(Texto na Revista do Jornal O Globo)
Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta entrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros..
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correcta, não é topar qualquer projecto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias..
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'
Martha Medeiros - Jornalista e escritora
quinta-feira, maio 20, 2010
sábado, maio 15, 2010
Genesis - Invisible Touch
Aprendi inglês ouvindo -lendo e traduzindo com dicionários- bandas de rock progressivo, como Pink Floyd, Yes, Led Zepellin, Emerson Lake and Palmer, The Who e, claro, Genesis. Desde a época em que Peter Gabriel era o vocalista e Phil Collins apenas o baterista. Nesta fase, no vídeo a seguir, o vocalista já é Phil e a música, a incrível Invisible Touch. Vale a pena esperar carregar até o fim e ouvir com o coração.
quarta-feira, maio 12, 2010
"Marinês": novo idioma eleitoral

A edição de ontem do jornal A Folha de São Paulo trouxe uma reportagem que descreveu expressões que tem sido utilizadas por Marina Silva e já se transformaram em sua marca registrada em um verdadeiro "hit" eleitoral.
O tema ambiental tornou-se obrigatório na campanha e graças à inclusão de Marina no processo. Em discursos e palestras pelo país, ela tem surpreendido ao recitar expressões estranhas ao dicionário político, como "problemas multicêntricos" e "desadaptação criativa".
"Transversalidade" foi uma criação do tempo como ministra do Meio Ambiente e adotado pelos assessores mais próximos. "Esta era muito usada por mim e por minha equipe para mostrar que a gente precisa de um conhecimento que seja transversal, com uma interação que seja transdisciplinar", explica.
No ABC do "marinês", índios e ribeirinhos da Amazônia são sinônimo de "povos da floresta". Causas que todo político diz apoiar e que nunca saem do papel, como a reforma tributária, viram "consensos ocos". Ou, numa variação mais dramática, para reforçar a ideia de paralisia: "ocos e congelados".
"Precisamos construir uma aliança intergeracional com compromisso ético". Em linguagem corrente, significaria que ela quer atrair pessoas de todas as idades e honestas.
Ao justificar o fato de ter entrado na disputa a bordo de uma legenda pequena e isolada, ela costuma se dizer à frente de um "movimento transpartidário". Nesse caso, a tradução seria que sua candidatura não se limita aos filiados ao PV.
Outro hábito dela é dizer que a realidade está "grávida de múltiplas respostas". Desta vez, o truque serve como desculpa para driblar perguntas difíceis. Algo como: "Não há respostas prontas para tudo".
Questionada sobre a etimologia de seu vernáculo, ela invocou raízes acadêmicas. "Essas palavras não foram criadas nem inventadas por mim", garantiu.
"Desadaptação criativa é uma expressão usada por um psicanalista argentino. Acho que tem tudo a ver com o contexto das transformações que o Brasil e o mundo precisam em relação a fazer novas perguntas para obter novas respostas."
O termo é citado sempre que Marina menciona a necessidade de mudança nos hábitos de consumo para evitar o esgotamento de recursos naturais.
"Se a gente não tivesse se desadaptado de usar as rodas apenas puxadas por bois ou cavalos, até hoje estaríamos andando de carroça", explica.
Ela gosta de dizer ainda que o mundo está diante de uma "inflexão civilizatória", ou seja, ficando mais civilizado.
As falas também reciclam termos da cartilha ambiental, como a "descarbonização" da economia. A tradução é simples: a senadora defende um modelo de produção que reduza a emissão de gases-estufa.
Mas ressalva: "As pessoas, diferentemente do que se pensa, compreendem o que se diz dentro de um contexto. E eu procuro usar sempre as palavras dentro de um contexto".
terça-feira, maio 11, 2010
Ficha Limpa!! Aprovado no Congresso!!
Os deputados federais rejeitaram, na noite desta terça-feira (agora há pouco), sete destaques do projeto Ficha Limpa. Com isso, o texto original segue para o Senado Federal e, se não sofrer alterações na Casa, será enviado para sanção presidencial. Ao todo, sete destaques foram rejeitados, além de dois retirados pelo Democratas. A votação dos destaques era o que faltava para concluir a discussão da matéria na Câmara.
A maior polêmica em torno do projeto, agora, é se ele vai valer já para as próximas eleições. A decisão fica a cargo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O destaque mais polêmico foi rejeitado por 350 votos a favor, dois contra e duas abstenções, e previa a exclusão do texto original os crimes contra o meio ambiente e a saúde pública, que tornam o candidato inelegível por oito anos.
A maior polêmica em torno do projeto, agora, é se ele vai valer já para as próximas eleições. A decisão fica a cargo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O destaque mais polêmico foi rejeitado por 350 votos a favor, dois contra e duas abstenções, e previa a exclusão do texto original os crimes contra o meio ambiente e a saúde pública, que tornam o candidato inelegível por oito anos.
Prejuízo devido à perda de florestas é maior que a crise econômica mundial
Há um projeto chamado Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (EEB) que estuda serviços prestados pela natureza, como a purificação da água e do ar, a proteção de regiões litorâneas de tempestades e a manutenção da natureza para o ecoturismo, por exemplo. Com base nos estudos do EEB, a ONU calculou que a perda anual de florestas custa entre US$ 2 trilhões e US$ 5 trilhões, um número muito maior que os prejuízos causados pela recente crise econômica mundial.
"Muitas economias continuam cegas ao enorme valor da diversidade de animais, plantas e outras formas de vida e ao seu papel no funcionamento de ecossistemas saudáveis",
"A humanidade criou a ilusão de que, de alguma forma, é possível se virar sem biodiversidade, ou de que isso é periférico no mundo contemporâneo."
"Na verdade, precisamos dela mais do que nunca em um planeta com seis bilhões de pessoas indo a nove bilhões em 2050."
Achim Steiner
Diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma)
"Muitas economias continuam cegas ao enorme valor da diversidade de animais, plantas e outras formas de vida e ao seu papel no funcionamento de ecossistemas saudáveis",
"A humanidade criou a ilusão de que, de alguma forma, é possível se virar sem biodiversidade, ou de que isso é periférico no mundo contemporâneo."
"Na verdade, precisamos dela mais do que nunca em um planeta com seis bilhões de pessoas indo a nove bilhões em 2050."
Achim Steiner
Diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma)
Ficha Limpa: influencie a votação hoje
Mande uma última mensagem a um deputado. É simples: copie esse endereço no seu browser! Você poderá influenciar ao pedir que não deixem alterar o texto.
http://www.avaaz.org/po/obstaculo_final/?vl
A última novidade é que estão com uma "ótima" idéia de excluir crimes ambientais dos delitos que impediriam políticos de se candidatar. Fala sério!
http://www.avaaz.org/po/obstaculo_final/?vl
A última novidade é que estão com uma "ótima" idéia de excluir crimes ambientais dos delitos que impediriam políticos de se candidatar. Fala sério!
sábado, maio 08, 2010
Ficha Limpa: ainda...

Ainda faltam 9 emendas (destaques) para serem votadas que prejudicam o texto da Ficha Limpa. 43 deputados apoiaram as emendas em uma tentativa clara de enfraquecer a lei. A opinião pública tem se mostrado organizada e forte demais para eles irem explicitamente contra a Ficha Limpa, então esta é a sua última tentativa desesperada de desfigurar o projeto.
Podemos, ainda, pressionar para que a Ficha Limpa não seja alterada. Há poucos dias até a votação final. No link a seguir você poderá ver os políticos que estão tentando enfraquecer a lei e usar uma ferramenta interessante e prática para enviar uma mensagem para eles.
http://www.avaaz.org/po/emails_deputados/?vl
Após a sessão, um deputado disse: “É importante manter a pressão. Vários deputados estão reclamando de todos os emails e telefonemas que vocês estão fazendo”.
quinta-feira, maio 06, 2010
Stephen Kanitz sobre Marina

Stephen Kanitz é um consagrado consultor empresarial e articulista de revistas de grande circulação. É autor de "O Brasil que dá certo" e mais de uma dezena de livros e inúmeros artigos sobre administração responsável, sustentabilidade e gestão de empresas. Escreveu, recentemente, um artigo sobre a mudança no cenário eleitoral com a saída da disputa de Ciro Gomes. E ressalta um dos aspectos que, segundo ele, poderá fazer grande diferença em favor de Marina Silva. Termina assim:
"...Outro trunfo da Marina Silva é que ela parece ter cativado os administradores do país, e não somente isto, a melhor vertente da administração, a chamada Socialmente Responsável.
Isto lhe dá 2 milhões de votos diretos, mais 10 de agregados, e uma base bem maior de sustentação. De pessoas que agem e decidem.
Ela tem todo o apoio do Instituto Ethos, e dos principais líderes do movimento de Administração Socialmente Responsável deste país. O Instituto Ethos, da qual fui um dos fundadores, tem mais de 300 empresas associadas, comprometidas com a ética e sustentabilidade, razão da afinidade com Marina.
E a Marina foi a única que percebeu o potencial deste grupo. São mais de 10.000 executivos influentes e aposentados, que estão dispostos a ir para o governo por 2 anos, e implantar os métodos de eficiência que falta para fazer o governo
finalmente funcionar.
São executivos já bem sucedidos, com cabelos brancos, e não jovens inexperientes que saem depois do governo para trabalhar num grande banco brasileiro com salário milionário. São Executivos que não querem ficar mais ricos, mas somente contribuir com o que sabem.
ISTO MUDARIA O BRASIL!"
No "ajudam a desacelerar" você encontra o blog de Kanitz.
Cãibras
Cãibras são contrações musculares involuntárias. O desconforto desanima muita gente na hora de fazer exercícios. A origem das cãibras pode ser uma deficiência na alimentação e movimentos mais bruscos ou exagerados. A boa notícia é que podem ser evitadas ou prevenidas.
Não é só falta de potássio. As cãibras estão associadas a baixos níveis de potássio no sangue, assim como de cálcio e também à falta de oxigenação muscular.
Transpirar demais pode ser o gatilho. Quem transpira demais e não repõe os sais minerais perdidos tende a sofrer mais com as cãibras. Por isso, nunca descuide da hidratação (água de coco é uma boa pedida).

Comer sal previne as cãibras. É verdade, mas o consumo em excesso pode provocar inchaços e aumento de pressão arterial. A melhor forma de diminuir as cãibras é a prevenção, realizando exercícios regulares (alongamentos) e adotando uma alimentação saudável.
Alongamento para prevenir. Os alongamentos evitam situações que favorecem o aparecimento de cãibras, como o hiperencurtamento muscular (após uma contração muscular vigorosa).

A alimentação é sua aliada. A ingestão de alimentos ricos em potássio (banana, batata não descascada e água de coco) pode ajudar na prevenção. Em casos frequentes, no entanto, deve-se procurar um médico para avaliação e determinação da causa das cãibras.
Cãibras em lugares estranhos do corpo
Algumas pessoas têm cãibras entre os dedos e em outros locais onde a musculatura não é diretamente solicitada, como a planta dos pés. Normalmente, isto ocorre devido à baixa oxigenação muscular, muito comum em dias frios, independentemente da solicitação muscular.

