundo, alcançaram 110 anos de idade. O quê esses "supercentenários" têm em comum: há carnívoros e vegetarianos, mas todos mantiveram-se ativos mental e fisicamente durante toda a vida. Além disso, todos haviam desenvolvido uma especial habilidade para lidar com situações estressantes.

Fui pesquisar sobre a Psicologia Positiva e descobri pesquisas científicas consideradas bem validadas. Martin Seligman, na década de 1980, denominou "estilos atribucionais" dois modos distintos de se entender os acontecimentos. Estilo pessimista e estilo otimista. Segundo os pesquisadores, a maioria das pessoas alterna entre os dois estilos, mas há quem transite nos extremos.



Pessoas que pensam de acordo com o estilo pessimista, costumam, em primeiro lugar, culpar-se, veem a questão pelo lado pessoal e creem que, quando algo bom acontece, teria sido sorte ou uma situação que ele próprio não teria controle. Em segundo lugar, pensam que a situação ruim irá ser duradoura e a boa será momentânea. Terceiro, vivenciam a experiência negativa como algo que irá se infiltrar e influenciar outro setores de sua vida. Andrea Lages, em seu livro "Como o Coaching Funciona" cita um exemplo em que o pessimista briga com um amigo e acaba sentindo-se culpado, acha que a amizade terminou e que o amigo irá contar a muitas pessoas o ocorrido. No exemplo, ao iniciar uma nova amizade, aquele pessimista atribuirá o fato à boa vontade da outra pessoa, achará que a amizade não durará e que, de qualquer forma, isso não iria melhorar nada em sua vida.

O estilo otimista é o oposto. Não há sentimento de culpa pelas más situações e assume a responsabilidade pelas boas. Aquelas situações ruins, para o otimista, são eventos passageiros e as boas, persistentes. Ele considera as más situações incidentes isolados, enquanto as boas experiências são vistas como influências fortes em outras áreas da vida.

Os pesquisadores não consideram que o pessimista seria mais "realista" que o otimista. Há pessoas que preferem esperar o pior para não se decepcionar e isto não seria realismo.



E por que esta abordagem pode ser importante? Um estudo realizado em Harvard, há mais de 35 anos revelou que, de forma geral, homens jovens que explicavam os maus eventos com abordagem otimista apresentaram-se mais saudáveis ao atingir idades acima de 40 anos. A saúde do grupo pessimista "demonstrou uma acentuada deterioração que não poderia ser explicada através de qualquer outra variável, como estilo de vida e tabagismo."

Assim como existem alimentos tóxicos e prejudiciais, existem padrões de pensamento tóxicos e prejudiciais. Otimismo e esperança, para Lages, oferecem maior resistência à depressão diante da ocorrência de eventos negativos, melhor desempenho no trabalho e melhor saúde física. E Andrea Lages é firme: são posturas e comportamentos que podem ser adquiridos. Para ela, um coach (profissional de Coaching) com esta visão ajudará o cliente a pensar de forma mais otimista e, assim, poderá a enfrentar problemas com mais eficiência e terá grandes benefícios de longo prazo.

domingo, agosto 14, 2011

Emagrecer com Coaching

Trecho de uma conversa entre um coach e sua coachee...



COACHEE- Eu já fiz de tudo! Não dá, não nasci para ser magra... Conheço tudo de alimentação diet, já fiz todos os tipos de exercícios e simplesmente há 10 quilos de gordura que grudaram em mim!



COACH- O que isto provoca em você?

COACHEE- Como assim? Provoca em mim? Sei lá!...

COACH- Sim, o que você sente quando pensa em tudo aquilo que acabou de falar?

COACHEE- Você não está entendendo... Eu não sei!

COACH- E se você soubesse? O que estaria sentindo?

COACHEE- Ah, vergonha, culpa, raiva...

COACH- Qual sentimento seria o mais forte?

COACHEE- Nunca pensei nisso... Acho que a raiva. Raiva de mim mesma!

COACH- Fale mais sobre isso.

COACHEE- Acho que no fundo eu poderia fazer mais e mais coisas para emagrecer...

COACH- O que você perderia se conseguisse emagrecer?

COACHEE- O quê?! Nada! Seria tudo de bom! Imagina... Perder? Se eu emagrecer seria a mulher mais feliz do mundo!

COACH- Sim, mas se houvesse perdas. Quais seriam?

COACHEE- Bom, sei lá, acho que eu teria que deixar de fazer churrasco com os amigos todos os finais de semana...

COACH- Por que esses churrascos são importantes para você?

COACHEE- É quando eu me sinto querida, as pessoas vêm à minha casa, a gente esquece de tudo e dá boas risadas...

COACH- E o que mais você poderia perder se emagrecer?

