sexta-feira, janeiro 16, 2009
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Há 5 anos (2)
Há 5 anos (4) ...
segunda-feira, janeiro 12, 2009
A tecnologia confunde
Os equipamentos estão muito evoluídos. Sim, há os "Bill Gates", mas gênios não aparecem o tempo todo. Uma máquina moderna, um software poderoso, fazem as pessoas sentirem-se prontas. Prontas para o mercado de trabalho. Prontas para a vida.
Tenho visto muitos recém-formados, inexperientes, jovens ou não, atuando de forma quase irresponsável. Em todas as atividades há equipamentos modernos, Internet, emails, Messenger, Orkut, blogs, que facilitam o trabalho, aproximam pessoas e criam sensação de poder. Sim, aquele que, todos sabemos, corrompe. E, no caso, corrompe a noção de realidade.
O resultado parece ser uma situação em que fica em segundo plano a necessidade de aprimoramento profissional. Se estamos prontos, se possuímos poder, por que precisamos fazer cursos, estagiar, aprender mais?! E há muito, muito mesmo, por aprender. Aprender de forma objetiva -cursos, leituras, treinamentos- e de forma subliminar -passar por experiências, viajar, conversar, ouvir, meditar-...
Por exemplo, todas as vezes em que estive num museu, em todo o mundo, as aulas de história da arte e da arquitetura, aulas e práticas de violão, tantas vezes fui ao teatro, ao cinema -O Cine Bijou, em São Paulo só programava fimes de arte-, quantos lugares visitei, a convivência com artistas verdadeiros (de Ricardo Almeida a Fernando Meirelles), o trânsito livre pelo popular -kitsch- e pelo sofisticado -chique-, as visões do mundo submarino, a herança artística de minha mãe, a experiência de professor de desenho em cursinho, e tantos, tantos outros registros em meu subconsciente estão refletidos em minha arquitetura, em minha produção visual, em meu senso de estética, cores, formas, combinações... Em minha disposição por aprender.
Sim, o mundo está diferente, menos romântico e muito mais ágil. Mas o processo de aprendizagem e assimilação continuam... Humanos. A tecnologia depende da criatividade humana, ao mesmo tempo em que a reprime, provocando pequena profundidade e grande mediocridade. O que estou defendendo, aqui, é a necessidade de aprimorar e valorizar o aprendizado subliminar. E, para isso, nada como o tempo.
É uma maneira de desacelerar...
Tenho visto muitos recém-formados, inexperientes, jovens ou não, atuando de forma quase irresponsável. Em todas as atividades há equipamentos modernos, Internet, emails, Messenger, Orkut, blogs, que facilitam o trabalho, aproximam pessoas e criam sensação de poder. Sim, aquele que, todos sabemos, corrompe. E, no caso, corrompe a noção de realidade.
O resultado parece ser uma situação em que fica em segundo plano a necessidade de aprimoramento profissional. Se estamos prontos, se possuímos poder, por que precisamos fazer cursos, estagiar, aprender mais?! E há muito, muito mesmo, por aprender. Aprender de forma objetiva -cursos, leituras, treinamentos- e de forma subliminar -passar por experiências, viajar, conversar, ouvir, meditar-...
Por exemplo, todas as vezes em que estive num museu, em todo o mundo, as aulas de história da arte e da arquitetura, aulas e práticas de violão, tantas vezes fui ao teatro, ao cinema -O Cine Bijou, em São Paulo só programava fimes de arte-, quantos lugares visitei, a convivência com artistas verdadeiros (de Ricardo Almeida a Fernando Meirelles), o trânsito livre pelo popular -kitsch- e pelo sofisticado -chique-, as visões do mundo submarino, a herança artística de minha mãe, a experiência de professor de desenho em cursinho, e tantos, tantos outros registros em meu subconsciente estão refletidos em minha arquitetura, em minha produção visual, em meu senso de estética, cores, formas, combinações... Em minha disposição por aprender.
Sim, o mundo está diferente, menos romântico e muito mais ágil. Mas o processo de aprendizagem e assimilação continuam... Humanos. A tecnologia depende da criatividade humana, ao mesmo tempo em que a reprime, provocando pequena profundidade e grande mediocridade. O que estou defendendo, aqui, é a necessidade de aprimorar e valorizar o aprendizado subliminar. E, para isso, nada como o tempo.
É uma maneira de desacelerar...
domingo, janeiro 11, 2009
Há 5 anos...

Naquele terreno, na esquina da Praça São João, no Pontal, em Ilhéus, não havia nada há 5 anos. Absolutamente nada, por detrás de um muro alto, repleto de pixações e cartazes antigos de campanhas políticas antigas.