Atividade física mal orientada pode aumentar a incidência de cãibras. Acontece principalmente nas pessoas que não possuem condicionamento físico adequado e, por isso, acumulam muito ácido lático no tecido muscular. O reforço na alimentação ajuda a prevenir o problema, além do acompanhamento de um professor de educação física.
Compressas para aliviar. Aplicar uma compressa morna ou massagem local pra melhorar a oxigenação muscular são atitudes que melhoram o desconforto imediato. O alongamento muscular também melhora as dores. Uma boa massagem tem efeito relaxante e também atua como preventivo de cãibras.
Em tempo: há 2 formas aceitas de escrever essa palavrinha tão interessante. Cãibras e cãimbras...
Não é só falta de potássio. As cãibras estão associadas a baixos níveis de potássio no sangue, assim como de cálcio e também à falta de oxigenação muscular.
Transpirar demais pode ser o gatilho. Quem transpira demais e não repõe os sais minerais perdidos tende a sofrer mais com as cãibras. Por isso, nunca descuide da hidratação (água de coco é uma boa pedida).

Comer sal previne as cãibras. É verdade, mas o consumo em excesso pode provocar inchaços e aumento de pressão arterial. A melhor forma de diminuir as cãibras é a prevenção, realizando exercícios regulares (alongamentos) e adotando uma alimentação saudável.
Alongamento para prevenir. Os alongamentos evitam situações que favorecem o aparecimento de cãibras, como o hiperencurtamento muscular (após uma contração muscular vigorosa).

A alimentação é sua aliada. A ingestão de alimentos ricos em potássio (banana, batata não descascada e água de coco) pode ajudar na prevenção. Em casos frequentes, no entanto, deve-se procurar um médico para avaliação e determinação da causa das cãibras.
Cãibras em lugares estranhos do corpo
Algumas pessoas têm cãibras entre os dedos e em outros locais onde a musculatura não é diretamente solicitada, como a planta dos pés. Normalmente, isto ocorre devido à baixa oxigenação muscular, muito comum em dias frios, independentemente da solicitação muscular.

Atividade física mal orientada pode aumentar a incidência de cãibras. Acontece principalmente nas pessoas que não possuem condicionamento físico adequado e, por isso, acumulam muito ácido lático no tecido muscular. O reforço na alimentação ajuda a prevenir o problema, além do acompanhamento de um professor de educação física.
Compressas para aliviar. Aplicar uma compressa morna ou massagem local pra melhorar a oxigenação muscular são atitudes que melhoram o desconforto imediato. O alongamento muscular também melhora as dores. Uma boa massagem tem efeito relaxante e também atua como preventivo de cãibras.
Em tempo: há 2 formas aceitas de escrever essa palavrinha tão interessante. Cãibras e cãimbras...
domingo, maio 02, 2010
3 dias para o Ficha Limpa!

A pressão está funcionando! Em uma vitória incrível, centenas de deputados, quase todos que receberam os milhares de emails e telefonemas, assinaram o pedido de urgência para levar a Ficha Limpa para votação nesta terça-feira!
São 3 dias para garantir um vitória histórica na luta contra a corrupção no Brasil. É pouco, mas é possível atingir a meta de 2 milhões de nomes na petição.
Há 1.940.007 assinaturas - e estão organizando um ato no gramado do Congresso Nacional para entregar os 2 milhões na terça. Todos podem divulgar o link abaixo para que terça à noite seja a festa da vitória!
http://www.avaaz.org/po/brasil_ficha_limpa/?vl
Quando a Ficha Limpa se tornar lei ela irá remover das eleições candidatos que cometeram crimes sérios como corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e assassinato. Só assim poderemos eliminar uma classe política criminosa responsável por sujar o nosso governo e roubar os recursos do nosso país.
Acaso do acaso: Benjamin Button
Falamos há dias do grande acaso que seria a Terra e a própria vida nela contida. Citamos o livro de Marcelo Gleiser e como ele descreve a trajetória da existência do universo, desde o Big Bang. Após bilhões de anos, estaríamos aqui por mera combinação de acontecimentos que envolvem magnetismo (força de atração entre corpos celestes) e marés, faíscas elétricas e reações químicas, temperaturas e substâncias...
É impossível deixar de relacionar este ponto de vista com uma cena antológica contida, disfarçada de "acidental" -ao contrário, é o ponto alto-, do filme O Curioso Caso de Benjamin Button. Na cena, ele descreve como uma sucessão de eventos totalmente aleatórios pode resultar, no caso, em um atropelamento. Alguns minutos, segundos, até, que um taxista atrasasse ou adiantasse evitaria o encontro fatal. E o filme mostra as duas possibilidades com incrível maestria. Dispensa legendas. Veja com atenção. Um homem que quase é atropelado por ter perdido o horário, poderia ter acordado na hora. A moça esqueceu o casaco e, ao voltar, atende um telefonema que não teria atendido. Um caminhão manobra à frente do taxi e o faz esperar mais alguns segundos. Enquanto tudo isso -e mais alguns outros fatos- acontece, Daisy ensaia, prepara-se para sair, atrasa-se ao esperar uma colega... O universo prepara o grand final. Na primeira passagem, mostra o taxi passando ao lado da bailarina. É o que não teria acontecido. Mas a realidade é mais cruel e podemos ver depois a cena que levou Daisy ao hospital.
O tempo não para e não volta.
É impossível deixar de relacionar este ponto de vista com uma cena antológica contida, disfarçada de "acidental" -ao contrário, é o ponto alto-, do filme O Curioso Caso de Benjamin Button. Na cena, ele descreve como uma sucessão de eventos totalmente aleatórios pode resultar, no caso, em um atropelamento. Alguns minutos, segundos, até, que um taxista atrasasse ou adiantasse evitaria o encontro fatal. E o filme mostra as duas possibilidades com incrível maestria. Dispensa legendas. Veja com atenção. Um homem que quase é atropelado por ter perdido o horário, poderia ter acordado na hora. A moça esqueceu o casaco e, ao voltar, atende um telefonema que não teria atendido. Um caminhão manobra à frente do taxi e o faz esperar mais alguns segundos. Enquanto tudo isso -e mais alguns outros fatos- acontece, Daisy ensaia, prepara-se para sair, atrasa-se ao esperar uma colega... O universo prepara o grand final. Na primeira passagem, mostra o taxi passando ao lado da bailarina. É o que não teria acontecido. Mas a realidade é mais cruel e podemos ver depois a cena que levou Daisy ao hospital.
O tempo não para e não volta.
sábado, abril 24, 2010
Elogio ou crítica?
A revista britânica The Economist, referiu-se a Marina Silva como uma política diferenciada, mas... Tem princípios demais.
"De vez em quando, surge um político que parece ter muitos princípios para ser jogado na briga canina eleitoral".
Claro, ter princípios é uma qualidade. Mas, para políticos, é algo, no mínimo, raro. A publicação cita que ela -"a outra Silva"- foi cortês e saiu do governo sem criticá-lo. Apenas saiu. E sugere que terá dificuldades pelo excesso de princípios.
Ou seja, "revela" que se você for respeitoso com as regras de um jogo, será mais difícil ganhar...
A reportagem conta, ainda, que Marina, em campanha, faz leve oposição ao presidente, ao afirmar que o País precisa reduzir a carga tributária e ao criticar a política externa atual. O principal tema de sua campanha, no entendimento da The Economist, é a defesa da responsabilidade moral do Brasil em se tornar uma economia de alta tecnologia e baixa emissão de carbono, como exemplo para outros países em desenvolvimento.
Estejamos atentos...
"De vez em quando, surge um político que parece ter muitos princípios para ser jogado na briga canina eleitoral".
Claro, ter princípios é uma qualidade. Mas, para políticos, é algo, no mínimo, raro. A publicação cita que ela -"a outra Silva"- foi cortês e saiu do governo sem criticá-lo. Apenas saiu. E sugere que terá dificuldades pelo excesso de princípios.
Ou seja, "revela" que se você for respeitoso com as regras de um jogo, será mais difícil ganhar...
A reportagem conta, ainda, que Marina, em campanha, faz leve oposição ao presidente, ao afirmar que o País precisa reduzir a carga tributária e ao criticar a política externa atual. O principal tema de sua campanha, no entendimento da The Economist, é a defesa da responsabilidade moral do Brasil em se tornar uma economia de alta tecnologia e baixa emissão de carbono, como exemplo para outros países em desenvolvimento.
Estejamos atentos...
quinta-feira, abril 22, 2010
Dia da Terra!
22 de abril. O dia da Terra. E acabo de ler CRIAÇÃO IMPERFEITA - Cosmo, Vida e o Código Oculto da Natureza. Marcelo Gleiser é um físico com excelente graduação e que conversa sobre quásars, neutrinos, Big Bang, Matéria Escura, anima motrix, como se o assunto fosse futebol.
E fala de nosso planeta. Fala da vida em noso planeta. E da (im)possibilidade de haver vida em outro local no universo.

A grande homenagem à Terra, neste seu dia, é a constatação que Gleiser apresenta, de que este nosso planeta é uma incrível coincidência de diversos fatores. Em toda sua história foi alvo de radiações, faíscas elétricas enormes, terremotos, magnetismo, marés imensas, inundações, secas, impactos de corpos celestes, até chegar a este delicado "equilíbrio" atual. Ter chegado à nossa época, para Gleiser, é um acaso memorável.
Da mesma forma, trata da origem da vida. Mais do que a origem, ele diz que o que importa é quando a vida se firmou na Terra. Porque, segundo ele, a vida surgiu e desapareceu diversas vezes, até firmar-se e evoluir. Sim, a vida também evoluiu "apesar" de todos os obstáculos. Apenas as espécies que iam se adaptando à atmosfera, aos tremores e às outras espécies conseguiram chegar à nossa época.

E ele conclui dizendo que somos uma espécie de muita sorte e provavelmente isolados no universo. Que devemos nos concentrar em preservar nossa existência e cuidar de um planeta que sobreviveu a tudo, mas pode não sobreviver à espécie humana...
É, vale a leitura...
E fala de nosso planeta. Fala da vida em noso planeta. E da (im)possibilidade de haver vida em outro local no universo.

A grande homenagem à Terra, neste seu dia, é a constatação que Gleiser apresenta, de que este nosso planeta é uma incrível coincidência de diversos fatores. Em toda sua história foi alvo de radiações, faíscas elétricas enormes, terremotos, magnetismo, marés imensas, inundações, secas, impactos de corpos celestes, até chegar a este delicado "equilíbrio" atual. Ter chegado à nossa época, para Gleiser, é um acaso memorável.
Da mesma forma, trata da origem da vida. Mais do que a origem, ele diz que o que importa é quando a vida se firmou na Terra. Porque, segundo ele, a vida surgiu e desapareceu diversas vezes, até firmar-se e evoluir. Sim, a vida também evoluiu "apesar" de todos os obstáculos. Apenas as espécies que iam se adaptando à atmosfera, aos tremores e às outras espécies conseguiram chegar à nossa época.

