quarta-feira, maio 13, 2009

Joseph Pilates: um pouco de história


O criador da técnica que hoje é praticada por milhares de pessoas em todo o mundo para corrigir postura, enrijecer musculatura e definir abdomen nasceu em Mönchengladbach, uma cidadezinha próxima a Dusseldorf, na Alemanha. Seu pai era um ginasta de sucesso e sua mãe trabalhava na área de saúde.

Foi uma criança muito doente -asma, febre reumática...- e, para recuperar-se, praticou esportes com tamanha dedicação que, aos 18 anos de idade, já era modelo para cartas anatômicas, tal a perfeição de sua forma física.


Mudou-se para o Reino Unido em 1912. Trabalhava como artista de circo, boxeador e como treinador de defesa pessoal de detetives da Scotland Yard, a polícia inglesa. Com o advento da I Guerra Mundial, como cidadão alemão foi detido e levado à Prisão da Isle of Man. Foi nesse ambiente que começou a desenvolver o que, a princípio chamou de "Contrologia". Estudou Yoga e os movimentos dos animais. Com as molas dos colchões desenvolveu equipamentos rústicos para treinar a si e seus colegas. Há registros de que ele e seus companheiros escaparam de morrer devido à peste negra de 1918 fortalecidos pela energia produzida por seu novo método de treinamento.

Ao final do conflito, retornou à Alemanha e contribuiu com especialistas em dança e exercícios, como Rudolf Laban e foi chamado a treinar oficiais do exército alemão. Supostamente decepcionado com os caminhos políticos e sociais de seu país, migrou para os Estados Unidos em 1925. No navio conheceu sua futura esposa, Clara.


O casal fundou seu estúdio em Nova Iorque e ambos ensinaram pessoalmente até os anos 1960. Já era um método que utilizava a mente para controlar músculos e com foco no core, a região abdominal anterior, cujos músculos internos, ativados, formariam uma "casa de força", a power house, um eficiente sistema de proteção da coluna vertebral.

George Balanchine e Martha Graham (em foto de 1935), grandes nomes da dança na época, foram alunos de Pilates e sempre confirmaram que deviam muito a eles.


Joseph Pilates faleceu aos 87 anos, em 1967. Num incêndio em seu estúdio. Conseguiu retirar todos seus equipamentos mas intoxicou-se com a fumaça.

Seus seguidores trataram de disseminar a técnica. A princípio houve disputa pela marca "Pilates", mas com a posição clara da Alta Corte americana de que "Pilates" era uma modalidade e, não, uma marca, a antiga "Contrologia" pode ser conhecida por praticantes em todo o mundo. Hoje, poucas são as academias que não oferecem Pilates como uma modalidade.

Em Ilhéus, tive o privilégio de ser o primeiro instrutor de Pilates. Muitos de meus alunos e amigos estão comigo há 6 anos. Resistem, permanecem e sabem que nossas aulas, nossos encontros são muito mais do que apenas "treinamento físico".

terça-feira, maio 12, 2009

Lembrando: espetáculo musical no Teatro Municipal


Sábado e domingo, 23 e 24 de maio, pontualmente às 19 hs! Anote e programe-se!

Esta é a hora de quem valoriza arte e cultura mostrar sua cara e... Comparecer!

segunda-feira, maio 11, 2009

domingo, maio 10, 2009

Bob Dylan, quem diria?!...


No topo das paradas no Reino Unido! A última vez foi na década de 1970! Criatividade à toda prova, retorna com uma produção impecável e músicas de qualidade. Dylan é uma referência a várias gerações e "Together Through Life" é um álbum que chega superando "artistas de 15 minutos de sucesso" e ensinando da melhor maneira que a arte -a verdadeira- é soberana.

Quantas estradas deve um homem percorrer antes de ser chamado de "homem"? A resposta, meu amigo, está no vento!

How many roads must a man walk down,
Before you call him a man?
The answer, my friend, is blowing in the wind,
The answer is blowing in the wind.


Com este álbum, Dylan abre uma nova estrada. Quantas ainda serão necessárias?

sábado, maio 09, 2009

Festival de Natação Tonus: os vencedores!











Eu me autorizo...


Acabo de ler -leitura dinâmica, de uma só vez!- "Cinderela de Saia Justa", de Chris Linnares. Emprestado com condições especiais -leia rápido e devolva! (obrigado, Gi!)-, foi a confirmação de que há uma verdade absoluta e várias versões.

Já falei aqui de auto-estima, poder do subconsciente, praticar aceitação, feminismo, importância do aprendizado subliminar, o inimigo criado, o respeito ao outro, auto-sabotagem, ó vida ó azar...

"Cinderela..." é um relato envolvente do ponto de vista de um personagem comum. Comum como quase todas as pessoas que você conhece. Comum como às vezes nós próprios nos transformamos. Comum-insignificante... Pelo menos é como esse personagem se vê. E, por força de um desafio indesejado no trabalho, entra em contato com pessoas que revelam caminhos antes escondidos. A princípio, como todas as pessoas "comuns", age com desdém, ironia e distância. Aos poucos vê revelar-se uma nova pessoa em si.