Atualmente há mais de 40 pessoas que, de alguma forma, ganham seu sustento ali.
Ontem foi inaugurado mais um local de bom nível, boa comida, gente bonita. Casa de bom gosto. A Temakeria. A seu lado, já vem brilhando o Armazém Quitã, pioneiro em orgânicos e naturais de vários tipos. Dá gosto ver. É uma sensação incrível ver se materializar algo que esteve em projeto, em planos. Frase de Adrián, empresário da Temakeria, minutos antes de abrir suas portas:
- Acho que está ao nível da Tonus, não é?
Está. E essa era a idéia. Pensamos num imóvel que, ao invés de "aproveitar todo o terreno", deixaria um grande recuo, um jardim para enfeitar a rua. Materiais naturais, um ar leve e agradável. E quem está se instalando ali conseguiu captar o espírito. Parabéns!
sábado, janeiro 10, 2009
Meio Ambiente: o que realmente faz a diferença?
Publicado originalmente na revista Entre Aspas, edição 2, 12/2008.
Ótimo! Você viu o título e resolveu ler. Obrigado. Então continue e entenda porque apesar de ser bem vindo a esta leitura, ela não é, exatamente, para você... O grande desafio de quem atua na educação e comunicação socioambiental é atrair pessoas que, sistematicamente, vivem, consomem, descartam, utilizam energia , transitam, alimentam-se, reproduzem-se, sem perceber que suas atitudes interferem no ambiente e, claro, em toda a sociedade. Eles não lêm artigos sobre meio ambiente, mudam de canal quando o assunto é desmatamento e jamais estiveram em um seminário sobre sustentabilidade... Eles são muitos. Muitos, mesmo. Uma multidão. A grande maioria das pessoas. A sensação é de um passo à frente e, de repente, vários passos atrás, quando se trata de conquistas na consciência socioambiental coletiva. Essa questão envolve raízes culturais e a difícil relação entre o individual e o coletivo e, por isso mesmo, não podemos culpá-los.
Precisamos considerar a desinformação socioambiental como mais uma das desinformações que assolam nossa sociedade. Ela não é maior, por exemplo, do que a cultural, a política, a econômica... Muito mais do que suas escolhas políticas, essa multidão mantida desinformada define seus caminhos através de sua ação cotidiana. Os governos, gestores públicos e legisladores , de qualquer bandeira política, reagem às organizações sociais, principalmente as espontâneas e elaboram (ou corrigem) políticas públicas e leis na medida em que haja efetiva sensibilização social evidenciada, justamente, nas ações cotidianas. Sim, os representantes no poder deveriam ter iniciativas utilizando conhecimento científico e experiência de uma equipe técnica isenta politicamente, mas não é assim que essa estrutura tem funcionado e, além disso, não podemos simplesmente aguardar que as decisões sejam tomadas, “torcer” para que sejam eficientes e reagir apenas quando nos sentirmos prejudicados. A atitude preventiva, então, é essencial e ela acontece na... Ação cotidiana. Mas estamos falando da atitude coletiva, em bloco e, como já vimos, é ameaçada pela desinformação e reflete no que as pessoas fazem com o lixo, como cuidam das praias, como consomem energia, onde jogam seu esgoto, para falar de questões próximas. E, numa abrangência mais ampla, como se organizam para fazer com que suas áreas protegidas cumpram seus objetivos e como ajudam a estimular a criação de ocupação e renda para que populações que vivem em áreas naturais não precisem da lenha e da caça para viver, por exemplo.
O que, então, pode fazer a diferença?! Qual seria a melhor forma de cativar aquela multidão e envolvê-la num desafio comum de compreender o quanto suas atitudes podem influenciar os outros e, assim, criar um “exército de bem informados”? Como conversar com todos ao mesmo tempo e transmitir mensagens tão importantes? Como despertar um grupo tão grande para a importância dos recursos naturais mesmo para a população urbana? Como evitar que a primeira e única forma de consciência seja o sofrimento decorrente da escassez ?
A estratégia. Meios e linguagem devem ser adaptados e adequados ao público inicialmente avesso a esse conteúdo. O que eles ouvem? Em quem eles acreditam? Quem são seus ídolos? O que os motiva a parar o que estão fazendo e prestar atenção? Podemos enumerar uma série de medidas que todos devem tomar para tornar sua pegada ecológica menos destrutiva, mas o desafio está em, definitivamente, incorporar essas medidas no cotidiano de multidões.