E ele conclui dizendo que somos uma espécie de muita sorte e provavelmente isolados no universo. Que devemos nos concentrar em preservar nossa existência e cuidar de um planeta que sobreviveu a tudo, mas pode não sobreviver à espécie humana...
É, vale a leitura...
sexta-feira, abril 16, 2010
A melhor forma de cuidar do meio ambiente
Cristóvão Buarque, em conversa virtual com Marina Silva, resumiu o que penso sobre os caminhos da defesa do meio ambiente:
"- Precisamos cuidar do meio ambiente. E isso só pode ser feito através da educação."
Ele, inteligentemente, não se referia ao que alguns chamam de "educação ambiental". Ele disse, apenas, "educação". Simples. Antes de debater ecossistemas, aquecimento global, reciclagem, áreas protegidas, precisamos subir o nível de conhecimento, de cultura, de interesse e de noção de si e dos outros...
Teremos famílias menores, consumo mais consciente, mais respeito ao coletivo e à diversidade. Teremos condições de fazer oficinas, audiências, workshops...
O obstáculo? Fácil: os políticos e gestores que aí estão foram eleitos pela população com as características atuais. Se alterarmos o nível cultural, através da educação, teremos uma maciça substituição de nossos "representantes", pois eleitores poderão refletir melhor e "corrigir" seu voto. Os que aí estão querem manter seu "status"...
"- Precisamos cuidar do meio ambiente. E isso só pode ser feito através da educação."
Ele, inteligentemente, não se referia ao que alguns chamam de "educação ambiental". Ele disse, apenas, "educação". Simples. Antes de debater ecossistemas, aquecimento global, reciclagem, áreas protegidas, precisamos subir o nível de conhecimento, de cultura, de interesse e de noção de si e dos outros...
Teremos famílias menores, consumo mais consciente, mais respeito ao coletivo e à diversidade. Teremos condições de fazer oficinas, audiências, workshops...
O obstáculo? Fácil: os políticos e gestores que aí estão foram eleitos pela população com as características atuais. Se alterarmos o nível cultural, através da educação, teremos uma maciça substituição de nossos "representantes", pois eleitores poderão refletir melhor e "corrigir" seu voto. Os que aí estão querem manter seu "status"...
quinta-feira, abril 15, 2010
Ficha Limpa: ainda há esperança...

O Projeto de Lei Ficha Limpa está em perigo. Semana passada o Congresso adiou a votação com o intuito de dar mais tempo para "aprimorar" o projeto, ou seja, enfraquecê-lo para que ele não remova eficazmente corruptos das eleições.
Muitos parlamentares temem essa nova lei já que dezenas deles respondem a processos na justiça. Eles estão tentando influenciar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a enfraquecer o projeto. Clique abaixo (ou copie para o seu navegador) para mandar uma mensagem para a CCJ, pedindo que eles se mantenham firmes contra a corrupção:
http://www.avaaz.org/po/salve_ficha_limpa/97.php?cl_tta_sign=17bb9ef8c962eb299949416010b78441
Podemos mostrar aos políticos que estamos determinados, não iremos parar e que se formos ignorados, eles irão pagar o preço nas eleições. A CCJ deveria apoiar o projeto de lei, mas é provável que políticos corruptos estejam tentando oferecer acordos e troca de favores para eles enfraquecerem a Ficha Limpa. Nós podemos oferecer uma proposta melhor: se eles apoiarem a Ficha Limpa, ele poderão manter seus empregos.
Vamos inundar a comissão de revisão com milhares de mensagens e telefonemas pedindo que eles tomem a decisão certa: não tolerar a corrupção e se recusar a enfraquecer o texto. A população brasileira quer essa lei e merecemos que ela seja aprovada pelo Congresso:
http://www.avaaz.org/po/salve_ficha_limpa/97.php?cl_tta_sign=17bb9ef8c962eb299949416010b78441
Neste ano eleitoral, nós possuímos um grande poder coletivo para mudar a política. Ao redor do mundo, a Internet vem se mostrando uma nova força política, uma forma de democratizar a política e criar novos canais de participação para a população. Se soubermos utilizar esta ferramenta, nossos políticos finalmente entenderão que se nós os elegemos, eles trabalham para nós.
quarta-feira, abril 14, 2010
Festival de Natação
Desde bem pequenos participar destes eventos tem uma magia especial. Um friozinho na barriga, pais e outros adultos assistindo (e "torcendo"), desafios e enfrentamentos...
Sábado, 17 de abril, a partir das 8:00, acontece o IV Festival de Natação da Tonus, em Ilhéus. É muito bom saber que estamos participando da vida desses meninos e meninas desde cedo e aplicando tudo que sabemos e continuamos a aprender dia após dia!...
Sábado, 17 de abril, a partir das 8:00, acontece o IV Festival de Natação da Tonus, em Ilhéus. É muito bom saber que estamos participando da vida desses meninos e meninas desde cedo e aplicando tudo que sabemos e continuamos a aprender dia após dia!...
segunda-feira, abril 12, 2010
Audiência Pública do terminal portuário da Ponta da Tulha
sábado, abril 10, 2010
"Os Beatles me deixaram..."
segunda-feira, abril 05, 2010
domingo, abril 04, 2010
sexta-feira, abril 02, 2010
"Tentar salvar o planeta é uma bobagem..."

E mais essa, agora... James Lovelock, cientista de 90 anos, autor da Teoria de Gaia - que considera o planeta como um superorganismo-, considerado um dos “mentores” do movimento ambientalista em todo o mundo a partir dos anos 1970, está descrente...
Em uma recentíssima entrevista à BBC, Lovelock disse que a Terra, se for salva, será salva por ela mesma e que mudar os hábitos para salvar o planeta é uma bobagem...
Para ele, a humanidade não “decidiu aquecer o mundo deliberadamente”, mas “puxou o gatilho”, inadvertidamente, ao desenvolver sua civilização da maneira como conhecemos hoje.
“Com isso, colocamos as coisas em movimento”, disse, acrescentando que as reações que ocorrem na Terra em consequência do aquecimento, entre elas a liberação de gases como dióxido de carbono e metano, são mais poderosas para produzir ainda mais aquecimento do que as próprias ações humanas.
O cientista afirmou que a busca por formas de energia renováveis é “uma mistura de ideologia e negócios”, mas sem “uma boa engenharia prática por trás”.
“A Europa tem essas enormes exigências sobre energias renováveis e subsídios para energia renovável. É um bom negócio, e não vai ser fácil parar com isso, mas não funciona de verdade”, comentou Lovelock, que é também autor de ideias polêmicas como a defesa do uso da energia nuclear como forma de restringir as emissões de carbono na atmosfera e combater as mudanças climáticas.

Observem esses olhos. 90 anos. Descrentes. Desanimados. Os esforços, ainda isolados, descoordenados, cambaleantes entre bem e mal intencionados, cultos e ignorantes, podem estar sendo, realmente inúteis. Podemos estar numa nave sem condutor ou, pior, com muitos condutores. Cão com muitos donos...
Enquanto o sistema político permitir que os que "já estão lá" sabotem o disseminar de cultura -conhecimento, educação, visão do mundo e de si- para, justamente, "continuar lá", apenas teremos o direito de olhar pela janelinha a paisagem e fazer o que sugeriu Lovelock: "a coisa mais sensível a se fazer é aproveitar a vida enquanto podemos". Quem aguenta?!
quinta-feira, abril 01, 2010
A "educação" evoluiu...
Recebi esse texto e publico aqui. Autor desconhecido, mas nos faz pensar. Ou é "conversa de velho"?...
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Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia... Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas..
Leiam relato de uma Professora de Matemática: "semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer. Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender."
Por que estou contando isso? Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:
1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por $ 100,00. O custo de
produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por $ 100,00. O custo de produção é igual
a 4/5 do preço de venda ou $ 80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por $ 100,00. O custo de produção é $ 80,00. Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por $ 100,00. O custo de produção é $ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )$ 20,00 ( )$ 40,00 ( )$ 60,00 ( )$ 80,00 ( )$ 100,00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por $ 100,00. O custo de produção é $ 80,00. O lucro é de $ 20,00. Está certo?
( )SIM ( ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por $ 100,00. O custo de produção é $ 80,00.Se você souber ler coloque um X no $ 20,00.
( )$ 20,00 ( )$ 40,00 ( )$ 60,00 ( )$ 80,00 ( )$ 100,00
7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por $ 100,00. O custo de produção é $ 80,00. Se você souber ler coloque um X no $ 20,00. (Se você é afrodescendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)
( )$ 20,00 ( )$ 40,00 ( )$ 60,00 ( )$ 80,00 ( )$ 100,00
E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.
Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:
“Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...
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Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia... Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas..
Leiam relato de uma Professora de Matemática: "semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer. Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender."
Por que estou contando isso? Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:
1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por $ 100,00. O custo de
produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por $ 100,00. O custo de produção é igual
a 4/5 do preço de venda ou $ 80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por $ 100,00. O custo de produção é $ 80,00. Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por $ 100,00. O custo de produção é $ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )$ 20,00 ( )$ 40,00 ( )$ 60,00 ( )$ 80,00 ( )$ 100,00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por $ 100,00. O custo de produção é $ 80,00. O lucro é de $ 20,00. Está certo?
( )SIM ( ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por $ 100,00. O custo de produção é $ 80,00.Se você souber ler coloque um X no $ 20,00.
( )$ 20,00 ( )$ 40,00 ( )$ 60,00 ( )$ 80,00 ( )$ 100,00
7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por $ 100,00. O custo de produção é $ 80,00. Se você souber ler coloque um X no $ 20,00. (Se você é afrodescendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)
( )$ 20,00 ( )$ 40,00 ( )$ 60,00 ( )$ 80,00 ( )$ 100,00
E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.
Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:
“Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...
quarta-feira, março 31, 2010
Carta do Zé agricultor para Luis da cidade
Publico aqui um texto curioso, bem escrito e provocante. Independente de concordâncias e discordâncias, vale a pena ler...
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Autor: Luciano Pizzatto (*)
Luis,
Quanto tempo. Sou o Zé, seu colega de ginásio, que chegava sempre atrasado, pois a Kombi que pegava no ponto perto do sítio atrasava um pouco. Lembra, né, o do sapato sujo. A professora nunca entendeu que tinha de caminhar 4 km até o ponto da Kombi na ida e volta e o sapato sujava.
Lembra? Se não, sou o Zé com sono... hehe. A Kombi parava às onze da noite no ponto de volta, e com a caminhada ia dormi lá pela uma, e o pai precisava de ajuda para ordenhá as vaca às 5h30 toda manhã. Dava um sono. Agora lembra, né Luis?!
Pois é. Tô pensando em mudá aí com você.
Não que seja ruim o sítio, aqui é uma maravilha. Mato, passarinho, ar bom. Só que acho que tô estragando a vida de você Luis, e teus amigos aí na cidade. Tô vendo todo mundo falá que nóis da agricultura estamo destruindo o meio ambiente.
Veja só. O sítio do pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que pará de estudá) fica só a meia hora aí da Capital, e depois dos 4 km a pé, só 10 minuto da sede do município. Mas continuo sem Luz porque os Poste não podem passar por uma tal de APPA que criaram aqui. A água vem do poço, uma maravilha, mas um homem veio e falô que tenho que fazê uma outorga e pagá uma taxa de uso, porque a água vai acabá. Se falô deve ser verdade.
Pra ajudá com as 12 vaca de leite (o pai foi, né ...) contratei o Juca, filho do vizinho, carteira assinada, salário mínimo, morava no fundo de casa, comia com a gente, tudo de bão. Mas também veio outro homem aqui, e falô que se o Juca fosse ordenhá as 5:30 tinha que recebê mais, e não podia trabalhá sábado e domingo (mas as vaca não param de fazê leite no fim de semana). Também visitô a casinha dele, e disse que o beliche tava 2 cm menor do que devia, e a lâmpada (tenho gerador, não te contei !) estava em cima do fogão era do tipo que se esquentasse podia explodí (não entendi ?). A comida que nóis fazia junto tinha que faze parte do salário dele. Bom, Luis tive que pedi pro Juca voltá pra casa, desempregado, mas protegido agora pelo tal homem. Só que acho que não deu certo, soube que foi preso na cidade roubando comida. Do tal homem que veio protege ele, não sei se tava junto.
Na Capital também é assim né, Luis? Tua empregada vai pra uma casa boa toda noite, de carro, tranquila. Você não deixa ela morá nas tal favela, ou beira de rio, porque senão te multam ou o homem vai aí mandar você dar casa boa, e um montão de outras coisa. É tudo igual aí né?
Mas agora, eu e a Maria (lembra dela, casei ) fazemo a ordenha as 5:30, levamo o leite de carroça até onde era o ponto da Kombi, e a cooperativa pega todo dia, se não chove. Se chove, perco o leite e dô pros porco.
Té que o Juca fez economia pra nóis, pois antes me sobrava só um salário por mês, e agora eu e Maria temos sobrado dois salário por mês. Melhorô. Os porco não, pois também veio outro homem e disse que a distancia do Rio não podia ser 20 metro e tinha que derruba tudo e fazer a 30 metro. Também colocá umas coisa pra protegê o Rio. Achei que ele tava certo e disse que ia fazê, e sozinho ia demorá uns trinta dia, só que mesmo assim ele me multô, e pra pagá vendi os porco e a pocilga, e fiquei só com as vaca. O promotor disse que desta vez por este crime não vai me prendê, e fez eu dá cesta básica pro orfanato.
O Luis, ai quando vocês sujam o Rio também paga multa né?

