No dia 17 de dezembro eu contei a história de um casal. Ele não queria que ela frequentasse a academia. Ela queria muito e não sabia o que fazer para que ele a apoiasse.
Para mim, isso é algo... De outro mundo, como disse naquele dia.
Mas tenho novidades. Ele esteve na academia, tomou um açaí e -ela transbordando de alegria, ao lado- quis saber preços, modalidades, horários... Marcou uma avaliação física. Ele disse:
- O bom é que também melhora a saúde, né?
Eu continuei:
- Na verdade, o bom é que a gente emagrece, fica forte, mais bonito... A saúde é que é o principal objetivo!
A saúde, eu quis dizer, não é acessório de um programa de exercícios. Ela é a essência. Ele sorriu, concordando, mas eu percebi que não tinha entendido. É cedo. Seu mundo estava se aproximando do meu.
Tenho contato com espécies de vários planetas. Parece que minha função acaba sendo alinhá-los, aproximá-los. É muito bom ver o resultado.
Ah, o casal está mais feliz, sim!
quarta-feira, janeiro 07, 2009
domingo, janeiro 04, 2009
Verão em Ilhéus
Eu disse, há algumas semanas:
- Vocês verão!
- Mas... E a crise?!
- Em Ilhéus tudo conspira para que seja um ótimo verão. Nada como tirar proveito das dificuldades.
- É aquela história de crise-oportunidade?
- Sim. É só juntar os fatos.
E descrevi o quebra-cabeças.
- Problemas com o aeroporto? Fica mais difícil para as pessoas daqui saírem. Ou pelo menos pensam duas vezes antes de programar viagens aéreas. Ficam na cidade e... Consomem aqui.
- É, mas e a crise mundial?
- Com a desvalorização do real, brasileiros viajam pelo Brasil.
- Ei, e os estrangeiros vêm, porque para eles tudo fica mais barato...
Já estavam entendendo...
- E mais. Ilhéus é um polo de atração: Itabuna, Vitória da Conquista, Feira de Santana, Teixeira de Freitas, Brasília, Minas Gerais... Para os que acham Salvador grande demais.
- Mas o Brasil é grande. Por que viriam mais turistas para cá?
- É uma região privilegiada. É Bahia. Isso já poderia ser suficiente. Mas Ilhéus é um destino possível para quem viaja de carro desde Minas Gerais, Brasília, Espírito Santo e, até, Rio de Janeiro e São Paulo.
Lembrei outros fatos.
- Santa Catarina atrai muita gente no verão.
- Não neste, né? Alagou tudo...
- Exatamente.
- E, bem ou mal, temos uma nova ponte, as ruas não estão cheias de lixo e urubus, há novas opções de restaurantes e bares, a feira da Soares Lopes, o Parque de Diversões, os navios...
- Tá vendo?
- Vocês verão!
- Mas... E a crise?!
- Em Ilhéus tudo conspira para que seja um ótimo verão. Nada como tirar proveito das dificuldades.
- É aquela história de crise-oportunidade?
- Sim. É só juntar os fatos.
E descrevi o quebra-cabeças.
- Problemas com o aeroporto? Fica mais difícil para as pessoas daqui saírem. Ou pelo menos pensam duas vezes antes de programar viagens aéreas. Ficam na cidade e... Consomem aqui.
- É, mas e a crise mundial?
- Com a desvalorização do real, brasileiros viajam pelo Brasil.
- Ei, e os estrangeiros vêm, porque para eles tudo fica mais barato...
Já estavam entendendo...
- E mais. Ilhéus é um polo de atração: Itabuna, Vitória da Conquista, Feira de Santana, Teixeira de Freitas, Brasília, Minas Gerais... Para os que acham Salvador grande demais.
- Mas o Brasil é grande. Por que viriam mais turistas para cá?
- É uma região privilegiada. É Bahia. Isso já poderia ser suficiente. Mas Ilhéus é um destino possível para quem viaja de carro desde Minas Gerais, Brasília, Espírito Santo e, até, Rio de Janeiro e São Paulo.
Lembrei outros fatos.
- Santa Catarina atrai muita gente no verão.
- Não neste, né? Alagou tudo...
- Exatamente.
- E, bem ou mal, temos uma nova ponte, as ruas não estão cheias de lixo e urubus, há novas opções de restaurantes e bares, a feira da Soares Lopes, o Parque de Diversões, os navios...
- Tá vendo?
quinta-feira, janeiro 01, 2009
Tendência 4: população envelhece

A quarta tendência para a nova década - partir de 2010- apontada pela revista IstoÉ baseia-se num fato inegável: a pirâmide etária do Brasil está em transformação. Menos jovens e mais adultos. Veja a figura. À esquerda, homens e, à direita, mulheres. Ao longo do tempo, proporcionalmente, as faixas de pessoas mais novas estão encolhendo e as de pessoas com mais idade, alargando-se. Isto já significa que, graças inclusive ao acesso à informação pelas camadas mais humildes da população, as famílias estão menos numerosas, menos crianças estão nascendo.