O conceito geral é o "Eu me autorizo a...". Seja perceber e assumir emoções, dar o melhor de si, viver o presente, aproveitar o máximo do dia e da vida, ser feliz.

E, para isso, numa história fictícia, utiliza as metáforas escondidas na fábula de Cinderela. Sim, aquela órfã maltratada por sua madrasta e irmãs, que sobrepõe-se às dificuldades e conquista nada menos do que o príncipe. Quais são suas "madrastas"? Quem ou o quê as representa na vida real? Como você lida com suas dificuldades? Você senta e espera uma solução ou levanta-se e busca sintonia com alternativas de cores e tamanhos variados? Em que desejos estão escondidos seus "príncipes"? Você deixa as portas abertas para que a felicidade te encontre?

Para mim, foi impossível deixar de traçar paralelos com tudo que já li, vivi e presenciei. Uma forma simbólica de emitir mensagens profundas. Uma forma usual e "romanceada", um formato palatável, simples e eficiente.

Útil. Para que trabalha com pessoas e para quem é uma delas.

sexta-feira, maio 08, 2009

Cidade Baixa, Itapebi, Bahia, Brasil


Crianças a caminho da escola.



Águas do Rio Jequitinhonha.

Mascote e Itapebi: municípios do Sul da Bahia

Dia 6 de maio apresentamos a proposta de lei para o Plano Diretor Municipal de Mascote. No dia 7 foi a vez de Itapebi. Foram meses de oficinas, audiências, visitas técnicas, leituras comunitárias, reuniões, muita pesquisa e... Aí está. A Lei.

Estiveram na apresentação de Mascote bravos guerreiros, entre cidadãos incansáveis e alguns de seus representantes, vereadores municipais. Em Itapebi, tivemos presença do vice-prefeito, secretários municipais e vereadores, além de representantes da comunidade. De qualquer forma, um sucesso. Cumprir toda a programação e concluir com um texto completo e adequado à realidade local, aliado a mapas que completam a própria lei.


Mascote 06-05-2009


Mascote 06-05-2009

Não havia metodologia para elaboração de Planos Diretores para municípios pequenos. Muito pequenos. Nós a criamos. Com possíveis falhas e ausências de pontos importantes, mas, com certeza, refletem o pensamento da comunidade e possuem rigor técnico e profissional.


Itapebi 07-05-2009


Itapebi 07-05-2009

Próximo passo: vereadores devem reunir-se e aprovar o texto, com ou sem alterações. A partir do decreto do prefeito, a comunidade deve organizar-se minimamente para instituir o Conselho da Cidade e monitorar o andamento das ações previstas nas Políticas Setoriais descritas no Plano Diretor.

Parabéns a todos!

terça-feira, maio 05, 2009

Cultura de verdade em Ilhéus!!


Já vou avisando com antecedência: dias 23 e 24 de maio, pontualmente às 19 hs, sábado e domingo. Teatro Municipal de Ilhéus. Espetáculo musical em homenagem aos 50 anos da Bossa Nova!

A Escola de Música Clave de Sol traz seus alunos e seus artistas. Ninguém que tenha reclamado alguma vez que só temos "axé e arrocha" pode deixar de ir e divulgar!

Pode deixar. Mais para a frente vou lembrando...

segunda-feira, maio 04, 2009

Raul Seixas - Ouro de tolo

Cidadão respeitado... Vinte anos de ausência.
Ausência?!



Leia mais a seguir...

O que é que Raulzito tem?!


Em 2009 sua retirada de cena completa 20 anos. Raul Seixas era praticamente um artista "alternativo" e, ao longo destas duas décadas, transformou-se em porta-voz de multidões que abrigam metamoforseados de todas as idades.

Assisti pela TV, emocionado e extasiado, um verdadeiro mar de rauls cantando, gritando, transpirando suas músicas. Afinal, o que Raul Seixas tem?

Baiano como Glauber, Caetano e Gil, Raul produziu pérolas que tocam a alma humana.

Sua boca escancarada cheia de dentes esperava a morte chegar. Sem opinião formada sobre tudo, libertava porque amava. Incitava a ser sincero e, assim, sacudir o mundo. O bem e o mal, unidos num romance astral, pois para ele amor só dura em liberdade e o ciúme é só vaidade...

The Panthers e, depois, Os Panteras, era sua banda, o primeiro conjunto de rock com som elétrico na Bahia! Faziam cover de artistas do rock dos anos 50. Little Richard e Elvis -Let me sing, let me sing, let me sing my rock'n roll. Em 1967 tocaram com Jerry Adriani(!!) ao vivo em Salvador, que os convenceu a tentarem carreira no Rio de Janeiro. Ouro de Tolo, em 1972, foi seu primeiro grande sucesso.

Eu lembro, ouvindo no rádio do carro indo para o colégio, aquela música meio falada, meio cantada. Eu cantava junto, sabia a letra de cor. Os raps de hoje, incluindo, por exemplo, Gabriel -o pensador- devem muito a ele. Fez música para crianças, também foi censurado pela ditadura, utilizou palavrões e chamou à rebeldia pela rebeldia. Eclético, polêmico, trash, poeta, foi aonde o povo está.