Chega de palestras, capacitações, treinamentos... Precisamos de criatividade para mostrar a todos que o desenvolvimento social, econômico, humano, depende dos recursos naturais e precisa utilizá-los com responsabilidade; existe um limite para essa utilização e que, quanto mais próximos estivermos dele, maior o sacrifício a que estaremos expostos; mesmo aqueles que não usufruem diretamente dos rios, florestas e manguezais, como os moradores de cidades, já sentem na pele e no bolso os efeitos da falta de água e da crise social causada pela diminuição das oportunidades de renda devido à redução descontrolada de vegetação às margens dos rios e seu conseqüente assoreamento.
Teatro popular, programas de rádio, artistas e esportistas, então, podem ser canais de comunicação preciosos na comunicação com o consciente coletivo. É o merchandising socioambiental. E, mais uma vez na história da humanidade, a diferença vai estar na... Criatividade!
Ótimo! Você viu o título e resolveu ler. Obrigado. Então continue e entenda porque apesar de ser bem vindo a esta leitura, ela não é, exatamente, para você... O grande desafio de quem atua na educação e comunicação socioambiental é atrair pessoas que, sistematicamente, vivem, consomem, descartam, utilizam energia , transitam, alimentam-se, reproduzem-se, sem perceber que suas atitudes interferem no ambiente e, claro, em toda a sociedade. Eles não lêm artigos sobre meio ambiente, mudam de canal quando o assunto é desmatamento e jamais estiveram em um seminário sobre sustentabilidade... Eles são muitos. Muitos, mesmo. Uma multidão. A grande maioria das pessoas. A sensação é de um passo à frente e, de repente, vários passos atrás, quando se trata de conquistas na consciência socioambiental coletiva. Essa questão envolve raízes culturais e a difícil relação entre o individual e o coletivo e, por isso mesmo, não podemos culpá-los.
Precisamos considerar a desinformação socioambiental como mais uma das desinformações que assolam nossa sociedade. Ela não é maior, por exemplo, do que a cultural, a política, a econômica... Muito mais do que suas escolhas políticas, essa multidão mantida desinformada define seus caminhos através de sua ação cotidiana. Os governos, gestores públicos e legisladores , de qualquer bandeira política, reagem às organizações sociais, principalmente as espontâneas e elaboram (ou corrigem) políticas públicas e leis na medida em que haja efetiva sensibilização social evidenciada, justamente, nas ações cotidianas. Sim, os representantes no poder deveriam ter iniciativas utilizando conhecimento científico e experiência de uma equipe técnica isenta politicamente, mas não é assim que essa estrutura tem funcionado e, além disso, não podemos simplesmente aguardar que as decisões sejam tomadas, “torcer” para que sejam eficientes e reagir apenas quando nos sentirmos prejudicados. A atitude preventiva, então, é essencial e ela acontece na... Ação cotidiana. Mas estamos falando da atitude coletiva, em bloco e, como já vimos, é ameaçada pela desinformação e reflete no que as pessoas fazem com o lixo, como cuidam das praias, como consomem energia, onde jogam seu esgoto, para falar de questões próximas. E, numa abrangência mais ampla, como se organizam para fazer com que suas áreas protegidas cumpram seus objetivos e como ajudam a estimular a criação de ocupação e renda para que populações que vivem em áreas naturais não precisem da lenha e da caça para viver, por exemplo.
O que, então, pode fazer a diferença?! Qual seria a melhor forma de cativar aquela multidão e envolvê-la num desafio comum de compreender o quanto suas atitudes podem influenciar os outros e, assim, criar um “exército de bem informados”? Como conversar com todos ao mesmo tempo e transmitir mensagens tão importantes? Como despertar um grupo tão grande para a importância dos recursos naturais mesmo para a população urbana? Como evitar que a primeira e única forma de consciência seja o sofrimento decorrente da escassez ?
A estratégia. Meios e linguagem devem ser adaptados e adequados ao público inicialmente avesso a esse conteúdo. O que eles ouvem? Em quem eles acreditam? Quem são seus ídolos? O que os motiva a parar o que estão fazendo e prestar atenção? Podemos enumerar uma série de medidas que todos devem tomar para tornar sua pegada ecológica menos destrutiva, mas o desafio está em, definitivamente, incorporar essas medidas no cotidiano de multidões.