As oportunidades, então, adaptam-se: a arquitetura estuda a acessibilidade (calçadas e construções devem facilitar o acesso a cadeiras de rodas, por exemplo), serviços de saúde preparam-se, empresas de hospedagem já oferecem espaços especiais para pessoas com mais idade, que não querem ficar em casa lendo ou fazendo tricô. O idoso quer uma vida mais agradável, mais ativa e mais saudável. E os profissionais devem estar atualizados para compreender essa novíssima realidade.
quarta-feira, dezembro 31, 2008
A física do desacelerar
Pense na diferença entre a velocidade e a aceleração. Você pode estar correndo, mas se a velocidade estiver constante, a aceleração é zero. Se a velocidade estiver aumentando, aí, sim, há aceleração.
Ao iniciar uma redução da velocidade, você está desacelerando. Isto não significa parar. Significa "escolher uma nova velocidade", uma que seja mais adequada a seu momento.
Ao iniciar uma redução da velocidade, você está desacelerando. Isto não significa parar. Significa "escolher uma nova velocidade", uma que seja mais adequada a seu momento.
Terceira tendência: ecodesenvolvimento
Definitivamente, está na moda. Isso quer dizer que está "quase na boca do povo". A revista IstoÉ apontou como uma das 5 tendências para a nova década -sim, 2009 será o último ano da primeira década do milênio- a busca por soluções alternativas e, claro, sustentáveis, de baixo impacto socioambiental, que poupem recursos naturais, para processos tradicionais de: construir, consumir, produzir, gerar energia, locomover-se...
As indústrias estão em plena fase de pesquisa e os profissionais engajados nesse tema sairão na frente. As empresas cada vez mais precisam mostrar ao público -que efetivamente consome seus produtos- que tomam medidas concretas e eficientes para aliviar o impacto negativo em todo o ciclo de vida de seus produtos: coleta da matéria prima, transporte, refinamento e produção, embalagem, transporte e comercialização.
Já não é luxo pensar em construir uma caixa d'água exclusiva para água de chuva, ou um sistema de descarga sanitária que permite utilizar 2 ou 4 litros, conforme o conteúdo. Placas solares que fornecem energia elétrica já são realidade. Tijolos que não são queimados (e, claro, não usam carvão no processo) já estão disponíveis. "Madeira" produzida utilizando como matéria prima plásticos descartados de várias origens já é vista em decks e móveis públicos. Hotéis e pousadas destacam-se pela sua preocupação socioambiental, e isso significa, também, respeito e valorização da cultura local, além do cuidado com rios, manguezais e praias.
É, esta realidade bate à nossa porta. Vamos abir e deixá-la entrar?
As indústrias estão em plena fase de pesquisa e os profissionais engajados nesse tema sairão na frente. As empresas cada vez mais precisam mostrar ao público -que efetivamente consome seus produtos- que tomam medidas concretas e eficientes para aliviar o impacto negativo em todo o ciclo de vida de seus produtos: coleta da matéria prima, transporte, refinamento e produção, embalagem, transporte e comercialização.
Já não é luxo pensar em construir uma caixa d'água exclusiva para água de chuva, ou um sistema de descarga sanitária que permite utilizar 2 ou 4 litros, conforme o conteúdo. Placas solares que fornecem energia elétrica já são realidade. Tijolos que não são queimados (e, claro, não usam carvão no processo) já estão disponíveis. "Madeira" produzida utilizando como matéria prima plásticos descartados de várias origens já é vista em decks e móveis públicos. Hotéis e pousadas destacam-se pela sua preocupação socioambiental, e isso significa, também, respeito e valorização da cultura local, além do cuidado com rios, manguezais e praias.
É, esta realidade bate à nossa porta. Vamos abir e deixá-la entrar?
segunda-feira, dezembro 29, 2008
Investir na própria formação
Outra tendência apontada para a nova década -que inicia em 2010- pela revista IstoÉ: o investimento em viagens culturais, cursos de aperfeiçoamento, participação em dinâmicas de auto-conhecimento, ou seja, na formação pessoal e profissional.
Além da necessidade de se destacar no exigente mercado de trabalho, as pessoas buscam compreender seu papel na sociedade e nas organizações.
Os que aceitarem o básico estarão aceitando a mediocridade. O básico é apenas o ponto de partida. O sucesso -ou a felicidade- é a caminhada cada vez mais firme e consciente. A busca da consciência do seu querer, de suas fragilidades, de seus talentos é cada vez mais a chave da realização pessoal e profissional, pois é a partir dela que se cria um honesto programa de aperfeiçoamento.
Além da necessidade de se destacar no exigente mercado de trabalho, as pessoas buscam compreender seu papel na sociedade e nas organizações.
Os que aceitarem o básico estarão aceitando a mediocridade. O básico é apenas o ponto de partida. O sucesso -ou a felicidade- é a caminhada cada vez mais firme e consciente. A busca da consciência do seu querer, de suas fragilidades, de seus talentos é cada vez mais a chave da realização pessoal e profissional, pois é a partir dela que se cria um honesto programa de aperfeiçoamento.
Tendências para a nova década
Sim, estaremos entrando no último ano da década. A revista IstoÉ apresenta 5 tendências para esse novo período. Vamos conversar sobre cada uma delas.