Onde todo artista deveria estar...

Maluco beleza! Afinal, quem não quer ser uma metamorfose ambulante?!

domingo, maio 03, 2009

Sonho ou possível realidade?

Planos Diretores Municipais são direcionados pelo que determina o Estatuto da Cidade, de 2001. Foi uma revolução, pois a partir dali teriam que ser efetivamente participativos e abranger todo o território do município.

Dentre outras características, um bom exemplo é a demarcação das ZEIS, as Zonas Especiais de Interesse Social, para possibilitar a captação de recursos para intervenções.

Aí, vamos a campo, conversamos com a população, realizamos oficinas e definimos quais são as áreas no município em que há "risco". Risco social ou risco físico. Risco social é a situação em que crianças, adolescentes e jovens são expostos à sedução da droga, da prostituição, da criminalidade, do álcool. Risco físico é a possibilidade de inundações, desabamentos, erosões. Normalmente são áreas favelizadas das cidades, à parte da estrutura urbana organizada.

As propostas para ZEIS incluem programas de inclusão social, recuperação das moradias, realocação de moradores -se for o caso-, regularização fundiária -garantir a posse da moradia-, geração de ocupação e renda, saneamento básico, contenção de encostas, proteção de margens de rios, segurança pública, saúde, educação...

São programas que aparecem nos Planos Diretores. Serão executados? Depende. Depende da organização social local, da disposição e conhecimento dos componentes da equipe do governo municipal, da situação fiscal perante governos estadual e federal -inadimplência ou prestação de contas atrasadas ou inexistentes, por exemplo-...

Realmente é uma tarefa complexa e difícil, mas há casos de sucesso e acreditamos poder criar, como já disse, bolsões de "consciência" dentre nossos "alunos" nas cidades em que estivemos presentes. Alguns passos à frente e tentar evitar o mesmo número de passos atrás...

Audiência Pública

Dias 6 e 7 serão importantes para os municípios de Mascote e Itapebi, respectivamente. Estaremos apresentando o resultado de meses de trabalho. A população e seus representantes poderão conhecer a partir das 14 horas as propostas de minutas de Projetos de Lei dos PLANOS MUNICIPAIS DIRETORES PARTICIPATIVOS -PDMP.

A tarefa de apresentá-los de forma a serem compreendidos é difícil. Texto e mais texto. Definições, linguagem jurídica... Mapas (veja um detalhe do mapa de zoneamento de Itapebi)... Mas essa é nossa tarefa. Aproximar a população de suas leis, de seu destino, de seus representantes.

Missão cumprida, quais são as perspectivas de acontecer o que se prevê naqueles textos? Infelizmente, muito restritas. Nossa sociedade está travada em processos culturais, jurídicos, comportamentais... Sim, há esperança de que uma "movimentação diferenciada" aqui e ali desenvolva bolsões de consciência, participação, disposição e... Resultados!

E eu tento. Tento novamente. Falo de um jeito. Mudo, falo de outra maneira. Utilizo figuras, conto piadas... Desafio um por um! Mas ainda não encontrei um meio de tocar a alma humana e provocar mudanças concretas...

Ou será que sim?! De qualquer forma, não desanimo e continuo. Depois das audiências, conto aqui o resultado...

sábado, maio 02, 2009

Pequenos e imperceptíveis suicídios

É como me refiro a atitudes, no dia-a-dia, que podem nos destruir. Sim, uma lenta agonia, a vida escorrendo entre os dedos... Dias, meses, anos e, quem sabe, décadas, nos são extraídas por conta de comportamentos que assumimos hoje.

1. Fumar. Simplesmente fumar.
2. Álcool em excesso. Perder a consciência devido a ele. Ficar de ressaca.
3. Exagerar na ingestão de comidas gordurosas, artificiais.
4. Correr demais ao dirigir um automóvel, ultrapassar sem garantias, assumir a direção após beber ou com sono, brigar com outros motoristas.
5. Sexo irrresponsável.
6. Usar drogas.
7. Estressar-se a todo momento.
8. Amanhecer de mau humor.
9. Ceder à preguiça. Viver de forma sedentária. Ironizar os que fazem exercícios diários.
10. Maltratar pessoas, não dizer "-bom dia, obrigado, por favor".
11. Engolir suas próprias emoções, fingir a si mesmo que elas não existem.
12. Brigar com pai ou mãe, tratá-los mal, ignorá-los.
...

No seu último dia de vida, caso pudesse sabê-lo, quanto valeria usufruir outras 24 horas com seus familiares e amigos? E o que acharia de "ganhar" meses de vida, anos?... Algo como um "extra-time", um bônus! Muito não é?


Então por que observamos esta sequência insana de atitudes suicidas, diariamente? O que faz as pessoas desistirem de viver e demonstrarem isso a todo momento? A quantas anda seu amor pela vida? O que pode fazer para resgatá-lo?