Chega de palestras, capacitações, treinamentos... Precisamos de criatividade para mostrar a todos que o desenvolvimento social, econômico, humano, depende dos recursos naturais e precisa utilizá-los com responsabilidade; existe um limite para essa utilização e que, quanto mais próximos estivermos dele, maior o sacrifício a que estaremos expostos; mesmo aqueles que não usufruem diretamente dos rios, florestas e manguezais, como os moradores de cidades, já sentem na pele e no bolso os efeitos da falta de água e da crise social causada pela diminuição das oportunidades de renda devido à redução descontrolada de vegetação às margens dos rios e seu conseqüente assoreamento.
Teatro popular, programas de rádio, artistas e esportistas, então, podem ser canais de comunicação preciosos na comunicação com o consciente coletivo. É o merchandising socioambiental. E, mais uma vez na história da humanidade, a diferença vai estar na... Criatividade!
Faça o que quiser. Não estou nem aí!
É essa a mensagem que as pessoas passam a seus políticos. Eles? Obedecem.
Estive ontem em Itapebi e Mascote. Dois pequenos municípios no interior da Bahia. Estamos assessorando a elaboração de seus Planos Diretores, aquela lei que determina como a cidade deve funcionar, como ela deve se desenvolver. O Estatuto da Cidade, uma lei federal de 2001, diz que este processo deve ser "participativo". Temos seguido um método que convida a população e seus representantes -prefeito, vice, secretários e vereadores- a participar, em audiências e oficinas. As mais importantes já aconteceram. Ontem, a conversa era justamente com os "representantes".
Devidamente convidados, prefeitos e vices não compareceram. Estiveram lá seus Chefes de Gabinete. Em Mascote (foto), 3 secretários municipais e 4 vereadores (são 9, em ambos os municípios). Em Itapebi, 4 vereadores e 1 representante de secretário. Claro, é muito pouco, considerando a importância do tema, mesmo levando em conta eventuais dificuldades de comunicação e mobilização.
Uma professora, de Mascote, questionou com razão:
- Não adianta a gente participar das oficinas, passar um dia inteiro discutindo, se prefeito e vereadores não tiverem consciência da importância do Plano Diretor!
Ela mostrava a insatisfação com a postura dos políticos. Em geral. Sem saber, estava se referindo a um modelo de "político" que se materializa em todos os cantos deste nosso Brasil. Mas, acrescentei pimenta na conversa:
- Fora algumas exceções -aquela professora, por exemplo-, a mensagem que a sociedade envia a seus representantes, é: faça o que você quiser, não estou nem aí. Eles, simplesmente, obedecem...
Expliquei meu pensamento. Tivemos muuuuuuita dificuldade para reunir cidadãos para as oficinas e debater melhores caminhos para os municípios. Poucas pessoas, baixa representatividade. Entendo, mesmo, a descrença nas instituições. Mas um lado importante do círculo vicioso é a passividade da sociedade perante a inoperância eventual do poder público. Por quê vereadores e prefeitos vão se preocupar com algo que a própria população não dá bola? A passividade é cultural, ancestral, criada pelo clientelismo e coronelismo, quando o poder público era o grande -e único- provedor. Até hoje, a maioria das pessoas fica, apenas, esperando e torcendo para que os políticos tomem atitudes e organizem políticas públicas que funcionem... As pessoas devem e podem ser, sim, atores presentes na gestão pública.
Quebrar esse vício operacional é tarefa das atuais gerações. Para mim, expliquei, há 2 formas de comunicação com seus representantes:
A primeira é através da organização social. Sem agressividade, sem idealismo barato ou radicalismo. Planos Diretores geralmente organizam Conselhos da Cidade. Antes disso, cidadãos devem se organizar em associações de bairro, cooperativas, instituições e "conversar muito" com vereadores e prefeitos. Fazê-los, pelo menos, conhecer o que a população pensa.
A segunda forma de enviar mensagens é o voto. Escolher representantes que tenham tido atitude ou intenção declarada de conhecer e respeitar prioridades demonstradas pelas pessoas.
Senão, eles vão, simplesmente, obedecer às mensagens e... Fazer o que bem entenderem.
quarta-feira, janeiro 07, 2009
Mundos que se aproximam
No dia 17 de dezembro eu contei a história de um casal. Ele não queria que ela frequentasse a academia. Ela queria muito e não sabia o que fazer para que ele a apoiasse.
Para mim, isso é algo... De outro mundo, como disse naquele dia.
Mas tenho novidades. Ele esteve na academia, tomou um açaí e -ela transbordando de alegria, ao lado- quis saber preços, modalidades, horários... Marcou uma avaliação física. Ele disse:
- O bom é que também melhora a saúde, né?
Eu continuei:
- Na verdade, o bom é que a gente emagrece, fica forte, mais bonito... A saúde é que é o principal objetivo!