A primeira trata do "bem-estar". E reforça o que já tenho dito há anos: devemos valorizar cada vez mais o cuidado com as emoções. "Hoje o aluno -de academias- não quer apenas um profissional que oriente movimentos. Espera alguém que mantenha equilibrados o organismo e a mente". As academias, segundo pesquisa apresentada pela revista, estão valorizando espaços dedicados a atividades que integram corpo e mente, como Yoga e Pilates.
US$ 1 trilhão é quanto a "indústria do bem-estar" deve movimentar até 2010, e isto inclui serviços como spas e centros de saúde (lembrem-se da Tonus!) e, também, alimentos e bebidas saudáveis e... orgânicos. É o que prevê o economista Paul Pilzer, autor do livro The Wellness Revolution -A Revolução do Bem-estar-.
Alongue-se e acalme-se. Esta frase costuma ser rotina em meus contatos durante as avaliações físicas, há muito tempo. Aproveite!
A primeira trata do "bem-estar". E reforça o que já tenho dito há anos: devemos valorizar cada vez mais o cuidado com as emoções. "Hoje o aluno -de academias- não quer apenas um profissional que oriente movimentos. Espera alguém que mantenha equilibrados o organismo e a mente". As academias, segundo pesquisa apresentada pela revista, estão valorizando espaços dedicados a atividades que integram corpo e mente, como Yoga e Pilates.
US$ 1 trilhão é quanto a "indústria do bem-estar" deve movimentar até 2010, e isto inclui serviços como spas e centros de saúde (lembrem-se da Tonus!) e, também, alimentos e bebidas saudáveis e... orgânicos. É o que prevê o economista Paul Pilzer, autor do livro The Wellness Revolution -A Revolução do Bem-estar-.
Alongue-se e acalme-se. Esta frase costuma ser rotina em meus contatos durante as avaliações físicas, há muito tempo. Aproveite!
domingo, dezembro 28, 2008
Adoção pelo avesso

O jornal O Estado de São Paulo de ontem -ou anteontem- trouxe uma reportagem inacreditável. Pais e mães que teriam adotado crianças as estariam devolvendo!
-Quando minha filha adotiva de 7 anos bateu em minha filha de 9 eu percebi que não estava preparada para a adoção...
-Eu imaginava que a criança adotada dedicaria eterna gratidão a nós, e a agressividade, a rebeldia que ela tem demonstrado nos choca profundamente...
-Quando eu me surpreendi imaginando que meu filho adotivo poderia ter herdado um temperamento agressivo de seus pais eu entendi que não deveria ter adotado uma criança...
O que eles esperavam, afinal?!
Imagina-se que a adoção não deva ser algo a serviço de vaidades. Crianças, adotivas ou não, podem ter problemas. Muitas vezes os problemas são causados pelas atitudes dos pais, sim, aqueles que as criam. Outras vezes podem se manifestar independentemente da origem biológica. Esta covardia, declarada, de alguns pode simbolizar o despreparo para lidar com a questão da auto-estima dos filhos. Pode ser o sinal de que há uma geração inteira com a auto-estima comprometida.
Há um livro que costumo recomendar a todos: "A Auto-estima do seu Filho", Dorothy Briggs, Editora Martins Fontes. Mães, pais, professores... Todos deveriam ler este livro. Na verdade, enfrentamos, com essa leitura, questões profundas da nossa própria auto-estima!
Há quem diga -alguns especialistas- que é nesse universo que reside uma das soluções para a humanidade...
quarta-feira, dezembro 24, 2008
Acho que "salvei o Natal" de alguém
Na confusão do cancelamento de um vôo, que já era escala, em Salvador, arrumou-se uma confusão. As pessoas se aglomeravam em busca de uma informação.
-E minha conexão para Porto Alegre?
-Eu tenho prioridade!
-E as crianças, e o Natal?!
O rapaz da companhia aérea, trazia informações e conseguia tratar a todos com educação e firmeza. Não importa se realmente fôra um defeito e a peça viria de São Paulo, ou tratava-se de "safadeza" da empresa.
Alguns foram encaixados em outro vôo que os levaria -sim, com atraso- a seu destino, com outra escala. Logo atrás de mim, uma senhora resmungava, demonstrando óbvio mau humor:
-Que bagunça, que desorganização!...
Eu me senti à vontade para argumentar:
-Considerando as fragilidades do ser humano, até que tudo está correndo muito bem. E o rapaz do balcão, fala a verdade, deu um show e foi muito eficiente, não é?!
Ela ficou dez segundos pensando. Abriu um sorriso.
-Não é que é verdade?
Fiquei com a sensação de que aquele pequeno transtorno, que teria estado presente nas festas de Natal daquela senhora, encerrou-se ali.
-E minha conexão para Porto Alegre?
-Eu tenho prioridade!
-E as crianças, e o Natal?!
O rapaz da companhia aérea, trazia informações e conseguia tratar a todos com educação e firmeza. Não importa se realmente fôra um defeito e a peça viria de São Paulo, ou tratava-se de "safadeza" da empresa.
Alguns foram encaixados em outro vôo que os levaria -sim, com atraso- a seu destino, com outra escala. Logo atrás de mim, uma senhora resmungava, demonstrando óbvio mau humor:
-Que bagunça, que desorganização!...