Observe suas atitudes e proponha-se a, simplesmente perceber se elas te fazem viver, ou...

sexta-feira, maio 01, 2009

Essência do espírito masculino


Os livros de Jean Sasson "Princesa Sultana","Princesa" e "As filhas da princesa" retratam a dura realidade das mulheres no universo muçulmano tradicional. No caso, a família real da Arábia Saudita. Contados como relatos proibidos, chegam a nossa consciência como um míssil. Derrubam qualquer eventual orgulho de ser "masculino" numa raça -a humana- em que homens são induzidos a pensar que são superiores às mulheres e as oprimem, humilham, descartam, mutilam...

Para nosso falso alívio, pensamos:

- Ora, a cultura deles é assim! Estão acostumados há milênios!

Não. Não me alivia pensar assim! Mesmo em nossa "evoluída" cultura ocidental observamos vestígios deste absurdo e potencial instinto masculino. Conhecemos o sorriso de um pai que acaba de saber que terá um filho homem. Estupros de meninas por seus pais são sistematicamente desconsiderados pela elite intelectual -a não ser aqueles praticados por senhores suíços insuspeitos-. Filhos são recebidos como força braçal em famílias da roça e a filhas são esperança de um casamento com um rapaz mais rico -são, na prática, como no mundo árabe, vendidas pelo melhor lance-. Rapazes "pegadores" são motivo de orgulho. As meninas? Apedrejadas em praça pública por comentários, olhares, discriminação... E mais, muito mais...

Respeito, democracia, igualdade são alguns conceitos modernos ainda não universalizados. Temos, no entanto, direito de intervir? Os europeus tinham direito de iludir indígenas com miçangas e espelhos e, depois, impor sua "cultura" e sua religião? Os contatos inevitáveis entre os povos -e suas culturas- não criará uma raça humana padronizada e sem identidade? Como respeitar a cultura e, ao mesmo tempo conviver?

Quaisquer respostas não vão aliviar minha atual e momentânea vergonha de ser homem, de ser humano...

quinta-feira, abril 30, 2009

Compartilho este link

Incrível o que este pessoal anda fazendo... Tente "pegar" a aranha com o mouse, pelas patas ou pelo corpo. Copie o endereço ou digite-o no seu browser...

http://www.onemotion.com/flash/spider/

domingo, abril 26, 2009

Ainda não li...

...Mas tenho a impressão de eu poderia ter escrito pelo menos parte deste livro.

O Ciclo da Auto-sabotagem, de S. Rosner e P.Hermes, mereceu uma sinopse interessante no jornal A Tarde deste domingo. Fala de um ciclo repetitivo comum a muitas pessoas e que, se tomamos consciência dele, podemos iniciar um processo de "libertação". O autor fala do risco de tornar-se "refém de si próprio". Teríamos medo de abandonar uma forma já conhecida de agir, mesmo que não nos traga, efetivamente, felicidade. Seria como se, pelo fato de sabermos o que vai acontecer, ficássemos mais seguros. Sim, medo do novo, do desconhecido. Medo de piorar o que já pode ser, razoavelmente, ruim. Suportavelmente ruim...

Cita exemplos de homens que escolhem sistematicamente mulheres com personalidades semelhantes e que nunca os satisfazem. Ou aqueles que reclamam não serem reconhecidos por seus chefes e fazem o mesmo com seus próprios subordinados.

No meu modo de interpretar, isto soa como a repetição de um script assimilado em tempos distantes, na primeira infância. Seria lá que teria se formado a nossa "forma de ver o mundo", ou nossa "forma de agir". Repetimos o enredo e trocamos os atores. Muitas vezes nem somos o personagem principal, somos meros coadjuvantes de nossa vida.

Este é um discurso que tenho utilizado com frequência. Principalmente ao tentar criar pactos para a recriação de novas pessoas, em especial aquelas que desejam adquirir novos hábitos -alimentação, exercícios, relacionamentos- e sentem-se impotentes para isso.

E todos me perguntam como conseguir algo tão difícil. Minha resposta é sempre a mesma. O primeiro passo, sugiro, é abrir as portas para a mudança. O segundo passo é aceitar que fomos sendo influenciados por todos -sim, todos- os fatos que aconteceram em nossa vida. Em seguida, propor-se a aceitar as mudanças que porventura acontecerem, independentemente de gostarmos delas ou não. E, sempre considerando que hoje já não somos mais aquela criança emocionalmente tão vulnerável e que podemos reconstruir nossa maneira de lidar com problemas e situações cotidianas. E, finalmente, estarmos abertos a perceber cada emoção -boa ou ruim- provocada pelos acontecimentos cotidianos.

Quais são as atitudes que você tem repetido sistematicamente? Estas atitudes têm provocado insatisfação, incômodo, frustração? Quem sabe não é hora de enfrentar este verdadeiro ciclo de auto-sabotagem?

sábado, abril 25, 2009

J. C. VIOLLA

Há alguns dias falei aqui de J. C. Violla, como um dos que me influenciaram pessoal e profissionalmente. Meu gosto pela expressão, pela dança e pela arte formou-se também durante as aulas que frequentei em seu estúdio.