Agora, a água do poço posso pagá, mas tô preocupado com a água do Rio. Todo ele aqui deve ser como na tua cidade Luis, protegido, tem mato dos dois lado, as vaca não chegam nele, não tem erosão, a pocilga acabô .... Só que algo tá errado, pois ele fede e a água é preta e já subi o Rio até a divisa da Capital, e ele vem todo sujo e fedendo aí da tua terra.
Mas vocês não fazem isto né Luis. Pois aqui a multa é grande, e dá prisão. Cortá árvore então, vige!! Tinha uma árvore grande que murcho e ia morre, então pedi pra eu tiráa, aproveitá a madeira pois até podia cair em cima da casa. Como ninguém respondeu aí do escritório que fui, pedi na Capital (não tem aqui não), depois de uns 8 mês, quando a árvore morreu e tava apodrecendo, resolvi tirar, e veja Luis, no outro dia já tinha um fiscal aqui e levei uma multa. Acho que desta vez me prende.
Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova Lei vai dá multa de R$ 500,00 a R$ 20.000,00 por hectare e por dia da propriedade que tenha algo errado por aqui. Calculei por R$ 500,00 e vi que perco o sítio em uma semana. Então é melhor vendê, e ir morá onde todo mundo cuida da ecologia, pois não tem multa aí. Tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazê nada errado, só falei das coisa por ter certeza que a Lei é pra todos nóis.
E vou morar com vc, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usá o dinheiro primeiro pra compra aquela coisa branca, a geladeira, que aqui no sítio eu encho com tudo que produzo na roça, no pomar, com as vaquinha, e aí na cidade, diz que é fácil, é só abri e a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nóis, os criminoso aqui da roça.
Até Luis.
Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas não conte até eu vendê o sitio.
* É engenheiro florestal, especialista em direito socioambiental e empresário, diretor de Parques Nacionais e Reservas do IBDF/IBAMA 88/89, deputado desde 1989, detentor do 1º Prêmio Nacional de Ecologia.
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Autor: Luciano Pizzatto (*)
Luis,
Quanto tempo. Sou o Zé, seu colega de ginásio, que chegava sempre atrasado, pois a Kombi que pegava no ponto perto do sítio atrasava um pouco. Lembra, né, o do sapato sujo. A professora nunca entendeu que tinha de caminhar 4 km até o ponto da Kombi na ida e volta e o sapato sujava.
Lembra? Se não, sou o Zé com sono... hehe. A Kombi parava às onze da noite no ponto de volta, e com a caminhada ia dormi lá pela uma, e o pai precisava de ajuda para ordenhá as vaca às 5h30 toda manhã. Dava um sono. Agora lembra, né Luis?!
Pois é. Tô pensando em mudá aí com você.
Não que seja ruim o sítio, aqui é uma maravilha. Mato, passarinho, ar bom. Só que acho que tô estragando a vida de você Luis, e teus amigos aí na cidade. Tô vendo todo mundo falá que nóis da agricultura estamo destruindo o meio ambiente.
Veja só. O sítio do pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que pará de estudá) fica só a meia hora aí da Capital, e depois dos 4 km a pé, só 10 minuto da sede do município. Mas continuo sem Luz porque os Poste não podem passar por uma tal de APPA que criaram aqui. A água vem do poço, uma maravilha, mas um homem veio e falô que tenho que fazê uma outorga e pagá uma taxa de uso, porque a água vai acabá. Se falô deve ser verdade.
Pra ajudá com as 12 vaca de leite (o pai foi, né ...) contratei o Juca, filho do vizinho, carteira assinada, salário mínimo, morava no fundo de casa, comia com a gente, tudo de bão. Mas também veio outro homem aqui, e falô que se o Juca fosse ordenhá as 5:30 tinha que recebê mais, e não podia trabalhá sábado e domingo (mas as vaca não param de fazê leite no fim de semana). Também visitô a casinha dele, e disse que o beliche tava 2 cm menor do que devia, e a lâmpada (tenho gerador, não te contei !) estava em cima do fogão era do tipo que se esquentasse podia explodí (não entendi ?). A comida que nóis fazia junto tinha que faze parte do salário dele. Bom, Luis tive que pedi pro Juca voltá pra casa, desempregado, mas protegido agora pelo tal homem. Só que acho que não deu certo, soube que foi preso na cidade roubando comida. Do tal homem que veio protege ele, não sei se tava junto.
Na Capital também é assim né, Luis? Tua empregada vai pra uma casa boa toda noite, de carro, tranquila. Você não deixa ela morá nas tal favela, ou beira de rio, porque senão te multam ou o homem vai aí mandar você dar casa boa, e um montão de outras coisa. É tudo igual aí né?
Mas agora, eu e a Maria (lembra dela, casei ) fazemo a ordenha as 5:30, levamo o leite de carroça até onde era o ponto da Kombi, e a cooperativa pega todo dia, se não chove. Se chove, perco o leite e dô pros porco.
Té que o Juca fez economia pra nóis, pois antes me sobrava só um salário por mês, e agora eu e Maria temos sobrado dois salário por mês. Melhorô. Os porco não, pois também veio outro homem e disse que a distancia do Rio não podia ser 20 metro e tinha que derruba tudo e fazer a 30 metro. Também colocá umas coisa pra protegê o Rio. Achei que ele tava certo e disse que ia fazê, e sozinho ia demorá uns trinta dia, só que mesmo assim ele me multô, e pra pagá vendi os porco e a pocilga, e fiquei só com as vaca. O promotor disse que desta vez por este crime não vai me prendê, e fez eu dá cesta básica pro orfanato.
O Luis, ai quando vocês sujam o Rio também paga multa né?

Agora, a água do poço posso pagá, mas tô preocupado com a água do Rio. Todo ele aqui deve ser como na tua cidade Luis, protegido, tem mato dos dois lado, as vaca não chegam nele, não tem erosão, a pocilga acabô .... Só que algo tá errado, pois ele fede e a água é preta e já subi o Rio até a divisa da Capital, e ele vem todo sujo e fedendo aí da tua terra.
Mas vocês não fazem isto né Luis. Pois aqui a multa é grande, e dá prisão. Cortá árvore então, vige!! Tinha uma árvore grande que murcho e ia morre, então pedi pra eu tiráa, aproveitá a madeira pois até podia cair em cima da casa. Como ninguém respondeu aí do escritório que fui, pedi na Capital (não tem aqui não), depois de uns 8 mês, quando a árvore morreu e tava apodrecendo, resolvi tirar, e veja Luis, no outro dia já tinha um fiscal aqui e levei uma multa. Acho que desta vez me prende.
Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova Lei vai dá multa de R$ 500,00 a R$ 20.000,00 por hectare e por dia da propriedade que tenha algo errado por aqui. Calculei por R$ 500,00 e vi que perco o sítio em uma semana. Então é melhor vendê, e ir morá onde todo mundo cuida da ecologia, pois não tem multa aí. Tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazê nada errado, só falei das coisa por ter certeza que a Lei é pra todos nóis.
E vou morar com vc, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usá o dinheiro primeiro pra compra aquela coisa branca, a geladeira, que aqui no sítio eu encho com tudo que produzo na roça, no pomar, com as vaquinha, e aí na cidade, diz que é fácil, é só abri e a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nóis, os criminoso aqui da roça.
Até Luis.
Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas não conte até eu vendê o sitio.
* É engenheiro florestal, especialista em direito socioambiental e empresário, diretor de Parques Nacionais e Reservas do IBDF/IBAMA 88/89, deputado desde 1989, detentor do 1º Prêmio Nacional de Ecologia.
Corruptos fora das eleições!