Eu me senti à vontade para argumentar:
-Considerando as fragilidades do ser humano, até que tudo está correndo muito bem. E o rapaz do balcão, fala a verdade, deu um show e foi muito eficiente, não é?!
Ela ficou dez segundos pensando. Abriu um sorriso.
-Não é que é verdade?
Fiquei com a sensação de que aquele pequeno transtorno, que teria estado presente nas festas de Natal daquela senhora, encerrou-se ali.
Um dia você descobre que dez anos se passaram...
And then one day you find
Ten years have passed behind you
No one told you when to run
You missed the starting gun...
Dez anos são uma contagem interessante para avaliar resultados.
Onde você estava há dez anos? O que fazia, com quem costumava se encontrar?
Quais eram seus planos? Você tinha planos?
A música de Pink Floyd fala de alguém que não teria percebido a passagem de um década. Ninguém o teria avisado que deveria correr e ele teria perdido o "tiro de largada". Fica a sensação de vazio. É perturbadora a possibilidade de ficar dez anos no mesmo lugar.
Não importam as décadas passadas, agora. Há muitas décadas à frente. Quando correr? Quando aguardar? Quando desacelerar? Especialistas são unânimes em afirmar: obtêm sucesso aqueles que têm metas, mesmo que sejam corrigidas com freqüência. Sugerem que os "planos de vida" estejam escritos e sejam relidos quase diariamente. O que estaria contido no seu planejamento da próxima década?
Ten years have passed behind you
No one told you when to run
You missed the starting gun...
Dez anos são uma contagem interessante para avaliar resultados.
Onde você estava há dez anos? O que fazia, com quem costumava se encontrar?
Quais eram seus planos? Você tinha planos?
A música de Pink Floyd fala de alguém que não teria percebido a passagem de um década. Ninguém o teria avisado que deveria correr e ele teria perdido o "tiro de largada". Fica a sensação de vazio. É perturbadora a possibilidade de ficar dez anos no mesmo lugar.
Não importam as décadas passadas, agora. Há muitas décadas à frente. Quando correr? Quando aguardar? Quando desacelerar? Especialistas são unânimes em afirmar: obtêm sucesso aqueles que têm metas, mesmo que sejam corrigidas com freqüência. Sugerem que os "planos de vida" estejam escritos e sejam relidos quase diariamente. O que estaria contido no seu planejamento da próxima década?
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Máquinas atrás?!
Em navegação "dar máquinas atrás" é uma expressão que pode ser emergencial. Seu barco está em rumo de colisão? Máquinas atrás à toda força! Seria como... Acionar o freio de mão. Mudando o sentido do giro do hélice a força seria a ré, reduzindo a velocidade e desacelerando o navio. Simples.
Simples, mas pode não ser eficiente. Seria uma desaceleração perigosa.
Devido ao formato do casco e as forças resultantes, ao inverter o sentido do hélice o navio tende a girar para um dos bordos, como se estivesse derrapando. Com isso, o impacto aconteceria pela lateral, região muito mais frágil do que a proa (frente do barco).
O indicado, então, é desacelerar o navio usando o atrito da água. Desligar o hélice e deixar a água, suavemente, fazer o seu papel.
De qualquer forma, o comandante deve estar sempre atento e antecipar-se aos perigos.
E você? Está percebendo as ameaças? Planejou sua desaceleração? Ou terá que, perigosa e subitamente, "inverter o giro do hélice"?!
Simples, mas pode não ser eficiente. Seria uma desaceleração perigosa.
Devido ao formato do casco e as forças resultantes, ao inverter o sentido do hélice o navio tende a girar para um dos bordos, como se estivesse derrapando. Com isso, o impacto aconteceria pela lateral, região muito mais frágil do que a proa (frente do barco).
O indicado, então, é desacelerar o navio usando o atrito da água. Desligar o hélice e deixar a água, suavemente, fazer o seu papel.
De qualquer forma, o comandante deve estar sempre atento e antecipar-se aos perigos.
E você? Está percebendo as ameaças? Planejou sua desaceleração? Ou terá que, perigosa e subitamente, "inverter o giro do hélice"?!
sábado, dezembro 20, 2008
Depois da curva do rio

Você conhece lixo mágico? Lixo que desaparece? Você joga o lixo, fecha os olhos e... Ele some!
Eu dei um exemplo a amigos, hoje, há alguns minutos, no almoço. Falávamos de consciência do coletivo, esta condição para que "educação ambiental" possa, efetivamente acontecer.
Disse que populações ribeirinhas jogam seu lixo e seu esgoto no rio. O mesmo rio de que bebem água e em que lavam suas roupas. O mundo, para eles, acaba na primeira curva do rio. Eles não sabem que afetam muita gente depois daquela curva. Para eles, o lixo simplesmente desaparece do mundo. Como mágica. Falta-lhes "consciência do coletivo".
E não é que, agora há pouco, chegando em casa -eu moro defronte o rio Cachoeira (foto de José Nazal, do blog Catucadas), às vezes rio, às vezes mar- eu vejo um senhor humilde despejando o conteúdo de um balde no rio?! Sim, na minha frente! Não me contive e fui... Investigar.