Ele formava o trio que, tendo aprendido com D. Maria Duschenes, em SP, abriram seus estúdios e puseram-se a multiplicar seu conhecimento e sensibilidade. Além dele, Klauss Vianna e Ivaldo Bertazzo.

Com certeza há influência em meu olhar atento à postura, à simetria e, principalmente, à naturalidade do movimento.

A imagem mostra o cartaz de um espetáculo da época, Petruchka, que assisti na estréia e acompanhei ensaios e elaboração do cartaz, do figurino e cenário, obras do grande Naum Alves de Souza. A foto mostra o piso, tacos de madeira, de seu estúdio e o boneco representado por Violla.

Anemia

A notícia nos chama a atenção: no Nordeste, uma em cada três mulheres está carente de ferro. Quase 40%, para falar a verdade... Anemia total! O mais interessante é que nas cidades a situação é... Pior!! Sugerem que no campo a alimentação seja mais natural.

Estive em Mascote e Itapebi na quinta-feira. Cidades pequenas. Interior da Bahia. Interior do Brasil. Sim, América Latina, hemisfério Sul... Não quisemos almoçar. Estava quente, tínhamos pressa.

- Que tal um suco e um lanche rápido?

Iniciou-se a busca pelo impossível. Suco? Só "refri".

- Tem este natural, aqui, moço, Skinka, de fruta.

Natural. Está escrito: "laranja". Então é de fruta. E fruta é natural... Não encontramos um lanche razoavelmente saudável. Apenas salgados, enroladinhos e industrializados: biscoitos, biscoitos, biscoitos...

A dieta do brasileiro está na UTI. Foram-se os costumes alimentares que prolongaram a vida de nossas avós e bisavós. Hoje são os remédios que fazem isso. Às custas de sofrimento causado pela anemia, hipertensão, diabetes, doenças do coração, derrames, obesidade.

Além dos hábitos alimentares, como, por exemplo, servir a crianças apenas um lanche no lugar do jantar, nutricionistas indicam, ainda, outro fator que intensifica a "epidemia" de anemia: verminoses causadas por ausência de saneamento básico (água limpa) e péssimos hábitos de higiene. Fracasso das atuais políticas públicas.

A estrutura hospitalar estatal, de atendimento médico, de saúde da família, de exames, não suporta mais a enxurrada de vítimas desta situação.

Eu digo a quem quer ouvir:

- Vamos dar essa moleza às indústrias farmacêuticas? Vamos continuar pagando nossos impostos para, além dos tradicionais "desvios", serem desperdiçados com atendimentos à saúde que poderiam ter sido evitados e com um custo muito menor?

Só podemos, então, reclamar, se fazemos nossa parte. Como anda sua alimentação? O que você tem feito para não enriquecer as indústrias de remédios? Como você tem alertado as pessoas de sua família e seus amigos sobre esta situação? Couve (foto), símbolo máximo de alimento rico em ferro, cresce como mato!

Ou a anemia já afetou o raciocínio de todos e a vitória chegou aos poderosos?

quinta-feira, abril 23, 2009

Ela deu um basta aos remédios!

Sim, foi ontem que fiquei sabendo. Ela veio me contar, feliz da vida.

- Parei com os remédios! Vou emagrecer sem eles!

- Mas você está bem?!

- Sim! Eu não estava conseguindo dormir direito... Esta noite dormi como um anjo!

- E seus exercícios?

- Aos poucos estou aumentando o tempo. Já me sinto muito melhor! Minha frequência cardíaca está normal, agora!

E ela realmente precisava disso. Cheguei a ficar preocupado. Será que fui severo demais, ao insistir que sua saúde estava em risco?

O sorriso de satisfação disse tudo. Não tem preço.

segunda-feira, abril 20, 2009

MR MAGOO

Um exemplo que ilustra o texto a seguir. Mais diversão e... reflexão!

Cego na corda bamba...

Outro ensinamento de personagens de desenhos animados antigos...

Mr. Magoo -míster magú- é mais um daqueles tipos que dificilmente esquecemos. Figura simpática, este senhor careca, de olhos espremidos e que pensa não correr riscos nas mais arriscadas situações. Um inocente personagem que escapa de forma surpreendente de todas as "armadilhas" pelo caminho.

Ele vê no jornal a imagem de um bandido e conclui que é a de um detetive. Ele enxerga muito mal. E o pior: não assume esta deficiência e enfrenta grandes dificuldades. A graça é que elas acontecem sem que ele saiba, também!... Ele não percebe o risco e não percebe como se safa dele. No final, tudo acaba bem.


Sorte? Irresponsabilidade? Confiança?

Na ficção é assim. No desenho. Ele nos lembra que é bom abrirmos os olhos para os riscos e as armadilhas da vida. Não podemos fingir que eles não existem. Não podemos fingir estarmos preparados paa enfrentá-los.