A saúde, eu quis dizer, não é acessório de um programa de exercícios. Ela é a essência. Ele sorriu, concordando, mas eu percebi que não tinha entendido. É cedo. Seu mundo estava se aproximando do meu.
Tenho contato com espécies de vários planetas. Parece que minha função acaba sendo alinhá-los, aproximá-los. É muito bom ver o resultado.
Ah, o casal está mais feliz, sim!
Para mim, isso é algo... De outro mundo, como disse naquele dia.
Mas tenho novidades. Ele esteve na academia, tomou um açaí e -ela transbordando de alegria, ao lado- quis saber preços, modalidades, horários... Marcou uma avaliação física. Ele disse:
- O bom é que também melhora a saúde, né?
Eu continuei:
- Na verdade, o bom é que a gente emagrece, fica forte, mais bonito... A saúde é que é o principal objetivo!
A saúde, eu quis dizer, não é acessório de um programa de exercícios. Ela é a essência. Ele sorriu, concordando, mas eu percebi que não tinha entendido. É cedo. Seu mundo estava se aproximando do meu.
Tenho contato com espécies de vários planetas. Parece que minha função acaba sendo alinhá-los, aproximá-los. É muito bom ver o resultado.
Ah, o casal está mais feliz, sim!
domingo, janeiro 04, 2009
Verão em Ilhéus
Eu disse, há algumas semanas:
- Vocês verão!
- Mas... E a crise?!
- Em Ilhéus tudo conspira para que seja um ótimo verão. Nada como tirar proveito das dificuldades.
- É aquela história de crise-oportunidade?
- Sim. É só juntar os fatos.
E descrevi o quebra-cabeças.
- Problemas com o aeroporto? Fica mais difícil para as pessoas daqui saírem. Ou pelo menos pensam duas vezes antes de programar viagens aéreas. Ficam na cidade e... Consomem aqui.
- É, mas e a crise mundial?
- Com a desvalorização do real, brasileiros viajam pelo Brasil.
- Ei, e os estrangeiros vêm, porque para eles tudo fica mais barato...
Já estavam entendendo...
- E mais. Ilhéus é um polo de atração: Itabuna, Vitória da Conquista, Feira de Santana, Teixeira de Freitas, Brasília, Minas Gerais... Para os que acham Salvador grande demais.
- Mas o Brasil é grande. Por que viriam mais turistas para cá?
- É uma região privilegiada. É Bahia. Isso já poderia ser suficiente. Mas Ilhéus é um destino possível para quem viaja de carro desde Minas Gerais, Brasília, Espírito Santo e, até, Rio de Janeiro e São Paulo.
Lembrei outros fatos.
- Santa Catarina atrai muita gente no verão.
- Não neste, né? Alagou tudo...
- Exatamente.
- E, bem ou mal, temos uma nova ponte, as ruas não estão cheias de lixo e urubus, há novas opções de restaurantes e bares, a feira da Soares Lopes, o Parque de Diversões, os navios...
- Tá vendo?
- Vocês verão!
- Mas... E a crise?!
- Em Ilhéus tudo conspira para que seja um ótimo verão. Nada como tirar proveito das dificuldades.
- É aquela história de crise-oportunidade?
- Sim. É só juntar os fatos.
E descrevi o quebra-cabeças.
- Problemas com o aeroporto? Fica mais difícil para as pessoas daqui saírem. Ou pelo menos pensam duas vezes antes de programar viagens aéreas. Ficam na cidade e... Consomem aqui.
- É, mas e a crise mundial?
- Com a desvalorização do real, brasileiros viajam pelo Brasil.
- Ei, e os estrangeiros vêm, porque para eles tudo fica mais barato...
Já estavam entendendo...
- E mais. Ilhéus é um polo de atração: Itabuna, Vitória da Conquista, Feira de Santana, Teixeira de Freitas, Brasília, Minas Gerais... Para os que acham Salvador grande demais.
- Mas o Brasil é grande. Por que viriam mais turistas para cá?
- É uma região privilegiada. É Bahia. Isso já poderia ser suficiente. Mas Ilhéus é um destino possível para quem viaja de carro desde Minas Gerais, Brasília, Espírito Santo e, até, Rio de Janeiro e São Paulo.
Lembrei outros fatos.
- Santa Catarina atrai muita gente no verão.
- Não neste, né? Alagou tudo...
- Exatamente.
- E, bem ou mal, temos uma nova ponte, as ruas não estão cheias de lixo e urubus, há novas opções de restaurantes e bares, a feira da Soares Lopes, o Parque de Diversões, os navios...