-De onde vem esse lixo?
Ele nem virou para saber quem falava. Continuou a jogar cacos de vidro, entulho, restos de comida, nas pedras e na água.
-Do posto de gasolina, ali em cima...
-E o senhor vem jogar aqui?!
-A maré leva...
-Leva, não, meu senhor. E é por isso que o rio está assim. A culpa não é sua. Estou ligando para a polícia ir até o posto e tomar uma providência.
Ele se levantou.
-Faz isso, não. Eles me deram um dinheirinho e eu é que quis jogar aqui.
-O senhor sabe que a cidade precisa dos turistas? Que, com isso, o senhor está atrapalhando, por exemplo, essa lanchonete aqui do lado? O pessoal vai chegar, sentar, olhar essa sujeira.. O senhor acha que alguém vai querer comer aqui?
-Tá certo, não vamos fazer mal para a natureza. Tem razão. Me arruma um saco que eu cato de novo e deixo pros lixeiros levar.
E meio sem graça, meio satisfeito -sim, ele parecia o próprio ambientalista-, pegou tudo e colocou num saco que eu levei.
E nós? Qual é a distância da primeira curva de nosso rio? O que acontece depois dessa curva? Onde termina nosso mundo e começa o "mundo de todos"?
sexta-feira, dezembro 19, 2008
PÉROLAS NO PALCO DA VIDA
A apresentação de Érica Ocké e Felipe Olliver no espetáculo "Um Olhar sobre o Quebra-Nozes", no Teatro Municipal de Ilhéus (foto) foi emocionante. Um pas-de-deux formidável. Mas desta vez o Grupo de Dança da Tonus passou dos limites: em plena Praça São João Batista, ontem, dia 18, estes dois bailarinos apresentaram o mesmo número, repetiram a dose e foram de arrepiar, de encher os olhos de lágrimas. A diferença? O público.
Pessoas de todas as origens, idades, formações, puderam assistir ao que há de melhor em ballet clássico, ao som de Tchaikovsky. Ao vivo. Na praça, ao ar livre.
Os aplausos não eram apenas de amigos, alunos e seus pais, simpatizantes da arte. Eram do povo.
Claro, pura emoção. Não pude controlar o orgulho de ter participado, desde o mais distante momento, da criação e da evolução desta Escola de Dança e deste Grupo de Dança. Orgulho de ter ajudado a levar a tanta gente cultura, informação, oportunidade. De verdade.
As outras apresentações do Grupo Tonus de Dança foram maravilhosas, mas, desculpem, esses dois barbarizaram...
quinta-feira, dezembro 18, 2008
SENSO DE HUMOR
Costumo, intuitivamente, conhecer as pessoas através de seu senso de humor. A rapidez com que captam uma mensagem escondida. A agilidade em devolver com saídas ainda mais inteligentes.
Barack Obama, em uma entrevista a David Letterman, antes de ser eleito, fez uma demonstração do que estou querendo dizer.
Vocês se lembram da polêmica a respeito da declaração de Obama sobre a indicação de Sarah Palin como vice de Mc Cain. Existe um ditado muito popular nos EUA, que diz "você pode passar batom no porco, mas ele continuará sendo um porco". É o que disse Obama.
Os republicanos correram em afirmar: "Obama chamou nossa vice de porco!". E tentaram capitalizar em cima do fato...
Pois na tal entrevista, ao ser provocado por Letterman, Obama disse com ar sério e incrível agilidade: "Eles não entenderam. Palin não era o porco." Letterman, intrigado, disse: "Não?!" E Obama foi inteligente: "Sarah Palin era o batom. O porco era o conjunto de propostas de Mc Cain." Ao que todos riram, Obama acrescentou: "Na verdade eu nem sei onde eles passaram este batom!..."
Golpe de mestre.
Barack Obama, em uma entrevista a David Letterman, antes de ser eleito, fez uma demonstração do que estou querendo dizer.
Vocês se lembram da polêmica a respeito da declaração de Obama sobre a indicação de Sarah Palin como vice de Mc Cain. Existe um ditado muito popular nos EUA, que diz "você pode passar batom no porco, mas ele continuará sendo um porco". É o que disse Obama.
Os republicanos correram em afirmar: "Obama chamou nossa vice de porco!". E tentaram capitalizar em cima do fato...
Pois na tal entrevista, ao ser provocado por Letterman, Obama disse com ar sério e incrível agilidade: "Eles não entenderam. Palin não era o porco." Letterman, intrigado, disse: "Não?!" E Obama foi inteligente: "Sarah Palin era o batom. O porco era o conjunto de propostas de Mc Cain." Ao que todos riram, Obama acrescentou: "Na verdade eu nem sei onde eles passaram este batom!..."
Golpe de mestre.
quarta-feira, dezembro 17, 2008
VIAGEM A OUTRO MUNDO
Acabo de conversar com uma moça cujo marido está em pé de guerra porque ela quer fazer ginástica (na Tonus) e ele não concorda.
- Prá quê?! Você está forte, está ótima!
- Você vai com esta roupa?!!!
- Dinheiro jogado fora!...