Ao mesmo tempo, Joseph Murphy, nos ensina que é importante focarmos na solução e, não, no medo ou nos problemas em si. O medo seria a pré-materialização do fato temido, em nosso subconsciente, esta verdadeira "fábrica" do nosso futuro. Mr. Magoo não tem medo e isto pode explicar os "finais felizes"...

Às vezes é bom sermos um pouco "Mr. Magoo", aventureiros, meio cegos e confiantes.

Às vezes temos que tomar cuidado com o excesso de confiança e olhar bem para os lados e à frente e, decididamente, prepararmo-nos para o futuro!

domingo, abril 19, 2009

Otimistas, pessimistas e realistas

Uma amostra que ilustra o texto a seguir. Divirta-se e... reflita!

Ó, vida! Ó, azar!

Ou: como podemos aprender com os "tipos" dos desenhos animados de tempos atrás...

Uma hiena que, ao invés de rir, era mal-humorada. Sim, dizem que hienas, pelo seu jeito de mexer a boca, parecem sempre estar sorrindo. Mas havia uma, a "Hardy", que vivia reclamando da vida.

Mesmo os que não são "jovens há muito tempo" já ouviram a expressão que representa um tipo de gente que apenas vê o lado negativo dos acontecimentos.

- Ó, vida! Ó, azar!

Há poucos dias comentei meu respeito por um autor que teria ajudado a compor minha maneira de ver o mundo. Ele -Joseph Murphy- escreveu sobre o poder de nosso subconsciente. Qual seria nossa análise sobre os efeitos do subconsciente de nossa querida e saudosa Hardy?

Ora, ela faz questão de assumir para todos que é "azarada" e que nada dá certo para ela... Joseph Murphy diria que as mensagens para seu subconsiente são claras e que ele (o subconsciente) provocaria reações e atitudes que "combinariam" com este clima e, assim, mais e mais "coisas erradas" estariam se preparando para acontecer...

Este Murphy não tem nada a ver com a Lei de Murphy -"If anything can go wrong, it will"- , mas, de alguma forma, explica-a. A lei, dizem, surgiu em 1949, por conta de experiências de um tal de Edward Murphy, da Força Aérea do Estados Unidos.

"Se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará."

Joseph, o primeiro Murphy de que falei, diria que devemos nos concentrar nas respostas que nosso subconsciente já possui e abrir caminho para que elas apareçam. Hardy, nossa hiena, simplesmente desacredita de sua capacidade de resolver problemas e, mais ainda, faz disso seu ritual, sua marca registrada. É como se orgulhasse disso...

Quantas "hardys" você conhece? Quantas pessoas encontramos que seu script é fazer-se de vítima e colocar a culpa nos outros? Muitas... O maior risco, para elas, é deixar de caminhar em direção à verdadeira solução de seus problemas. Mesmo os menores deles.

Quem diria, ein? Aquela hiena aparece, agora, em 2009 para nos ensinar a ser um pouco mais felizes...

sábado, abril 18, 2009

PLANOS DIRETORES MUNICIPAIS - NOTA TÉCNICA

Versão 1.0.2009
Introdução

Planos Diretores têm o poder de influenciar a paisagem. Em meio urbano, ou seja, nas cidades, a paisagem é definida pelas construções, vias, remanescentes naturais e vazios. Na área rural, a paisagem é definida pelas estradas, florestas e outras composições de vegetação, ocupações agrícolas, rios, lagos.

O Plano Diretor é uma lei municipal que estabelece, entre outras coisas, limites e incentivos para a ocupação do território. E isto cria forças de expansão em alguns pontos do município, ou de contenção à ocupação, em outros locais. A partir do processo participativo, a população ajuda os técnicos a alcançar um modelo que seja mais próximo daquele que servirá para melhorar a vida da maioria. A lei que é desenvolvida em conjunto não garante as melhorias. No entanto, será muito mais provável que as ações tornem-se realidade se a população continuar participando, fiscalizando, apoiando.

Tudo o que se refere a paisagem tem a ver com Arquitetura e Urbanismo. Desde a largura das ruas e avenidas, passando pelas construções em si e a definição de suas localizações e características, até a escolha de que regiões deverão ser preservadas e transformadas em parques, por exemplo. Neste sentido, apresentamos um breve roteiro para auxiliar cidadãos e detentores de mandatos públicos a compreender estas questões quando presentes no Plano Diretor e dele aproveitarem o máximo.


Fotografia: Bairro do Pontal e Aeroporto de Ilhéus (fonte: Google Earth)

1. Crescimento ou Desenvolvimento?

No desejo por melhorias de condições de vida, há quem acredite que crescer é o único remédio. Mais casas, mais comércio, mais ocupação, mais pessoas, mais indústrias, mais plantações... É importante crescer, mas com planejamento. Muitas vezes crescer demais pode provocar aglomeração de pessoas e escassez de recursos. Muitas vezes os caminhos do crescimento provocam perdas irremediáveis de rios, matas, patrimônio histórico, que podem ser importantes para a qualidade de vida e para o equilíbrio econômico do município, a médio e longo prazo. O verdadeiro Desenvolvimento acontece lentamente e a partir de um planejamento que deve envolver os cidadãos, seus representantes e técnicos experientes. Para crescer, há condições especiais e uma delas é a disponibilidade de “equipamentos urbanos” ou “infraestrutura urbana” ou “serviços urbanos” ou, ainda, “serviços públicos”. São a rede de água e esgoto, sistemas de transportes (ônibus, por exemplo), iluminação pública, que devem ser dimensionadas e estar disponíveis para que o crescimento seja adequado.