Semana que vem o Congresso vai votar uma lei que propõe eliminar do processo eleitoral candidatos acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes sérios!
Essa é a nossa chance de dar um passo gigante para acabar com a corrupção no Brasil. Porém, convencer os deputados a aprovarem esta lei não será fácil. Sendo ano de eleição, só vamos conseguir com uma mobilização popular massiva -- assine a petição que será entregue ao Congresso, só leva 2 min!
http://www.avaaz.org/po/brasil_ficha_limpa /98.php?CLICK_TF_TRACK
segunda-feira, março 29, 2010
sábado, março 27, 2010
A praça vai parar! Nova data: 07/04 às 19 hs!!
sexta-feira, março 26, 2010
Preguiça?
Erich Fromm referiu-se à "atividade" como condição para caminhar rumo à felicidade e para praticar o "amor" autêntico. Não falava do ato de fazer algo especificamente, mas, sim, de uma atividade interna, "o uso produtivo dos próprios poderes".
Fromm considerou o amor como um "constante estado de ativa preocupação" e que seríamos incapazes de, efetivamente, amar se fôssemos preguiçosos.
Amar a família, amar uma pessoa, amar a si. Sem preguiça. Mais do que amar um restrito círculo de pessoas -família, amigos...-, ser capaz de amar qualquer pessoa é, para ele, a "marca" de quem vive inteiramente seu potencial e experimenta relações humanas inteiras e enriquecedoras.
Tenho falado sobre a preguiça. Já falei que a preguiça pode impregnar em nossas células e fazê-las trabalhar "a meia carga", economizando energia e dificultando, pois, a queima natural das calorias circulantes no sangue. O resultado é falta de eficiência do complexo sistema chamado corpo humano. Irritabilidade, doenças, desânimo... Envelhecimento precoce.
"O sono é a única situação adequada à inatividade; o estado desperto não deve ter lugar para a preguiça. A situação paradoxal de vasto número de pessoas, hoje, é estarem semi-adormecidas quando acordadas e semi-acordadas quando a dormir, ou quando querem dormir."
Completa, com sabedoria, que estar plenamente acordado (para ele, em atividade) é a condição para não aborrecer nem ficar aborrecido, uma das condições para... amar!
É simples: se você está acordado, faça proveito disso e não desperdice seu tempo. Se você se propõe a fazer algo, capriche! Isso é capacidade de amar.
Fromm considerou o amor como um "constante estado de ativa preocupação" e que seríamos incapazes de, efetivamente, amar se fôssemos preguiçosos.
Amar a família, amar uma pessoa, amar a si. Sem preguiça. Mais do que amar um restrito círculo de pessoas -família, amigos...-, ser capaz de amar qualquer pessoa é, para ele, a "marca" de quem vive inteiramente seu potencial e experimenta relações humanas inteiras e enriquecedoras.
Tenho falado sobre a preguiça. Já falei que a preguiça pode impregnar em nossas células e fazê-las trabalhar "a meia carga", economizando energia e dificultando, pois, a queima natural das calorias circulantes no sangue. O resultado é falta de eficiência do complexo sistema chamado corpo humano. Irritabilidade, doenças, desânimo... Envelhecimento precoce.
"O sono é a única situação adequada à inatividade; o estado desperto não deve ter lugar para a preguiça. A situação paradoxal de vasto número de pessoas, hoje, é estarem semi-adormecidas quando acordadas e semi-acordadas quando a dormir, ou quando querem dormir."
Completa, com sabedoria, que estar plenamente acordado (para ele, em atividade) é a condição para não aborrecer nem ficar aborrecido, uma das condições para... amar!
É simples: se você está acordado, faça proveito disso e não desperdice seu tempo. Se você se propõe a fazer algo, capriche! Isso é capacidade de amar.
quinta-feira, março 25, 2010
Apague as luzes no dia 27/3

No sábado, 27 de março, entre 20h30 e 21h30 (hora de Brasília), o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta. Das moradias mais simples aos maiores monumentos, as luzes serão apagadas por uma hora, para mostrar aos líderes mundiais preocupação com o aquecimento global, ou com as políticas que envolvem recursos naturais, energia e consumo.
A Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades participaram. No ano passado, quando o Brasil participou pela primeira vez, o movimento superou todas as expectativas. Centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro. Além disso, artistas, atletas e apresentadores famosos ajudaram voluntariamente na campanha de mobilização.
Em 2010, vamos fazer uma Hora do Planeta ainda mais fantástica!
O significado das doenças
Segundo a psicóloga americana Louise L. Hay, todas as doenças que temos são criadas por nós. Afirma ela que somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo.
"Todas as doenças tem origem num estado de não-perdão. Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar. Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais. Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento."
A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas, elaboradas pela psicóloga Louise. Reflita. Vale à pena tentar evitá-las.
DOENÇAS / CAUSAS:
AMIGDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.
BRONQUITE: Ambiente família inflamado. Gritos, discussões.
CÂNCER: Magoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição a vida.
DIABETES: Tristeza profunda.
DIARREIA: Medo, rejeição, fuga.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de autovalorização.
ENXAQUECA: Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSÔNIA: Medo, culpa.
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio. v
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (Acne): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRESSÃO BAIXA: Falta de amor em criança. Derrotismo.
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.
PULMÕES: Medo de absorver a vida.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.
REUMATISMO: Sentir-se vitima. Falta de amor. Amargura.
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.
RINS: Crítica, desapontamento, fracasso.
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIREOÍDE: Humilhação.
TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.
ÚLCERAS: Medo. Crença de não ser bom o bastante.
VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.
(extraído livremente da mensagem do Padre Marcelo Rossi)
"Todas as doenças tem origem num estado de não-perdão. Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar. Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais. Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento."
A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas, elaboradas pela psicóloga Louise. Reflita. Vale à pena tentar evitá-las.
DOENÇAS / CAUSAS:
AMIGDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.
BRONQUITE: Ambiente família inflamado. Gritos, discussões.
CÂNCER: Magoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição a vida.
DIABETES: Tristeza profunda.
DIARREIA: Medo, rejeição, fuga.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de autovalorização.
ENXAQUECA: Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSÔNIA: Medo, culpa.
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio. v
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (Acne): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRESSÃO BAIXA: Falta de amor em criança. Derrotismo.
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.
PULMÕES: Medo de absorver a vida.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.
REUMATISMO: Sentir-se vitima. Falta de amor. Amargura.
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.
RINS: Crítica, desapontamento, fracasso.
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIREOÍDE: Humilhação.
TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.
ÚLCERAS: Medo. Crença de não ser bom o bastante.
VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.
(extraído livremente da mensagem do Padre Marcelo Rossi)
segunda-feira, março 22, 2010
Água
Por Marina Silva
SEM ÁGUA não existe vida, saúde ou desenvolvimento sustentável. Se a água for mal tratada e mal gerida, pode ser morte, doença e desigualdade social. E, a cada ano que passa, torna-se maior o complexo desafio para o homem tratar da questão da água em um cenário de industrialização, de urbanização e de mudanças climáticas.
Todos os cenários vislumbrados para o Brasil, no âmbito das mudanças climáticas, apontam para alteração do padrão de chuvas no ano. Avaliando-se o que já acontece hoje em todas as regiões do país, é de se esperar que aumentem os efeitos desastrosos desses fenômenos naturais.
Historicamente, temos tratado a água como um recurso inesgotável.
Embora vivamos em um planeta cuja superfície é ocupada por cerca de dois terços de água, esquecemos que apenas 0,09% dessa água pode ser aproveitada para consumo do homem. E há uma parte significativa que já foi poluída ou degradada pela ação humana.
O Brasil é favorecido com o maior volume de água doce do planeta. Entretanto, difundiu-se aqui, desde Pero Vaz de Caminha, a falsa ideia de abundância. É enganosa a ideia, uma vez que a distribuição é desigual e a maior parte da água está concentrada na bacia amazônica.

Como destino natural das águas de chuvas em um território, os rios, os lagos e os mares trazem em suas entranhas as marcas e os reflexos das atividades humanas. Os rios traduzem, assim, as virtudes e as mazelas de nossa relação com o meio ambiente. Viram o melhor indicador do gerenciamento e da consciência ambiental de uma sociedade. Sob essa perspectiva, há pouco a festejar e muita preocupação com o Dia Mundial da Água, celebrado hoje. Para se ter uma ideia, a maior parte do esgoto gerado nas cidades é despejado sem tratamento nos cursos d’água.
Nas últimas décadas, o Brasil avançou na criação de um aparato legal e institucional que permite gerenciar, de forma adequada, as águas do país. É um sistema que exige a participação cidadã e a consideração das diferentes situações regionais.
Com esse sistema implantado, certamente o Brasil estaria mais bem preparado para enfrentar os desafios que se avizinham. No entanto, o batalha é ainda imensa, já que a questão da água ainda não ocupa a prioridade que deveria ter para os gestores públicos.
Fizemos o Plano Nacional de Recursos Hídricos com intensa participação da sociedade. Agora precisamos enfrentar o grande desafio de implementá-lo. Saneamento básico é a prioridade, investimento obrigatório para quem deseja uma sociedade que sabe cuidar das suas águas em benefício de seus cidadãos.
Publicado na Folha de São Paulo em 22/03/2010
SEM ÁGUA não existe vida, saúde ou desenvolvimento sustentável. Se a água for mal tratada e mal gerida, pode ser morte, doença e desigualdade social. E, a cada ano que passa, torna-se maior o complexo desafio para o homem tratar da questão da água em um cenário de industrialização, de urbanização e de mudanças climáticas.
Todos os cenários vislumbrados para o Brasil, no âmbito das mudanças climáticas, apontam para alteração do padrão de chuvas no ano. Avaliando-se o que já acontece hoje em todas as regiões do país, é de se esperar que aumentem os efeitos desastrosos desses fenômenos naturais.
Historicamente, temos tratado a água como um recurso inesgotável.
Embora vivamos em um planeta cuja superfície é ocupada por cerca de dois terços de água, esquecemos que apenas 0,09% dessa água pode ser aproveitada para consumo do homem. E há uma parte significativa que já foi poluída ou degradada pela ação humana.
O Brasil é favorecido com o maior volume de água doce do planeta. Entretanto, difundiu-se aqui, desde Pero Vaz de Caminha, a falsa ideia de abundância. É enganosa a ideia, uma vez que a distribuição é desigual e a maior parte da água está concentrada na bacia amazônica.