Ela, decidida, mas amedrontada, começou e está adorando. Ambos estão estressados. São trabalhadores, são pessoas simples, mas muito do bem. Ela chegou a desistir:
- Tá bom, faço só este mês, agora que já paguei! Pelo menos você não fica me enchendo.
Mas, como já disse, persisitiu. E veio conversar comigo.
E eu viajei para outro mundo.
Um mundo em que a esposa esconde do marido que tem sentido taquicardia e incômodo na região do tórax. Ela tem 24 anos. Um mundo em que o casal deixa de ir à praia porque o marido reclamou do vestido e do biquini e a esposa não quis trocar por um menos transparente e um short. Um mundo em que um casal e um filho de 1 ano se alimentam muito mal, trabalham muito e trabalham com o corpo, fazendo grandes esforços seguramente com vícios de postura e repetições lesivas. E não se exercitam.
Um mundo de ciúme, insegurança, medo, ansiedade, maus hábitos do dia-a-dia.
É nesse mundo que a criança está crescendo. Não é DNA, não é genético. É social.
Eles precisam cuidar da saúde. São jovens e possuem sintomas de idosos. Têm um filho e dependem do trabalho para viver. Em pouco tempo gastarão tudo o que têm com remédios. Perderão dias, semanas de trabalho -e dinheiro, claro- ao ausentar-se forçadamente: dores, doenças, desânimos...
Eu a animei, arriscadamente... Ela está certa. Mas deve ter uma estratégia. Ela deve mudar, também. Ela confessou que, em certa época, reclamou porque ele queria ir a uma academia... Mas, agora, ela entende. Vamos então, trazê-lo e fazer com que ele a acompanhe e, juntos, construam um novo casal, uma nova família. Sugeri que se abrisse com ele, num momento de calma. E que cedesse em algo que não fosse tão importante, mas que a saúde deve ser o grande foco. E, lentamente, com tranquilidade, demonstrando que os exercícios estão fazendo bem, trazê-lo para seu lado.
Depois eu conto como continua...
- Prá quê?! Você está forte, está ótima!
- Você vai com esta roupa?!!!
- Dinheiro jogado fora!...
Ela, decidida, mas amedrontada, começou e está adorando. Ambos estão estressados. São trabalhadores, são pessoas simples, mas muito do bem. Ela chegou a desistir:
- Tá bom, faço só este mês, agora que já paguei! Pelo menos você não fica me enchendo.
Mas, como já disse, persisitiu. E veio conversar comigo.
E eu viajei para outro mundo.
Um mundo em que a esposa esconde do marido que tem sentido taquicardia e incômodo na região do tórax. Ela tem 24 anos. Um mundo em que o casal deixa de ir à praia porque o marido reclamou do vestido e do biquini e a esposa não quis trocar por um menos transparente e um short. Um mundo em que um casal e um filho de 1 ano se alimentam muito mal, trabalham muito e trabalham com o corpo, fazendo grandes esforços seguramente com vícios de postura e repetições lesivas. E não se exercitam.
Um mundo de ciúme, insegurança, medo, ansiedade, maus hábitos do dia-a-dia.
É nesse mundo que a criança está crescendo. Não é DNA, não é genético. É social.
Eles precisam cuidar da saúde. São jovens e possuem sintomas de idosos. Têm um filho e dependem do trabalho para viver. Em pouco tempo gastarão tudo o que têm com remédios. Perderão dias, semanas de trabalho -e dinheiro, claro- ao ausentar-se forçadamente: dores, doenças, desânimos...
Eu a animei, arriscadamente... Ela está certa. Mas deve ter uma estratégia. Ela deve mudar, também. Ela confessou que, em certa época, reclamou porque ele queria ir a uma academia... Mas, agora, ela entende. Vamos então, trazê-lo e fazer com que ele a acompanhe e, juntos, construam um novo casal, uma nova família. Sugeri que se abrisse com ele, num momento de calma. E que cedesse em algo que não fosse tão importante, mas que a saúde deve ser o grande foco. E, lentamente, com tranquilidade, demonstrando que os exercícios estão fazendo bem, trazê-lo para seu lado.
Depois eu conto como continua...
terça-feira, dezembro 16, 2008
Desacelerar
Desacelerar é estratégico.
Pode ser a preparação para uma nova fase de aceleração, como pode ser o encontro tão desejado com o equilíbrio.
Tenho planejado a desaceleração deste momento há 20 anos e... chegou a hora!
Tudo colabora.
------------
Você pode pensar em "momentos de desaceleração": alguns minutos durante seu dia, alguns dias (ou meses) em seu ano, não importa. Importante é reconhecer quando desacelerar!
Pode ser a preparação para uma nova fase de aceleração, como pode ser o encontro tão desejado com o equilíbrio.
Tenho planejado a desaceleração deste momento há 20 anos e... chegou a hora!
Tudo colabora.
------------
Você pode pensar em "momentos de desaceleração": alguns minutos durante seu dia, alguns dias (ou meses) em seu ano, não importa. Importante é reconhecer quando desacelerar!