2. Ocupação do território

Os cidadãos desejam melhorar de vida. Querem ampliar suas casas ou mudar para regiões em que possam viver melhor. Pessoas que chegam à cidade querem ter onde morar. Famílias querem ter um sustento, que pode ser uma roça ou um comércio, por exemplo. Para tudo isso eles precisam de espaço. Será que há este espaço na sua cidade? Se há, como ele deve ser utilizado? A cidade deve crescer em todos os sentidos, para todos os lados, ou há lados mais recomendados para este crescimento? A cidade cresce e invade a área rural. Isto é aceito pela população? Aquela área rural não está produzindo e já está preparada para receber ruas, escolas, praças, e virar um novo bairro?

3. Função social da terra e da propriedade

O Estatuto da Cidade procura incentivar a utilização da terra e da propriedade de forma a permitir que elas cumpram sua função social. Isto significa que um terreno ou uma propriedade não deveria valer-se dos investimentos públicos (em serviços, por exemplo) para aumentar seu valor. E que os “vazios urbanos” devem ser prioritariamente ocupados e utilizados. Estes vazios são aqueles terrenos na cidade que estão vazios, imóveis abandonados ou em ruínas, que estão servidos de energia elétrica, água, próximos a transportes e segurança, mas não mora e nem trabalha ninguém lá. Os Planos Diretores elaborados em sintonia com o Estatuto da Cidade devem apresentar e regulamentar diversos “Instrumentos” para garantir ao município o direito de intervir e promover esta intenção legal. São os “instrumentos de Gestão Urbana” descritos no Capítulo I do Título IV.

4. Desenvolvimento Urbano

Muitas vezes não cabe ao município apenas, a realização de ações importantes para os cidadãos. Mas o ponto de partida é, sim, no município. Elaborar “estudos”, “projetos”, “levantamentos”, pode auxiliar em muito na hora de realizar “articulações” com os Governos Estadual e Federal, incluindo Secretarias e Ministérios. É uma forma de “viabilizar recursos”. O fato do orçamento municipal ser restrito não o impede de investir em planos e programas de forma a apresentá-los a instituições financiadoras. A Lei do Plano Diretor define diretrizes, prioridades, objetivos e “ações prioritárias”. Estas ações estão listadas na lei e deverão, sim, ser as primeiras a serem contempladas por recursos e planejamentos específicos.

5. Conflitos e usos incompatíveis

Ao crescer, a cidade e seus cidadãos acabam escolhendo aleatoriamente como isso deve acontecer. O resultado é o aparecimento de “conflitos”, como a proximidade de escolas e indústrias barulhentas, de residências com criação de animais, de hospitais com vias de tráfego constante e ruidoso. Há, também, usos considerados incompatíveis, ou seja, instalações que não deveriam estar onde estão, como um aterro sanitário próximo a uma área turística, por exemplo.

6. Parcelamento do solo e adensamento

Há uma Lei Federal que propõe como deve ser efetuada a divisão dos terrenos e cria limites para isso. No município, também pode haver mais restritivas. A razão é tentar garantir “habitabilidade” e mínima “qualidade de habitação” às construções. Uma frente mínima de um lote para uso residencial não deve ser inferior a uma medida que permita um cômodo de dimensões razoáveis e iluminado e ventilado adequadamente. Ao mesmo tempo, ao parcelar o solo o cidadão está trazendo para viver mais pessoas onde antes moravam menos. Será que há capacidade de “infraestrutura urbana” suficiente para mais e mais pessoas naquele bairro? Aquela região da cidade aceita maior “adensamento”, que é justamente isso: mais pessoas morando e vivendo no mesmo lugar?

7. Áreas de risco e áreas de preservação

É comum ficarmos sabendo de desmoronamentos que causam prejuízos e ferimentos. Inundações, também. É importante localizar, no território do município onde estão as regiões sujeitas a riscos físicos e trabalhar para preveni-los e, até, impedir a ocupação por pessoas. Há, inclusive, situações em que o poder público precisa realizar projetos e programas para remover pessoas e realocá-las em regiões seguras.
Da mesma forma, há leis que definem quais são as regiões consideradas “áreas de preservação permanente”, as APP. Estas áreas devem ser desocupadas, recuperadas e preservadas. São as margens dos rios, as encostas e os topos de morros, as matas nativas, as restingas (praias). É importante o município localizá-las nos mapa e esforçar-se para cumprir a legislação, principalmente porque as leis ambientais existem para melhorar a qualidade de vida de todos e há espaço suficiente para moradias e atividades econômicas sem que seja preciso utilizar as APP.