COACHEE- Acho que eu deixaria de ser o centro das atenções... Gordinha a gente pode reclamar, tem assunto, as pessoas chegam, conversam, querem ajudar. É, podemos dizer que se eu emagrecesse eu poderia, até, perder alguns amigos...

(e a conversa continuou...)

sexta-feira, agosto 12, 2011

Coaching


Estou iniciando uma atividade que pode te interessar. Você já ouviu falar de Coaching? Pois é, acabo de retornar do curso de formação em Coaching. Finalizei todos os módulos do curso da Sociedade Brasileira de Coaching, o mais conceituado do Brasil.

Coaching foi criado para todo mundo, mas quem aproveita, mesmo, são pessoas com grandes talentos, projetos, sonhos e objetivos e, por quaisquer motivos, acabam se envolvendo com outros projetos, com os sonhos de outras pessoas, cedem ao sentimento de incapacidade ou falta de tempo e, simplesmente, desperdiçam um potencial imenso de realização e felicidade.

Busquei ser coach porque, na prática, já faço isso. Seja na área do urbanismo, com Pilates, nas Avaliações Físicas, nas consultorias, apresentações, palestras e dinâmicas que desenvolvi para empresas, em meu blog Desacelere... No fundo, a intenção é dispor da minha formação e experiência para participar da ativação dos talentos e do potencial das pessoas, com grande respeito e sem julgamentos.

É um processo desenvolvido em 10 a 12 sessões de 1 hora. Normalmente são sessões presenciais, mas é comum usar a internet com voz e imagem. O que se espera, no final, é que o coachee (como se nomeia o cliente do coach) tenha uma visão clara de seus objetivos e dos caminhos para alcançá-los. Mais do que isso, saiba monitorar as etapas e respeitar, sempre, seus talentos reais. São várias alternativas previstas na metodologia e basta você fazer uma pesquisa breve na internet para confirmar o quanto as pessoas estão satisfeitas com o coaching.

Pode ser a conquista de um emprego, uma virada na empresa, um promoção e uma nova remuneração; também pode ser uma conquista afetiva, uma faxina geral na vida pessoal, um novo hobby; pode significar a independência financeira. Coisas que, na verdade, não se calcula o valor.

Fale comigo sobre isto. Pense em você ou num amigo, amiga, parente. Vamos criar uma onda de sucesso e realização pessoal!

terça-feira, agosto 09, 2011

Alavanca para o sucesso

Há uma técnica que se propõe a acelerar e viabilizar o processo de desenvolvimento pessoal e profissional. Seu nome é coaching.

Coaching, coach, coachee... Acostume-se com este vocabulário. Em breve, todos seus amigos de sucesso terão um coach. Seu coach terá um coach!



Coach é um profissional que se preparou, foi habilitado e possui talento para assessorar seus clientes, os coachees. Não é um guru, mas um “técnico”, um “maestro”, que acompanha, mobiliza, motiva, ajuda a organizar pensamentos e o ritmo das ações.

Coaching é um processo objetivo e baseia-se em uma sequência de sessões –ou reuniões, ou encontros- em que se abrem “gavetas e pacotes” em busca dos talentos, da motivação e da organização das idéias do coachee. Em aproximadamente dez sessões sonhos podem ser expostos, objetivos podem ser claramente definidos e será criado, finalmente, clima para se estabelecer um plano de ações completo, abrangente e, muito importante, com objetivos possíveis.

Seu dia-a-dia muitas vezes te afasta das ações realmente importantes. As prioridades acabam se confundindo e o fim do dia pode estar carregado de pequenas –ou grandes- frustrações. Dez anos podem passar e você pode até acabar esquecendo-se de quais eram seus sonhos. O sucesso de um processo de coaching pode significar a opção por conquistar o emprego tão desejado ao invés de resignar-se em trabalhos desestimulantes, abrir sua empresa ao contrário de permanecer trabalhando em casa sem projeção no mercado, um rendimento que proporcione conforto a você e sua família substituindo um aperto financeiro e grande desgaste pessoal.

Não é mágica. Demanda trabalho, concentração, comprometimento. Considera todas as limitações e dificuldades, mas, ao identificar talentos e habilidades reais, programa sua utilização efetiva e monitora os resultados, passo a passo.

Quer experimentar? Converse com um coach, faça uma primeira reunião de coaching-coachee e pergunte a quem já passou por isso. Em poucos dias sua vida poderá ser bem diferente.

Iniciei minha atividade como coach a partir do encerramento dos módulos 1 e 2 do curso de formação da SBC - Sociedade Brasileira de Coaching. O primeiro desafio é divulgar e explicar o que é este processo, ainda desconhecido fora dos grandes centros.