Como destino natural das águas de chuvas em um território, os rios, os lagos e os mares trazem em suas entranhas as marcas e os reflexos das atividades humanas. Os rios traduzem, assim, as virtudes e as mazelas de nossa relação com o meio ambiente. Viram o melhor indicador do gerenciamento e da consciência ambiental de uma sociedade. Sob essa perspectiva, há pouco a festejar e muita preocupação com o Dia Mundial da Água, celebrado hoje. Para se ter uma ideia, a maior parte do esgoto gerado nas cidades é despejado sem tratamento nos cursos d’água.
Nas últimas décadas, o Brasil avançou na criação de um aparato legal e institucional que permite gerenciar, de forma adequada, as águas do país. É um sistema que exige a participação cidadã e a consideração das diferentes situações regionais.
Com esse sistema implantado, certamente o Brasil estaria mais bem preparado para enfrentar os desafios que se avizinham. No entanto, o batalha é ainda imensa, já que a questão da água ainda não ocupa a prioridade que deveria ter para os gestores públicos.
Fizemos o Plano Nacional de Recursos Hídricos com intensa participação da sociedade. Agora precisamos enfrentar o grande desafio de implementá-lo. Saneamento básico é a prioridade, investimento obrigatório para quem deseja uma sociedade que sabe cuidar das suas águas em benefício de seus cidadãos.
Publicado na Folha de São Paulo em 22/03/2010
sábado, março 20, 2010
Novo aeroporto em Ilhéus
O projeto do novo aeroporto foi apresentado em audiência-oficina, nestas quinta e sexta-feiras, das 8:00 às 17:00, no Centro de Convenções. A ideia, também, era preparar o Termo de Referência para elaboração do Estudo de Impactos Ambientais.
Há muito tempo tenho uma posição sobre eventos desse tipo e sua organização. Desde minha atuação como conselheiro do Instituto Serra do Japi e como vice-presidente da ProEmpi -associação de engenheiros e arquitetos-, em Jundiaí, passando pela gerência executiva do Instituto de Ecoturismo da Costa do Cacau, pela coordenação do Plano Diretor e do Projeto Orla, em Ilhéus, como conselheiro e, depois, gestor da APA da Lagoa Encantada e Rio Almada e, também, como consultor para elaboração de Planos Diretores de 8 municípios baianos. Participei de centenas de eventos como o desta semana em Ilhéus. Em vários, fui o organizador e principal responsável. Foram atividades, assim como a audiência sobre o aeroporto, em que há presença de representantes do poder público, da "sociedade civil organizada" e, claro, cidadãos comuns.
Soube que o evento desta semana começou com bom público e acabou se esvaziando, justamente na hora em que a participação era vital. É sempre assim.
Funcionários públicos são remunerados e estavam lá cumprindo sua agenda e sua responsabilidade inata dos cargos. Trabalhadores, empresários, profissionais liberais, não. Destes, os que são capazes, com boa formação, com experiência, estão ocupados. Ocupadíssimos. Por mais que desejarem dispor de dois dias para "servir a coletividade" -e é assim que se chama essa doação de tempo-, será, realmente, um sacrifício. Mesmo que representem uma associação, um sindicato, uma ONG... Há despesas envolvidas. Há perdas. O agricultor não colherá ou não venderá. O arquiteto não visitará obras ou atrasará projetos. O trabalhador faltará e será penalizado. O empresário não estará em sua empresa... Por outro lado, os que têm tempo, em sua maioria, são os que estão em ritmo reduzido, que aposentaram, que estão sem emprego ou sem clientes -ou poucos-. Sem querer ofendê-los (até porque sempre há exceções), os que podem dispor de dois dias inteiros parecem ser aqueles que são menos solicitados profissionalmente. Justamente aqueles cuja contribuição, embora importante, menos contribuirá efetivamente para o sucesso do evento.
Eu queria participar. Adoro esses debates e o jogo saudável de interesses. Mas não quis desagradar organizadores, colegas e participantes e sair antes do final. Não quis que considerassem falta de interesse minha ausência em horários em que eu não poderia, mesmo, estar lá. Não quis estar apenas na abertura, como se o interesse fosse mostrar-me e aparecer nas fotos.
O resultado é que eventos assim ficam entregues ao poder público: municipal, estadual e federal. Prefeitura, estado -secretarias, universidade e demais órgãos-, Infraero... Alguns bravos -em ambos os sentidos- cidadãos "comuns" acabam resistindo até o final. Pode ser a hora de iniciar um debate e estudos para aperfeiçoar esta medodologia de participação popular... Eu tenho propostas, mas sou apenas, hoje -por enquanto, ex-alguma coisa...
De qualquer forma, agradecendo e homenageando meu amigo José Nazal, do blog Catucadas, publico aqui duas fotografias de sua autoria com o polígono da área onde deve ser construído o aeroporto, desenhado sem escala e o projeto completo do empreendimento.


Há muito tempo tenho uma posição sobre eventos desse tipo e sua organização. Desde minha atuação como conselheiro do Instituto Serra do Japi e como vice-presidente da ProEmpi -associação de engenheiros e arquitetos-, em Jundiaí, passando pela gerência executiva do Instituto de Ecoturismo da Costa do Cacau, pela coordenação do Plano Diretor e do Projeto Orla, em Ilhéus, como conselheiro e, depois, gestor da APA da Lagoa Encantada e Rio Almada e, também, como consultor para elaboração de Planos Diretores de 8 municípios baianos. Participei de centenas de eventos como o desta semana em Ilhéus. Em vários, fui o organizador e principal responsável. Foram atividades, assim como a audiência sobre o aeroporto, em que há presença de representantes do poder público, da "sociedade civil organizada" e, claro, cidadãos comuns.
Soube que o evento desta semana começou com bom público e acabou se esvaziando, justamente na hora em que a participação era vital. É sempre assim.
Funcionários públicos são remunerados e estavam lá cumprindo sua agenda e sua responsabilidade inata dos cargos. Trabalhadores, empresários, profissionais liberais, não. Destes, os que são capazes, com boa formação, com experiência, estão ocupados. Ocupadíssimos. Por mais que desejarem dispor de dois dias para "servir a coletividade" -e é assim que se chama essa doação de tempo-, será, realmente, um sacrifício. Mesmo que representem uma associação, um sindicato, uma ONG... Há despesas envolvidas. Há perdas. O agricultor não colherá ou não venderá. O arquiteto não visitará obras ou atrasará projetos. O trabalhador faltará e será penalizado. O empresário não estará em sua empresa... Por outro lado, os que têm tempo, em sua maioria, são os que estão em ritmo reduzido, que aposentaram, que estão sem emprego ou sem clientes -ou poucos-. Sem querer ofendê-los (até porque sempre há exceções), os que podem dispor de dois dias inteiros parecem ser aqueles que são menos solicitados profissionalmente. Justamente aqueles cuja contribuição, embora importante, menos contribuirá efetivamente para o sucesso do evento.
Eu queria participar. Adoro esses debates e o jogo saudável de interesses. Mas não quis desagradar organizadores, colegas e participantes e sair antes do final. Não quis que considerassem falta de interesse minha ausência em horários em que eu não poderia, mesmo, estar lá. Não quis estar apenas na abertura, como se o interesse fosse mostrar-me e aparecer nas fotos.
O resultado é que eventos assim ficam entregues ao poder público: municipal, estadual e federal. Prefeitura, estado -secretarias, universidade e demais órgãos-, Infraero... Alguns bravos -em ambos os sentidos- cidadãos "comuns" acabam resistindo até o final. Pode ser a hora de iniciar um debate e estudos para aperfeiçoar esta medodologia de participação popular... Eu tenho propostas, mas sou apenas, hoje -por enquanto, ex-alguma coisa...
De qualquer forma, agradecendo e homenageando meu amigo José Nazal, do blog Catucadas, publico aqui duas fotografias de sua autoria com o polígono da área onde deve ser construído o aeroporto, desenhado sem escala e o projeto completo do empreendimento.


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Pesto! A pedidos...
Simples e delicioso. Basta uma ou duas colheres sobre a massa ainda quente e uma das refeições que mais representam a alma italiana estará pronta.
Aprendi e pratiquei. Compartilho...
Num frasco de vidro, desses de azeitonas, coloque azeite de oliva dos bons. Basta a medida de 2 a 3 dedos. A mesma medida para óleo. Sim, óleo de milho, canola, soja... Dizem que "quebra" um pouco o sabor forte do azeite...
Acrescente, então, 1 dedo de nozes trituradas, um pouco menos disso em manjericão fresco bem picado, meia cabeça de alho (4 a 5 dentes) socado, sal para temperar (cuidado!), queijo parmesão ralado na medida que seu paladar pedir...

Bata num liquidificador. Apenas um pouquinho se a pedida for por um molho mais crocante. Bata bastante se quiser um creme de pesto.
Você pode fazer uma quantidade maior e guardar fora da geladeira. Sempre será uma mão na roda na hora em que a geladeira estiver vazia e o tempo for curto. Ou para um romântico jantar-surpresa!
A dica é guardar um pouco das nozes e do manjericão para salpicar sobre o molho que tiver sido colocado sobre a massa. Mesmo com o parmesão ralado na receita, cai muito bem mais uma pequena porção para finalizar.

Escolha o vinho e bom apetite! Depois me conta e, se der, me convide!
Aprendi e pratiquei. Compartilho...
Num frasco de vidro, desses de azeitonas, coloque azeite de oliva dos bons. Basta a medida de 2 a 3 dedos. A mesma medida para óleo. Sim, óleo de milho, canola, soja... Dizem que "quebra" um pouco o sabor forte do azeite...
Acrescente, então, 1 dedo de nozes trituradas, um pouco menos disso em manjericão fresco bem picado, meia cabeça de alho (4 a 5 dentes) socado, sal para temperar (cuidado!), queijo parmesão ralado na medida que seu paladar pedir...

Bata num liquidificador. Apenas um pouquinho se a pedida for por um molho mais crocante. Bata bastante se quiser um creme de pesto.
Você pode fazer uma quantidade maior e guardar fora da geladeira. Sempre será uma mão na roda na hora em que a geladeira estiver vazia e o tempo for curto. Ou para um romântico jantar-surpresa!
A dica é guardar um pouco das nozes e do manjericão para salpicar sobre o molho que tiver sido colocado sobre a massa. Mesmo com o parmesão ralado na receita, cai muito bem mais uma pequena porção para finalizar.

Escolha o vinho e bom apetite! Depois me conta e, se der, me convide!
sexta-feira, março 19, 2010
Ação local, efeito global
Tenho refletido bastante a respeito dos icebergs. Não, não estou me referindo ao derretimento de blocos de gelo e a variação do nível dos oceanos. No "ambientalismo" há "pontas" visíveis e "uma imensidão de gelo" submersa e invisível. Sim, a este respeito há muito mais a se pensar do que interesses pessoais, individuais e, mesmo, ambientais locais. Estes, seriam as pontas de um grande iceberg.
"Think global, act local" foi uma ideia criada por Patrick Geddes em 1915! Faz sentido. Não adiantaria falar e falar dos problemas do planeta se não houvesse soldados a atuar nos fronts do desmatamento, da poluição do ar, dos resíduos das cidades...
Mas, também, é uma frase que pode confundir, ou ser utilizada para defender interesses extritamente individuais. Pode, então, incentivar o mais puro dos sentimentos inerentes à alma humana: o egoísmo. Cidadania ainda é uma arte retraída, tímida, uma solução a ser descoberta. Cuidar do que é de todos ainda é, infelizmente, um "mico" da modernidade.

Desde os primórdios de minha educação há registro da observação firme e melancólica de que o Brasil perdeu, literalmente, o trem da história ao optar pelas estradas, automóveis e caminhões. A economia adaptou-se, as indústrias se planejaram e, hoje, praticamente tudo que você está vendo agora -faça uma pausa e observe a seu redor- chegou até sua casa de... Caminhão! Isto significa uma imensa "pegada ecológica" e um custo desnecessário.

Estradas de ferro e portos são, ainda, em sua maioria, sucatas. "Cabotagem" é uma expressão desconhecida. Além de ser um título de um livro de memórias de Jorge Amado ("Navegação de Cabotagem"), significa navios carregados de bens que são produzidos em uma região e consumidos em outra, levando-os de porto a porto, inclusive fluviais, poupando estradas e combustível. Um navio equivale, em média a 684 carretas! Numa viagem de São Paulo a Belém consumiria 260 mil litros de combustível e as carretas, 1 milhão de litros... Sem falar nos acidentes, despesas com hospitais e as perdas de vidas, no desmatamento e na poluição. Ferrovias, também, são reconhecidas como eficientes meios de transporte, limpos e seguros. E há muito tempo clamamos por uma nova política de transportes. A mudança teria que ser gradual, mas os primeiros passos teriam que ser firmes. Seriam novos paradigmas e, claro, provocariam abalos em velhas estruturas.

E eis que numa certa região do Brasil (por coincidência, a terra de Jorge Amado) projeta-se a construção de um porto, onde seria uma das pontas de uma nova e moderna ferrovia. Tudo o que ambientalistas esperaram por toda sua vida. Vanguarda, economia, preservação de recursos naturais... Festas? Comemorações? Agradecimentos? União? Mobilização social para ajustar as necessidades da região às mudanças que chegarão?
Não.