Há, também, áreas consideradas de “risco social”, ou seja, onde o poder público tem dificuldade de agir e crianças, jovens e adultos vivem desprovidos de serviços de segurança e sujeitos a seduções de álcool, drogas, prostituição e criminalidade. Estas áreas devem ser demarcadas e ser alvo de programas de recuperação e inclusão social.

8. Macrozoneamento e zoneamento

Para melhor compreender e monitorar o que está definido na lei do Plano Diretor, acompanha a lei os mapas com definição de áreas e pontos importantes e significativos. O mapa do Macrozoneamento Municipal abrange todo o território do município, são áreas de grande tamanho e, ainda pontos de interesse específico. As macrozonas definem, especialmente, as áreas em que a questão socioambiental é mais forte e deve ser considerada como prioridade em planos e programas e, ainda, as áreas em que a atividade agrícola deve ser intensificada, sempre de forma sustentável e prioritariamente utilizando Sistemas Agroflorestais, aqueles em que não se derruba maciçamente a floresta para produzir. O Zoneamento Urbano alcança a área urbana, a sede do município, a cidade e, eventualmente, algum distrito. As zonas urbanas existem especialmente para definir áreas mais adensadas na cidade, ou seja, em que se permite maior ocupação, edificações mais altas, com mais pessoas morando num quarteirão, por exemplo. Ou áreas de baixa densidade, com casas e maiores recuos umas das outras, permitindo maior insolação, ventilação e qualidade de vida. No zoneamento há as Zonas de Especial Interesse Social, referentes às áreas de risco físico ou social. Há zonas para preservação ambiental e outras reservadas para futura expansão da cidade. Em ambos os mapas há demarcação de pontos de interesse turístico ou histórico. São as Áreas Focais.

Deve-se compreender especialmente a questão dos coeficientes previstos no zoneamento. Se há desejo de adensar a região, permite-se coeficiente de aproveitamento (C.A.) maiores. Por exemplo, se o C.A. permitido é 2,5, isto significa que em terrenos de 300 metros quadrados, permite-se até 2,5 X 300 = 750 metros quadrados de construção. A Lei de Uso e Ocupação do Solo, futuramente elaborada, definirá recuos em relação à rua ou às divisas e isso caracterizará o padrão das construções daquele bairro. Lembre-se: mais recuo significa mais ventilação livre pela cidade, mais insolação, mais saúde e qualidade de vida. Não é uma questão puramente estética.

9. Conselho da Cidade

Além de todos os conselhos existentes e propostos, o Conselho da Cidade deve ser constituído com a finalidade de acompanhar e monitorar, justamente, a execução dos estudos, programas e ações previstos no Plano Diretor. Em especial as “questões urbanísticas”, que são os temas que envolvem conflitos de vizinhança, propostas de expansão de vias e bairros, definição de localização de equipamentos como rodoviárias, centros comerciais, prioridades de investimentos.

sexta-feira, abril 17, 2009

Planos Diretores de Itapebi e Mascote

As audiências finais serão nos dias 6 (Mascote) e 7 (Itapebi) de maio. Depois de muito trabalho e, principalmente, criatividade, os projetos de lei serão apresentados à comunidade.

Estão todos de parabéns! Não foi fácil. A metodologia para pequenos municípios não estava pronta. Tivemos que, simplesmente, elaborá-la. A população -e, mesmo, os políticos- desconfiaram, a princípio. Mas aderiram e deram demonstração de interesse coletivo. A equipe técnica superou dificuldades e apresenta, agora, um resultado magnífico.

Além de Mascote e Itapebi, foram concluídos os Planos Diretores Municipais Participativos de Barro Preto, Itapitanga, Arataca, Jussari, Ibirapuã e Itagimirim. Exemplos a serem seguidos.

Tempo criado

Há muito tempo me refiro com esta expressão a um dos mais espetaculares efeitos da prática regular de atividades físicas.

Pense assim: quando estamos sedentários -há muito tempo sem nos exercitar- o dia se arrasta. Acordamos cansados. O trabalho não rende. Às vezes temos que realizar uma tarefa várias vezes até que o resultado seja aceitável. No fim de tarde estamos acabados, quebrados, de mau humor. Exercícios? Nem pensar!

- Se já estou cansado sem, imagine com eles!...

Caímos na cama aguardando o novo dia, que será igual. Ou pior. É como se o dia tivesse 20 horas, apenas.

Se este é seu caso, ou de alguém que você conheça, proponho devolver a vocês as 4 horas que lhes foram tomadas. É o "tempo criado" pelo exercício. A princípio, existe, sim, uma cota de sacrifício -você já conseguiu algo importante sem esforçar-se?-, mas após alguns dias, o dia será maior. Se antes faltava tempo para o estudo, agora o tempo dedicado ao estudo renderá muito mais. As noites bem dormidas alterarão seu humor pelas manhãs. Os caminhos estarão mais livres e a sensação é unânime:

- Parece que o dia ganhou horas a mais...

É o tempo sendo criado.