CASAS ECOLÓGICAS
Entrevista publicada originalmente na revista Aquecimento Global, edição 01, 2007
Quando a arquitetura está a serviço do meio ambiente
Por Claudio Blanc
O incrível ritmo do crescimento econômico e populacional do planeta determina a construção de cada vez mais casas e instalações. E o material utilizado para erguer os novos prédios consome recursos naturais que já não estão tão disponíveis. Florestas são derrubadas para se obter madeira; cimento é fabricado a um alto custo ambiental; a produção de tintas envenena a atmosfera e ocorrem mais um sem-número de ações com conseqüências negativas para a saúde da Terra. Sentindo a necessidade de buscar novos materiais e reciclar outros, alguns profissionais estão desenvolvendo uma nova arquitetura ecológica ou sustentável.
O arquiteto Frederico Costacurta, consultor do Programa de Certificação em Turismo Sustentável (PCTS) do Estado da Bahia, vem desenvolvendo e trabalhando o conceito de arquitetura ecológica. Costacurta, que foi o coordenador da elaboração do plano diretor de Ilhéus, é gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) Lagoa Encantada e Rio Almada, do Governo do Estado da Bahia.
Costacurta analisa a arquitetura das pousadas sob o ponto de vista das questões sócio-ambientais. Para ele, "é fundamental que a arquitetura das pousadas certificadas pelo PCTS tenha um caráter ecológico ou sustentável". Conversamos com o gestor sobre a arquitetura ecológica, conta.
Aquecimento global: O que é turismo sustentável?
Frederico Costacurta: E uma expressão que está substituindo "ecoturismo". Existe um Conselho Brasileiro de Turismo sustentável, que definiu os "Princípios do Turismo Sustentável", que você pode conferir no www.pcts.org.br. O PCTS é coordenado pelo Instituto de Hospitalidade e os consultores (como eu) são contratados para implementar os programas nos destinos e nas pousadas. A idéia é que seja uma atividade que se preocupe com as três dimensões: econômica, ambiental e sócio-cultural.
AG: O que é "arquitetura ecológica ou sustentável"?
FC: Existem várias denominações para a arquitetura amiga das questões sócio-ambientais: bioclimática, ecológica, sustentável... Na verdade, elas refletem a preocupação do arquiteto com a adaptação ao local, desde o clima até as condições culturais e materiais disponíveis. Não estamos falando apenas das questões estéticas, que é como o grande público vê a arquitetura, mas, também, em relação à função do ambiente, seja para moradia, lazer ou descanso, por exemplo. Existem vários equipamentos e soluções que podem privilegiar essas questões e se refletem nas decisões de arquitetura: materiais que possuem um processo de produção ou coleta que demanda o mínimo de energia ou água; que não incluem queimas nos processos; que podem ser reciclados; que não produzem resíduos em excesso... Descargas sanitárias que utilizam o mínimo de água, apenas o suficiente... Aberturas localizadas estrategicamente, de forma a reduzir a necessidade de ventilação, iluminação ou climatização artificial; e assim por diante.
AG: Como é avaliada a arquitetura voltada para questões sócio-ambientais?
FC: Criei uma matriz ponderada de avaliação sócio-ambiental da arquitetura. Ela quantifica a preocupação do empreendedor com diversas variáveis, como água, energia, resíduos (sólidos e líqüidos), aspectos culturais (estilo, cores, volumetria...) e aspectos sociais (geração de empregos, respeito a comunidades locais...). Cada construção recebe pontos a partir de algumas perguntas. Esses pontos foram ponderados a partir da opinião de alguns técnicos nacionais e estrangeiros, para permitir que as questões mais relevantes pesassem mais nas avaliações.
AG: O senhor certifica pousadas que usam eucalipto na construção. O eucalipto não é um material condenado pelos ambientalistas?
FC: A pesar de ser polêmico o eucalipto, porque há acusações de que podem estar derrubando matas nativas para seu plantio, sua utilização pode ser favorável porque é fruto de reflorestamento, e não de espécies nobres de florestas nativas.
AG: Que materiais são recomendados numa construção ecológica?
FC: Há, por exemplo, o tijolo ecológico, feito com argila, cimento e sem queima: ele cura ao relento por cerca de 30 dias, evitando o uso de carvão, muitas vezes feito de madeira das florestas nos fornos. A questão da água também é importante. As cisternas para água de chuva são bem comuns no Nordeste e no semi-árido. Mas já há leis em cidades grandes que exigem que se construam caixas d'água para armazenar água de chuva e para ser utilizada após tratamento. Já há, também, empresas que fabricam equipamentos simples que coam, tratam e filtram essa água antes de armazená-la e utilizá-la. Apesar de leigos dizerem que o total de água natureza é sempre o mesmo, e é verdade, o que vai reduzindo é o volume de água aproveitável para as atividades e o consumo humanos. Sem falar que, com a impermeabilização do solo urbano, há a concentração de água durante as chuvas e as enchentes decorrentes. Captar essa água, ou parte dela, também reduz o risco de enchentes.
Quando a arquitetura está a serviço do meio ambiente
Por Claudio Blanc
O incrível ritmo do crescimento econômico e populacional do planeta determina a construção de cada vez mais casas e instalações. E o material utilizado para erguer os novos prédios consome recursos naturais que já não estão tão disponíveis. Florestas são derrubadas para se obter madeira; cimento é fabricado a um alto custo ambiental; a produção de tintas envenena a atmosfera e ocorrem mais um sem-número de ações com conseqüências negativas para a saúde da Terra. Sentindo a necessidade de buscar novos materiais e reciclar outros, alguns profissionais estão desenvolvendo uma nova arquitetura ecológica ou sustentável.