Conflitos baseados em interesses intimistas, extremamente pontuais, têm sido deflagrados. É a ponta do iceberg. Há razão, sim, para muita atenção às ações, aos impactos, ao aumento da demanda por habitação, educação, saúde, energia, segurança e, claro, atenção para que não haja efeitos desnecessários sobre quaisquer recursos naturais e que eles possam, inclusive, receber maior proteção e ações de recuperação. Para isso, também, são criadas áreas protegidas. Para criar uma cultura, uma consciência que permita o debate com isenção e superior pensamento em considerar todo o "bloco de gelo" e, não , apenas sua ponta. A ponta é a visão pequena de que há impactos locais e eles inviabilizariam qualquer alteração, intervenção. O bloco total são os imensos benefícios nacionais e globais que podem advir deste novo paradigma, que deve ser, então, incentivado e monitorado.
É um ponto de vista. Simplesmente.
"Think global, act local" foi uma ideia criada por Patrick Geddes em 1915! Faz sentido. Não adiantaria falar e falar dos problemas do planeta se não houvesse soldados a atuar nos fronts do desmatamento, da poluição do ar, dos resíduos das cidades...
Mas, também, é uma frase que pode confundir, ou ser utilizada para defender interesses extritamente individuais. Pode, então, incentivar o mais puro dos sentimentos inerentes à alma humana: o egoísmo. Cidadania ainda é uma arte retraída, tímida, uma solução a ser descoberta. Cuidar do que é de todos ainda é, infelizmente, um "mico" da modernidade.

Desde os primórdios de minha educação há registro da observação firme e melancólica de que o Brasil perdeu, literalmente, o trem da história ao optar pelas estradas, automóveis e caminhões. A economia adaptou-se, as indústrias se planejaram e, hoje, praticamente tudo que você está vendo agora -faça uma pausa e observe a seu redor- chegou até sua casa de... Caminhão! Isto significa uma imensa "pegada ecológica" e um custo desnecessário.

Estradas de ferro e portos são, ainda, em sua maioria, sucatas. "Cabotagem" é uma expressão desconhecida. Além de ser um título de um livro de memórias de Jorge Amado ("Navegação de Cabotagem"), significa navios carregados de bens que são produzidos em uma região e consumidos em outra, levando-os de porto a porto, inclusive fluviais, poupando estradas e combustível. Um navio equivale, em média a 684 carretas! Numa viagem de São Paulo a Belém consumiria 260 mil litros de combustível e as carretas, 1 milhão de litros... Sem falar nos acidentes, despesas com hospitais e as perdas de vidas, no desmatamento e na poluição. Ferrovias, também, são reconhecidas como eficientes meios de transporte, limpos e seguros. E há muito tempo clamamos por uma nova política de transportes. A mudança teria que ser gradual, mas os primeiros passos teriam que ser firmes. Seriam novos paradigmas e, claro, provocariam abalos em velhas estruturas.

E eis que numa certa região do Brasil (por coincidência, a terra de Jorge Amado) projeta-se a construção de um porto, onde seria uma das pontas de uma nova e moderna ferrovia. Tudo o que ambientalistas esperaram por toda sua vida. Vanguarda, economia, preservação de recursos naturais... Festas? Comemorações? Agradecimentos? União? Mobilização social para ajustar as necessidades da região às mudanças que chegarão?
Não.

Conflitos baseados em interesses intimistas, extremamente pontuais, têm sido deflagrados. É a ponta do iceberg. Há razão, sim, para muita atenção às ações, aos impactos, ao aumento da demanda por habitação, educação, saúde, energia, segurança e, claro, atenção para que não haja efeitos desnecessários sobre quaisquer recursos naturais e que eles possam, inclusive, receber maior proteção e ações de recuperação. Para isso, também, são criadas áreas protegidas. Para criar uma cultura, uma consciência que permita o debate com isenção e superior pensamento em considerar todo o "bloco de gelo" e, não , apenas sua ponta. A ponta é a visão pequena de que há impactos locais e eles inviabilizariam qualquer alteração, intervenção. O bloco total são os imensos benefícios nacionais e globais que podem advir deste novo paradigma, que deve ser, então, incentivado e monitorado.
É um ponto de vista. Simplesmente.
quinta-feira, março 18, 2010
quarta-feira, março 17, 2010
Exterminadores do Futuro

A Fundação SOS Mata Atlântica lançou, na quarta-feira, 10 de março, em Brasília, a campanha “Os Exterminadores do Futuro”. O objetivo é elaborar uma lista, com a participação de toda a sociedade, que indicará os nomes dos políticos que vêm demonstrando, por meio de suas atitudes, desrespeito à legislação ambiental brasileira e ao patrimônio natural do País. Como a campanha sugere, esse grupo deixa como herança a Terra devastada e destruída, sem garantia de sobrevivência para a nossa e para as próximas gerações.
Os "exterminadores" têm uma regra básica: voltar ao passado e destruir o futuro. Querem explorar os bens da Natureza sem qualquer limite, eliminando todas as normas de proteção já criadas, deixando os efeitos da devastação para os que vierem depois. São 36 projetos de lei para alerar o Código Florestal! Querem eliminar ou minimizar a exigência de Área de Preservação Permanente e Reserva Florestal.
domingo, março 14, 2010
Plano Diretor para todas as cidades?

O texto abaixo foi emitido pela Agência Senado e cita uma possibilidade de obrigatoriedade de elaboração de Plano Diretor para cidades de todos os tamanhos. Fica o desafio de descobrir fontes de financiamento, interesse político e, principalmente, profissionais experientes em planejamento de pequenas cidades. O risco é de terem que construir mais gavetas para tanto papel.
---
Proposta de Emenda à Constituição (PEC 39/09) aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), nesta quarta-feira (10), tem o objetivo de obrigar todas as cidades brasileiras a elaborar planos diretores.
Atualmente, o texto constitucional faz essa exigência apenas para cidades com mais de 20 mil habitantes. A matéria segue agora para o Plenário do Senado.
Aprovado pela Câmara de Vereadores local, o plano diretor é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana. Autor da PEC 39/09, o senador Jefferson Praia (PDT-AM) recordou, na justificação da proposta, que a percepção da necessidade de institucionalizar o planejamento urbano foi o que levou os constituintes de 1988 a determinarem a edição de uma lei federal de diretrizes da política urbana e a tornarem obrigatória a elaboração de um plano diretor para as cidades com mais de 20 mil habitantes.
Mas, ao definir a população mínima de 20 mil habitantes como critério, a Constituição teria deixado de alcançar, segundo Jefferson Praia, "milhares de municipalidades que se mantêm inertes em relação ao planejamento de seu desenvolvimento urbano".
O relator da PEC 39/09 na CCJ, senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), apresentou voto favorável à matéria, argumentando que o processo de desenvolvimento e de expansão urbana deve ser ordenado desde o seu início, inclusive nas pequenas localidades.
---
Veja textos sobre Planos Diretores em http://desacelere.blogspot.com/search/label/Planos%20Diretores%20Municipais
quinta-feira, março 11, 2010
Discussão se ganha?
Você discute com alguém durante horas. Expõe seu ponto de vista com intensidade. Ouve a outra parte por necessidade. Aí, ele finalmente concorda. Vitória. Será que foi você quem ganhou? Não. Você ficou igual, com as mesmas idéias e sem nada de novo. Seu "opositor", sim, ganhou. Acrescentou novas formas de pensar e compreender antigas questões.
A edição de 23/12 da revista Veja apresentou uma entrevista com Bjorn Lomborg. Segundo a revista, é "o principal representante dos céticos em relação aos efeitos catastróficos do aquecimento global". Eles, os céticos, são poucos. A imensa maioria dos pesquisadores concorda com a ideia de que há efeitos da atividade humana sobre o clima e que devem ser tomadas medidas urgentes para evitar problemas como crises de produção de alimentos, redução da disponibilidade de água potável e aumento do nível dos oceanos. Céticos, ao contrário, costumam dizer que há grande exagero e questionam, inclusive, a seriedade das pesquisas sobre mudanças climáticas.
Apesar dos argumentos infantis (que confundem os leigos ao apresentar afirmações corretas) de que "meteorologistas mal prevêm o tempo para amanhã, como saberão a temperatura da Terra daqui a décadas ou séculos?" ou "há cientistas que forjam pesquisas catastrofistas apenas para receber recursos", os céticos, também são parte importante deste debate. São a necessária oposição ao que parece unânime. São a minha (nossa) chance de, verdadeiramente, "ganhar" algo nesta discussão.
Pois eu acredito, com base em tudo que leio, vejo, estudo e comparo, que há "algo sério no ar" e que precisamos nos preparar para lidar com novas realidades. E isto significa, também, sermos criteriosos e "aprender com quem não acredita como nós".

Por exemplo, Lomborg lembra que há grande movimentação (recursos financeiros) devido ao fato de que Tuvalu, um país insular com 12.000 habitantes, poderia desaparecer devido ao novo nível dos oceanos pós-aquecimento. Ele afirma, com justiça, que estamos falando de 12.000 pessoas que teriam que se mudar, com segurança, para outra localidade. É triste, mas ninguém morreria. Lembra que a cada sete horas e meia este mesmo número de pessoas morre em decorrência de doenças infecto-contagiosas facilmente curáveis e, claro, evitáveis (!). 15 milhões por ano. Há recursos para Tuvalu, mas há muito pouca atenção aos 12.000 que morreram nas últimas sete horas e meia. Sim, hipocrisia.
Mas, por outro lado, ele pisa em solo frágil ao falar de consumo. Ele parte do princípio que "querer ter ou gastar cada vez mais" é da natureza humana. Diz isso para concluir que a solução é desenvolver tecnologia para que aquela natureza seja suprida, independente do impacto ou das emissões de carbono. Ora, parece claro que o que ele considera "natureza" do ser humano é consequência de uma característica adquirida, uma necessidade imposta, uma "inclusão social" forçada, que leva nossa espécie, na versão industrializada, a querer possuir o que, absolutamente, não precisa.

A tecnologia de que precisamos é a que repensa os ciclos de produção e, especialmente, de energia. Em paralelo, a humanidade terá que enfrentar, forçosamente, a reflexão sobre seus hábitos. Seja o selvagem que derruba matas para obter lenha, seja o executivo que troca de celular a cada 2 meses. Sim, tecnologia e educação. Exatas e humanas. Novos valores e nova base tecnológica.

E, ao mesmo tempo, Lomborg acaba concordando com o efeito devastador do crescimento populacional e afirma que "para os pobres, crianças são fonte de renda. Para os ricos, representam despesa". Sugere, com razão, que para interferir preventivamente no tamanho das famílias, devemos torná-las mais ricas. Ou seja: menos ignorantes, mais educadas, mais conscientes. Ponto para a educação!
Perdi parte da discussão, pois continuo pensando como antes em muitas questões. Ganhei, no entanto, ao visualizar com maior clareza a hipocrisia existente nas políticas de combate ao aquecimento global.
A edição de 23/12 da revista Veja apresentou uma entrevista com Bjorn Lomborg. Segundo a revista, é "o principal representante dos céticos em relação aos efeitos catastróficos do aquecimento global". Eles, os céticos, são poucos. A imensa maioria dos pesquisadores concorda com a ideia de que há efeitos da atividade humana sobre o clima e que devem ser tomadas medidas urgentes para evitar problemas como crises de produção de alimentos, redução da disponibilidade de água potável e aumento do nível dos oceanos. Céticos, ao contrário, costumam dizer que há grande exagero e questionam, inclusive, a seriedade das pesquisas sobre mudanças climáticas.
Apesar dos argumentos infantis (que confundem os leigos ao apresentar afirmações corretas) de que "meteorologistas mal prevêm o tempo para amanhã, como saberão a temperatura da Terra daqui a décadas ou séculos?" ou "há cientistas que forjam pesquisas catastrofistas apenas para receber recursos", os céticos, também são parte importante deste debate. São a necessária oposição ao que parece unânime. São a minha (nossa) chance de, verdadeiramente, "ganhar" algo nesta discussão.
Pois eu acredito, com base em tudo que leio, vejo, estudo e comparo, que há "algo sério no ar" e que precisamos nos preparar para lidar com novas realidades. E isto significa, também, sermos criteriosos e "aprender com quem não acredita como nós".