- Tá vendo?
quinta-feira, janeiro 01, 2009
Tendência 4: população envelhece

A quarta tendência para a nova década - partir de 2010- apontada pela revista IstoÉ baseia-se num fato inegável: a pirâmide etária do Brasil está em transformação. Menos jovens e mais adultos. Veja a figura. À esquerda, homens e, à direita, mulheres. Ao longo do tempo, proporcionalmente, as faixas de pessoas mais novas estão encolhendo e as de pessoas com mais idade, alargando-se. Isto já significa que, graças inclusive ao acesso à informação pelas camadas mais humildes da população, as famílias estão menos numerosas, menos crianças estão nascendo.
As oportunidades, então, adaptam-se: a arquitetura estuda a acessibilidade (calçadas e construções devem facilitar o acesso a cadeiras de rodas, por exemplo), serviços de saúde preparam-se, empresas de hospedagem já oferecem espaços especiais para pessoas com mais idade, que não querem ficar em casa lendo ou fazendo tricô. O idoso quer uma vida mais agradável, mais ativa e mais saudável. E os profissionais devem estar atualizados para compreender essa novíssima realidade.
quarta-feira, dezembro 31, 2008
A física do desacelerar
Pense na diferença entre a velocidade e a aceleração. Você pode estar correndo, mas se a velocidade estiver constante, a aceleração é zero. Se a velocidade estiver aumentando, aí, sim, há aceleração.
Ao iniciar uma redução da velocidade, você está desacelerando. Isto não significa parar. Significa "escolher uma nova velocidade", uma que seja mais adequada a seu momento.
Ao iniciar uma redução da velocidade, você está desacelerando. Isto não significa parar. Significa "escolher uma nova velocidade", uma que seja mais adequada a seu momento.
Terceira tendência: ecodesenvolvimento
Definitivamente, está na moda. Isso quer dizer que está "quase na boca do povo". A revista IstoÉ apontou como uma das 5 tendências para a nova década -sim, 2009 será o último ano da primeira década do milênio- a busca por soluções alternativas e, claro, sustentáveis, de baixo impacto socioambiental, que poupem recursos naturais, para processos tradicionais de: construir, consumir, produzir, gerar energia, locomover-se...
As indústrias estão em plena fase de pesquisa e os profissionais engajados nesse tema sairão na frente. As empresas cada vez mais precisam mostrar ao público -que efetivamente consome seus produtos- que tomam medidas concretas e eficientes para aliviar o impacto negativo em todo o ciclo de vida de seus produtos: coleta da matéria prima, transporte, refinamento e produção, embalagem, transporte e comercialização.
Já não é luxo pensar em construir uma caixa d'água exclusiva para água de chuva, ou um sistema de descarga sanitária que permite utilizar 2 ou 4 litros, conforme o conteúdo. Placas solares que fornecem energia elétrica já são realidade. Tijolos que não são queimados (e, claro, não usam carvão no processo) já estão disponíveis. "Madeira" produzida utilizando como matéria prima plásticos descartados de várias origens já é vista em decks e móveis públicos. Hotéis e pousadas destacam-se pela sua preocupação socioambiental, e isso significa, também, respeito e valorização da cultura local, além do cuidado com rios, manguezais e praias.
É, esta realidade bate à nossa porta. Vamos abir e deixá-la entrar?
As indústrias estão em plena fase de pesquisa e os profissionais engajados nesse tema sairão na frente. As empresas cada vez mais precisam mostrar ao público -que efetivamente consome seus produtos- que tomam medidas concretas e eficientes para aliviar o impacto negativo em todo o ciclo de vida de seus produtos: coleta da matéria prima, transporte, refinamento e produção, embalagem, transporte e comercialização.
Já não é luxo pensar em construir uma caixa d'água exclusiva para água de chuva, ou um sistema de descarga sanitária que permite utilizar 2 ou 4 litros, conforme o conteúdo. Placas solares que fornecem energia elétrica já são realidade. Tijolos que não são queimados (e, claro, não usam carvão no processo) já estão disponíveis. "Madeira" produzida utilizando como matéria prima plásticos descartados de várias origens já é vista em decks e móveis públicos. Hotéis e pousadas destacam-se pela sua preocupação socioambiental, e isso significa, também, respeito e valorização da cultura local, além do cuidado com rios, manguezais e praias.