O arquiteto Frederico Costacurta, consultor do Programa de Certificação em Turismo Sustentável (PCTS) do Estado da Bahia, vem desenvolvendo e trabalhando o conceito de arquitetura ecológica. Costacurta, que foi o coordenador da elaboração do plano diretor de Ilhéus, é gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) Lagoa Encantada e Rio Almada, do Governo do Estado da Bahia.
Costacurta analisa a arquitetura das pousadas sob o ponto de vista das questões sócio-ambientais. Para ele, "é fundamental que a arquitetura das pousadas certificadas pelo PCTS tenha um caráter ecológico ou sustentável". Conversamos com o gestor sobre a arquitetura ecológica, conta.
Aquecimento global: O que é turismo sustentável?
Frederico Costacurta: E uma expressão que está substituindo "ecoturismo". Existe um Conselho Brasileiro de Turismo sustentável, que definiu os "Princípios do Turismo Sustentável", que você pode conferir no www.pcts.org.br. O PCTS é coordenado pelo Instituto de Hospitalidade e os consultores (como eu) são contratados para implementar os programas nos destinos e nas pousadas. A idéia é que seja uma atividade que se preocupe com as três dimensões: econômica, ambiental e sócio-cultural.
AG: O que é "arquitetura ecológica ou sustentável"?
FC: Existem várias denominações para a arquitetura amiga das questões sócio-ambientais: bioclimática, ecológica, sustentável... Na verdade, elas refletem a preocupação do arquiteto com a adaptação ao local, desde o clima até as condições culturais e materiais disponíveis. Não estamos falando apenas das questões estéticas, que é como o grande público vê a arquitetura, mas, também, em relação à função do ambiente, seja para moradia, lazer ou descanso, por exemplo. Existem vários equipamentos e soluções que podem privilegiar essas questões e se refletem nas decisões de arquitetura: materiais que possuem um processo de produção ou coleta que demanda o mínimo de energia ou água; que não incluem queimas nos processos; que podem ser reciclados; que não produzem resíduos em excesso... Descargas sanitárias que utilizam o mínimo de água, apenas o suficiente... Aberturas localizadas estrategicamente, de forma a reduzir a necessidade de ventilação, iluminação ou climatização artificial; e assim por diante.
AG: Como é avaliada a arquitetura voltada para questões sócio-ambientais?
FC: Criei uma matriz ponderada de avaliação sócio-ambiental da arquitetura. Ela quantifica a preocupação do empreendedor com diversas variáveis, como água, energia, resíduos (sólidos e líqüidos), aspectos culturais (estilo, cores, volumetria...) e aspectos sociais (geração de empregos, respeito a comunidades locais...). Cada construção recebe pontos a partir de algumas perguntas. Esses pontos foram ponderados a partir da opinião de alguns técnicos nacionais e estrangeiros, para permitir que as questões mais relevantes pesassem mais nas avaliações.
AG: O senhor certifica pousadas que usam eucalipto na construção. O eucalipto não é um material condenado pelos ambientalistas?
FC: A pesar de ser polêmico o eucalipto, porque há acusações de que podem estar derrubando matas nativas para seu plantio, sua utilização pode ser favorável porque é fruto de reflorestamento, e não de espécies nobres de florestas nativas.
AG: Que materiais são recomendados numa construção ecológica?
FC: Há, por exemplo, o tijolo ecológico, feito com argila, cimento e sem queima: ele cura ao relento por cerca de 30 dias, evitando o uso de carvão, muitas vezes feito de madeira das florestas nos fornos. A questão da água também é importante. As cisternas para água de chuva são bem comuns no Nordeste e no semi-árido. Mas já há leis em cidades grandes que exigem que se construam caixas d'água para armazenar água de chuva e para ser utilizada após tratamento. Já há, também, empresas que fabricam equipamentos simples que coam, tratam e filtram essa água antes de armazená-la e utilizá-la. Apesar de leigos dizerem que o total de água natureza é sempre o mesmo, e é verdade, o que vai reduzindo é o volume de água aproveitável para as atividades e o consumo humanos. Sem falar que, com a impermeabilização do solo urbano, há a concentração de água durante as chuvas e as enchentes decorrentes. Captar essa água, ou parte dela, também reduz o risco de enchentes.
segunda-feira, dezembro 15, 2008
Volume alto em SSA e em IOS
Em Salvador terminou em morte. Um frentista que, educadamente avisou a um motorista que o volume de seu som estava muito alto levou um tiro. O rapaz tinha bebido, foi buscar uma arma e atirou no frentista e contra mais de 30 clientes...
Em Ilhéus, a proprietária do bar Beira-Rio foi condenada a pagar multa. O Ministério Público finalizou a ação contra o empreendimento, após várias tentativas de acordo com vizinhos, sempre rompidas pelas "recaídas" da proprietária, que os incomodava apesar da lei, do horário e do local, residencial.
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