Por exemplo, Lomborg lembra que há grande movimentação (recursos financeiros) devido ao fato de que Tuvalu, um país insular com 12.000 habitantes, poderia desaparecer devido ao novo nível dos oceanos pós-aquecimento. Ele afirma, com justiça, que estamos falando de 12.000 pessoas que teriam que se mudar, com segurança, para outra localidade. É triste, mas ninguém morreria. Lembra que a cada sete horas e meia este mesmo número de pessoas morre em decorrência de doenças infecto-contagiosas facilmente curáveis e, claro, evitáveis (!). 15 milhões por ano. Há recursos para Tuvalu, mas há muito pouca atenção aos 12.000 que morreram nas últimas sete horas e meia. Sim, hipocrisia.
Mas, por outro lado, ele pisa em solo frágil ao falar de consumo. Ele parte do princípio que "querer ter ou gastar cada vez mais" é da natureza humana. Diz isso para concluir que a solução é desenvolver tecnologia para que aquela natureza seja suprida, independente do impacto ou das emissões de carbono. Ora, parece claro que o que ele considera "natureza" do ser humano é consequência de uma característica adquirida, uma necessidade imposta, uma "inclusão social" forçada, que leva nossa espécie, na versão industrializada, a querer possuir o que, absolutamente, não precisa.

A tecnologia de que precisamos é a que repensa os ciclos de produção e, especialmente, de energia. Em paralelo, a humanidade terá que enfrentar, forçosamente, a reflexão sobre seus hábitos. Seja o selvagem que derruba matas para obter lenha, seja o executivo que troca de celular a cada 2 meses. Sim, tecnologia e educação. Exatas e humanas. Novos valores e nova base tecnológica.

E, ao mesmo tempo, Lomborg acaba concordando com o efeito devastador do crescimento populacional e afirma que "para os pobres, crianças são fonte de renda. Para os ricos, representam despesa". Sugere, com razão, que para interferir preventivamente no tamanho das famílias, devemos torná-las mais ricas. Ou seja: menos ignorantes, mais educadas, mais conscientes. Ponto para a educação!
Perdi parte da discussão, pois continuo pensando como antes em muitas questões. Ganhei, no entanto, ao visualizar com maior clareza a hipocrisia existente nas políticas de combate ao aquecimento global.
terça-feira, março 09, 2010
Esqueceram Marina...
Correio Brasiliense, 08-03-2010, coluna de Denise Rothenburg
"Na homenagem às ambientalistas, feita pelo Ministério do Meio Ambiente, Marina Silva sequer é citada
(...) Quando se fala em mulher e defesa do Meio Ambiente, qual é um dos primeiros nomes que vem à sua mente, caro leitor? Na minha, com todo o respeito às demais ambientalistas e sem qualquer conotação eleitoral, é o da senadora Marina Silva, que saiu do PT no passado e se filiou ao PV.
Assim como Dilma, Marina é pré-candidata a presidente da República. Talvez por isso, esteja fora da homenagem e do debate organizado dentro do ministério que ocupou e pelo qual lutou e ajudou a fortalecer. Ela saiu de lá em maio de 2008 justamente por causa de uma trombada com a ministra da Casa Civil, que queria pressa nas obras de infraestrutura e jogava no Ministério do Ambiente a culpa por atrasos de cronograma.
A solenidade do ministério, organizada pela secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo, colocará os holofotes sobre quatro mulheres que vão comandar o debate “A contribuição das mulheres brasileiras ao ambientalismo brasileiro”. Como mediadora, a secretária-executiva do ministério, Izabella Texeira. À mesa, estarão Bertha Becker, Tereza Urban e Isabel Cristina Moura de Carvalho, todas relacionadas com a causa. As homenageadas terão suas biografias resumidas em marcadores de páginas que o ministério lança amanhã. Além da geógrafa Bertha Becker e de Magda Renner, pioneira na defesa do meio ambiente no Brasil, haverá uma homenagem póstuma a irmã Dorothy Stang e a Judith Cortesão.
Na homenagem às ambientalistas, feita pelo Ministério do Meio Ambiente, Marina Silva sequer é citada. É como se o PT quisesse sumir com a biografia daqueles que deixaram seus quadros. Nos bastidores, ela é vista como a “ameaça verde”. A homenagem de hoje, do Ministério, passou inclusive a alguns políticos a impressão de que o objetivo é mesmo levantar outras mulheres e colocar Marina no fundo do palco do ambientalismo nacional.(...)"
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Ao ser questionada, Marina Silva declarou:
"As mulheres têm uma facilidade muito grande de fazer processos mais abertos, mais democráticos. Apostam mais no consenso do que na disputa, têm mais facilidade de dividir a autoria das coisas, o reconhecimento, a realização. E isso quando é transferido para dentro das empresas, dos sindicatos, das associações, do poder público, tem uma força transformadora enorme."
"Na homenagem às ambientalistas, feita pelo Ministério do Meio Ambiente, Marina Silva sequer é citada
(...) Quando se fala em mulher e defesa do Meio Ambiente, qual é um dos primeiros nomes que vem à sua mente, caro leitor? Na minha, com todo o respeito às demais ambientalistas e sem qualquer conotação eleitoral, é o da senadora Marina Silva, que saiu do PT no passado e se filiou ao PV.
Assim como Dilma, Marina é pré-candidata a presidente da República. Talvez por isso, esteja fora da homenagem e do debate organizado dentro do ministério que ocupou e pelo qual lutou e ajudou a fortalecer. Ela saiu de lá em maio de 2008 justamente por causa de uma trombada com a ministra da Casa Civil, que queria pressa nas obras de infraestrutura e jogava no Ministério do Ambiente a culpa por atrasos de cronograma.
A solenidade do ministério, organizada pela secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo, colocará os holofotes sobre quatro mulheres que vão comandar o debate “A contribuição das mulheres brasileiras ao ambientalismo brasileiro”. Como mediadora, a secretária-executiva do ministério, Izabella Texeira. À mesa, estarão Bertha Becker, Tereza Urban e Isabel Cristina Moura de Carvalho, todas relacionadas com a causa. As homenageadas terão suas biografias resumidas em marcadores de páginas que o ministério lança amanhã. Além da geógrafa Bertha Becker e de Magda Renner, pioneira na defesa do meio ambiente no Brasil, haverá uma homenagem póstuma a irmã Dorothy Stang e a Judith Cortesão.
Na homenagem às ambientalistas, feita pelo Ministério do Meio Ambiente, Marina Silva sequer é citada. É como se o PT quisesse sumir com a biografia daqueles que deixaram seus quadros. Nos bastidores, ela é vista como a “ameaça verde”. A homenagem de hoje, do Ministério, passou inclusive a alguns políticos a impressão de que o objetivo é mesmo levantar outras mulheres e colocar Marina no fundo do palco do ambientalismo nacional.(...)"
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Ao ser questionada, Marina Silva declarou:
"As mulheres têm uma facilidade muito grande de fazer processos mais abertos, mais democráticos. Apostam mais no consenso do que na disputa, têm mais facilidade de dividir a autoria das coisas, o reconhecimento, a realização. E isso quando é transferido para dentro das empresas, dos sindicatos, das associações, do poder público, tem uma força transformadora enorme."
Campanha Ficha Limpa

Há um movimento que tenta diminuir (ou acabar) com a corrupção no Brasil. A Campanha Ficha Limpa conseguiu levar adiante uma lei anti-corrupção e é importante pressionar nossos deputados a aprová-la. Se esta lei passar, políticos corruptos serão removidos das eleições!
É incrível, com a pressão das 15.506 mensagens que enviaram, venceram o primeiro obstáculo: os deputados responsáveis por encaminhar o Projeto de Lei "Ficha Limpa" concordaram em levá-lo para votação!
Esta lei proibirá a candidatura de políticos condenados por crimes como corrupção e desvio de verbas públicas nas eleições.
Porém, a etapa final ainda está por vir. Não basta terem apresentado a lei, agora os deputados devem votar "SIM". A ideia, agora, é juntar 2 milhões de nomes para deixar claro que caso eles não votem na lei da Ficha Limpa, perderão muitos votos em outubro! Este é o link, caso queira participar:
http://www.avaaz.org/po/brasil_ficha_limpa/98.php?CLICK_TF_TRACK
(copie e cole no seu navegador)
segunda-feira, março 01, 2010
Life - Coming Soon - Trailer
O Discovery Channel e a BBC apresentarão a partir de 18 de março uma série incrível em alta definição: Vida. São 10 episódios sobre as estratégias dos seres vivos para sobreviver e evoluir. Esta é apenas uma amostra...
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Veneno tem gosto de mel

Por que o veneno tem gosto de mel?
Raul Seixas. Uma pérola de Raulzito. Sim, tem o dedo de Paulo Coelho, mas, na época, era Raul quem bancava a inspiração. E veio esta frase, perdida em meio a uma letra óbvia, simplista, rebelde e anti-religiões.
Pense. Veneno. Mel. Nada mais ameaçador à vida, à felicidade, ao equilíbrio, do que o veneno. Substância fatal, muitas vezes desconhecida. E poucas coisas são tão sedutoras como o mel. A maçã, talvez. Mas a doçura produzida pelas abelhas é referência em prazer do paladar.

O que mata, o que destrói, o que desequilibra, muitas vezes tem doce sabor. O preço do breve prazer, do êxtase das papilas gustativas, pode ser a destruição. Mas o que faz do mel um veneno? Simples. O exagero. A insistência. A repetição. O vício. A dependência. É crer que a felicidade pode estar num breve prazer e, pior, numa reles substância. O mel.
Veneno é o orgulho, que nos ilude com a doce sedução de poder. Veneno é o julgamento, que nos lambuza e nos faz sentir superiores à grande energia criadora. Veneno é a preguiça, que nos deixa inertes e embevecidos na lenta agonia do mundo paralelo. Veneno é o cigarro, a gordura, o stress, o sal...
Veneno é a inércia. É não fazer nada para mudar. O mel é a falsa segurança de ficar onde está. É o falso prazer do conhecido e do esperado.
Mas há, sim, mel que não envenena. Mel com verdadeiro sabor. Mel que não abusa da sedução fácil. É o prazer contido na compaixão e na aceitação. É o doce sabor de respeitar cada um pela frente e trabalhar pelo sucesso de todos.
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