É, esta realidade bate à nossa porta. Vamos abir e deixá-la entrar?
segunda-feira, dezembro 29, 2008
Investir na própria formação
Outra tendência apontada para a nova década -que inicia em 2010- pela revista IstoÉ: o investimento em viagens culturais, cursos de aperfeiçoamento, participação em dinâmicas de auto-conhecimento, ou seja, na formação pessoal e profissional.
Além da necessidade de se destacar no exigente mercado de trabalho, as pessoas buscam compreender seu papel na sociedade e nas organizações.
Os que aceitarem o básico estarão aceitando a mediocridade. O básico é apenas o ponto de partida. O sucesso -ou a felicidade- é a caminhada cada vez mais firme e consciente. A busca da consciência do seu querer, de suas fragilidades, de seus talentos é cada vez mais a chave da realização pessoal e profissional, pois é a partir dela que se cria um honesto programa de aperfeiçoamento.
Além da necessidade de se destacar no exigente mercado de trabalho, as pessoas buscam compreender seu papel na sociedade e nas organizações.
Os que aceitarem o básico estarão aceitando a mediocridade. O básico é apenas o ponto de partida. O sucesso -ou a felicidade- é a caminhada cada vez mais firme e consciente. A busca da consciência do seu querer, de suas fragilidades, de seus talentos é cada vez mais a chave da realização pessoal e profissional, pois é a partir dela que se cria um honesto programa de aperfeiçoamento.
Tendências para a nova década
Sim, estaremos entrando no último ano da década. A revista IstoÉ apresenta 5 tendências para esse novo período. Vamos conversar sobre cada uma delas.
A primeira trata do "bem-estar". E reforça o que já tenho dito há anos: devemos valorizar cada vez mais o cuidado com as emoções. "Hoje o aluno -de academias- não quer apenas um profissional que oriente movimentos. Espera alguém que mantenha equilibrados o organismo e a mente". As academias, segundo pesquisa apresentada pela revista, estão valorizando espaços dedicados a atividades que integram corpo e mente, como Yoga e Pilates.
US$ 1 trilhão é quanto a "indústria do bem-estar" deve movimentar até 2010, e isto inclui serviços como spas e centros de saúde (lembrem-se da Tonus!) e, também, alimentos e bebidas saudáveis e... orgânicos. É o que prevê o economista Paul Pilzer, autor do livro The Wellness Revolution -A Revolução do Bem-estar-.
Alongue-se e acalme-se. Esta frase costuma ser rotina em meus contatos durante as avaliações físicas, há muito tempo. Aproveite!
A primeira trata do "bem-estar". E reforça o que já tenho dito há anos: devemos valorizar cada vez mais o cuidado com as emoções. "Hoje o aluno -de academias- não quer apenas um profissional que oriente movimentos. Espera alguém que mantenha equilibrados o organismo e a mente". As academias, segundo pesquisa apresentada pela revista, estão valorizando espaços dedicados a atividades que integram corpo e mente, como Yoga e Pilates.
US$ 1 trilhão é quanto a "indústria do bem-estar" deve movimentar até 2010, e isto inclui serviços como spas e centros de saúde (lembrem-se da Tonus!) e, também, alimentos e bebidas saudáveis e... orgânicos. É o que prevê o economista Paul Pilzer, autor do livro The Wellness Revolution -A Revolução do Bem-estar-.
Alongue-se e acalme-se. Esta frase costuma ser rotina em meus contatos durante as avaliações físicas, há muito tempo. Aproveite!
domingo, dezembro 28, 2008
Adoção pelo avesso

O jornal O Estado de São Paulo de ontem -ou anteontem- trouxe uma reportagem inacreditável. Pais e mães que teriam adotado crianças as estariam devolvendo!
-Quando minha filha adotiva de 7 anos bateu em minha filha de 9 eu percebi que não estava preparada para a adoção...
-Eu imaginava que a criança adotada dedicaria eterna gratidão a nós, e a agressividade, a rebeldia que ela tem demonstrado nos choca profundamente...
-Quando eu me surpreendi imaginando que meu filho adotivo poderia ter herdado um temperamento agressivo de seus pais eu entendi que não deveria ter adotado uma criança...
O que eles esperavam, afinal?!
Imagina-se que a adoção não deva ser algo a serviço de vaidades. Crianças, adotivas ou não, podem ter problemas. Muitas vezes os problemas são causados pelas atitudes dos pais, sim, aqueles que as criam. Outras vezes podem se manifestar independentemente da origem biológica. Esta covardia, declarada, de alguns pode simbolizar o despreparo para lidar com a questão da auto-estima dos filhos. Pode ser o sinal de que há uma geração inteira com a auto-estima comprometida.
Há um livro que costumo recomendar a todos: "A Auto-estima do seu Filho", Dorothy Briggs, Editora Martins Fontes. Mães, pais, professores... Todos deveriam ler este livro. Na verdade, enfrentamos, com essa leitura, questões profundas da nossa própria auto-estima!
Há quem diga -alguns especialistas- que é nesse universo que reside uma das soluções para a humanidade...
quarta-feira, dezembro 24, 2008
Acho que "salvei o Natal" de alguém
Na confusão do cancelamento de um vôo, que já era escala, em Salvador, arrumou-se uma confusão. As pessoas se aglomeravam em busca de uma informação.
-E minha conexão para Porto Alegre?
-Eu tenho prioridade!
-E as crianças, e o Natal?!
O rapaz da companhia aérea, trazia informações e conseguia tratar a todos com educação e firmeza. Não importa se realmente fôra um defeito e a peça viria de São Paulo, ou tratava-se de "safadeza" da empresa.
Alguns foram encaixados em outro vôo que os levaria -sim, com atraso- a seu destino, com outra escala. Logo atrás de mim, uma senhora resmungava, demonstrando óbvio mau humor:
-Que bagunça, que desorganização!...
Eu me senti à vontade para argumentar:
-Considerando as fragilidades do ser humano, até que tudo está correndo muito bem. E o rapaz do balcão, fala a verdade, deu um show e foi muito eficiente, não é?!
Ela ficou dez segundos pensando. Abriu um sorriso.
-Não é que é verdade?
Fiquei com a sensação de que aquele pequeno transtorno, que teria estado presente nas festas de Natal daquela senhora, encerrou-se ali.
-E minha conexão para Porto Alegre?
-Eu tenho prioridade!
-E as crianças, e o Natal?!
O rapaz da companhia aérea, trazia informações e conseguia tratar a todos com educação e firmeza. Não importa se realmente fôra um defeito e a peça viria de São Paulo, ou tratava-se de "safadeza" da empresa.
Alguns foram encaixados em outro vôo que os levaria -sim, com atraso- a seu destino, com outra escala. Logo atrás de mim, uma senhora resmungava, demonstrando óbvio mau humor:
-Que bagunça, que desorganização!...
Eu me senti à vontade para argumentar:
-Considerando as fragilidades do ser humano, até que tudo está correndo muito bem. E o rapaz do balcão, fala a verdade, deu um show e foi muito eficiente, não é?!
Ela ficou dez segundos pensando. Abriu um sorriso.
-Não é que é verdade?
Fiquei com a sensação de que aquele pequeno transtorno, que teria estado presente nas festas de Natal daquela senhora, encerrou-se ali.
Um dia você descobre que dez anos se passaram...
And then one day you find
Ten years have passed behind you
No one told you when to run
You missed the starting gun...
Dez anos são uma contagem interessante para avaliar resultados.
Onde você estava há dez anos? O que fazia, com quem costumava se encontrar?
Quais eram seus planos? Você tinha planos?
A música de Pink Floyd fala de alguém que não teria percebido a passagem de um década. Ninguém o teria avisado que deveria correr e ele teria perdido o "tiro de largada". Fica a sensação de vazio. É perturbadora a possibilidade de ficar dez anos no mesmo lugar.
Não importam as décadas passadas, agora. Há muitas décadas à frente. Quando correr? Quando aguardar? Quando desacelerar? Especialistas são unânimes em afirmar: obtêm sucesso aqueles que têm metas, mesmo que sejam corrigidas com freqüência. Sugerem que os "planos de vida" estejam escritos e sejam relidos quase diariamente. O que estaria contido no seu planejamento da próxima década?
Ten years have passed behind you
No one told you when to run
You missed the starting gun...
Dez anos são uma contagem interessante para avaliar resultados.
Onde você estava há dez anos? O que fazia, com quem costumava se encontrar?
Quais eram seus planos? Você tinha planos?
A música de Pink Floyd fala de alguém que não teria percebido a passagem de um década. Ninguém o teria avisado que deveria correr e ele teria perdido o "tiro de largada". Fica a sensação de vazio. É perturbadora a possibilidade de ficar dez anos no mesmo lugar.
Não importam as décadas passadas, agora. Há muitas décadas à frente. Quando correr? Quando aguardar? Quando desacelerar? Especialistas são unânimes em afirmar: obtêm sucesso aqueles que têm metas, mesmo que sejam corrigidas com freqüência. Sugerem que os "planos de vida" estejam escritos e sejam relidos quase diariamente. O que estaria contido no seu planejamento da próxima década?
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